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Ieda Almeida

  • Sexta-Feira, 29/12/2017

    A gente tem que continuar...

    A gente tem que continuar mesmo depois que o arroz queima, a água seca, o vinho entorna. A gente continua depois de descobrir que os defeitos pioram com a idade e as qualidades viram hábito no dia a dia. A gente tem que continuar depois do luto, da partida, da despedida. das horas frias, do caminho incerto. A gente continua e aprende a cantar “apesar de você, amanhã há de ser outro dia…” para o amor que não deu certo, para as falhas recorrentes. para nós mesmos que nem sempre somos aqueles que gostaríamos de ser. Apesar de nós mesmos, de nossas fissuras e desencantos, a gente tem que continuar…

     

    E aprendemos que ter que continuar é muito mais que traçar um caminho que justifique nossa esperança por dias melhores. É saber deixar pra trás com sabedoria, entendendo que a vida é constituída de muitas histórias, e que finalizar um capítulo não significa dar fim ao que somos.

     

    De vez em quando nos habituamos a antigos nós. Preferimos a dificuldade do que é conhecido à facilidade de novos e perfeitos voos. Desdenhamos a felicidade como quem se empenha em ser infeliz e construímos muros a nos proteger da vida que chega trazendo ares de esperança e novidade. Preferimos nos refugiar no que é conhecido, e nem sempre melhor.

     

    Muita esperança chega e a promessa de novos dias, limpinhos, pra gente escrever a história da melhor maneira que puder. Talvez precisemos aprender a aceitar as novas realidades que inevitavelmente ocorrerão. Haverá a mãe que terá que se adaptar ao fim da licença maternidade, a adolescente que verá seu namoro ruir, o homem que receberá o pedido de divórcio numa manhã aparentemente comum, a senhorinha que vai enviuvar, os pais que levarão seu menino ao aeroporto para fazer intercâmbio, a menina que verá o fim da infância num teste de gravidez, a decepção do jovem, o casamento da moça dos sonhos, o ninho vazio, as novas dores da maturidade, a traição, o recomeço, a renegociação com a vida.

     

    Talvez seja isso. Aprender a renegociar com a vida, descobrindo que novas portas estão sendo abertas, mesmo que haja a tendência de nos fixarmos em cadeados fechados. O mundo da gente começa a morrer antes da gente, mas o futuro também guarda boas surpresas, e o que se pode chamar de “nosso mundo” não existe só no passado, mas na realidade que construímos diariamente e somente nós podemos lapidar.

     

    A gente tem que continuar. Que o reconhecimento de nossos presentes, dádivas reais que permanecem além da morte de nosso mundo ou de um tempo. O que ninguém nos tira: a capacidade de nos recriarmos em qualquer tempo. A alegria de nos percebermos resistindo, apesar de tudo. A satisfação de percebermos nossa coragem. E finalmente, a paz de nos aceitarmos por inteiro.

     

    Por Fabíola Simões

  • Quinta-Feira, 28/12/2017

    Vaidades

    Num dia desses, um diretor de uma grande organização de Florianópolis saiu com a seguinte frase para um dos seus colaboradores: "não administro vaidades, administro é gente". Sinceramente fiquei refletindo sobre esta frase por dois dias.

     

    O que ocorre muitas vezes é que nós, seres humanos, ficamos esperando demasiadamente pelo reconhecimento dos outros. Quando isso não acontece, ficamos enaltecendo nossas virtudes e conquistas, achando que somos os bons, os melhores ou os reis da cocada preta. Este artifício é uma forma equivocada de ser reconhecido, principalmente quando queremos conquistá-lo a qualquer preço.

     

    A vaidade profissional, assim como a pessoal, só eleva a nossa condição de imperfeição neste rico Planeta Azul. Para que este processo não ocorra mais em sua vida, troque a palavra "vaidade" por "humildade".

     

    Com certeza, os resultados serão bem mais expressivos e virão numa velocidade alucinante. Confie no seu talento, pois um dia, em algum lugar, num determinado tempo, muitos reconhecerão as suas virtudes. Basta ter paciência e acreditar, pois o mundo será justo e perfeito com você!

     

    Adonai Zanoni

  • Quarta-Feira, 27/12/2017

    Segurando um ao outro

    A sobrecarregada enfermeira viu o jovem entrar no quarto e, inclinando-se, disse alto ao idoso paciente, - Seu filho está aqui. Com grande esforço, ele abriu os olhos e, a seguir, fechou-os outra vez.

     

    O jovem apertou a envelhecida mão e sentou-se ao lado da cama. Por toda a noite, ficou sentado ali, segurando a mão e sussurrando palavras de conforto ao velho homem.

     

    À luz da manhã, o paciente tinha morrido. Em instantes, a equipe de funcionários do hospital encheu o quarto para desligar as máquinas e remover as agulhas. A enfermeira aproximou-se do jovem e começou a oferecer-lhe condolências, mas ele a interrompeu.

