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Ieda Almeida

  • Quarta-Feira, 26/07/2017

    Desapego

    Dois monges Zens estavam viajando juntos numa ocasião quando chegaram a um rio que transbordara por causa de um aguaceiro recente.

     

    À margem, estava uma linda jovem, vestida em roupas finas. Ela queria, obviamente, atravessar o rio, mas estava aflita com a perspectiva de estragar a elegância.

     

    Sem hesitação, um dos monges ofereceu-se para carregar a jovem nas costas, através do rio e a colocou em terra seca.

     

    Em seguida, os dois monges seguiram caminho, mas o outro monge começou a se queixar:
    - Não é certo tocar numa mulher, principalmente numa tão jovem e adorável. Experimentar contato íntimo é contra nossos preceitos. Como pode violar as regras dos monges?

     

    O monge que carregara a mulher caminhou em silêncio, por alguns minutos, antes de dar uma resposta.

     

    Finalmente falou:
    - Eu a deixei perto do rio, mas você ainda a está carregando...

  • Terça-Feira, 25/07/2017

    O Grande Homem

    Mantém o seu modo de pensar independente da opinião pública.
    É tranqüilo, calmo, paciente, não grita, nem desespera.


    Pensa com clareza, fala com inteligência vive com simplicidade.
    É do Futuro e não do passado.
    Sempre tem tempo.


    Não despreza nenhum ser humano.
    Causa a impressão dos vastos silêncios da natureza: o céu.


    Não é vaidoso
    Como não anda a cata de aplausos, jamais se ofende.
    Possui mais do que julga merecer.


    Esta sempre disposto a aprender, mesmo com as crianças.
    Vive dentro de seu próprio isolamento espiritual, onde não chega o seu louvor ou a sua censura.
    Não obstante, seu isolamento não é frio: ama, sofre, pensa, compreende.


    O que você possui: dinheiro ou posição social, nada significa para ele, só lhe importa o que você é.
    Despreza a opinião própria, tão depressa verifica o erro, não respeita a mentira, somente a verdade.
    Tem mente de homem é coração de menino.


    Conhece-se a si mesmo, tal qual é, e conhece a Deus.

  • Segunda-Feira, 24/07/2017

    Os Jardins

    É comum se associar a lembrança de uma pessoa a algo que a caracterize. Digamos, seja seu toque pessoal. Dia desses, ao passarmos por um jardim cheio de cores vivas, fomos surpreendidos por uma frase partida dos lábios de uma senhora: Um jardim tão bem cuidado me recorda minha avó. A amiga que a acompanhava logo indagou do porquê.

     

    A continuidade do diálogo, cujas frases nos chegavam com clareza, trazidas pela brisa mansa nos surpreendeu. Minha avó, dizia, passou sua vida a plantar flores. Recordo-me da infância e do bangalô de minha avó. Quase não havia terra para plantar. A construção era nova e o local mais parecia um campo de batalha que as minas tivessem revolvido e deixado em total desalinho.

     

    Pois minha avó não desanimou. Com pedras desenhou retângulos no solo, afofou a terra, preparou-a e plantou suas amadas roseiras. Jardins eram a sua marca registrada.

     

    A senhora alongou o olhar na distância, como a revolver a saudade na terra do coração e prosseguiu: Era uma pessoa excepcional minha avó. Já mais idosa, os filhos optaram por colocá-la em um apartamento. Mais segurança, diziam, menos trabalho. Afinal, eles temiam o peso dos anos naqueles ombros já não tão fortes.

     

    Quando vi o apartamento, entristeci. Tinha uma varanda sim, mas nem sombra de terra, onde ela pudesse utilizar da sua mágica pessoal para transformar em um pedacinho de céu perfumado. Pensei que ela iria murchar. Imaginei-a a fenecer, como flores ao sopro do inverno rigoroso ou sob o sol escaldante do verão. Qual não foi minha surpresa ao visitá-la, alguns meses depois.

