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Ieda Almeida

  • Sexta-Feira, 16/12/2016

    A Mão...

    A mãe pediu aos seus filhos que desenhassem alguma coisa que desejassem receber de presente. Antes de os desenhos serem entregues, ela já tinha certeza do que iria receber: carrinhos elétricos, patinetes, bonecas...



    E aconteceu como o previsto.



    Entretanto no meio de tantos desenhos, ela encontrou um que era diferente de todos os demais.
    - Quem fez isso?



    O filho caçula levantou o braço.
    - Mas isso é apenas o contorno de uma simples mão!



    O menino não respondeu nada.



    A mãe aproveitou a ocasião para perguntar aos outros filhos como eles interpretavam aquele desenho
    - Acho que é a mão de Deus nos dando comida - disse um deles.



    - Um fabricante de brinquedos -- disse outro - Porque tem muitas encomendas de Papai Noel nesta época do ano.



    Finalmente, depois de uma séries de respostas, ela se aproximou do menino e perguntou de quem era a mão que desenhara.
    - É a sua.


    Ela então se lembrou de quantas vezes tinha levado o menino pela mão. Embora fizesse o mesmo com as outras crianças, talvez aquilo significasse muito para ele.
    - Nunca tinha pensado que minha mão fosse tão importante - comentou, meio sem graça.



    - Por favor faça com que ela continue trabalhando também durante o próximo ano - respondeu o menino, também meio sem jeito. - Eu preciso dela. Quero ter o mesmo presente no Natal do ano que vem.


    Maktub

  • Quinta-Feira, 15/12/2016

    Duplo Silêncio

    Dois amigos cultivavam o mesmo campo de trigo, trabalhando arduamente a terra com amor e dedicação, numa luta estafante, às vezes inglória, à espera de um resultado compensador.



    Passam-se anos de pouco ou nenhum retorno. Até que um dia, chegou a grande colheita. Perfeita, abundante, magnífica, satisfazendo os dois agricultores que a repartiram igualmente, eufóricos. Cada um seguiu o seu rumo. 



    À noite, já no leito, cansado da brava lida daqueles últimos dias, um deles pensou:"Eu sou casado, tenho filhos fortes e bons, uma companheira fiel e cúmplice. Eles me ajudarão no fim da minha vida. O meu amigo é sozinho, não se casou, nunca terá um braço forte a apoiá-lo. 



    Com certeza, vai precisar muito mais do dinheiro da colheita do que eu".Levantou-se silencioso para não acordar ninguém, colocou metade dos sacos de trigo recolhidos na carroça e saiu.Ao mesmo tempo, em sua casa, o outro não conciliava o sono, questionando: "Para que preciso de tanto dinheiro se não tenho ninguém para sustentar, já estou idoso para ter filhos e não penso mais em me casar. As minhas necessidades são muito menores do que as do meu sócio, com uma família numerosa para manter".


    Não teve dúvidas, pulou da cama, encheu a sua carroça com a metade do produto da boa terra e saiu pela madrugada fria, dirigindo-se à casa do outro. O entusiasmo era tanto que não dava para esperar o amanhecer. Na estrada escura e nebulosa daquela noite de inverno, os dois amigos encontraram-se frente a frente. Olharam-se espantados. 



    Mas não foram necessárias as palavras para que entendessem a mútua intenção. Amigo é aquele que no seu silêncio escuta o silêncio do outro.

  • Quarta-Feira, 14/12/2016

    Desenferrujar-se

    Quantas e quantas vezes a melhor solução é sair do lugar, da posição que se ocupa, e ir ao encontro dos outros.

    Se não nos amam, vamos procurar amar e muita coisa vai mudar. Não esperar que sempre venham atrás da gente, que nos tratem bem.

    Não se deixe enferrujar pela vida! Renove seu espírito! Redescubra novos ideais! Alimente outros objetivos!

    E a sua vida não se estagnará, mas terá nova dinâmica. Depende muito de você!

    O fim de uma pessoa começa quando ela pensa que já chegou onde queria, que já realizou o que desejava, que já esgotou seus sonhos.

