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Ieda Almeida

  • Quarta-Feira, 01/11/2017

    Órfãos

    Esse sentimento de uma criança sofrida com uma perda fraterna é o que nós amigos e clientes amargamos neste dia com perda do nosso querido Dr. Osmar Teixeira. Ele que foi mais um daqueles tantos que adotaram esta nossa terra como sua. Vivia intensamente cada dia desta cidade de Passo Fundo, pois era daqueles cidadãos que “tomava diariamente cafezinho no bar da esquina” com seus amigos, dos mais variados quilates. Assim estava permanentemente informado e formando suas opiniões e convicções sobre tudo e todos.

     

    No dia a dia estava focado na sua paixão maior que era advocacia, se envolvendo de forma intimista com cada paciente, seja este uma pessoa comum ou empresa. Vivia nossos pensamentos e gestão das empresas para qual trabalhava entregando todo o seu conhecimento nas saídas mais viáveis para os conflitos e dificuldades postas.

     

    Afora o lavoro, convocava a todos seus para amenidades, descontração, relaxamento e aproximação, transmitindo para estes uma segurança extra com esta relação próxima. Até mesmo sua propriedade na curva do Burro Preto tinha uma razão maior que a atividade econômica propriamente dita, ainda que com todo o sucesso e pioneirismo na exploração da erva-mate, bem como com criação de ovinos, onde se fez expoente e palestrante Rio Grande afora, pois transformou aquele local num ponto de encontro de amigos dos mais variados setores e ali passávamos bons momentos, inclusive com prática de “brainstorming”, sempre regado a um bom vinho, sobre os mais variados temas que envolviam nossa comuna, de forma especial as políticas. Muita coisa e acontecidos saíram ou nasceram ali naquelas curvas do burro-preto.

     

    Por várias oportunidades ouvi Osmar se referir a tese de que advogado deve separar a questão profissional e pessoal como errada. Que ele praticava o oposto e fazia questão de abertamente demonstrar isso. “ Meus clientes são especiais para mim...”. “ As dores e sofrimentos deles são também as minhas dores e sofrer”. .. “ Me desafio a tudo para ter o melhor encaminhamento para cada problema e questão de quem se entrega a mim...”. Vamo que vamo, amigo véio....não desanime, se contenha, se não conseguires nadar, bóie, pois ali na frente a roda muda.....

     

    Foi de umas primeiras pessoas que ouvi com veemência as nobres palavras: resiliência, resignação. Os fortes não são fortes por sua força física . São mais fortes pelas suas capacidades de resiliência, resignação. Ainda nos seus últimos dias tive oportunidade de ouvir e perceber dele toda a sua evolução espiritual ao falar de seu maior exercício de resiliência que estava praticando.…

     

    Mas você não foi vencido amigo véio. És o grande vitorioso. Partiste resignado por seu saber e sentido. Vamos ficar com um vazio no peito, mas com lembrança forte e latente de seu agir nas piores situações.

     

    Haverá a vida de nos premiar por tamanho aprendizado com você, nos aliviar e quiça nos destinar alguma felicidade para então levantarmos um cálice de vinho em tua homenagem. Que esta saudade possa se transformar em energia para tocarmos adiante nossos propósitos que para aqui viemos realizar.

     

    JERÔNIMO FRAGOMENI 

  • Terça-Feira, 31/10/2017

    Superar Dificuldades

    Por muitas dificuldades que você esteja enfrentando na sua vida, reclamar não vai resolver nada e apenas aumentará o seu sofrimento. O melhor a fazer é aceitar a sua situação e lutar pela superação.

     

    Não invente desculpas nem faça comparações. Pois mesmo que parece que outros têm a vida mais facilitada que a sua, você não conhece toda história, ou talvez você precise viver o que está passando.

     

    Talvez você precise aprender, crescer e evoluir. Pois por muito que custe, é nas dificuldades que descobrimos nossas verdadeiras forças, que fortalecemos nosso caráter e nos tornamos vencedores.

     

    Você tem o precisa para vencer dentro de você, não tema, apenas lute sem nunca desistir. Encare as dificuldades como oportunidades, supere-as e torne-se um vencedor!

  • Segunda-Feira, 30/10/2017

    Seja otimista

    O otimismo é uma das qualidades que mais aproxima o sucesso à felicidade. Nunca deixe que os contratempos da vida impeçam você de sonhar, de continuar tentando, de realizar os seus sonhos.

     

    Pessoas e acontecimentos não faltarão para desanimarem você. Por isso pensar positivo é tão importante para alcançar os seus objetivos, ter sucesso e encontrar a felicidade.

     

    Pense sempre que se as coisas ainda não deram certo, ou se nada aconteceu do jeito que você queria, é porque você ainda não está preparado.

     

    Mas se você for capaz de aprender com os erros e com os piores momentos da sua vida, com certeza será capaz de aproveitar ao máximo o seu sucesso.

     

    E mesmo que você ainda não tenha chegado aonde quer, valorize o que você é e o lugar onde está!

  • Sexta-Feira, 27/10/2017

    Mentiras consensuais

    Existem pessoas felizes e pessoas infelizes, e todas elas se questionam. Umas bebem champanha e outras água da torneira, e se fazem as mesmas indagações. Se existe uma coisa que nos unifica são as dúvidas que trazemos dentro. São pequenas angústias que se manifestam silenciosamente, angústias que não gritam, ou gritam somatizadas em úlceras, insônias e depressões.

