Especialista diz que exportações aquecidas podem resultar na falta de soja no segundo semestre

Créditos: Rádio Uirapuru

O agronegócio vive um momento de otimismo com a boa colheita da safra de grãos. Mesmo com as quebras importantes que vão chegar a cerca de 5% na produção de soja nesse ano, em comparação com o ciclo passado, dados da Conab apontam que o Brasil terá a segunda maior safra de grãos da história.

Em entrevista à Uirapuru, a jornalista especializada em economia e agronegócios e âncora do Canal Rural, Kellen Severo, destacou que o setor está indo bem, mas também demonstra uma preocupação com relação à política econômica, que pode alterar regras do crédito, subsídios e isenções. Em relação à soja, disse que o produtor deve ficar atento à saída do Reino Unido da União Europeia, que, se for desastrosa, pode refletir na alta do dólar. Salientou que no cenário brasileiro a atenção deve ser com a reforma da Previdência, que deverá espelhar no câmbio.

Disse que não são poucos os economistas que chamam atenção para uma perspectiva de faltar soja no segundo semestre, isso porque as exportações da oleaginosa estão aquecidas e o volume pode ficar insignificante em relação à demanda. Segundo Kellen, a potencial ausência de soja poderia gerar oportunidade de alta no segundo semestre. Falou que se fosse produtora observaria com atenção todos os elementos que podem gerar uma alta no câmbio e o seu próprio planejamento econômico.

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