     

    Levei-lhe um ramalhete de rosas multicoloridas, contando alegrar-lhe o lar. Ela abraçou as rosas, agradeceu e seu rosto se iluminou como em êxtase. São lindas, querida. E perfumadas. Depositou-as com cuidado sobre uma mesa, tomou-me pela mão e levou-me até à varanda.

     

    Naquele minúsculo espaço, a terra gentil permitia brotar rosas de delicado perfume e graça. As mãos mágicas de minha avó haviam transformado um retângulo de cimento frio em uma nesga de paraíso florido. Suas mãos acariciaram as flores qual se o fizessem a um filho querido. Depois, ela me reconduziu à sala, e mostrou um troféu. As flores de sua varanda haviam sido eleitas as segundas mais belas de toda a cidade.

     

    Transformar a terra inculta em um oásis de beleza ou deixá-la entregue às ervas daninhas e espinheiros é opção pessoal. Assim nos jardins das nossas vidas. Podemos ser indiferentes e ociosos, relegando tudo ao descaso, nada realizando de bom, de belo, de útil. Ou podemos optar por semear flores de alegria, rosas de ventura. Quiçá apenas umas tímidas violetas de discreto perfume.

     

    Contudo, não sejamos dos que erguem espinheiros. Tornemo-nos jardineiros cuidadosos a fim de que, pelas veredas por onde transitarmos, deixemos o perfume e a beleza das nossas ações. Semeando estrelas, seremos convidados a espancar trevas. Semeando esperanças, haveremos de nos tornar luzeiros para corações entristecidos.

     

    Onde quer que estejamos, sempre poderemos semear as luzes do amor e da esperança.

  • Sexta-Feira, 21/07/2017

    Quando você se permite o que merece, atrai o que precisa

    Vamos começar com um pouco de reflexão … O que você acha que merece hoje?

     

    Você pode ter pensado em um descanso. Ou talvez que o tempo passasse um pouco mais lento para, assim, apreciar tudo ao seu redor. Aproveitar o “aqui e agora”, sem estresse, sem ansiedade.

     

    Você também pode ter pensado “mereço alguém que me ame”, ou que me reconheça um pouco mais. Você tende a trabalhar duro pelo outro e nem sempre se sente recompensado.

     

    Todos, em nosso interior, sabemos o que merecemos. No entanto, reconhecer isso é algo custoso, pois pensamos se tratar de uma atitude egoísta.

     

    Como dizer em voz alta coisas como “Eu preciso que me amem”, “Eu mereço ser respeitado”, “Eu mereço ser livre e ter o controle da minha vida”? Na verdade, basta dizer a si mesmo.

     

    Não se engane, priorizar-se um pouco mais não é uma atitude egoísta. É uma necessidade vital, é crescimento interno para sermos felizes.

     

    Te convido a refletir.

     

    Atitudes limitantes

     

    Muitos de nós tendemos a desenvolver ao longo de nossas vidas, muitas atitudes limitantes. Eles são crenças arraigadas às vezes durante nossa infância, ou desenvolvidas com base em experiências específicas.

    Elas são os pensamentos expressos em frases como “Não tenho utilidade para nada”, “Não sou capaz de fazer isso, vou falhar”, “Para que tentar se as coisas sempre dão errado?” …

     

    Uma infância difícil com pais que nunca nos deram segurança, ou mesmo relações afetivas com base na manipulação emocional, muitas vezes nos limitam quase de forma decisiva. Tornamos-nos frágeis no interior, e vamos poupo a pouco diminuindo nossa autoestima.

     

    Reestruture suas crenças. Você é mais do que suas experiências, você não é quem te causou dano ou quem levantou paredes para privá-lo de sua liberdade. Você merece o progresso, merece olhar dentro de si mesmo e reconhecer o seu valor, sua capacidade de ser “encaixar” na vida e, acima de tudo, de ser feliz …
    O que você merece, o que você precisa

    O que merecemos e o que precisamos não estão tão unidos assim. Um exemplo: “Preciso de alguém que me ame.” É um desejo comum. No entanto, vamos começar mudando a palavra “PRECISO” por “MEREÇO”.

