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Ieda Almeida

  • Quarta-Feira, 30/11/2016

    Por que deixamos tudo para depois?

    Acordamos ontem com a notícia de uma tragédia. A vida realmente é um sopro. Não podemos deixar nada para depois...

    Por que deixamos tudo para depois?


    Depois eu ligo.
    Depois eu faço.
    Depois eu falo.
    Depois eu mudo.
    Deixamos tudo pra depois, como se depois fosse o melhor.
    O que não entendemos é que...
    Depois o café esfria,
    Depois a prioridade muda,
    Depois o encanto se perde,
    Depois o cedo fica tarde,
    Depois a saudade passa,
    Depois tanta coisa muda,
    Depois os filhos crescem,
    Depois a gente envelhece,
    Depois o dia anoitece,
    Depois a vida acaba.


    Não deixe nada pra depois, porque na espera do depois, você pode perder os melhores momentos, as melhores experiências, os melhores amigos, os maiores amores, e todas as bênçãos que Deus tem pra você. Lembre-se que o depois pode ser tarde demais.

     

    O dia é hoje.

  • Terça-Feira, 29/11/2016

    Ensinamentos

    Deus costuma usar a solidão. Para nos ensinar sobre a convivência. Às vezes, usa a raivapara que possamos Compreender o infinito valor da paz. Outras vezes usa o tédio, quando quer nos mostrar a importância da aventura e do abandono. 



    Deus costuma usar o silêncio para nos ensinar sobre a responsabilidade do que dizemos. Às vezes usa o cansaçopara que possamos Compreender o valor do despertar. Outras vezes usa a doença, quando quer nos mostrar a importância da saúde. 



    Deus costuma usar o fogo, para nos ensinar a andar sobre a água. Às vezes, usa a terra, para que possamos Compreender o valor  do ar. 



    Outras vezes usa a morte, quando quer 
    Nos mostrar a importância da vida.


    Fernando Pessoa

  • Segunda-Feira, 28/11/2016

    A prisão de cada um

    O psiquiatra Paulo Rebelato, em entrevista para a revista gaúcha Red 32, disse que o máximo de liberdade que o ser humano pode aspirar é escolher a prisão na qual quer viver. Pode-se aceitar esta verdade com pessimismo ou otimismo, mas é impossível refutá-la. A liberdade é uma abstração. 



    Liberdade não é uma calça velha, azul e desbotada, e sim, nudez total, nenhum comportamento para vestir. No entanto, a sociedade não nos deixa sair à rua sem um crachá de identificação pendurado no pescoço. Diga-me qual é a sua tribo e eu lhe direi qual é a sua clausura.



    São cativeiros bem mais agradáveis do que o Carandiru: podemos pegar sol, ler livros, receber amigos, comer bons pratos, ouvir música, ou seja, uma cadeia à moda Luis Estevão, só que temos que advogar em causa própria e hábeas corpus, nem pensar.



    O casamento pode ser uma prisão. E a maternidade, a pena máxima. Um emprego que rende um gordo salário trancafia você, o impedede chutar o balde e arriscar novos vôos. O mesmo se pode dizer de um cargo de chefia. Tudo que lhe dá segurança ao mesmo tempo lhe escraviza. Viver sem laços igualmente pode nos reter. 

    Uma vida mundana, sem dependentes para sustentar, o céu como limite: prisão também. Você se condena a passar o resto da vida sem experimentar a delícia de uma vida amorosa estável, o conforto de um endereço certo e a imortalidade alcançada através de um filho. Se nem a estabilidade e a instabilidade nos tornam livres, aceitamosque poder escolher a própria prisão já é, em si, uma vitória. Nós é que decidimos quando seremos capturados e para onde seremos levados. É uma opção consciente.

     

    Não nos obrigaram a nada, não nos trancafiaram num sanatório ou num presídio real, entre quatro paredes. Nosso crime é estar vivo e nossa sentençaé branda, visto que outros, ao cometerem o mesmo crime que nós nascer foram trancafiados em lugares chamados analfabetismo, miséria e exclusão. 



    Brindemos: temos todos, cela especial. 


    Martha Medeiros

  • Sexta-Feira, 25/11/2016

    As rãs

    Um fazendeiro veio até a cidade e perguntou ao proprietário de um restaurante se ele queria ganhar um milhão de rãs. O proprietário do restaurante ficou assustado e perguntou ao homem  onde ele poderia conseguir tantas rãs!



    O fazendeiro respondeu, - Há uma lagoa perto de minha casa que está cheia de rãs  - milhões delas. Todas coaxando por toda a noite e estão a pontode me deixar louco!



    Então o proprietário do restaurante e o fazendeiro fizeram um acordo:  o fazendeiro entregaria as rãs no restaurante, quinhentas de cada  vez pelas semanas seguintes. Na primeira semana, o fazendeiro retornou ao restaurante parecendo particularmente encabulado, com duas pequenas e mirradas rãs. 



    O proprietário do restaurante perguntou,
    - Onde estão todas as rãs? O fazendeiro respondeu,
    - Eu me enganei. Haviam somente estas duas rãs na lagoa. 
    Mas certamente elas faziam muito barulho!



    Da próxima vez que você ouvir alguém criticando ou gozando alguém, lembre-se que provavelmente é apenas um par de ruidosas rãs. Lembre-se também que os problemas parecem sempre muito maiores no escuro. Você tem se deitado à noite, preocupado com coisas que parecem  oprimir como um milhão de rãs coaxando? 



    As coisas serão muito mais  bonitas quando a manhã chegar, e se você olhar mais de perto,  você se espantará com a tempestade feita em um copo d'água.

  • Quinta-Feira, 24/11/2016

    Viver como as flores

    - Mestre, como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes. Sinto ódio das que são mentirosas. Sofro com as que caluniam.



    - Pois viva como as flores!, advertiu o mestre.
    - Como é viver como as flores? Perguntou o discípulo.



    - Repare nestas flores, continuou o mestre, apontando lírios que cresciam no jardim. Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas. 



    É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem. Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento. Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora. Isso é viver como as flores.


    Maktub

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