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Ieda Almeida

  • Quinta-Feira, 31/08/2017

    Você pode

    Você pode curtir ser quem você é, do jeito que você for, ou viver infeliz por não ser quem você gostaria. Você pode assumir a sua individualidade ou reprimir seus talentos e fantasias, tentando ser o que os outros gostariam que você fosse. Você pode produzir-se e ir se divertir, brincar, cantar e dançar, ou dizer em tom amargo que já passou da idade ou que essas coisas são fúteis e não ficam bem para pessoas sérias e bem situadas como você.

     

    Você pode olhar com ternura e respeito para si próprio e para as outras pessoas ou com aquele olhar de censura, que poda, pune, fere e mata, sem nenhuma consideração para com os desejos, limites e dificuldades de cada um, inclusive os seus. Você pode amar e deixar-se amar de maneira incondicional, ou ficar se lamentando pela a falta de gente à sua volta.

     

    Você pode ouvir o seu coração e viver apaixonadamente ou agir de acordo com o figurino da cabeça, tentando analisar e explicar a vida antes de vivê-la. Você pode deixar como está para ver como é que fica ou com paciência e trabalho conseguir realizar as mudanças necessárias na sua vida e no mundo à sua volta. Você pode deixar que o medo de perder paralise seus planos ou partir para a ação com o pouco que tem e muita vontade de ganhar. Você pode amaldiçoar sua sorte ou encarar a situação como uma grande oportunidade de crescimento que a Vida lhe oferece.

     

    Você pode mentir para si mesmo, achando desculpas e culpados para todas as suas insatisfações ou encarar a verdade de que, no fim das contas, sempre você é quem decide o tipo de vida que quer levar. Você pode escolher o seu destino e, através de ações concretas caminhar firme em direção a ele, com marchas e contramarchas, avanços e retrocessos, ou continuar acreditando que ele já estava escrito nas estrelas e nada mais lhe resta a fazer senão sofrer.

     

    Você pode viver o presente que a Vida lhe dá ou ficar preso a um passado que já acabou (portanto não há mais nada a fazer), ou a um futuro que ainda não veio (e que portanto não lhe permite fazer nada). Você pode ficar numa boa, desfrutando o máximo das coisas que você é e possui ou se acabar de tanta ansiedade e desgosto por não ser ou não possuir tudo o que você gostaria.

     

    Você pode engajar-se no mundo, melhorando a si próprio e, por conseqüência, melhorando tudo que está à sua volta ou esperar que o mundo melhore para que então você possa melhorar. Você pode celebrar a Vida e a Energia Universal que o criou ou celebrar a morte, com medo e aterrorizado com a idéia de pecado e punição. Você pode continuar escravo da preguiça ou comprometer-se com você mesmo e tomar atitudes necessárias para concretizar o seu Plano de Vida.

     

    Você pode aprender o que ainda não sabe ou fingir que já sabe tudo e não precisar aprender mais nada. Você pode ser feliz com a vida como ela é ou passar todo o seu tempo se lamentando pelo que ela não é. A escolha é sua e o importante é que você sempre tem escolha. Pondere bastante ao se decidir, pois é você que vai carregar sozinho e sempre o peso das escolhas que fizer.

  • Quarta-Feira, 30/08/2017

    Esconder-se em máscaras

    Quem precisa de máscaras?
    O palhaço que colore o rosto para poder fazer rir seu semelhante, por que se assim não fizesse,se não escondesse o rosto, não conseguiria, no seu íntimo, a alegria contagiante de ser ele mesmo.
    Nós assim agimos, quando a empreitada exige que utilizemos nosso ser verdadeiro, que sejamos transparentes, autênticos.

     

    Colocamos nossas máscaras e qual "heróis", enfrentamos tudo e resolvemos as situações, protegidos pelo "papel" que representamos.


    Quando poderemos ser autênticos, transparentes, verdadeiros e "desmascarados"? Quando nos aceitarmos, quando nos enxergarmos como somos,no estágio em que estamos.

     

    Quando admitirmos a idéia de que ainda somos imperfeitos. Quando exigirmos de nós mesmos a supremacia que não temos. Quando humildemente nos vermos como criaturas amadas, cujo compromisso é somente viver autenticamente suas experiências e voltar para "casa" mais maduros, enriquecidos, crescidos.