    Quando não se aspira a mais nada, quando não se tem mais nenhum objetivo a alcançar ou algo a fazer, a vida realmente torna-se um peso, envolve-se de tédio e vai acabando com a pessoa em pouco tempo.

    É lamentável chegar ao fim da vida sem sequer saber por que se viveu.

  • Terça-Feira, 13/12/2016

    Parábola do sapo fervido

    Vários estudos biológicos provaram que um sapo colocado num recipiente, com a mesma água de sua lagoa, fica estático durante todo o tempo em que se aquece à a água, até que ela ferva. O sapo não reage ao gradual aumento da temperatura ( mudanças de ambiente), e morre quando a água ferve inchado e feliz. Por outro lado outro sapo que seja jogado neste recipiente já com água fervendo salta imediatamente para fora. Meio chamuscado, porém vivo! 

     

    Algumas pessoas tem um comportamento similar ao do Sapo Fervido. 
    Não percebem as mudanças, acham que está tudo bem, que tudo passa, que'é só dar um tempo, e quebram, ou fazem um grande estrago em suas empresas, "morrendo"sem ter percebido as mudanças. Outros, vendo as transformações, pulam, saltam, em ações que representam as mudanças necessárias.  


    Vários Sapos Fervidos estão por ai, prestes a morrer, porém boiando estáveis na água que se aquece a cada minuto. Sapos Fervidos que não percebem que o conceito de administrar mudou. 
    Os Sapos Fervidos não perceberam, também: 

    a) que além de serem eficientes ( Fazer certo as coisas). precisam ser eficazes ( Fazer as coisas certas) 
    b) Que o clima deve ser favorável ao crescimento profissional com espaço para o diálogo, para a comunicação clara, para o compartilhamento, para o planejamento e para uma relação adulta. 



    O desafio ainda maior está na humildade de atuar de forma coletiva. 
    Durante anos cultivamos o individualismo e a mudança exige como resposta o esforço coletivo, a essência da eficácia. 
    Tornar as ações coletivas exige muita competência interpessoal para o desenvolvimento do espírito de equipe, exige saber partilhar o poder, delegar, acreditar no potencial das pessoas e saber ouvir.

     

    Os Sapos Fervidos, que ainda acreditam que o fundamental é a obediência e não a competência, que manda quem pode e obedece quem tem juízo, "boiarão" no mundo da produtividade, da qualidade e do livre mercado, e não sobreviverão. 
    Acordem Sapos Fervidos... saiam dessa, o mundo mudou, pulem fora entes que a água ferva. O Brasil e a nova ordem econômica precisam de vocês vivos, meio chamuscados, mas vivos e prontos para agir, agora.



    Maktub

  • Segunda-Feira, 12/12/2016

    Não se envenene

    Se alguém colocasse veneno na sua água e você descobrisse isso, você a  beberia mesmo assim? Certamente não. Certos elementos químicos que você  consegue ver, provar, tocar e sentir o odor podem ser fatais. Felizmente somos dotados de instintos de auto-preservação que nos coíbem de ingerir ingênua e  deliberadamente tais substâncias.



    Mas o que dizer da sua mente? Repetidamente as pessoas estão envenenando  seus pensamentos com o negativismo. E ainda que não possam vê-lo, prová-lo  ou tocá-lo, ele pode ser igualmente fatal.


    Mas o que é esse veneno? Negativismo é o veneno que mata os mais precisos sonhos de uma pessoa. Ele começa com pensamentos negativos, que devem  ser contidos a todo custo, posto que contaminam e se alastram.



    Para fazer frente a isso, é necessário que você monitore os pensamentos que  permitem a entrada desse veneno em sua mente. Cada um de seus  pensamentos! Se você se descobre pensando negativamente, repense. Parte  do processo de mudar seu pensamento do negativo para o positivo consiste em ser grato pelas preciosas dádivas que a vida pode nos oferecer.



    A simples  gratidão pela vida que nos foi dada atrai algumas das melhores coisas com as  quais sonhamos nesse mundo. 

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