     

    Angústias diante das mentiras consensuais. O que são mentiras consensuais? São aquelas que todo mundo topou passar adiante como se fosse verdade. Aquelas que ouvimos de nossos pais, eles de nossos avós, e que automaticamente passamos para nossos filhos, colaborando assim para o bom andamento do mundo, para uma sanidade comum. O amor, o sentimento mais nobre e vulcânico que há, tornou-se a maior vítima deste consenso.

     

    Mentiras consensuais: o amor não acaba, não se pode amar duas pessoas ao mesmo tempo, quem ama quer filhos, quem ama não sente desejo por outro, amor de uma noite só não é amor, o amor requer vida partilhada, amor entre pessoas do mesmo sexo é antinatural. Tudo mentira.

     

    O amor, como todo sentimento, é livre. É arredio a frases feitas, debocha das regras que tentam lhe impor. Esta meia dúzia de coordenadas instituídas como verdades fazem com que muitas pessoas achem que estejam amando errado, quando estão simplesmente amando. Amando pessoas mais jovens ou mais velhas ou do mesmo sexo ou amando pouco ou amando com exagero, amando um homem casado ou uma mulher bandida ou platonicamente, amando e ganhando, todos eles, a alcunha de insanos, como se pudéssemos controlar o sentimento.

     

    O amor é dono dele mesmo, somos apenas seu hospedeiro. Há outros consensos geradores de angústia: o mito da maternidade, a necessidade de um Deus, a juventude eterna. Sobem e descem de ônibus milhares de passageiros que parecem iguais entre si, porém há entre eles os que não gostam de crianças, os que nunca rezaram, os que estão muito satisfeitos com suas rugas e gorduras, os que não gostam de festas e viagens, os que odeiam futebol, os que viverão até os cem anos fumando, os que conversam telepaticamente com extraterrestres, os ermitões, enfim, os desajustados de um mundo que só oferece um molde.

     

    Todos nós, que estamos quites com as verdades concordadas, guardamos, lá no fundo, algo que nos perturba, que nos convida para o exílio, que revela nossa porção despatriada. É a parte de nós que aceita a existência das mentiras consensuais, entende que é melhor viver de acordo com o estabelecido, mas que, no íntimo, não consegue dizer amém.

     

    Martha Medeiros

  • Quinta-Feira, 26/10/2017

    O monge e a prostituta

    Vivia um monge nas proximidades do templo de Shiva. Na casa em frente, morava uma prostituta. Observando a quantidade de homens que a visitavam, o monge resolveu chamá-la.

     

    – Você é uma grande pecadora – repreendeu-a. Desrespeita a Deus todos os dias e todas as noites. Será que você não consegue parar e refletir sobre a sua vida depois da morte?

     

    A pobre mulher ficou muito abalada com as palavras do monge; com sincero arrependimento orou a Deus, pedindo perdão. Pediu também que o Todo-Poderoso a fizesse encontrar uma nova maneira de ganhar seu sustento.

     

    Mas não encontrou nenhum trabalho diferente daquele. E, depois de uma semana passando fome, voltou a prostituir-se.

     

    Mas, cada vez que entregava o seu corpo a um estranho, rezava ao Senhor e pedia perdão.

     

    O monge, irritado porque seu conselho não produzira nenhum efeito, pensou consigo mesmo: “A partir de agora vou contar quantos homens entram naquela casa – até o dia da morte desta pecadora”.

     

    E desde esse dia, ele não fazia outra coisa a não ser vigiar a rotina da prostituta: a cada homem que entrava, colocava uma pedra num monte.

     

    Passado algum tempo, o monge tornou a chamar a prostituta e lhe disse:

     

    – Vê este monte? Cada uma dessas pedras representa um dos pecados mortais que você cometeu, mesmo depois de minhas advertências. Agora torno a dizer: cuidado com as más ações!

     

    A mulher começou a tremer, percebendo como se avolumavam seus pecados. Voltando para casa, derramou lágrimas de sincero arrependimento, orando:

    – Ó Senhor, quando Vossa misericórdia irá me livrar desta miserável vida que levo?

     

    Sua prece foi ouvida. Naquele mesmo dia, o anjo da morte passou por sua casa e a levou. Por vontade de Deus, o anjo atravessou a rua e também carregou o monge consigo.

     

    A alma da prostituta subiu imediatamente aos Céus, enquanto os demônios levaram o monge ao inferno. Ao se cruzarem no meio do caminho, o monge viu o que estava acontecendo e clamou:

     

    – Oh, Senhor, essa é a Tua justiça? Eu que passei a minha vida em devoção e pobreza, agora sou levado ao inferno, enquanto essa prostituta, que viveu em constante pecado, está subindo ao Céu!

     

    Ouvindo isso, um dos anjos respondeu:

     

    – São sempre justos os desígnios de Deus. Você achava que o amor de Deus se resumia a julgar o comportamento do próximo. Enquanto você enchia seu coração com a impureza do pecado alheio, esta mulher orava fervorosamente dia e noite. A alma dela ficou tão leve depois de chorar, que podemos levá-la até o Paraíso. A sua alma ficou tão carregada de pedras, que não conseguimos fazê-la subir até o alto.

     

    Por Bem Mais Mulher

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