     

    Nada do que hoje privilegiamos nos será cobrado, mas muito do que negligenciamos teremos que prestar contas.

  • Terça-Feira, 29/08/2017

    Principio do vácuo

    Você tem o hábito de juntar objetos inúteis no momento, acreditando que um dia (nem sabe quando) poderá precisar deles? Você tem o hábito de juntar dinheiro só para não gastá-lo, pois no futuro poderá fazer falta? Você tem o hábito de guardar roupas, sapatos, móveis, utensílios domésticos e outros tipos de equipamentos que já não usa há um bom tempo? E dentro de você?

     

    Você tem o hábito de guardar mágoas, ressentimentos, raivas e medos? Não faça isso. É antiprosperidade. É preciso criar um espaço, um vazio, para que as coisas novas cheguem em sua vida. É preciso eliminar o que é inútil em você e na sua vida, para que a prosperidade venha.

     

    É a força desse vazio que absorverá e atrairá tudo o que você almeja. Enquanto você estiver material ou emocionalmente carregado de coisas velhas e inúteis, não haverá espaço aberto para novas oportunidades. Os bens precisam circular. Limpe as gavetas, os guarda-roupas, o quartinho lá do fundo, a garagem.

     

    Dê o que você não usa mais. Venda, troque, movimente e não acumule. Dê espaço para o novo. (Não estamos falando do capitalismo/consumismo). A atitude de guardar um monte de coisas inúteis amarra sua vida. Não são os objetos guardados que emperram sua vida, mas o significado da atitude de guardar.

     

    Quando se guarda, considera-se a possibilidade da falta, da carência. É acreditar que amanhã poderá faltar, e você não terá meios de prover suas necessidades. Com essa postura, você está enviando duas mensagens para o seu cérebro e para a vida:

     

    1ª - Você não confia no amanhã!
    2ª - Você acredita que o novo e o melhor não são para você, já que se contenta em guardar coisas velhas e inúteis. O princípio de não acreditar que o melhor é para você, pode se manifestar, por exemplo, na conservação de um velho e inútil liquidificador.

     

    Esse princípio, expresso num objeto, denota um comportamento que pode também estar presente em outras áreas da sua vida, gerando entraves ao sucesso e à prosperidade. O simples fato de dar para alguém o velho liquidificador, colocando o objeto em circulação, cria um vácuo para que algo melhor ocupe o espaço deixado.

     

    Emocionalmente, também. Você passa a acreditar que o novo compensará o objeto doado. Gente, uma faxina básica, apesar da trabalheira e do cansaço que provoca, ao final é sempre bem-vinda. Arejar espaços, fora e dentro da gente faz um bem enorme! Vamos lá ... Mãos à obra!

     

    Desfaça-se do que perdeu a cor e o brilho e deixe entrar o novo em sua casa e dentro de você!

  • Segunda-Feira, 28/08/2017

    Segurando um ao outro

    A dedicada enfermeira, sobrecarregada com tantos pacientes a atender, viu um jovem entrar no quarto e, inclinando-se sobre o paciente idoso em estado grave, disse-lhe em voz alta: seu filho está aqui.

     

    Com grande esforço, o velho moribundo abriu os olhos e, a seguir, fechou-os outra vez. O jovem apertou a mão envelhecida do enfermo e sentou-se ao lado da cama.


    Por toda a noite, ficou sentado ali, segurando a mão e sussurrando palavras de conforto ao velho homem. Ao amanhecer, o manto escuro da morte caiu sobre o corpo cansado do enfermo. Ele partiu com uma expressão de paz no rosto sulcado pelo tempo. Em instantes, a equipe de funcionários do hospital encheu o quarto para desligar as máquinas e remover as agulhas.

     

    A enfermeira aproximou-se do jovem e começou a lhe dizer palavras de conforto, mas ele a interrompeu com uma pergunta: quem era esse homem? Assustada, a enfermeira respondeu: eu achei que fosse seu pai!

     

    Não. Não era meu pai, falou o jovem. Eu nunca o havia visto antes. Então, porque você não falou nada quando o anunciei para ele? Eu percebi que ele precisava do filho e o filho não estava aqui.

