Ouça agora

Rádio AM 1170 Rádio FM 90.1

Ouça pelo celular



Ieda Almeida

  • Quinta-Feira, 24/08/2017

    A voz do silêncio

    "Encontrei um poema com apenas dois versos que diz assim:
    "Pior do que uma voz que cala - É um silêncio que fala"
    Simples. Rápido. E quanta força.
    Imediatamente me veio a cabeça situações em que o silêncio me disse verdades terríveis, pois você sabe, o silêncio não é dado a amenidades.

     

    Um telefone mudo. Um e-mail que não chega.
    Um encontro onde nenhum dos dois abre a boca. Silêncios que falam sobre desinteresse, esquecimento, recusas. Quantas coisas são ditas na quietude, depois de uma discussão.
    O perdão não vem, nem um beijo, nem uma gargalhada para acabar
    com o clima de tensão. Só ele permanece imutável, o silêncio a ante-sala do fim.

     

    É mil vezes preferível uma voz que diga coisas que a gente não quer ouvir, pois ao menos as palavras que são ditas indicam uma tentativa de entendimento.
    Cordas vocais em funcionamentos articulam argumentos expõem suas queixas, jogam limpo. Já o silêncio arquiteta planos que não são compartilhados.

     

    Quando nada é dito, nada fica combinado.
    Quantas vezes, numa discussão histérica, ouvimos um dos dois gritar:
    "Diz alguma coisa! Diz que não me ama mais, mas não fica aí parado me olhando...
    É o silêncio de um, mandando más notícias para o desespero do outro.

     

    É claro que há muitas situações em que o silêncio é bem-vindo.
    Para um cara que trabalha com uma britadeira na rua, o silêncio é um bálsamo. Para a professora de uma creche, o silêncio é um presente.
    Para os seguranças dos shows do Sepultura, o silêncio é uma megasena. Mesmo no amor, quando a relação é sólida e madura o silêncio a dois não incomoda, pois é o silêncio da paz.

     

    O único silêncio que perturba é aquele que fala. E fala alto.
    É quando ninguém bate a nossa porta, não há recados na secretária eletrônica e mesmo assim você entende a mensagem".

  • Quarta-Feira, 23/08/2017

    Os cinco macacos

    Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula. No meio, uma escada e sobre ela um cacho de bananas.

     

    Quando um macaco subia na escada para pegar as bananas, os cientistas jogavam um jato de água fria nos que estavam no chão.

     

    Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros o pegavam e enchiam de pancada. Com mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas.

     

    Então, os cientistas substituíram um dos macacos por um novo. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo retirado pelos outros, que o surraram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não subia mais a escada.

     

    Um segundo macaco foi substituído e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado com entusiasmo na surra ao novato.

     

    Um terceiro foi trocado e o mesmo ocorreu. Um quarto, e afinal, o último dos veteranos foi substituído.

     

    Os cientistas então ficaram com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse pegar as bananas.

     

    Se fosse possível perguntar a algum deles porque eles batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria:

     

    "Não sei, mas as coisas sempre foram assim por aqui".

     

    MORAL DA HISTÓRIA: Assim é na vida. Muitas vezes fazemos alguma coisa errada por achar que isso é normal, ou porque outras pessoas também o fazem. Mas nem sempre paramos para refletir sobre as conseqüências daquilo que fazemos.

  • Terça-Feira, 22/08/2017

    Cresci assim

    Eu cresci comendo a comida que meus pais podiam colocar na mesa, sempre respeitei meus pais e as pessoas mais velhas...
    Tive TV com 3 canais e não mexia para não quebrar, e antes de sair para escola arrumava a minha cama.


    Fazia o juramento à bandeira na escola, bebia água de torneira, andava descalço, tênis barato e roupas sem marca, não tive celular, nem tablet e muitos menos computador...


    Ajudava minha mãe nas tarefas de casa, e não achava que era exploração infantil, tinha horário para dormir.


    Quando tirava boas notas não ganhava presentes, porque não tinha feito mais que minha obrigação. Notas baixas era castigo, apanhava quando aprontava e isso era apenas um corretivo e não caso de polícia!!


    E não sou revoltado, não faço analise em médico, e não falta nenhum pedaço em mim.

     

    Menos frescura e mais disciplina para essa geração!!!!


    É disso que o mundo e as crianças estão precisando Ordem, Respeito, Disciplina, Bondade, Educação, Obediência e Amor...

     

    Por um mundo onde não haja só Direitos, mas também Deveres.

  • Segunda-Feira, 21/08/2017

    Tenha a coragem de ser original

    - Por que você perde seu bom humor, fazendo essa confusão toda com seu cabelo? - perguntou meu pai, quando me encontrou chorando de raiva porque eu era muito menina, e não tinha a habilidade necessária para fazer o penteado em moda nos meus tempos de colégio.

     

    - É a moda! - lamentei-me. - Só o meu nunca fica como os outros!

     

    Olhando-me gravemente, meu pai ordenou: - Divida seu cabelo no meio, penteie-o para trás, e amarre-o como uma fita. Agora, use-o assim durante uma semana, e se metade das meninas de sua classe não copiarem você, eu lhe darei dez dólares.

     

    Pensei comigo que ele era incrivelmente ingênuo. Dez dólares, porém eram uma fortuna a que não podia resistir, e o fiz.

     

    Tivesse eu chegado à aula vestida com a camisola de dormir, minha agonia não teria sido maior. Mas quando a semana acabou, quase todas as meninas de minha classe estavam usando o cabelo separado simplesmente pelo meio, atado atrás com uma fita.

     

    Meu pai disse, então: - Não seja vulgar! O mundo já tem bastante mediocridade. Nunca tenha medo de uma ideia própria, e, se ela for certa, siga para adiante com ela, sem se importar com o que faça todos os demais!

     

    E, embora ele tivesse ganho a aposta, deu-me uma nota de dez dólares.

  • Sexta-Feira, 18/08/2017

    A Luz do Mundo

    Estava um homem de grande sabedoria a passear por estreita rua, quando uma criança perguntou-lhe: - Moço, como eu posso ser a luz do mundo, se sou tão pequeno?

    O homem respondeu:

     

    - Vou-lhe mostrar... arranje-me uma caixa com fósforos.

     

    O menino rapidamente entrou em sua casa e trouxe-lhe a caixa. Disse então o homem: - Imagine que você é esse fósforo – o homem então acendeu o fósforo – se você encostar este fósforo aceso em um outro fósforo apagado o que irá acontecer?

     

    O menino sem entender respondeu:

     

    - Irá acender o outro fósforo.- E se eu encostar outro fósforo, ele irá acender? - Sim – respondeu o menino.

     

    O homem então concluiu:

     

    - Você é o fósforo aceso, isto é, a luz do mundo.

     

    Os fósforos que eu encostei no fósforo aceso, são as pessoas a sua volta. Perceba que quando eu encostei o fósforo apagado no aceso este imediatamente acendeu.

     

    Não importa o tamanho ou idade das pessoas todos podemos e devemos ser a luz do mundo, pois essa “luz” funciona da mesma forma que o fósforo aceso, ele passa a sua chama para todos que estão próximos dele.


    Tradução de Sergio Barros do texto de Joseph J. Mazzella.

Pesquisar artigos anteriores

Dar esmola para moradores de rua resolve problema social?

Copyright © 2017 Grupo Uirapuru . Todos os direitos reservados. Parceria Sistemas