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Uma oportunidade para consolidar a República

Ieda Almeida
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Conforme nossos historiadores “em meio a crise generalizada a Proclamação da República Brasileira foi golpe de Estado político-militar, ocorrido em 15 de novembro de 1889, que instaurou a forma republicana presidencialista de governo, encerrando a monarquia constitucional parlamentarista do Império e, por conseguinte, destituindo e deportando o então chefe de Estado, imperador D. Pedro II.

Sinteticamente na Monarquia, quem exerce a função de chefe de Estado é o rei ou a rainha, o imperador ou a imperatriz entre outros títulos. Geralmente, esse cargo é hereditário, se revezando entre os membros da mesma família.

República é palavra que vem do latim (res pública) que significa “bem comum, coisa pública”. Na república, o poder emana do povo e o chefe de Estado é escolhido através do voto direto, livre e secreto para um mandato transitório, geralmente chamado de presidente ou primeiro ministro no caso das repúblicas parlamentaristas e prevalece a soberania popular através do exercício da democracia.

Nestes 129 anos de vigência da República o Brasil tem vivenciado momentos de otimismo e passado por períodos nada lisonjeiros quando se trata da aplicação daquilo que chamamos princípios republicanos. Neste 15 de Novembro de 2018 cremos ser oportuno uma reflexão sobre o que é e o que pode vir pela frente.

O que marca profundamente a República é o empenho político na busca do bem público, na concretização no bem comum. Um valor transcendental nessa trajetória é jamais abrir mão da liberdade e da democracia, com participação soberana e efetiva da população. Nisso se insere a separação e a harmonia entre os três poderes – Executivo, Legislativo, Judiciário – a livre ação da imprensa, o direito de reunião e de organização da sociedade e a possibilidade do individuo poder empreender para geração de seu sustento, de empregos e impostos.

Numa República, onde a convivência das diferentes visões de mundo é vital para a harmonia geral existem posturas a serem observadas individual e coletivamente sob o risco da geração de tensões e de crises constantes que se refletem principalmente nas áreas econômica e social.

Assim, quando se trata do interesse público, do destino da coletividade a ética, a honestidade, o pluralismo precisam balizar todas as decisões de quem nos governa.

A história já provou à exaustão que o populismo, a demagogia, a propaganda enganosa, a falta de alternância no poder e de imparcialidade trazem prejuízos grandes e duradouros a qualquer País. Podemos dizer que a América do Sul é um típico exemplo de como a ausência dos princípios republicanos afetam o destino dos povos que vem sendo governado aos solavancos.

Uma República será próspera, saudável e respeitada na justa medida em que descarta, combate e elimina privilégios e consegue fazer com que as leis – aprovadas em parlamentos livres e soberanos – sejam aplicadas sem distinção de cor, etnia, classe social e poder econômico.

Nessa gangorra de altos e baixos que marca a República brasileira entraremos no ano 130 da sua existência num clima de otimismo que nasceu da vontade soberana das urnas em outubro último. Com novo presidente e novo Congresso (vale para novos governadores e assembleias) temos reais possibilidades de iniciar um virtuoso ciclo de desenvolvimento econômico, social e politico que pode nos levar a um Brasil mais justo, rico e sem corrupção.

Nos mobilizemos todos, eis que estamos diante de outra oportunidade para consolidar nossa centenária República, pois após uma eleição livre e soberana as divergências eventuais precisam convergir para concretizar os interesses da Nação.

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