     

    E como ele estava por demais doente para reconhecer que eu não era seu filho, resolvi segurar a sua mão para que se sentisse amparado. Senti que ele precisava de mim. Nesses dias em que as pessoas caminham apressadas, sempre com muitos problemas esperando solução, não têm tempo sequer para ouvir o desabafo de um coração aflito, um jovem teve olhos de ver e ouvidos de ouvir o apelo mudo de um pai no leito de dor.


    É tão triste viver na solidão...

     

    É tão triste não ter com quem contar num leito de morte... Seja uma presença amiga, sincera, que proporcione segurança. Há tantos enfermos solitários precisando de um gesto qualquer de afeto para sentir que viver ainda vale a pena. Pense nisso e procure ser a companhia de alguém que precisa de você neste exato momento.

  • Sexta-Feira, 25/08/2017

    Quando tudo dá errado

    O que se faz naquele dia, em que tudo parece dar errado? Há quem diga: Levantei com o pé esquerdo. Entende-se que quem assim fala, acredita que um pé é mais valioso do que outro. Esquece-se de que ambos os pés são preciosos, pois que a base sobre a qual recai o peso do corpo, sustentado pelas pernas.

     

    De toda forma, nesse dia em que tudo deve dar errado, porque começou errado, o que fazer? Primeiro: repelir a idéia de uma perseguição de Deus aos Seus filhos. As coisas não dão erradas porque Deus quer. Dão errado porque nós, os Seus filhos, agimos errado.

     

    Vejamos. Você levantou pela manhã atrasado? De quem é a culpa? Não é do despertador, que não soou o alarme, ou soou mais tarde. A questão é sua, porque quem programa as funções do aparelho é você. Portanto, não há porque se zangar. O que acontece, em seguida, para o melhor ou para o pior, é sua decisão.

     

    Você pode levantar de um pulo, pôr-se em pé, sair às tontas do quarto e... se bater na porta, em um móvel. Pensasse que nada traria de volta os minutos passados, levantaria com calma e faria tudo com mais vagar. Quando você está com pressa e tenta fazer várias coisas ao mesmo tempo, tem muita probabilidade de algo desagradável acontecer.

     

    O leite transborda, sujando o fogão, você se corta ao fazer a barba, o botão da camisa cai, pela violência que você usa, tentando abotoá-lo. Enfim, a lista é quase interminável. E a culpa, com certeza, não é de Deus. Faça tudo com calma. O carro não dá partida?

     

    Verifique o porquê e resolva, se possível, sem se estressar. Perdeu o horário do ônibus? Lembre que a sua ansiedade ou a sua irritação não fará o próximo se adiantar. Espere. Se preciso, avise seu superior, sua chefia, seu cliente, do atraso.
    Se perderá uma aula, uma prova, já perdeu. De que adianta gritar, se zangar? Nada trará de volta os minutos perdidos.

     

    A palavra já diz: perdidos. O trânsito está congestionado? Não faça tolices, não viole as regras do bom motorista. Tenha sempre à mão um livro, uma revista e aproveite o tempo. A chuva o surpreendeu no caminho? Aguarde um pouco. Tudo passa. A chuva também passa. Aguardar um pouco não lhe deve causar maior preocupação.

     

    Enfim, em tudo seja responsável e pense que em suas mãos está permitir que tudo ande nos eixos, ou não ande. Tudo se resolva, a pouco e pouco, ou não. Por fim, pense: não vale a pena perder minutos preciosos da vida por estresse, irritação ou impaciência.

     

    Deus quer a sua felicidade. Colabore com Ele nesta conquista. Tudo no Universo traduz harmonia, precisão. Os planetas obedecem às suas trajetórias e cada qual se enquadra, na linha do dever que lhe é própria. Os astros giram, as estrelas lançam sua luz ao espaço. Tudo obedece ao Grande Pai de todos nós.

     

    Não sejamos diferentes. Harmonizemo-nos. Colaboremos com nossa própria felicidade. E pensemos a cada dia: Hoje tudo vai dar certo. Perfeitamente certo. Eu farei o possível para tudo acontecer acertadamente.

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