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Ieda Almeida

  • Quinta-Feira, 29/06/2017

    Às vezes, a frieza é uma defesa de quem já foi bonzinho demais

    Se nos esquecermos das relações humanas pelo caminho, sempre sairemos perdendo, pois as pessoas simplesmente se cansam de ser boazinhas e compreensivas além da conta, além do que o coração é capaz de suportar.

     

    Costumamos julgar as pessoas, muitas vezes de maneira cruel e injusta, atentando-nos somente para o que vemos, mesmo que não as conhecemos o suficiente. Tiramos conclusões precipitadas, antecipando-nos à convivência com o outro, esquecendo-nos de dar tempo ao tempo, para que a verdade de fato se faça presente.

     

    Todos nós passamos por muita coisa antes de chegarmos onde estamos, ou seja, o que somos carrega uma carga emocional e física imensa, que nos moldou e nos tornou o que vivemos no momento presente. A gente vai se transformando ao longo de cada dia, todos os dias, aprendendo a conviver com as bagagens boas e ruins, adequando-nos ao que a vida nos apresenta – e nem sempre ela é gentil.

     

    Por essa razão, não podemos criticar as pessoas pelo seu jeito de ser, pois todas elas estão tentando sobreviver, enfrentando batalhas, dentro de si, que nem imaginamos. E, quando se trata das pessoas próximas de nós, que conhecemos de perto, será preciso prestar atenção aos sinais que seu comportamento nos envia a todo momento. Caso contrário, não conseguiremos responder aos pedidos, não nos ajustaremos às mudanças e assim perderemos quem não deveria se afastar.

     

    Precisamos, sobretudo, entender o silêncio demorado de quem caminha conosco, lendo as entrelinhas daquilo que não mais retorna, percebendo a tristeza no fundo dos olhos, as mudanças mínimas que nos indicam que algo não vai bem. Infelizmente, a maioria de nós só percebe a frieza cansada do parceiro quando o abismo emocional já se encontra praticamente irreversível. Então já nada mais importará. Então será tarde demais.

     

    Conviver requer prestar atenção, cuidar, regar, importar-se, mais do que oferecer presentes e conforto material. Buscar as conquistas de vida sempre deverá incluir também o enriquecimento afetivo, o aumento de nosso potencial humano, nossa capacidade de amar e de ser amado. Se nos esquecermos das relações humanas nesse caminho, sempre sairemos perdendo, pois as pessoas simplesmente se cansam de ser boazinhas e compreensivas além da conta, além do que o coração é capaz de suportar. As pessoas se cansam e fim.

    Prof. Marcel Camargo

  • Quarta-Feira, 28/06/2017

    O encanto nosso de cada dia!

    Ainda bem que o tempo passa! Já imaginou o desespero que tomaria conta de nós se tivéssemos que suportar uma segunda feira eterna?


    A beleza de cada dia só existe porque não é duradoura. Tudo o que é belo não pode ser aprisionado, porque aprisionar a beleza é uma forma de desintegrar a sua essência. Dizem que havia uma menina que se maravilhava todas as manhãs com a presença de um pássaro encantado. Ele pousava em sua janela e a presenteava com um canto que não durava mais que cinco minutos. A beleza era tão intensa que o canto a alimentava pelo resto do dia. Certa vez, ela resolveu armar uma armadilha para o pássaro encantado. Quando ele chegou, ela o capturou e o deixou preso na gaiola para que pudesse ouvir por mais tempo o seu canto.

     

    O grande problema é que a gaiola o entristeceu, e triste, deixou de cantar.


    Foi então que a menina descobriu que, o canto do pássaro só existia, porque ele era livre. O encanto estava justamente no fato de não o possuir. Livre, ele conseguia derramar na janela do quarto, a parcela de encanto que seria necessário, para que a menina pudesse suportar a vida. O encanto alivia a existência…Aprisionado, ela o possuia, mas não recebia dele o que ela considerava ser a sua maior riqueza: o canto!

     

    Fico pensando que nem sempre sabemos recolher só encanto… Por vezes, insistimos em capturar o encantador, e então o matamos de tristeza.


    Amar talvez seja isso: Ficar ao lado, mas sem possuir. Viver também.

     

    Precisamos descobrir, que há um encanto nosso de cada dia que só poderá ser descoberto, à medida em que nos empenharmos em não reter a vida.


    Viver é exercício de desprendimento. É aventura de deixar que o tempo leve o que é dele, e que fique só o necessário para continuarmos as novas descobertas.


