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Ieda Almeida

  • Segunda-Feira, 30/07/2018

    A lei do retorno é infalível

    Pode demorar, mas sempre receberemos na medida exata do que oferecemos. Nada mais, nada menos do que isso.

     

    Não raro, costumamos achar que vimos sendo tratados injustamente ou de forma desagradável pelas pessoas que nos rodeiam. É como se estivéssemos recebendo muito menos do que verdadeiramente queremos ou pensamos que merecemos. Assim, passamos a colocar a culpa do que nos ocorre tão somente nas pessoas e no mundo lá fora, o que nos impede de nos enxergarmos como sujeitos de nossas histórias, uma vez que, nessa ótica, seríamos meros joguetes nas mãos dos outros.

     

    E, assim, vamos passando os dias lamentando as supostas injustiças que nos vão sendo impostas, recheando nossas amarguras com os tratamentos que julgamos descabidos por parte das pessoas que convivem conosco, sentindo-nos mal amados, mal interpretados, mal vistos e desvalorizados. Afinal, ninguém parece nos entender ou perceber os potenciais que possuímos, como se estivéssemos sendo subutilizados em todos os setores de nossas vidas.

     

    Por essa razão é que jamais poderemos fugir ao enfrentamento de nós mesmos, analisando racionalmente o que estamos oferecendo, como estamos nos comportando, enxergando a nós mesmos, na forma como estamos tratando as pessoas, nas palavras que usamos, no tom de voz que colocamos, no olhar que dirigimos ao mundo lá fora. Muitas vezes, apenas estamos recebendo de volta exatamente o que oferecemos, nada mais nem menos do que isso.

     

    Caso consigamos perceber a forma como as pessoas vêm nos enxergando, o que o mundo vem recebendo de nós, muito provavelmente entenderemos várias coisas que nos acontecem, tendo a consciência de que o que nos chega não é injusto e sim retorno de mesma medida. Muitas vezes, estaremos ofertando é nada, tratando mal as pessoas, ignorando-as e menosprezando-as, fechando-nos aos encontros, a tudo o que está fora de nós. Como é que poderão enxergar algo que não demonstramos? Como é que nos enxergarão, caso nos fechemos aqui dentro?


    Embora exista quem não consiga fazer outra coisa que não azucrinar a vida de quem quer que seja, muitas pessoas com quem conviveremos estarão abertas a receber o nosso melhor e a fazer bom uso de tudo o que oferecemos, valorizando-nos e tratando-nos com o devido respeito. É preciso, portanto, que nos permitamos o compartilhamento transparente de nossas verdades, para que elas nos tragam o retorno afetivo que nos enriquecerá a vida onde e com quem estivermos. Porque merecemos, sempre, o que oferecemos.


    *Prof. Marcel Camargo

  • Sexta-Feira, 27/07/2018

    Elegância é algo que a gente carrega, não veste!

    Ser elegante vai além de ter bom gosto com roupas e saber se vestir. Elegância é algo que a gente carrega e não veste.

     

    Regras de etiqueta da vida e não do armário para uma vida onde elegância é sinônimo de educação e bom comportamento.

     

    Sabe o que é mesmo elegante? Ter bom senso e respeito.

     

    Não é preciso estar em cima de um salto alto ou dentro de um terno caríssimo para ser elegante. As atitudes enfeiam pessoas que não tem bom comportamento.

     

    A elegância está na simplicidade de um bom dia sincero para o porteiro que passou a noite toda acordado, no falar baixo quando o outro está perto, no saber ouvir quando o outro fala, e no saber sorrir quando isso é tudo o que você pode oferecer.

     

    “Saber agir sem agredir.”

     

    Uma pessoa elegante tem encantamento na voz, fala com propriedade e tem jeito com as palavras. Sabe chamar a atenção sem ser rude, saber observar sem se intrometer, sabe respeitar o espaço alheio.

     

    A elegância está no tom da voz e no silêncio que também comunica. Na forma de se posicionar quando precisa, no jeito de ver o mundo.

     

    Uma pessoa elegante não vive de fofocas, não inventa mentiras e não se mete em baixaria. Quem é elegante tem positividade, atrai pessoas do bem, vibra com a vida, com os sucessos, torce pelo outro, não tem inveja, carrega alegrias e otimismo, e sente com verdade. Não sabe viver de oportunismos, sabe se colocar nas oportunidades e não puxa saco nem tapete.