     

    - Quem era esse homem? Perguntou.

     

    Assustada, a enfermeira respondeu:

     

    - Eu achei que era seu pai!
    - Não. Não era meu pai - respondeu o jovem
    - Eu nunca o vi antes em minha vida.

     

    - Então, porque você não falou nada quando lhe anunciei para ele?
    - Eu percebi que ele precisava do filho e o filho não estava aqui. - O jovem explicou - E como ele estava por demais doente para reconhecer que eu não era seu filho, eu vi que ele precisava de mim.

     

    Madre Teresa costumava nos lembrar que ninguém tem que morrer sozinho. Do mesmo modo, ninguém deve se afligir sozinho ou chorar sozinho. Ou rir sozinho ou celebrar sozinho.

     

    Nós fomos feitos para viajar de mãos dadas através da jornada da vida. Há alguém pronto para segurar a sua mão hoje. E há alguém esperando que você segure a dele.

  • Terça-Feira, 26/12/2017

    Sentido da Vida

    Para uns, a jornada é curta e agradável. Para outros, a jornada é acidentada, e em alguns momentos, dá vontade de desistir... Ao contrário do que você pensa, é nesses momentos que algo muito maior está acontecendo. Estamos aqui para aprender, não para sofrer...Abandone o passado... desbloqueie sua paralisia afetiva.

     

    À medida que ganhamos experiências, um pouco mais nos é revelado. Abra-se! Ninguém é igual a ninguém e ninguém é perfeito. A vida vai dando coisas com que você consegue lidar, conforme você vai aprendendo a lidar com elas. É assim que a vida funciona. Avançamos no caminho espiritual através dos relacionamentos.

     

    Deepak Chopra escreveu:


    "Seja qual for o relacionamento que você atraiu para dentro de sua vida, numa determinada época, ele foi aquilo de que você precisava naquele momento."Repare: Nada é por acaso. Nós nos colocamos em uma espécie de “trilha”, que sempre esteve aí, o tempo todo,à sua espera. Você elegeu seu destino.
    A vida que você tem que viver é essa mesma.

    "Você não consegue mudar o que não consegue encarar".
    (James Baldwin)

     

    Por isso, onde quer que você se encontre, é exatamente onde precisa estar, neste momento. Quando você estiver pronto para fazer uma coisa nova, de maneira nova, você fará. Há sempre alguém à espera da pessoa na qual você está se transformando. Talvez, você ainda não esteja pronto para reconhecê-la. A cada momento,cada um de nós está passando pelo processo de Ser e de se tornar. Como as pessoas, os nossos relacionamentos também mudam. E ainda há muito a aprender sobre AMOR...

     

    Ainda há muito a ser realizado. Apesar de muitos problemas, há Esperança, Fé, Alegria, há o AMOR... Deus sabe de tudo que nos é necessário para evoluir, antes mesmo de nós! 

     

    *Rivalcir 

  • Segunda-Feira, 25/12/2017

    Felicidade silenciosa do Natal

    “Quero que minha árvore seja feita de silêncios. Silêncios que façam intuir felicidade, contentamento, sorrisos sinceros.
    Neste Natal não quero mandar cartões. Tenho medo de frases prontas.

     

    Elas representam obrigação sendo cumprida.


    Prefiro a gratuidade do gesto, o improviso do texto, o erro de grafia e o acerto do sentimento.


    Neste Natal quero descansar de meus inúmeros planos. Quero a simplicidade que me faça voltar às minhas origens. Não quero muitas luzes. Quero apenas o direito de encontrar o caminho do presépio para que eu não perca o menino Jesus de vista.


    Quero um natal sem Papai Noel. Papai Noel faz muito barulho quando chega. Ele acorda o menino Jesus, o faz chorar assustado. Os pastores não. Eles chegam silenciosos. São discretos e não incomodam…


    Os presentes que trazem nos recordam a divindade do menino que nasceu. São presentes que nos reúnem em torno de uma felicidade única. Quero dividir com Maria os cuidados com o pequeno menino.


    Quero cuidar dele por ela. Enquanto eu cuido dele, ela pode descansar um pouquinho ao lado de José.


    Descubram a beleza que as dispersões deste tempo insistem em esconder. Fechem as suas chaminés.


    Visita que verdadeiramente vale à pena chega pela porta da frente.


    Na noite de Natal fujam dos tumultos e dos barulhos.


    Descubram a felicidade silenciosa. Ela é discreta, mas existe! Eu lhes garanto! Não tenham a ilusão de que seu Natal será triste porque será pobre.


    Há mais beleza na pobreza verdadeira e assumida que na riqueza disfarçada e incoerente. E não se surpreendam,se com isso, a sua noite de Natal tornar-se inesquecível. “


    Pe. Fábio de Melo

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