    Há uma beleza escondida nas passagens… Vida antiga que se desdobra em novidades. Coisas velhas que se revestem de frescor. Basta que retiremos os obstáculos da passagem. Deixar a vida seguir. Não há tristeza que mereça ser eterna. Nem felicidade. Talvez seja por isso que o verbo dividir nos ajude tanto no momento em que precisamos entender o sentimento da tristeza e da alegria. Eles só são suportáveis à medida em que os dividimos…

     

    E enquanto dividimos, eles passam, assim como tudo precisa passar.

     

    Não se prenda ao acontecimento que agora parece ser definitivo. O tempo está passando… Uma redenção está sendo nutrida nessa hora…


    Abra os olhos. Há encantos escondidos por toda parte. Presta atenção. São miúdos, mas constantes. Olhe para a janela de sua vida e perceba o pássaro encantado na sua história. Escute o que ele canta, mas não caia na tentação de querê-lo o tempo todo só pra você. Ele só é encantado porque você não o possui.


    E nisto consiste a beleza desse instante: o tempo está passando, mas o encanto que você pode recolher será o suficiente para esperar até amanhã, quando o pássaro encantado, quando você menos imaginar, voltar a pousar na sua janela.

     

    Padre Fábio de Melo

  • Terça-Feira, 27/06/2017

    Borboletas

    Muitas vezes, passamos um longo tempo de nossas vidas correndo desesperadamente atrás de um amor, de um emprego, de uma casa, de uma amizade… E não conseguimos!

     

    Será que não conseguimos mesmo ou não percebemos os sinais que recebemos… de que ainda não estamos prontos! Preste atenção nesta mensagem sobre borboletas… Ela vai te ensinar muito.

     

    “Não corra atrás de borboletas. Cuide de seu jardim e elas virão até você!” Devemos compreender que a vida segue seu fluxo e que ele é perfeito. Tudo acontece no seu devido tempo. Nós é que nos tornamos ansiosos e estamos constantemente querendo “empurrar o rio”.

     

    Calma! O rio vai sozinho, obedecendo ao ritmo da natureza. Se passarmos todo o tempo desejando as borboletas e reclamando porque elas não se aproximam da gente, mas vivem no jardim do nosso vizinho, elas realmente não virão. Mas, se nos dedicarmos a cuidar do nosso jardim, a transformar o nosso espaço, a nossa vida, num ambiente agradável, perfumado e bonito, será inevitável.

     

    As borboletas virão até nós… Dê o que você tem de melhor e a vida lhe retribuirá!

  • Segunda-Feira, 26/06/2017

    Vento Contra é pra Gente Voar...

    Você já viu uma Pipa voar a favor do vento?

     

    Claro que não. Frágil que seja, de papel de seda e taquara, nenhuma se dá ao exercício fácil de voar, levada suavemente pelas mãos de alguma corrente. Nunca.Elas metem a cara.

     

    Vão em frente. Têm dessa vaidade de abrir mão de brisa e preferir a tempestade.

     

    Como se crescer e subir fosse descobrir em cada vento contrário uma oportunidade. Como se viver e brilhar fosse ter a sabedoria de ver uma lição em cada dificuldade.

     

    No fundo, no fundo, todo mundo deveria aprender na escola a empinar pipas, pandorgas ou raias.Para entender desde cedo, que Deus só lhes dá um céu imenso porque elas têm condições de o alcançar.

     

    Assim como nos dá sonhos, projetos e desejos, quando possuímos os meios de os realizar. De tempos em tempos, voltaríamos às salas de aula das tardes claras só para vê-las, feitas bandeiras, salpicando o azul.

     

    Assim compreenderíamos, de uma vez por todas, que pipas são como pessoas e empresas bem sucedidas: usam a adversidade para subir às alturas.

  • Sexta-Feira, 23/06/2017

    Há pessoas que nos inspiram e outras que nos esgotam

    Há pessoas que esgotam, que engolem nosso tempo, paciência e energia. São pessoas misteriosas, doutoradas em promessas por cumprir, que nunca estão em paz e semeiam guerras com todo o mundo. Por isso temos que ser seletivos e sábios nas nossas relações e nos rodearmos apenas de pessoas que nos inspiram.

     

    Em um interessante estudo sobre interação social realizado pela Universidade de Rochester (Nova York), chegou-se a uma conclusão curiosa: 1 em cada 10 pessoas apresenta um estilo de personalidade que os especialistas definiram como “sabotadores de felicidade“. As pessoas que nos esgotam são talvez as mais comuns, pois têm, por vezes sem saber, comportamentos estressantes que condicionam de forma direta aqueles ambientes que frequentam.

     

    Não deixo ninguém para trás, porém algumas pessoas vão me perdendo aos poucos, mas sem se darem conta. Me afasto delas porque me esgotam, porque me tiram energia e porque não permito que ninguém estrague a minha felicidade. Prefiro me rodear de gente que me inspira.

