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Ieda Almeida

  • Quinta-Feira, 14/06/2018

    O silêncio é a oração dos sábios: porquê se calar é o melhor

    Augusto Cury ensina isso nos livros dele, mas aprendi que o silêncio é a oração dos sábios com meu Avô, desde pequena. Ele era aquela pessoa que quando todo mundo falava junto, numa típica discussão familiar de fim de domingo, chegava e todos se calavam.

     

    Ele falava pouco. Mas quando falava, era como dar uma chicotada em cada um. Aprendi com ele a falar menos e ouvir mais. O silêncio é a oração dos inteligentes. Ele é tão poderoso que evita brigas.

     

    Sabe quando alguém está maluco pra brigar e fica te infernizando? Quando alguém te traz uma fofoca e diz pra você tirar satisfação? Quando a pessoa te fala muitos desaforos sem a mínima necessidade?

     

    Você tem vontade de matar a pessoa com palavras, certo? Eu também era assim. Durante a minha adolescência, eu era do tipo “não levo desaforo pra casa”. Hoje, mais madura, aos 30, aprendi que me calar é sinal de inteligência. Hoje sou da turma do “imbecis, eu deixo no vácuo”.

     

    Enquanto você for da galera que não leva desaforo pra casa, você cria ao seu redor um ambiente de intrigas. Fulano, colega de trabalho, falou mal de você? Vai tirar satisfação por que? Vai ganhar o que com isso, além de mais motivos pra pessoa te maldizer?

     

    Viu como o silêncio é a oração dos sábios? Você tira satisfação, briga e perde o emprego! Tem até um ensinamento que li em um livro, acho até que do Cury mesmo: você pegue um copo d’água, beba, mas não engula. Se conseguir por 2 minutos não engolir a água, terá forças pra não brigar.

     

    Se durante uma discussão entre você e outra pessoa, você for quem se cala e permanece calada por uns minutos, você é a mais forte. E a discussão termina. O silêncio é a oração mais inteligente a fazer numa discussão que os ânimos estão fervendo. Isso só serve pra causar mágoas. Se cale!

     

    Antes de se calar diga: “chega! Isso não vai nos levar à nada. Eu vou me calar”. E mantenha-se firma, em silêncio. Se preciso for, morda a língua. Cante uma música em sua mente. Permaneça com o rosto sério e não fale nada.

     

    A briga vai acabar. Você foi a parte mais sábia e madura da situação. Quando eu era da turma do “não levo desaforo pra casa”, em tudo eu tinha que ser a última a falar. Achava que com isso eu colocava moral. Meu Avô penou pra me convencer de que era mais inteligente me calar.

     

    Quem se cala e deixa o outro no vácuo, é o mais forte. O mais maduro e seguro de si. Não é fácil, de fato. Requer treinamento e muita autoconfiança. Mas quando você deixar a primeira pessoa briguenta de lado, quando a deixar no vácuo no whats, ou sair e dar as costas; você vai gostar.

     

    Quando entender o poder de se calar, vai internalizar que o silêncio é a oração dos sábios. Quando você fica na sua, você não sai do seu espírito de paz. Quem quer brigar, vai brigar. Mas não será com você.


    É mais maduro se calar. Deixar o outro falar até babar. Vai por mim!


    *Gabi Barboza

  • Quarta-Feira, 13/06/2018

    É preciso ir embora

    Ir embora é importante para que você entenda que você não é tão importante assim, que a vida segue, com ou sem você por perto. Pessoas nascem, morrem, casam, separam e resolvem os problemas que antes você acreditava só você resolver. É chocante e libertador – ninguém precisa de você pra seguir vivendo.


    Nem sua mãe, nem seu pai, nem seu ex-patrão, nem sua empregada, nem ninguém. Parece besteira, mas a maioria de nós tem uma noção bem distorcida da importância do próprio umbigo – novidade para quem sofre deste mal: ninguém é insubstituível ou imprescindível. Lide com isso. É preciso ir embora.

     

    Ir embora é importante para que você veja que você é muito importante sim! Seja por 2 minutos, seja por 2 anos, quem sente sua falta não sente menos ou mais porque você foi embora – apenas sente por mais tempo!

     

    O sentimento não muda. Algumas pessoas nunca vão esquecer do seu aniversario, você estando aqui ou na Austrália.

     

    Esse papo de “que saudades de você, vamos nos ver uma hora” é politicagem. Quem sente sua falta vai sempre sentir e agir. E não se preocupe, pois o filtro é natural. Vai ter sempre aquele seleto e especial grupo que vai terminar a frase “Que saudade de você…” com “por isso tô te mandando esse áudio”; ou “porque tá tocando a nossa música” ou “então comprei uma passagem” ou ainda “desce agora que tô passando aí”.


    Então vá embora. Vá embora do trabalho que te atormenta. Daquela relação que você sabe não vai dar certo. Vá embora “da galera” que está presente quando convém. Vá embora da casa dos teus pais. Do teu país. Da sala. Vá embora. Por minutos, por anos ou pra vida. Se ausente, nem que seja pra encontrar com você mesmo. Quando voltar – e se voltar – vai ver as coisas de outra perspectiva, lá de cima do avião.

