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Ieda Almeida

  • Quinta-Feira, 25/05/2017

    Saber esperar

    Saber esperar é simplesmente dar tempo ao tempo; investir no tempo e não corromper o tempo, esperando que ele faça a sua parte. Pela inércia prolongada, nossa mente estagnou-se no tempo e no espaço, tornando-nos seres desatualizados e omissos.

     

    O saber esperar é ter paciência com tudo e com todos, sem jamais parar. Nossos novos movimentos vão trazendo novas amizades, novos caminhos vão se abrindo, nossa perspectiva de vida se amplia e encontramos soluções jamais imaginadas.

     

    O tempo é necessário para o amadurecimento das nossas atitudes e os resultados serão novos pontos de partida para o nosso crescimento, que é infinito. É infalível.

     

    Os resultados positivos do “saber esperar”:

     

    - desenvolve a continuidade: tudo terá começo, meio e fim;
    - desenvolve a serenidade;
    - expande os sentidos e a consciência;
    - torna a vida mais produtiva.

     

    Saber esperar será a virtude primeira no homem do futuro.

  • Quarta-Feira, 24/05/2017

    Coloque limites nos outros para que a nossa paciência não chegue ao seu limite

    Antes de analisar e julgar aquilo que prejudica a nossa paciência, deveríamos analisar a nós mesmos. Se você volta a se expor continuamente a aquilo que o irrita, está expondo o seu corpo descoberto a um batalhão de facas cada vez mais afiadas, cada vez mais precisas e certeiras no dano que causam em você.

     

    Se você já sabe o que tem que fazer e não o faz, não é uma responsabilidade alheia, mas sim apenas sua. Você já sabe ao que está se expondo, então ter uma nova decepção é uma questão de tempo. Você está brincando de roleta russa com sua paciência e dignidade. Ainda que acredite que o faz para não evitar conflitos com pessoas que gosta, está concedendo carta branca a tudo aquilo que não tem consideração por você.

     

    Portanto, a paciência é uma capacidade limitada. É uma virtude quando a colocamos a serviço de algo que nos interessa ter a longo prazo ou quando precisamos bastante em situações excepcionais, como uma grande travessura de criança ou suportar um atraso de alguém.

     

    Por isso, a paciência não deve nos definir, mas nos caracterizar: tenho paciência para aquilo que merece ou para aquilo que não encontro outro remédio. Não tenho paciência para aquilo que me irrita sem motivo aparente de forma contínua, esperando de mim absoluta complacência e silêncio. Isso não é ser paciente, isso é machucar-se sem necessidade alguma, sem ter outra recompensa certa a não ser a dor.

     

    A chave para conservar nossa paciência naquilo que realmente precisa dela é não gastá-la com aquilo que não a requer. Se uma amiga sempre muda os planos de acordo com a sua conveniência, se um companheiro de trabalho chega sempre tarde ou se alguém mente de maneira costumeira, devemos fazer com que ele veja que não gostamos do seu comportamento e que não estamos dispostos a seguir tolerando isso.

     

    O silêncio a respeito de atitudes e comportamentos que nos machucam nos converte em cúmplices da dor que outros nos causam. A bondade e a paciência têm um limite, e é a perda da ingenuidade de supor que as coisas vão mudar sozinhas, sem que a gente tome partido da situação que nos afeta de forma direta.

     

    Afastar-se daquilo que esgota a sua paciência é um luxo e uma boa decisão, pois não temos que voltar a transitar pelos caminhos em que na maioria das vezes encontramos desculpas, mentiras, desconsideração ou desprezo. Querer guardar sua paciência é gostar de si mesmo.

     

    Algumas pessoas ficarão surpresas por seguir esse caminho saudável, já que carecem de um senso de autocrítica e não estão conscientes de que a sua paciência é um bem limitado, e de que a energia para suportar contínuos desaforos tem que ser utilizada de uma maneira melhor.

     

    A paciência deve ser dirigida para algo que lhe devolva sempre mal-estar e nervosismo. Por mais familiar que isso tenha sido em nossas vidas, todo mundo tem a capacidade para dizer “chega” ou “não quero mais suportar isso”. Nossa paciência é um valor, mas também um farol que identifica as pessoas que só a colocam à prova de maneira informal.

     

    Por Resiliência Humana

  • Terça-Feira, 23/05/2017

    Revolução da Alma

    Ninguém é dono da sua felicidade por isso não entregue sua alegria, sua paz, sua vida nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém. Somos livres, não pertencemos a ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos, da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja. A razão da sua vida é você mesmo.

     

    A sua paz interior é a sua meta de vida. Quando sentir um vazio na alma, quando acreditar que ainda está faltando algo, mesmo tendo tudo, remeta seu pensamento para os seus desejos mais íntimos e busque a divindade que existe em você.

