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Ieda Almeida

  • Segunda-Feira, 24/04/2017

    Aceitar as pessoas como elas são não nos obriga a conviver com elas

    É preciso tolerar e aceitar as pessoas como elas são, porém, conservando-nos o direito de nos afastar cordialmente de quem não nos agrada.

     

    A tolerância é uma necessidade urgente neste mundo violento de hoje, em que uma simples discussão no trânsito pode chegar a provocar mortes. A intolerância é a mãe do preconceito, da exclusão, do racismo, de tudo, enfim, que segrega, separa e agride o que não se aceita, o que não se acha normal, o que incomoda sem nem haver razão. Sim, é preciso tolerar e aceitar as pessoas como elas são, porém, conservando-nos o direito de nos afastar cordialmente de quem não nos agrada.

     

    Podemos entender que o outro tem a própria maneira de pensar, que sua história de vida é peculiar e suas bagagens podem ser totalmente diferentes das nossas. Podemos compreender que as verdades alheias, por mais que nos soem ilógicas e absurdas, são do outro tão somente e não necessariamente nossas. Desde que não nos firam, as escolhas do outro não nos dizem respeito. Desde que o outro esteja feliz, sem pisar ninguém, não temos como tentar intervir em estilos de vida que não são nossos.

     

    Devemos saber discordar sem ofender, sem tentar impor o que pensamos como verdade absoluta – isso é arrogância burra. Necessitamos ouvir o que o outro tem a dizer, por mais que não enxerguemos ali razão alguma, mesmo que o que disserem ou fizerem seja exatamente o contrário de tudo o que temos como certo. Desde que não nos ofendam, nem ultrapassem os limites de nossa dignidade pessoal, os outros terão o direito de viver o que bem quiserem.

     

    Por força maior, como o emprego ou a família, inevitavelmente estaremos sujeitos à obrigação de conviver ao lado de pessoas com quem não simpatizamos ou cujas idéias não se afinem minimamente com as nossas. No entanto, sempre poderemos escolher quem ficará ao nosso lado nos momentos mais preciosos de nossa jornada, enquanto construímos nossa história de vida, de luta e de amor.

     

    Da mesma forma, conseguiremos nos desviar de quem nos desagrada, afastando-nos das pessoas que nada nos acrescentam, sem precisar criticá-las ou brigar com elas. Sim, podemos – e devemos – aceitar as pessoas como elas são, pois isso é o mínimo que se requer, em se tratando de sociedade, porém, não seremos obrigados a conviver além do necessário, além do suportável, além do adequado, com gente que enche a paciência e nos irrita. Isso seria masoquismo.

     

    Prof. Marcel Camargo

  • Sexta-Feira, 21/04/2017

    Aquilo que incomoda o coração tem que ser removido hoje

    Aquilo que incomoda o coração tem que ser removido hoje. Se a gente não joga fora hoje, a gente corre o risco de amanhã, quando tiver outra coisa nos incomodando, juntar com a que incomodou ontem. E vai juntando, isso é residual. Tristeza é residual, vai ficando acumulada, então a gente precisa cuidar. Jogar fora e recomeçar.

     

    No silêncio do coração, há um lugar que não sabe fazer nada. É lá que nos descobrimos em nosso primeiro significado. É ele também o nosso lado mais sedutor. É ele que faz com que as pessoas se apaixonem por nós. É justamente por isso que ele tem que ser bem descoberto, de maneira que, quando façamos o que quer que seja, tudo o que fizermos tenha as marcas do que somos.


    É simples. Medicina muita gente faz, mas é no exercício da profissão que cada pessoa se mostra em sua intimidade mais profunda. Aí mora a diferença. Muitos Fazem a mesma faculdade, mas se encontram de maneira diferente com o conhecimento que recebem. Realizo tudo a partir de minha particularidade. Sou único, ainda que imitado por muitos.

     

    A vida é fruto da decisão de cada momento. Talvez seja por isso, que a ideia de plantio seja tão reveladora sobre a arte de viver. Viver é plantar. É atitude de constante semeadura, de deixar cair na terra de nossa existência as mais diversas formas de sementes.

     

    Cada escolha, por menor que seja, é uma forma de semente que lançamos sobre o canteiro que somos. Um dia, tudo o que agora silenciosamente plantamos, ou deixamos plantar em nós, será plantação que poderá ser vista de longe…

     

    Padre Fábio de Melo

     

  • Quinta-Feira, 20/04/2017

    Ser livre

    Você tem o direito de escolher com quem, e como vai viver. Você pode mudar a sua vida. Você pode estruturar a sua vida como quiser. Porque você é livre! Você é livre para sofrer tudo o que você quiser!

     

    Perceba que sua liberdade lhe dá condições para sofrer tudo o que você quiser. Com uma simples cara fechada de seu marido resfriado, você pode acabar numa crise conjugal de um mês.

