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Ieda Almeida

  • Terça-Feira, 20/12/2016

    Quando Falar

    Quando falar sobre a dor, deixe abertas as janelas da alma para compreender que o amor e a dor são tão parecidos que até os confundimos ao vê-los bem de pertinho.


    Quando falar sobre a paz, faça-o no rumor da guerra, e para ser ouvido na mais alta voz. Quando falar sobre sonhos, acorde para vivê-los na melhor lucidez do seu dia.
    Quando falar de amizade, estenda a mão aos seus inimigos para que possa provar a si mesmo aquilo que gosta de dizer aos outros.


    Quando falar de fome, faça um minuto de jejum para lembrar daqueles que jejuam todos os dias, mesmo sem querer. Quando falar de frio, abrace alguém.
    Quando falar de calor, estenda a mão.
    Quando estender a mão, mantenha o braço erguido para que perdure.


    Quando falar de felicidade, acredite nela.
    Quando falar de fé, cerre os olhos para encontrar a razão daquilo em que crê. Quando falar de Deus, faça-o pelo silêncio do seu testemunho. 


    Quando falar de si mesmo, aprenda a calar, para entender o amor, a dor, a paz, os sonhos.

  • Segunda-Feira, 19/12/2016

    Feliz encontro

    Quando foi a última vez que você comprou um doce e comeu sem culpa? Quando foi a última vez que entrou em uma loja de brinquedos e ficou maravilhado com todos aqueles sonhos e comprou um brinquedo para você?



    Quando foi a última vez que leu um gibi do Cebolinha ou Garfield e "rachou o bico"? Quando foi a última vez que ficou fazendo careta no espelho e foi pego de surpresa?



    Quando foi a última vez que gargalhou, morreu de rir até perder o fôlego? Quando foi a última vez que sentiu-se criança e feliz por assim estar? Comportamentos impossíveis de realizar, sentir ou viver. Afinal de contas somos e devemos ser adultos e precisamos nos mostrar assim.



    A fisionomia rude, cansada, velha. Andar com a cara amarrada, enrugada, demonstrando que temos vários, e velhos, problemas para resolver. Sermos egoístas, maduros, individuais, chatos, "profissionais", infelizes, capitalistas, e, muitas vezes, ruins. Isso é ser adulto. Matar nossa criança interior, deixar de respirar e sentir o aroma da Vida.



    Pro inferno com os padrões de comportamento, onde devemos nos podar e ser o que querem que sejamos. Veja, ouça, fale, sinta, pense, goste de você. 



    Aceite-se! Sorria, cante, grite! Solte-se! Seja livre! 
    Seja criança! Seja você! Seja feliz!!

  • Sexta-Feira, 16/12/2016

    A Mão...

    A mãe pediu aos seus filhos que desenhassem alguma coisa que desejassem receber de presente. Antes de os desenhos serem entregues, ela já tinha certeza do que iria receber: carrinhos elétricos, patinetes, bonecas...



    E aconteceu como o previsto.



    Entretanto no meio de tantos desenhos, ela encontrou um que era diferente de todos os demais.
    - Quem fez isso?



    O filho caçula levantou o braço.
    - Mas isso é apenas o contorno de uma simples mão!



    O menino não respondeu nada.



    A mãe aproveitou a ocasião para perguntar aos outros filhos como eles interpretavam aquele desenho
    - Acho que é a mão de Deus nos dando comida - disse um deles.



    - Um fabricante de brinquedos -- disse outro - Porque tem muitas encomendas de Papai Noel nesta época do ano.



    Finalmente, depois de uma séries de respostas, ela se aproximou do menino e perguntou de quem era a mão que desenhara.
    - É a sua.


    Ela então se lembrou de quantas vezes tinha levado o menino pela mão. Embora fizesse o mesmo com as outras crianças, talvez aquilo significasse muito para ele.
    - Nunca tinha pensado que minha mão fosse tão importante - comentou, meio sem graça.



    - Por favor faça com que ela continue trabalhando também durante o próximo ano - respondeu o menino, também meio sem jeito. - Eu preciso dela. Quero ter o mesmo presente no Natal do ano que vem.


    Maktub

  • Quinta-Feira, 15/12/2016

    Duplo Silêncio

    Dois amigos cultivavam o mesmo campo de trigo, trabalhando arduamente a terra com amor e dedicação, numa luta estafante, às vezes inglória, à espera de um resultado compensador.



    Passam-se anos de pouco ou nenhum retorno. Até que um dia, chegou a grande colheita. Perfeita, abundante, magnífica, satisfazendo os dois agricultores que a repartiram igualmente, eufóricos. Cada um seguiu o seu rumo. 



    À noite, já no leito, cansado da brava lida daqueles últimos dias, um deles pensou:"Eu sou casado, tenho filhos fortes e bons, uma companheira fiel e cúmplice. Eles me ajudarão no fim da minha vida. O meu amigo é sozinho, não se casou, nunca terá um braço forte a apoiá-lo. 



    Com certeza, vai precisar muito mais do dinheiro da colheita do que eu".Levantou-se silencioso para não acordar ninguém, colocou metade dos sacos de trigo recolhidos na carroça e saiu.Ao mesmo tempo, em sua casa, o outro não conciliava o sono, questionando: "Para que preciso de tanto dinheiro se não tenho ninguém para sustentar, já estou idoso para ter filhos e não penso mais em me casar. As minhas necessidades são muito menores do que as do meu sócio, com uma família numerosa para manter".


    Não teve dúvidas, pulou da cama, encheu a sua carroça com a metade do produto da boa terra e saiu pela madrugada fria, dirigindo-se à casa do outro. O entusiasmo era tanto que não dava para esperar o amanhecer. Na estrada escura e nebulosa daquela noite de inverno, os dois amigos encontraram-se frente a frente. Olharam-se espantados. 



    Mas não foram necessárias as palavras para que entendessem a mútua intenção. Amigo é aquele que no seu silêncio escuta o silêncio do outro.

  • Quarta-Feira, 14/12/2016

    Desenferrujar-se

    Quantas e quantas vezes a melhor solução é sair do lugar, da posição que se ocupa, e ir ao encontro dos outros.

    Se não nos amam, vamos procurar amar e muita coisa vai mudar. Não esperar que sempre venham atrás da gente, que nos tratem bem.

    Não se deixe enferrujar pela vida! Renove seu espírito! Redescubra novos ideais! Alimente outros objetivos!

    E a sua vida não se estagnará, mas terá nova dinâmica. Depende muito de você!

    O fim de uma pessoa começa quando ela pensa que já chegou onde queria, que já realizou o que desejava, que já esgotou seus sonhos.

    Quando não se aspira a mais nada, quando não se tem mais nenhum objetivo a alcançar ou algo a fazer, a vida realmente torna-se um peso, envolve-se de tédio e vai acabando com a pessoa em pouco tempo.

    É lamentável chegar ao fim da vida sem sequer saber por que se viveu.

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