     

    Elegância está no “com licença” e “muito obrigado”. No reconhecimento do esforço, na empatia e na colaboração. Está na mão que ajuda, está também na gratidão

     

    E quanto mais conheço pessoas, mais percebo que a elegância está vestida de simplicidade e não de rótulos e invólucros sociais.

     

    Encontrei mais elegância calçada de chinelos que vestida de etiquetas, e isso não tem haver com situação financeira, mas com referência de vida, criação e sabedoria.

     

    Encontrei a elegância no ser e não no ter, e percebi que é mais elegante aqueles que se vestem de amor.

     

    *Provocações Filosóficas - Anieli Talon

  • Quinta-Feira, 26/07/2018

    Como enfrentar a difícil tarefa de sermos pais dos nossos pais

    Os braços fortes que nos embalavam, agora tremem. Os olhares que nos protegeram agora se transformam em bolas confusas e medrosas. A segurança que veio desses lábios transforma-se em impotência. Quem inventava maneiras de comermos bem, passa a necessitar que cortemos a comida em pequenos pedaços. Quem contava “um, dois, três” para nos lançar para o céu, hoje não pode subir a escada sem precisar do nosso apoio.

     

    Da antiga pressa para chegar logo ao destino, passam a perguntar “Que dia é hoje, filho?” O tempo passa e nossos pais também crescem, isso é difícil.

     

    Ser pai é conter, apoiar, acompanhar o crescimento, ser fiador dos nossos filhos. Somos crianças quando nascemos e voltamos a ser quando envelhecemos. Nesta curva, nós filhos deixamos de sermos cuidados e passamos a ser cuidadores. A equação de proteção é invertida, aqueles que antes nos vigiavam passam a precisar da nossa proteção. E homens e mulheres estão preparados – embora muitas vezes não saibamos como – administrar a educação de nossos filhos. Mas não estamos em condições de fazer isso com nossos pais. Podemos nos questionar e perguntar por que isso nos custa tanto.

     

    Criar nossos filhos é acompanhar com alegria, medo, sucessos e erros o começo da vida. E pensar no declínio e na morte de nossos próprios pais nos deixa tristes, irritados e confusos. Isso nos angustia, nos irrita e nos confronta com o filme de nossa própria finitude. Ver nossos idosos envelhecendo é testemunhar um lento declínio dos guerreiros.


    A expectativa de vida é muito maior hoje do que há décadas, devido aos avanços da medicina, às políticas de vida mais saudáveis ??e à evolução das espécies. Isso é fantástico, mas tudo tem prós e contras. Nossos pais terão mais chances de chegarem a ser idosos, mas… Cuidar deles é também dizer adeus. É relembrar a nossa relação, os desafios, os carinhos, as tristezas e alegrias. A morte existe e entristece, e se é de nossos pais mais ainda.


    Há tantas combinações possíveis quanto histórias de pais e filhos, mas basicamente há três maneiras de lidar com essa situação. 1.Podemos ser filhos super-protetores e hipotecar nossas vidas, mas claramente não recomendo isto. 2. Podemos negar que estamos nos distanciando emocionalmente.

     

    E a 3. Ou podemos tentar, o mais difícil, isto é: um equilíbrio saudável e amorosamente acompanhar esta fase de suas vidas. O equilíbrio é sempre a melhor maneira de evitar a superlotação de consultórios psicológicos.

     

    Os filhos têm a possibilidade de acompanhar e serem protagonistas dos últimos anos de vida dos pais, têm a chance de dar um pouco do amor que receberam, têm a maravilhosa oportunidade de administrar a dor com amor e integridade, e talvez um dia , a ideia de morte torna-se menos tortuosa se conseguirmos fechar de forma saudável os duelos e desafios que a vida está colocando no caminho.

     

    *Este texto é uma tradução adaptada do texto “Cómo afrontar la difícil tarea de ser padres de nuestros padres” do psicólogo Alejandro Schujman para o Clarín.

  • Quarta-Feira, 25/07/2018

    Ninguém é substituível!

    Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores... Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: ninguém é insubstituível!


    A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio. Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. De repente, um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:


    - Alguma pergunta?

     

    - Tenho sim.

     

    - E Beethoven?

     

    - Como? - o encara o diretor confuso.


    - O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?


    Silêncio…

     

    O funcionário fala então:

     

    - Ouvi essa história esses dias, contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal as empresas falam em descobrir talentos, mas no fundo, continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar. Então, pergunto: quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico?

     

    O rapaz fez uma pausa e continuou:


    - Todos esses talentos que marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem. E, portanto, mostraram que são sim, insubstituíveis.