     

    Por causa de uma buzinada no trânsito, você pode se irritar o dia inteiro. Com a inflação do mês você entra em depressão profunda. Porque você é livre!

     

    Nada ou ninguém pode impedir você de sofrer tudo o que quiser. Perceba que nem mesmo muito dinheiro pode impedir você de se sentir pobre. Nem um grande amor pode impedir você de se sentir mal amado.

     

    Nem muitos amigos podem impedir você de se sentir solitário. Nem mesmo o sucesso pode impedir você de se sentir fracassado. Porque você é livre! Você só vai parar de sofrer quando você quiser!

     

    Perceba que é sua a opção pelo sofrimento. Algumas pessoas decidem estar no mundo para viver, outras para sofrer. E pensam que é seu destino sofrer. Isso é pura ilusão!

     

    Só quando você decidir, você pára de sofrer. "Porque você é livre!"

     

    Roberto Shinyashiki

  • Quarta-Feira, 19/04/2017

    Os filhos do quarto

    Antes perdíamos filhos nos rios, nos matos, nos mares,
    hoje temos perdido eles dentro do quarto!

     

    Quando brincavam nos quintais ouvíamos suas vozes, escutávamos suas fantasias e ao ouvi-los,
    mesmo a distância, sabíamos o que se passava em suas mentes.

     

    Quando entravam em casa não existia uma TV em cada quarto, nem dispositivos eletrônicos em suas mãos.

     

    Hoje não escutamos suas vozes, não ouvimos seus pensamentos e fantasias, as crianças estão ali, dentro de seus quartos, e por isso pensamos estarem em segurança.


    Quanta imaturidade a nossa.

     

    Agora ficam com seus fones de ouvido, trancados em seus mundos, construindo seus saberes sem que saibamos o que é...

     

    Perdem literalmente a vida, ainda vivos em corpos, mas mortos em seus relacionamentos com seus pais, fechados num mundo global de tanta informação e estímulos, de modismos passageiros, que em nada contribuem para formação de crianças seguras e fortes para tomarem decisões moralmente corretas e de acordo com seus valores familiares.

     

    Dentro de seus quartos perdemos os filhos pois não sabem nem mais quem são ou o que pensam suas famílias, já estão mortos de sua identidade familiar...

     

    Se tornam uma mistura de tudo aquilo pelo qual eles tem sido influenciados e pais nem sempre já sabem o que seus filhos são.

     

    Você hoje pode ler esse texto e amar, mandar para os amigos.
    Pode enxergar nele verdades e refletir. Tudo isso será excelente.

     

    Mas como Psicopedagoga tenho visto tantas famílias doentes com filhos mortos dentro do quarto, então faço você um convite e, por favor aceite !

     

    Convido você a tirar seu filho do quarto, do tablet, do celular, do computador, do fone de ouvido, convido você a comprar jogos de mesa, tabuleiros e ter filhos na sala, ao seu lado por no mínimo 2 dias estabelecidos na sua semana a noite (além do sábado e domingo).

     

    E jogue, divirta-se com eles, escute as vozes, as falas, os pensamentos e tenha a grande oportunidades de tê-los vivos, "dando trabalho" e que eles aprendam a viver em família, se sintam pertencentes no lar para que não precisem se aventurar nessas brincadeiras malucas para se sentirem alguém ou terem um pouco de adrenalina que antes tinham com as brincadeiras no quintal !"

     

    Psicopedagoga Cassiana Tardivo

  • Terça-Feira, 18/04/2017

    Abraço é coisa séria

    Abraço é coisa tão séria que não se empresta, se dá. E quando os corpos se encostam, todos os chakras se tocam. Abraço é coisa tão séria que junta os dois corações: pode ecoar para sempre ou esvaziar por inteiro.

     

    Pois quando a gente abraça, traz para dentro a pessoa: com bagagem, passado, infância, viagens e o principal: seu perfume espiritual.

     

    E o que recebemos nem sempre é o que damos, por isso alguns são afagos que nutrem por um longo tempo e outros, desespero pra matar a fome, um devoramento. Recuso abraçar levianamente, abraço com meu enrosco de afeto demais, amor puro, corpo colado para o abraço ser sentido, ter sentido.

     

    Abraço que é de verdade pode até ser dado de longe, pois ultrapassa as esferas e desconhece distâncias, é todo feito de encontro. Abraço é coisa tão séria que há de ser doce, leve, divertido, espontâneo, mesmo quando acalanto, colo ou celebração.

     

    A gente agarra por impulso de carinho porque a sintonia é a mesma. E quando o abraço termina, quando ele é dado de graça, fica a cosquinha no peito, uma brisinha na alma e a harmonia instalada.

     

    Por Resiliência Humana

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