     

    Pare de colocar sua felicidade cada dia mais distante de você... Não coloque objetivos longe demais de suas mãos, abrace os que estão ao seu alcance hoje. Se anda desesperado por problemas financeiros, amorosos ou de relacionamentos familiares, busca em seu interior a resposta para acalmar-lhe, você é reflexo do que pensa diariamente.

     

    Com um sorriso no rosto as pessoas terão as melhores impressões de você e você estará afirmando para você mesmo, que está pronto para ser feliz. Trabalhe, trabalhe muito a seu favor. Pare de esperar a felicidade sem esforços.

     

    Pare de exigir das pessoas aquilo que nem você conquistou ainda. Critique menos, trabalhe mais. E, não se esqueça nunca de agradecer. Agradeça tudo que está em sua vida nesse momento, inclusive a dor. Nossa compreensão do Universo, ainda é muito pequena para julgar o que quer que seja na nossa vida.

     

    Por fim, acredite que não estaremos sozinhos em nossas caminhadas, um instante sequer se nossos passos forem dados em busca de justiça e igualdade.

     

    A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las.

  • Segunda-Feira, 22/05/2017

    Quanto mais você faz pelas pessoas, menos elas fazem por si mesmas

    Quanto mais você faz para os outros, mais feliz se sente. Você oferece sua ajuda e, se puder aliviar algum tipo de sofrimento, é ainda melhor. No entanto, muitas vezes a sua vontade de facilitar as coisas para as outras pessoas acaba por não deixá-lo mais feliz. O resultado não é o esperado. Quanto mais você faz, mais se decepciona.


    A vida não é fácil e a prova disso é composta por muitos momentos difíceis que temos que vivenciar. Eles nos fazem mais fortes e mais sábios, nos permitem amadurecer e nos conhecermos melhor. Se não tivéssemos a oportunidade de passar por momentos difíceis, nós nunca teríamos a chance de aprender e adquirir experiências. No entanto, isso é o que você quer fazer com aqueles que ama: sofrer por eles, tê-los sempre por perto. Se você pudesse viveria a vida deles, mas não pode.

     

    Quanto mais você faz para os outros, mais se afasta de você mesmo. Eu não sei o motivo, mas certamente existe mais de um. Você não gostaria de enfrentar a si mesmo, então você foca a sua atenção nos outros. Talvez você mesmo esteja precisando de toda essa atenção, desse carinho e apoio que dá sem interesse para os outros.

     

    Você já percebeu que está projetando uma necessidade sua? Mas, em vez atendê-la, você foge dela. Como você pode se ajudar se não conhece a si mesmo? Como se atreve a dar amor se não é capaz de amar a si mesmo? Para ser generoso com o outro, é preciso ser generoso primeiro com você mesmo. Você nunca pode oferecer aquilo que não cultiva; mesmo que acredite que pode.

     

    Quando você acredita que é mais importante fazer pelos outros do que para si mesmo, é possível que não esteja consciente de que está cometendo vários erros. Estes não têm um impacto somente sobre você, mas também sobre os outros. Você não pode estabelecer relacionamentos saudáveis se dá tudo para o outro enquanto se esquece de você.

     

    – Para apoiar os outros, você deve primeiro apoiar a si mesmo: você sempre apoia as pessoas que ama, as ajuda a se levantarem quando estão no fundo do poço, é a sua fonte de motivação quando todas as outras possibilidades já se esgotaram. Mas… como é que você não faz o mesmo por você? Porque isto o deixaria infeliz.

     

    – Não crie dependências: você acredita que se os outros dependerem de você será mais feliz. Talvez seja você que precisa depender deles. Esta crença nunca poderá construir um relacionamento saudável. A dependência nos causa muito mais sofrimentos do que pensávamos.

     

    – Você está em primeiro lugar, depois os outros: você não pode ajudar alguém se também tem problemas ou dificuldades para superar. Primeiro é você e, em seguida, os outros. Pense sempre nisso, porque é muito importante. Às vezes apoiamos os demais mesmo sem ter condições de agir dessa forma.


    Todas as pessoas têm poder de escolha

     

    Quanto mais você faz para os outros, mais você limita o seu poder de escolha. Então, de repente você percebe que eles já deixaram tudo nas suas mãos: param de lutar pelos seus sonhos, de querer estar bem. Esta responsabilidade agora recai sobre você. Lutar por você mesmo não é suficiente? Você está vivendo por dois, três ou mais pessoas.

