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Ieda Almeida

  • Quinta-Feira, 12/07/2018

    Às vezes a frieza é uma defesa de quem já foi bonzinho demais

    Se nos esquecermos das relações humanas pelo caminho, sempre sairemos perdendo, pois as pessoas simplesmente se cansam de ser boazinhas e compreensivas além da conta, além do que o coração é capaz de suportar.

     

    Costumamos julgar as pessoas, muitas vezes de maneira cruel e injusta, atentando-nos somente para o que vemos, mesmo que não as conhecemos o suficiente. Tiramos conclusões precipitadas, antecipando-nos à convivência com o outro, esquecendo-nos de dar tempo ao tempo, para que a verdade de fato se faça presente.

     

    Todos nós passamos por muita coisa antes de chegarmos onde estamos, ou seja, o que somos carrega uma carga emocional e física imensa, que nos moldou e nos tornou o que vivemos no momento presente. A gente vai se transformando ao longo de cada dia, todos os dias, aprendendo a conviver com as bagagens boas e ruins, adequando-nos ao que a vida nos apresenta – e nem sempre ela é gentil.

     

    Por essa razão, não podemos criticar as pessoas pelo seu jeito de ser, pois todas elas estão tentando sobreviver, enfrentando batalhas, dentro de si, que nem imaginamos. E, quando se trata das pessoas próximas de nós, que conhecemos de perto, será preciso prestar atenção aos sinais que seu comportamento nos envia a todo momento. Caso contrário, não conseguiremos responder aos pedidos, não nos ajustaremos às mudanças e assim perderemos quem não deveria se afastar.

     

    Precisamos, sobretudo, entender o silêncio demorado de quem caminha conosco, lendo as entrelinhas daquilo que não mais retorna, percebendo a tristeza no fundo dos olhos, as mudanças mínimas que nos indicam que algo não vai bem. Infelizmente, a maioria de nós só percebe a frieza cansada do parceiro quando o abismo emocional já se encontra praticamente irreversível. Então já nada mais importará. Então será tarde demais.

     

    Conviver requer prestar atenção, cuidar, regar, importar-se, mais do que oferecer presentes e conforto material. Buscar as conquistas de vida sempre deverá incluir também o enriquecimento afetivo, o aumento de nosso potencial humano, nossa capacidade de amar e de ser amado. Se nos esquecermos das relações humanas nesse caminho, sempre sairemos perdendo, pois as pessoas simplesmente se cansam de ser boazinhas e compreensivas além da conta, além do que o coração é capaz de suportar. As pessoas se cansam e fim.

     

    *Prof. Marcel Camargo

  • Quarta-Feira, 11/07/2018

    Posso não saber para onde irei, mas sei bem para onde nunca mais voltarei

    Não volte aos mesmos erros, ao lar desfeito, aos descaminhos, às promessas quebradas, ao relacionamento fracassado, aos amigos hipócritas, ao emprego desumano. Não abra mão daquilo que você é, daquilo em que acredita, ou ninguém reconhecerá a grandeza que possui dentro de si.

     

    O futuro pode ser planejado, desejado, repleto de metas a serem alcançadas e, ainda assim, sempre será incerto, improvável, impossível de ser previsto com exatidão. No entanto, desejar e lutar por um amanhã melhor e mais feliz nos faz bem, alimentando nossas forças em sempre querer continuar, inesgotavelmente, haja o que houver. Nessa jornada, devemos estar seguros quanto ao que idealizamos, bem como quanto ao ontem e aos lugares aos quais não poderemos mais voltar, para nossa própria sobrevivência. Há lugares para onde nunca mais devemos voltar. Jamais.

     

    Não volte aos mesmos erros, aos conhecidos descaminhos, mas reaprenda com cada tombo, superando as próprias falhas e lidando saudavelmente com as limitações que todos temos. O ontem deve permanecer lá atrás, ancorado nosso aprendizado contínuo, de forma a redirecionarmos nossas energias em direção a acertos que nos tornarão cada vez mais humanos e mais felizes.


    Não volte ao lar que já se desfez, ao colo que não acolhe

     

    Ao vazio solitário de uma companhia dolorida. Devemos ter a coragem de colocar um ponto final em tudo aquilo que nos enfraqueceu e nos diminui, tolhendo-nos a tranquilidade de um respirar livre. O nosso caminho deve ser transparente e leve, sem pesos inúteis que atravancam o nosso ir em frente.


