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Ieda Almeida

  • Terça-Feira, 15/08/2017

    Faça

    A vida melhora imensamente quando você pára de deixar as coisas acontecerem e passa a fazer as coisas acontecerem. Em vez de ser uma vítima, seja alguém que faz. Em vez de procurar alguém para culpar, procure pelo que você pode fazer. Em vez de perguntar:

     

    “Por que isso aconteceu comigo?”, pergunte
    “O que posso fazer?”

     

    Estabeleça suas prioridades e concentre-se em seus objetivos. Nenhuma situação pode lhe derrotar quando você vive com determinação. As coisas que lhe acontecem têm uma importância menor do que tudo aquilo que você pode fazer a respeito.

     

    Seu senso de direção, seu foco, seu comprometimento e sua ação eficaz guiarão você em qualquer situação, não importa o que aconteça. Seja responsável – nos seus pensamentos, suas palavras, suas crenças, suas ações – pelas coisas que acontecem, e elas ficarão muito mais ao seu gosto.

     

    Faça a vida acontecer e ela acontecerá para você também.

  • Segunda-Feira, 14/08/2017

    É aos poucos que tudo se ajeita

    A gente não quer sentir dor. Não quer sentir aflição. Não deseja experimentar o desamparo nem a solidão. Mas vez ou outra sentimos. Vez ou outra o medo vem nos visitar e a angústia nos faz companhia. E descobrimos que isso nos torna vivos também. Isso faz parte da condição humana, que não é só forte e bem resolvida o tempo todo, mas também é feita de desassossegos e inquietações.

     

    “A angústia é um privilégio de quem está completamente dentro da vida”. A frase, de Maria Ribeiro, me fisgou nesse momento em que aguardo ansiosa o lançamento do meu segundo livro. Faltam dois dias. Dois dias em que a ansiedade e a angústia fazem parte do repertório de sensações que experimento. Mas constato que nunca me senti tão viva. Nunca me senti tão à flor da pele e tão humana.

     

    Sentir-se no alto de uma montanha russa faz parte dessa aventura que é a vida; entender que vamos suportar a descida e encontrar sentido nas curvas do caminho nos dá coragem para abrir os olhos e soltar as mãos, cientes de que no fim, a angústia foi um combustível importante também.

     

    De vez em quando somos tentados atirar alguém da tristeza. Mas ela tem sua utilidade e seu tempo. Tem a serventia de nos equilibrar, de nos posicionar corretamente na vida, de trazer clareza e lucidez. Nos torna mais reflexivos e criativos, pois nos impulsiona a encontrar recursos para atravessar o deserto, para transpor os rios, para desbravar as subidas e romper os cadeados.

     

    Todo mundo sente angústia vez ou outra na vida. E é um erro acreditar que só porque alguém parece ter a “vida perfeita”, não sente medo e solidão. Só porque aparenta ter equilíbrio e sofisticação, não experimenta ausência e inadequação.

     

    A felicidade é feita de altos e baixos, e é assim pra todo mundo. Temos o costume de superestimar a felicidade alheia e nos ressentir de nossa própria realidade. Esquecemos que na vida real qualquer um pode acordar num dia imperfeito, sentindo-se desajustado, carente de respostas e com o coração cheio de lembranças. Isso é premissa para sentir-se vivo também, e quem nunca experimentou esses sentimentos vive em outro planeta ou está mentindo.

     

    É aos poucos que tudo se ajeita. Aos poucos que a gente entende que de vez em quando a alegria se atrasa, mas não vai embora de nós. É suavemente que a gente compreende que de repente tudo se enche de significado de novo, as peças se encaixam, a roupa serve, a intuição flui, o riso irrompe. Sim, a vida é linda e espantosa…

     

    Tenho me reconciliado com minhas aflições. Andado de mãos dadas com minhas imperfeições. Aceitado que meu caminho não está imune a rasuras e correções. Entendendo que só errando e não tendo medo de tentar novamente é que irei crescer e me fortalecer. Descobrindo que não preciso adiar a angústia de estar viva só porque ela me lembra que o tempo é escasso e tudo passa, mas reconhecer que ela dá significado ao mosaico de peças de que sou feita. Pois na vida tudo se ajeita, basta ter uma fé enorme de que, sem urgências ou impaciências, encontrarei a dança perfeita…

     

    Por Fabíola Simões - Formada em Odontologia. Em 2015 publicou seu primeiro livro: "A Soma de todos os Afetos" 

  • Sexta-Feira, 11/08/2017

    Dia dos Pais

    Segundo Domingo de agosto
    Comemora-se o Dia dos Pais
    E os pais que vivem isolados
    Em quartinhos de quintais
    Os pais que vivem mudos
    Porque os filhos sabem mais?