     

    Mesmo que o seu amigo esteja sofrendo, é ele quem deve escolher se quer continuar nessa situação complicada que está destruindo a sua vida ou não. Você sóÉ mais fácil se “deixar levar”, permitir que outra pessoa escolha o nosso caminho. No entanto, esta atitude não traz nenhum benefício. Aprendemos com os erros, com as pessoas que nos ferem, com todos aqueles momentos que nos marcaram de alguma forma. Se não aprendermos a lidar com isso, como poderemos valorizar a confiança em um amigo? Como perceber que o caminho para o sucesso não é uma reta, mas é cheio de curvas e buracos?

     

    Toda vez que você se sentir tentado a assumir o controle da vida de alguém, lembre-se de que se você agir dessa forma a pessoa deixará de lutar por si mesma, não precisará mais lidar com as situações difíceis, e não aprenderá com as situações que ocorrem na sua vida. Você deixará tudo mais fácil, no entanto, esta não é a realidade. Em vez de fazer um favor, estará empurrando a pessoa para um mundo de ficção.

     

    As nossas decisões definem o rumo das nossas vidas. Não há nenhum destino predeterminado, construímos o nosso caminho com base nas nossas escolhas. Se alguém fizer isto por nós, este não será mais o nosso caminho. E, como nós somos tão humanos, acabaremos nos abandonando.

     

    Por esta razão você não recebeunada em troca de todas aquelas pessoas que você ajudou. Elas não agiram conforme o esperado, você esperava algum tipo de agradecimento. Você não percebeu que se envolveu em uma vida que não era sua. Ninguém vai lhe dar uma medalha por lutar as batalhas que não são suas.

     

    Resiliência Humana

  • Sexta-Feira, 19/05/2017

    Torcida

    Mesmo antes de nascer, já tinha alguém torcendo por você. Tinha gente que torcia para você ser menino. Outros torciam para você ser menina. Torciam para você puxar a beleza da mãe, o bom humor do pai. Estavam torcendo para você nascer perfeito. Daí continuaram torcendo...

     

    Torceram pelo seu primeiro sorriso, pela primeira palavra, pelo primeiro passo. O seu primeiro dia de escola foi a maior torcida. E o primeiro gol, então? E de tanto torcerem por você, você aprendeu a torcer. Começou a torcer para ganhar muitos presentes e flagrar Papai Noel. Torcia o nariz para o quiabo e a escarola. Mas torcia por hambúrguer e refrigerante. Começou a torcer até para um time. Provavelmente, nesse dia, você descobriu que tem gente que torce diferente de você.

     

    Seus pais torciam para você comer de boca fechada, tomar banho, escovar os dentes, estudar inglês e piano. Eles só estavam torcendo para você ser uma pessoa bacana. Seus amigos torciam para você usar brinco, cabular aula, falar palavrão. Eles também estavam torcendo para você ser bacana. Nessas horas, você só torcia para não ter nascido.

     

    E, por não saber pelo quê você torcia, torcia torcido. Torceu para seus irmãos se ferrarem, torceu para o mundo explodir. E, quando os hormônios começaram a torcer, torceu pelo primeiro beijo, pelo primeiro amasso. Depois começou a torcer pela sua liberdade. Torcia para viajar com a turma, ficar até tarde na rua. Sua mãe só torcia para você chegar vivo em casa.

     

    Passou a torcer o nariz para as roupas da sua irmã, para as idéias dos professores e para qualquer opinião dos seus pais. Todo mundo queria era torcer o seu pescoço. Foi quando até você começou a torcer pelo seu futuro. Torceu para ser médico, músico, advogado. Na dúvida, torceu para ser físico nuclear ou jogador de futebol. Seus pais torciam para passar logo essa fase. No dia do vestibular, uma grande torcida se formou. Pais, avós, vizinhos, namoradas e todos os santos torceram por você.

     

    Na faculdade, então, era torcida pra todo lado. Para a direita, esquerda, contra a corrupção, a fome na Albânia e o preço da coxinha na cantina. E, de torcida em torcida, um dia teve um torcicolo de tanto olhar para ela. Primeiro, torceu para ela não ter outro. Torceu para ela não te achar muito baixo, muito alto, muito gordo, muito magro. Descobriu que ela torcia igual a você. E de repente vocês estavam torcendo para não acordar desse sonho. Torceram para ganhar a geladeira, o microondas e a grana para a viagem de lua-de-mel.

     

    E daí pra frente você entendeu que a vida é uma grande torcida. Porque, mesmo antes do seu filho nascer, já tinha muita gente torcendo por ele. Mesmo com toda essa torcida, pode ser que você ainda não tenha conquistado algumas coisas. Mas muita gente ainda torce por você!

     

    "Se procurar bem você acaba encontrando. não a explicação (duvidosa) do mundo, mas a poesia (inexplicável) da vida."

     

    Eu torço por você...

     

    Carlos Drummond de Andrade

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