    Não volte às promessas quebradas

     

    Ao relacionamento fracassado, que em nada acrescentou na sua vida, ao incessante dar as mãos ao vazio, ao compartilhamento unilateral, ao doar-se sem volta. Todos merecemos nos lançar ao encontro de alguém verdadeiro e que seja repleto de reciprocidade enquanto se dividem os sonhos de vida. Todos temos a chance de encontrar uma pessoa que não retorne menos do que doamos, que não nos faça sentir a frieza da solidão acompanhada.


    Não volte aos amigos hipócritas

     

    Às pessoas que se baseiam em interesses escusos para permanecerem ao seu lado. Amizade deve ser soma, gargalhada, brilho nos olhos e ritmo no coração. Caso não nos faça a mínima falta, caso não nos procure sem razão, nenhum relacionamento pode ser tido como verdadeiro. É preciso poder contar com alguém que permaneça ao nosso lado, mesmo após conhecer nossas escuridões, pois é essa sinceridade que sustentará nossos ânimos nas noites frias de nossa alma.

     

    Sim, não há como prever o futuro, tampouco controlá-lo. Cabe-nos cuidar do nosso aqui e agora com todo o cuidado que o hoje merece, para que diariamente preparemos, aos poucos, um caminho menos árduo, um amanhã que dê continuidade aos nossos esforços em sermos felizes.

     

    Agirmos refletidamente, enfim, nos poupará de atravessar caminhos tortuosos e solitários, sob lamentações e arrependimentos. Porque, tendo plantado paixão verdadeira, tendo cultivado relacionamentos sinceros, colheremos, certamente, sorrisos e abraços de gente de verdade, gente com a intenção de ser feliz bem juntinho.


    *Prof. Marcel Camargo

  • Terça-Feira, 10/07/2018

    Por um mundo com menos reclamação e mais gratidão

    Se te perguntarem como você está, mesmo com tanta coisa indo mal, diga que está bem, sinta que está tudo bem até que o céu fique azul, até que a simplicidade do olhar dissolva seus problemas.

     

    Quando te perguntarem como vai o amor, a saúde, os planos, as finanças, não pense no seu bolso, nos seus desenganos, nos seus medos. Apenas diga e sinta que está tudo bem, sorria antes dos pensamentos virem vomitar os dilemas da vida. Acredite ou não, isso é uma revolução!

     

    Acho que reclamar demais faz mal à saúde e contamina tudo em volta. Reclamar demais pode ser um ato comodista.

     

    Prefiro aquelas pessoas que sempre sorriem e dizem que está tudo bem, apesar de todas as mazelas que as circundam. Eu acho que ver o peso e as sombras da vida cotidianamente, reclamando e empurrando os dias com a barriga, sem fazer nada para mudar é uma atitude que gera energias negativas no mundo. Reclamar demais corrompe nossas mentes, nos tornamos seres rabugentos, sem cor, cansados, andando pela vida como se ela fosse um fardo.

     

    Acho que reclamar um pouco de vez em quando é bom, desabafar é importante para desacumular o que ficou preso no corpo, sem possibilidade de expressão, chorar e xingar pode ser ótimo para acalmar o coração.

     

    Mas reclamar demais, todos os dias, é um comodismo, é um vício de alguém que não quer vasculhar o profundo de si mesmo, não está a fim de empreender grandes mudanças internas, fica nessa de regurgitar nos ouvidos alheios as mesmas chatices, as mesmas frases e histórias , fica nesse enredo manjado de falar mal da vida, de colocar a culpa em tudo e em todos. São pessoas que inventaram essa lente cinza de ver o mundo, e têm mania de nunca estarem satisfeitas, mas também não ousam fazer nada para mudar.

     

    É mais fácil reclamar, falar dos problemas do que encontrar e colocar em prática soluções. É mais fácil despejar nos outros as culpas e ficar na posição de vítima. É mais fácil dizer que a vida não tem sentido do que tentar mudar a estrutura do próprio pensamento e encontrar por aí belezas acessíveis. É mais fácil se adaptar a uma realidade, se ajustar aos roteiros predestinados, do que ter criatividade e coragem para trilhar outros caminhos.

     

    Falta gratidão, flexibilidade e deslocamento no olhar!