     

    As desculpas e pré-ocupações sempre vão existir. Basta você decidir encarar as mesmas como elas realmente são – do tamanho de formigas.

     

    *Alinne Souza

  • Terça-Feira, 12/06/2018

    Textos de Arnaldo Jabor - Crônicas de Amor

    Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

     

    O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

     

    Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

     

    Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

     

    Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

     

    Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

     

    Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?

     

    Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

     

    Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

     

    Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?

     

    Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

     

    É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

     

    Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

     

    Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

     

    Não funciona assim.

     

    Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

     

    Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

     

    Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

     

    *Arnaldo Jabor

  • Segunda-Feira, 11/06/2018

    Você achou que era o fim, mas era Deus mudando a direção dos ventos da sua vida!

    Tem uma frase que gosto muito, que diz que não está em nossas mãos decidir para que lado sopram os ventos da nossa vida, a nós cabe somente ajustar as velas do barco, na tentativa de traçar um novo rumo…Esta é uma das maiores verdades da vida! Em um determinado momento tudo pode estar muito bem e no momento seguinte uma tempestade pode se instalar e mudar tudo! Muitas pessoas agem e pensam com soberba, pensando serem donas dos ventos que sopram o barco da vida, mas na verdade não são! E ninguém é!

     

    É Deus o dono dos ventos que sopram e fazem movimentar o barco da vida, só ele sabe se o mar estará calmo ou mexido, se o sol brilhará ou uma tempestade iniciará…

     

    Assim é a vida, tudo está bem e de um segundo ao outro, a situação pode mudar completamente. Às vezes o que estamos vivendo parece até um pesadelo que não vai ter fim, tão acometidos nos sentimos que não enxergamos nada a volta, o medo domina, mas a fé é que nos ergue e nos mantêm em pé e firmes no caminho! É o “chacoalhão da vida”! “O presta atenção”!

     

    Alguns acontecimentos nos colocam tão fragilizados e perdidos que pensamos que será o fim! Mas Deus sabe exatamente aquilo de que precisamos, ele nunca nos abandona, podemos confiar que a tormenta vai passar e algo inesperado e maravilhoso vai acontecer!


    Acredite, confie e entregue os seus caminhos ao Senhor. Seja grato sempre e principalmente seja paciente. Não se volte contra Deus, você pode achar que é o fim, mas na verdade é Deus agindo, mudando os ventos da sua vida de direção! É tão maravilhoso constatar que pensamos que não tinha mais jeito e uma reviravolta maravilhosa acontece, a tormenta passa e a calmaria vêm, despertando um novo rumo, um novo aprendizado e uma nova vida! A nós basta somente continuar acreditando e confiando.

     

    É como se fosse uma metamorfose, a vida é perfeita! Justamente quando a lagarta achou que era o fim, ela renasce diferente, preparada para trilhar novos rumos…bater as asas e descobrir que pode ver o mundo de forma totalmente diferente.

     

    Renascer como a borboleta é brindar a vida, é agradecer o presente que nos é dado a cada novo amanhecer.

     

    *Fabiana Dainese Mauch

  • Sexta-Feira, 08/06/2018

    Minha alma está em brisa

    Contei meus anos e descobri que tenho menos tempo para viver a partir daqui, do que o que eu vivi até agora.


    Eu me sinto como aquela criança que ganhou um pacote de doces; o primeiro comeu com prazer, mas quando percebeu que havia poucos, começou a saboreá-los profundamente.


    Já não tenho tempo para reuniões intermináveis em que são discutidos estatutos, regras, procedimentos e regulamentos internos, sabendo que nada será alcançado.

     

    Não tenho mais tempo para apoiar pessoas absurdas que, apesar da idade cronológica, não cresceram.


    Meu tempo é muito curto para discutir títulos. Eu quero a essência, minha alma está com pressa ... Sem muitos doces no pacote...

     

    Quero viver ao lado de pessoas humanas, muito humanas. Que sabem rir dos seus erros. Que não ficam inchadas, com seus triunfos. Que não se consideram eleitos antes do tempo. Que não ficam longe de suas responsabilidades. Que defendem a dignidade humana. E querem andar do lado da verdade e da honestidade.


    O essencial é o que faz a vida valer a pena.


    Quero cercar-me de pessoas que sabem tocar os corações das pessoas...


    Pessoas a quem os golpes da vida, ensinaram a crescer com toques suaves na alma. Sim... Estou com pressa... Estou com pressa para viver com a intensidade que só a maturidade pode dar.


    Eu pretendo não desperdiçar nenhum dos doces que eu tenha ou ganhe... Tenho certeza de que eles serão mais requintados do que os que comi até agora.


    Meu objetivo é chegar ao fim satisfeito e em paz com meus entes queridos e com a minha consciência.

     

    Nós temos duas vidas e a segunda começa quando você percebe que você só tem uma.

     

    *Autor Desconhecido

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