    Asilos e casas de repouso
    Vivem esses marginais
    Marginalizados pelos filhos
    Essas feras racionais



    Deus sabe quanto lutaram
    Para criar esses filhos
    Hoje homens formados
    Que jogam seus pais em asilos



    Quantos hoje são mendigos
    Mãos estendidas pedem auxílio
    Se eles ficam em casa
    São verdadeiros empecilhos



    Enquanto os velhos mendigam
    Os jovens vivem tranquilos



    Os filhos ouvem música
    Ou assistem televisão
    E o velho pai onde está?
    Sentado na cama no porão



    Meu pai não gosta de nada
    Vive bem com a solidão
    Desci as escadas e fui ver
    Vi o velho esfregando as mãos
    Estava muito gelada
    Com o frio da ingratidão



    O absurdo dos absurdos
    Eu quero contar pra vocês
    Conheço um velho pai doente
    Filhos casados tem três
    Três casas para ficar
    Cada casa fica um mês
    Eu pergunto a mim mesmo
    Que mal este velho fez?



    Por que os filhos têm tudo
    E os pais nunca tem vez?



    Tudo o que bate volta
    É um grande ditado
    Se teu pai vive assim
    Tenha muito cuidado



    O tempo corre, a vida passa
    E você já está escalado
    A dormir no porão úmido
    E teu filho no sobrado
    Quem semeia semente ruim
    Vai colher fruto estragado...

  • Quinta-Feira, 10/08/2017

    Dizendo: "você está errado"

    Uma das maneiras mais certas de você ser agredido, repreendido, desprezado e humilhado por alguém é dizer-lhe: “você está errado”. As pessoas simplesmente odeiam ouvir isso – o que geralmente significa que o odiarão por você haver dito isso! Afinal, todo mundo quer estar certo.

     

    Quando você diz a uma pessoa “você está errado”, ela geralmente acrescenta sua própria interpretação sobre suas palavras. Em geral, conclui que você está querendo dizer: “você está errado, portanto, é incompetente”.

     

    Assim, se é importante que a outra pessoa aprecie seu ponto de vista e obedeça suas instruções, tente outra alternativa. Algo do tipo: “respeito sua opinião, mas a minha é diferente”... ou “minha experiência não condiz com a sua”, ou ainda, “tenho muito respeito pela sua opinião, mas não concordo com você nesse ponto”.

     

    Estar certo é um negócio muito sério. Se você quiser chegar a um acordo amigável, fale em termos de opiniões, idéias e experiências diferentes, em vez de certo ou errado. Afinal, é você quem pode estar errado.

     

    É irônico, mas queremos o respeito dos outros insistindo no fato de estarmos certos e, ainda assim, não o conquistamos. Tememos perder o respeito dos outros ao admitir que estamos errados, quando, na verdade, nós o conquistaríamos.

     

    Sempre que estamos preparados para admitir que estamos errados, as pessoas admiram nossa coragem e nos tratam com compaixão. Mesmo assim, detestamos admitir nossos erros.

     

    Se todo mundo quer estar certo, é evidente que, se você estiver preparado para deixar os outros terem razão de vez em quando, será admirado por isso.

     

    Em poucas palavras: dizer às pessoas que elas estão erradas é uma ótima maneira de conquistar inimigos. Admitir que você está errado pode ser uma boa maneira de começar uma amizade.

  • Quarta-Feira, 09/08/2017

    Lição de Vida

    Observando algumas formigas no jardim aqui de casa, percebi que todas seguiam uma mesma rota carregando folhas maiores que elas mesmas, mas, seguiam firme em direção ao formigueiro que descobri poucos passos adiante, o que para elas deveria representar uma grande viagem.

     

    De repente percebo que uma delas está com uma folha exageradamente grande nas costas, deveria ser pelo menos vinte vezes maior que ela, e seu esforço era notado a distância. Fiquei ali imaginando o orgulho dessa formiga presunçosa, carregando aquela folha gigantesca e como ela deveria estar ansiosa em mostrar a formiga rainha como ela era forte, como ela era capaz, quem sabe até ganharia uma promoção.

     

    Enquanto a fila de formigas seguia em direção ao formigueiro, essa formiga girava em volta de si mesma, sem conseguir sair do lugar, seu esforço era tão grande que mal avançava um passo, voltava dois para trás, estava tão cega, tão entretida na sua luta de carregar aquele mundão nas costas que nem percebeu que todas as formigas largaram as folhas para escapar do pé de um menino que vinha correndo atrás de uma bola.

     

    As formigas escaparam por pouco, mas nossa amiguinha não teve a mesma sorte, morreu esmagada, agarrada a sua folha gigante.
    Assim como a formiga, nós seres humanos inteligentes e sensíveis, vez em quando queremos carregar mais coisas em nossas costas que podemos suportar, os problemas dos outros, as dores do mundo e a ganância de querer sempre mais, de ser mais e melhor e quando acordamos para a realidade estamos esmagados pelo peso de nossa insensatez.

     

    Cuide mais de você, o dia passa, as pessoas passam, o tempo passa, mas você fica, você será a sua eterna companhia, todos podem até fugir de você, mas você não pode fugir desse encontro com você mesmo, com a sua paz interior, com a sua felicidade. Por amor a você, carregue apenas a sua mala, e de preferência, o mais vazia possível!

     

    *Paulo Roberto Gaefke

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