     

    A gente tende a cuspir no prato que comeu ou a fazer descaso com a vida, sem perceber os tantos presentes que recebemos, os aprendizados, as sabedorias. Focamos nossa atenção na dor, na falta, no que ainda não veio, no que ainda não somos e não temos. Esquecemos de perceber que a vida não precisa ser um caminhar sem sentido, esquecemos de perceber que não são os grandes acontecimentos que colorem nossos dias, esquecemos de olhar nossas tristezas com carinho, e as nossas realizações com ritos e festas, esquecemos de dizer bom dia para o vizinho e agradecer os encontros inusitados, o motorista do ônibus, a flor que nasceu no asfalto…

     

    Eu acho que falta gratidão, falta paixão, falta amor.

     

    Não necessariamente você precisa sair nas ruas e mostrar sua voz e seus descontentamentos. Manifestação começa por dentro. Acho que a gente pode fazer grandes revoluções internas que vão inundar e atingir as pessoas à nossa volta. Eu acho que a gente pode escolher ser feliz agora, sorrir, gostar mais de si mesmo, cuidar do corpo e da mente. Acho que a gente pode escolher tratar uns aos outros com carinho e não com raiva e frustração. Acho que a gente pode assumir a responsabilidade do nosso próprio estar no mundo. A gente pode dizer ‘não’ para os excessos no trabalho, para os abusos nos relacionamentos, para estilos de vida que acabam com os nossos bons sentimentos.

     

    A gente pode escolher dançar a própria dança, aquela que vem da alma e que foge do que os olhos dos outros vão dizer.

     

    A gente pode escolher ser mais feliz, ser menos julgado, mandar um dane-se para o recalque alheio.

     

    E assim, a gente pode viver mais sereno, pleno e consequentemente fazer mudanças na nossa alma e no nosso mundo. É isso que eu chamo de micropolítica: o autoconhecimento em prol de uma sociedade mais harmoniosa.

     

    Espero que a gente aprenda a reclamar menos e a agradecer mais, pois a vida está aí para ser degustada pelos sentidos de quem sabe apreciá-la.


    *Resiliência Humana

  • Segunda-Feira, 09/07/2018

    Seja Gentil, não bobo

    Quantas vezes não gastamos muito mais tempo e energia para preparar um jantar caprichado para um parente que se acha e servimos qualquer coisa para aquele outro que demonstra ser uma pessoa simples, sem frescura? Quantas vezes não cedemos o melhor quarto da casa para uma visita pedante, cheia de não me toques e oferecemos um colchão jogado no meio da sala para uma outra visita que demonstra afeto verdadeiro por nós? Parece que as pessoas gostam de ficar paparicando quem lhes despreza.


    Sempre defendi a importância da gentileza. É horrível conviver com gente rude ou pior ainda: gente que sem dizer nada, deixa bem claro que se sente superior. Infelizmente, muitas pessoas ainda não descobriram o poder da empatia. Não perceberam o quanto é gostoso e divertido entrar numa sintonia fina com as pessoas.

     

    Por outro lado, me parece que algumas pessoas abusam na dose de gentileza e acabam sendo confundidas com gente fraca, sem personalidade, gente que não merece a cortesia e a consideração alheia. Conhecem aquele velho ditado popular: “Quanto mais a gente abaixa, mais a bunda aparece?” Sim, concordo com este ditado. Descobri o quanto ele é verdadeiro na prática.

     

    Em salões de beleza e em clínicas estéticas, sempre as clientes de nariz em pé são atendidas em primeiro lugar. As educadas e gentis, muitas vezes, precisam enfrentar atrasos por parte das profissionais. Como se diz…”Ela é boazinha. Não vai se importar de esperar”.

     

    Filhos de temperamento mais light costumam também levar a pior nas barganhas familiares em relação aos irmãos mais geniosos. Os alunos costumam dedicar mais tempo de estudo aos professores carrascos porque sentem medo de serem reprovados.

     

    Até mesmo as arrumadeiras e cozinheiras demonstram mais orgulho por trabalharem para mulheres esnobes, que mal olham na cara delas.

     

    Nas relações afetivas acontece o mesmo. O mais gentil, o mais compreensivo, o mais atencioso, aquele que demonstra mais amizade, nem sempre é prioridade. Parece que as pessoas gostam de ficar paparicando quem lhes despreza.

     

    Quantas vezes não gastamos muito mais tempo e energia para preparar um jantar caprichado para um parente que se acha e servimos qualquer coisa para aquele outro que demonstra ser uma pessoa simples, sem frescura? Quantas vezes não cedemos o melhor quarto da casa para uma visita pedante, cheia de não me toques e oferecemos um colchão jogado no meio da sala para uma outra visita que demonstra afeto verdadeiro por nós?