     

    Algo que muitos de nós podemos pensar ao definir este tipo de perfil é que estamos falando uma vez mais de pessoas tóxicas. Isso não é o correto! Não devemos cair tão facilmente no uso destas etiquetas que pouco têm de científico e sim muito de senso comum, pois geralmente negligenciamos comportamentos e atitudes específicas de uma pessoa ou de um estilo de personalidade.

     

    Se uma pessoa nos esgota é porque nós mesmos somos permeáveis. Convidamos você a refletir sobre isso.

     

    Pessoas que esgotam: mecanismos psicológicos

     

    Há pessoas que nos esgotam na nossa família, nos nossos trabalhos, entre as amizades e inclusive nas nossas relações afetivas. Elas nos esgotam quando somos prisioneiros dos afetos e o ser amado se converte em um “comerciante” que aponta as nossas falhas e logo as cobra. Ficamos cansados com os discursos egoístas, os preconceitos e os campos minados pela vitimização e pela chantagem.

     

    No completo e interessante livro intitulado “Inteligência Emocional 2.0” de Jean Greaves, o autor explica que as pessoas não costumam ser plenamente conscientes do impacto deste tipo de vínculo no nosso equilíbrio emocional e na nossa saúde. Propomos agora que você descubra algum destes efeitos.

     

    O impacto emocional das pessoas que sabotam a nossa calma

     

    Poderíamos dizer que o termo “queimar” adquire aqui uma conotação quase real. As pessoas que nos esgotam nos usam regularmente como “contêiner emocional”, reviram os seus pensamentos, medos e inseguranças até ao ponto de desgastar lentamente essa arquitetura tão íntima e poderosa que forma o nosso cérebro.

     

    •As pessoas que nos esgotam nos causam um elevado nível de estresse. Quando esta emoção negativa se torna crônica, os dendritos neuronais (as ramificações que unem as nossas células nervosas) rompem-se por causa desta sobre-excitação tão prejudicial e estressante. A área onde esta alteração ocorre com mais frequência é o nosso hipocampo, onde ficam a memória e as emoções.

     

    •O fato de nos sentirmos esgotados, de sermos “permeáveis” a este tipo de comportamentos, longe de nos apagar ou de nos conferir um certo cansaço, nos mantém sempre em alerta. É a sensação clara e instintiva de querer nos defender de “algo” ou “alguém”, de viver sempre na defensiva, mas ao mesmo tempo nos sentindo presos.

     

    Certamente perante estas mesmas situações muitos já lhe disseram “pois é, aprenda de uma vez a colocar limites“. Mas na realidade trata-se de algo muito mais simples que tudo isso.

     

    Basta tomar consciência de algo essencial: ninguém tem o direito de “queimar” toda a sua felicidade, ninguém lhe deve trazer tormentas quando você habita um oceano de calmaria. Ninguém deve levar você nessa viagem até onde se escondem os seus demônios internos. Procure pessoas que o inspirem, e não que despertem a chama dos seus incêndios internos até ao ponto de você se “queimar”.

     

    Gosto de pessoas que me inspiram

     

    Normalmente costuma-se dizer que quando alguém é muito, muito jovem, ele não escolhe as suas amizades ou os seus primeiros amores, ele acolhe o que aparece com paixão e sem qualquer filtro, levando-o para uma cegueira momentânea que será certamente curada com o passar dos anos. Com o tempo nos tornamos muito mais seletivos, mais hábeis e menos permeáveis ao que não serve, ao que esgota, ao que deseja roubar o que nos é legítimo: a felicidade.

     

    Procurar, ou melhor dizendo, permitir-nos encontrar pessoas que nos inspiram é uma necessidade na qual deveríamos investir diariamente. Pois quem inspira abre as janelas da alma e acende o “farol” da nossa mente para nos permitir emergir das nossas noites de apatia, medos e solidão.

     

    Ter mães, pais ou irmãos que nos inspirem, por exemplo, é algo que nos confere também alicerces excepcionais para crescer em liberdade e com maturidade. Dispor de amigos que não nos esgotam, mas sim que são figuras nas quais nos inspiramos para ser melhores pessoas, é sem dúvida um privilégio ao qual nunca deveríamos renunciar.

     

    Por outro lado, nenhum amor pode ser tão pleno e autêntico como aquele que se constrói a partir das raízes do respeito e das folhas reluzentes da admiração e da inspiração mútua. Porque para inspirar alguém não é necessário ser perfeito, na verdade, basta apenas que os outros vejam como supera as suas próprias imperfeições para dar sempre o seu melhor em cada momento.

     

    *Por Resiliência Humana

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