Na Uirapuru, presidente do Sindicato Rural de Passo Fundo defende anistia do Funrural

Em 2010, uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a cobrança prevista na lei do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural).

O Funrural é uma contribuição social de 2,1% sobre a receita bruta da comercialização da produção. Ele é destinado a custear a aposentadoria dos trabalhadores rurais. Na época, todos os produtores deixaram de fazer o pagamento. Só que em março de 2017, o STF voltou atrás e julgou a matéria constitucional, criando um passivo enorme, calculado em R$ 18 bilhões, o que colocou em pânico os produtores rurais.

Nesta semana a nova ministra de Agricultura, Tereza Cristina, disse que o governo de Bolsonaro já tem sinalizado a favor da anistia a dívida dos produtores, mas que a matéria ainda seria analisada.

Em entrevista na Uirapuru, o presidente do Sindicato Rural de Passo Fundo, Júlio Carlos Suzin, explicou que em alguns casos os produtores que possuíam funcionários pagavam o INSS e o Funrural, pagando duas vezes a mesma coisa e sem qualquer tipo de retorno por parte do governo. O presidente defendeu que o correto é fazer o perdão das dívidas, porque já existem outras formas de pagar o valor em folha de pagamento e não através do Funrural.

Segundo Suzin, a situação é ainda bastante confusa e precisa ser definida pelo governo e bem esclarecida aos produtores. Para o presidente, o passivo se tornou muito grande e é inviável o seu pagamento.

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