     

    Parece que cada vez mais a sociedade privilegia o tipo não empático. Egoicos e arrogantes costumam levar a melhor quase sempre. Mas tudo bem. Nem por isso vamos deixar de ser gentis, não é? Gentis, não bobos.


    *Sílvia Marques

  • Quinta-Feira, 05/07/2018

    Elegância mesmo é ser nobre diante daqueles que desejam nos atingir

    Em nosso caminho encontramos muitas pessoas maravilhosas dispostas a nos fazer bem e cooperar com nossa felicidade. Não existe nenhum porquê para a gente se desgastar e perder tempo com quem não vale a pena.


    Elegância mesmo é ser nobre diante daquele que deseja nos atingir.

     

    O mundo está repleto de pessoas pobres de espírito que tiram nossa paz de espírito. Elas nos colocam para baixo com seu egoísmo e maldade, e nos ferem com suas traições e desafetos, enganando-nos com sua falsidade e dissimulação. E, na maioria das vezes, dói muito. Nosso coração se quebra. Sofremos de angústia e deixamos com que a raiva tome conta dos nossos pensamentos. Mas não podemos nos perder em uma mediocridade que é do outro. Se devolvemos na mesma moeda, estamos nos comportando de uma forma que nós mesmos desprezamos.

     

    Por outro lado, tirar uma pessoa de nossa vida com elegância é fortalecer nossa própria qualidade como ser humano. Eleva nossa autoestima e causa bem-estar, simplesmente, porque uma pessoa de alma boa não precisa:

     

    1. Provar que é melhor

     

    Não entre nessa disputa. Se uma pessoa lhe causou mal, recolha suas qualidades e vá embora com a certeza de que você pode mais. A necessidade de dar o troco para mostrar que também pode é pura perda de tempo. A vida é linda e o tempo prova quem é quem.

     

    2. Falar pelas costas


    A ânsia de desmascarar quem nos fez mal é sempre grande. Apontar seus defeitos, relatar outras maldades cometidas a outras pessoas e até distorcer a realidade para ela pareça pior. Mas isso é um alívio momentâneo, um círculo negativo e viciante de vitimização que não cura a mágoa de fato. Confie no tempo. Mais cedo ou mais tarde, ele diz quem é quem.

     

    3. Ofender

     

    Algumas pessoas extrapolam os limites da ética humana e cometem atentados inimagináveis contra nossa moral ou nosso coração. Vem um ímpeto de explodir, de gritar os piores palavrões, de tocar fundo nas feridas que sabemos que o outro tem. Mas isso só nos faz tão vilões quanto aqueles que nos causaram dor. Além de ser completa falta de educação. Paciência é elegância.

     

    4. Brigar

     

    Entrar em discussões com pessoas que não querem entender o quanto estão equivocadas em seu comportamento não nos leva a nada. Seja indiferente e afaste-se. Mais inútil ainda que a troca de insultos, a agressão física é a resposta dos fracos e destemperados que perdem para seu lado animal, quando sua própria alma não é capaz de achar resposta melhor.

     

    5. Dar o troco

     

    Com a vingança, nós nos igualamos ao nosso inimigo. Sem ela, nós os superamos. Porque dar o troco na mesma moeda significa ter valores iguais em mãos. A melhor vingança é a indiferença, porque significa não ser atingido pelo mal de quem o quis derrubar. Não existe gesto mais elegante do que sorrir genuinamente em paz diante de um desafeto.

     

    6. Tratar mal

     

    Isso significa dar importância para quem lhe fez mal. É mostrar que o golpe o atingiu e que você está ferido. Seja educado, indiferente, mas não trate mal. Assim você vai mostrar ao seu oponente que nada o afeta e ele achará inútil tentar atingi-lo novamente.

     

    7. Indiretas no Facebook

     

    Indireta pela internet demonstra total falta de personalidade de olhar nos olhos e ser sincero ou simplesmente mandar uma mensagem no privado. Esconder-se atrás de postagem no facebook é infantil. Resultado de amargura e, muitas vezes, da inveja. É uma necessidade miserável de provar algo para os outros, até porque a possibilidade da pessoa alvo ler e entender é remota. Ou seja, tal inútil atitude não passa de um esconderijo para os covardes.


    Então, da próxima vez em que uma pessoa o atingir ou decepcionar, deixando-o triste e cabisbaixo levante a cabeça altivo e siga com elegância, majestade, senão a coroa cai.


    *Luciano Cazz

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