     

    Você merece alguém que pode ler suas tristezas, que atenda às suas palavras, que possa decifrar seus medos e seja o eco da sua risada. Por que não? Mudando a palavra “preciso” por “mereço”, removemos esse vínculo tóxico de dependência que, por vezes, se desenvolvem em nossos relacionamentos.

     

    “Se precisamos de algo para sermos felizes, tornamo-nos prisioneiros de nossas próprias emoções.”

     

    Comece consigo mesmo. Seja a pessoa que gostaria de ter ao seu lado … aquela que merece te acompanhar nos passos de sua vida. No final, alguém vai se encaixar com você. Mas comece com essas dimensões importantes:

     

    Liberte-se de seus medos.
    Tire vantagem de sua solidão, aprenda a ler seu interior, mostre mais empatia consigo mesmo e com os outros.
    Cultive seu crescimento pessoal, desfrute de seu presente, de quem você é e como é.
    Aprenda a ser feliz com a humildade, ego desativado, amadurecimento emocional.

    “Quando você se der tudo o que merece, ao se tornar a melhor versão de si mesmo, chegará o que precisa.” Priorizar-se não é egoísmo

     

    Muitas vezes, no início, ficamos presos a esses pensamentos limitantes. Há quem encontre sua felicidade fazendo de tudo para os outros: cuidando, servindo, abrindo mão de certas coisas pelos outros.

     

    Podemos ter sido educados assim. Mas há sempre um momento em que fazemos um balanço e algo falta. Aparece o vazio, a frustração, a dor emocional …

     

    Como tudo na vida, existe a harmonia, a combinação do seu espaço e meu espaço, as suas necessidades e as nossas necessidades. A vida em família, com amigos ou em qualquer contexto social, deve ser construída por meio de um equilíbrio adequado onde todos ganham e ninguém perde.

     

    No momento em que há perdas, deixamos de ter controle sobre nossas vidas, deixamos de ser protagonistas para nos tornarmos jogadores secundários.

     

    Reflita por um momento sobre estes poucos pensamentos:

     

    Eu mereço um dia de folga, só para mim. Isso vai me dar o que preciso: pensar livre de estresse e relativizar as coisas.
    Eu mereço ser feliz. Talvez seja hora de “deixar ir” certas pessoas, ou aspectos da minha vida. Isto irá permitir-me conseguir o que preciso: uma nova oportunidade.

     

    Nós todos merecemos deixarmos de ser prisioneiros do sofrimento, de nossas próprias atitudes limitantes. Abra seus olhos para o seu interior, decifre suas necessidades, ouça sua voz. No momento em que você permite-se o que merece, chegará o que precisa.

     

    Por Resiliência Humana

     

  • Quarta-Feira, 19/07/2017

    Dicas para se criar um delinquente

    1. Comece na infância a dar ao seu filho tudo o que ele quiser. Assim quando ele crescer, acreditará que o mundo tem a obrigação de lhe dar tudo o que deseja...

     

    2. Quando ele disser nomes feios, ache graça. Isso fará considerar-se interessante.

     

    3. Nunca lhe dê qualquer orientação religiosa. Espere até que ele chegue aos 2 anos e decida por si mesmo...

     

    4. Apanhe tudo o que ele deixar jogado: livros, sapatos, roupas. Faça tudo para ele, para que aprenda a jogar aos outros toda a responsabilidade...

     

    5. Discuta com freqüência na presença dele. Assim não ficará muito chocado quando o lar se desfizer mais tarde...

     

    6. Dê-lhe todo o dinheiro que ele quiser. Nunca o deixe ganhar seu próprio dinheiro. Por que terá ele de passar pelas mesmas dificuldades que você passou?

     

    7. Satisfaça todos os seus desejos de comida, bebida e conforto. Negar pode acarretar frustrações prejudiciais...

     

    8. Tome o partido dele contra vizinhos, professores, policiais... Todos têm má vontade para com seu filho...

     

    9. Quando ele se meter em alguma encrenca séria, dê esta desculpa: nunca consegui dominá-lo...

     

    10. Prepare-se para uma vida de desgosto. É o seu merecido destino...

     

    Fonte: Departamento de Polícia de Houston, Texas, Estados Unidos

     

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