    Não estaria na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe, em focar no brilho de seus pontos fortes e não utilizar energia em reparar seus erros ou deficiências?

     

    Nova pausa e prosseguiu:


    - Acredito que ninguém se lembra e nem quer saber se BEETHOVEN era SURDO, se PICASSO era INSTÁVEL, CAYMMI PREGUIÇOSO, KENNEDY EGOCÊNTRICO, ELVIS PARANÓICO… O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos. Mas cabe aos líderes de uma organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços, em descobrir os PONTOS FORTES DE CADA MEMBRO. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.


    Divagando o assunto, o rapaz continuava.


    - Se um gerente ou coordenador, ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe, corre o risco de ser aquele tipo de técnico de futebol, que barraria o Garrincha por ter as pernas tortas, ou Albert Einstein por ter notas baixas na escola, ou Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria PERDIDO todos esses talentos. Nunca me esqueço quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outra morada'... Dedé, ao iniciar o programa seguinte, entrou em cena e falou mais ou menos assim: "estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:.… NINGUÉM, pois nosso Zaca é insubstituível!"


    O silêncio foi total!

    Conclusão:

    Nunca esqueça: VOCÊ É UM TALENTO ÚNICO! Pergunte à sua esposa, seus filhos e amigos se o substituiriam. Com toda certeza, ninguém te SUBSTITUIRÁ!

  • Terça-Feira, 24/07/2018

    Aprenda a ouvir a voz de Deus e a aceitar os planos dele para a sua vida

    Se você não sabe qual direção tomar, qual rumo seguir ou o que fazer, ore e tente ouvir a voz de Deus. Falar com Ele nos traz paz, enche o nosso coração de tranquilidade e leva embora toda angústia. Aquela angústia que chega a apertar o peito, que parece sufocar todas as nossas esperanças, achando um jeitinho de esmagar a nossa fé. Achando um jeito de sugar as nossas forças.


    Aprenda a ouvir a voz de Deus e a aceitar os planos dEle para a sua vida. Rasgue fora os seus rascunhos e deixe Ele escrever uma nova história. Deixe Deus pilotar a sua vida, dê a direção para Ele. Eu sei, você deve estar com medo, achando que pode dar errado novamente e já nem sabe mais distinguir se deve tentar outra vez. Não sabe mais se deve dar um passo à frente, porque tudo o que você não quer é retroceder. Não quer ganhar novas feridas.

     

    Talvez, você esteja achando que tudo será igual novamente e esteja se apegando ao passado, aos fracassos e fazendo disso o lema da sua vida, mas saiba que você não é um colecionador de erros e tentativas falhas, você pode ser um colecionador de histórias, de aprendizado e de mudanças. Tudo em nossa vida é aprendizado. Infelizmente, não estamos livres da decepção, dos erros e do medo, mas podemos escolher ver as coisas de outra forma, temos a oportunidade todos os dias de recomeçar. E eu acho isso mesmo bonito, essa coisa de poder se reinventar.

     

    Então se for para desapegar, desapega dos seus medos, dessa insegurança e dessa falta de anseio. Queira muito, mas também permita-se. Deus não daria a você qualquer coisa, então não espere coisas pequenas de um Deus tão grande. Confie nos planos dEle e deixe Ele agir. Esqueça os seus enganos, eles são só… Enganos. E se der errado novamente? Pense que tudo nos transforma, tudo nos ensina algo. Se deu errado até aqui, continue a tentar.

     

    A vida segue em uma velocidade assustadora e não nos permite pausas ou retrocessos, tudo o que você precisa fazer é seguir em frente, você não pode estacionar nos seus medos. Faça uma troca. É, uma troca. Troque o medo pela fé, troque a ilusão pela esperança, as paradas pelos avanços e ao invés de negar-se e negar o tempo todo, permita-se.

     

    Um coração entregue a Deus não significa que nada dará errado, mas, certamente, ele está em um lugar seguro, onde guerra alguma abala a sua paz. Onde barulho nenhum te impede de ouvir a voz de Deus. Você continuará errando, por isso continue tentando. Não deixe de acreditar nas pessoas, no amor, na vida, porque a dor vem, mas não faz morada. Não deixe que nada que não te acrescente tome uma proporção significativa em sua vida.

     

    Eu não sei o que está tomando conta do seu coração, se é o medo, as dores, as feridas, a angústia, a insegurança ou a dúvida, mas sei que quando você entregar o seu coração a Deus verá que a paz nunca fez uma morada tão longa em seu coração.

     

    *Thamilly Rozendo

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