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Ieda Almeida

  • Segunda-Feira, 16/04/2018

    Difícil é superar

    Você pensa que é o fim do mundo, mas não é.

     

    Você acha que a sua dor é a pior de todas as dores já existentes, mas está enganado.

     

    Fácil é sofrer, passar dias trancado no quarto, chorar até que a última gota do seu corpo se esgote.

     

    Difícil é superar. E mais difícil ainda é se convencer de que superou.

     

    Fácil é acabar com a vida pra acabar com a dor, difícil mesmo é levantar todos os dias com um buraco no peito e colocar a roupa de existir.

     

    Dizer que está bem é fácil, complicado é estar.

     

    Escutar aquela música, sentir aquele cheiro e visitar aquele lugar parecem ser coisas que ardem o fundo da alma, porque as lembranças doem como álcool em ferida aberta. Mas a verdade é que não sentir mais nada dói bem mais.

     

    O fim de um sentimento é mais triste do que o seu fim propriamente dito. É mais difícil enterrar histórias, momentos e sorrisos à enterrar-se. Enquanto ainda há uma faísca em meio ao fogo apagado, de certa forma também ainda há importância.

     

    Sofrer por se importar é natural, estranho é sofrer por não fazer mais diferença alguma. Continuar dentro de uma bolha de solidão e sofrimento é escolha sua, assim como lutar pra sair dela também.Fácil é olhar a vida passando e ficar estático no mesmo lugar, amargurado, desiludido, cabisbaixo. Difícil é assumir que está no fundo do poço e, sim, precisa de ajuda.

     

    Difícil é estufar o peito e não se deixar abalar por nada. Fácil é chorar pela cicatriz adquirida, difícil é aceitá-la como uma tatuagem interna que faz parte de você.

     

    *Resiliência Humana

  • Sexta-Feira, 13/04/2018

    A janela e o espelho

    Um jovem muito rico foi ter com uma conversa com seu mestre rabi, e lhe pediu um conselho para orientar sua vida.

     

    Este o conduziu até a janela e perguntou-lhe: - O que vê através dos vidros? - Vejo homens que vão e vêm, e um cego pedindo esmolas na rua. Então o rabi mostrou-lhe um grande espelho e novamente o interrogou:

     

    - Olha neste espelho e diz-me agora o que vê.

     

    - Vejo-me a mim mesmo.

     

    - E já não vê os outros! Repara que a janela e o espelho são ambos feitos da mesma matéria prima, o vidro; mas no espelho, porque há uma fina camada de prata colada ao vidro, não vê nele mais do que a tua pessoa. Deves comparar-te a estas duas espécies de vidro.

     

    Pessoas de fé, de boa índole, enxergam os outros e têm compaixão por eles. Coberto de prata - o egoísta, hipócrita, pobre de espírito -vê apenas a ti mesmo.

     

    Só vales alguma coisa, quando tiveres coragem de arrancar o revestimento de prata que tapa os olhos, para poderes de novo ver e amar aos outros.

  • Quinta-Feira, 12/04/2018

    Viva a Vida

    Para viver a vida que você quer, você deve ser quem você é. Isso pode soar como um bonito jogo de palavras, mas pense a respeito.

     

    Você pensa seus próprios pensamentos? Você sonha seus próprios sonhos? Você determina suas próprias metas? Ou você os pega emprestados de outros? Ter mais e mais do que você não quer realmente não lhe trará felicidade.

     

    A vida que você deseja não está em seguir os sonhos de outros, a idéia de outros sobre o melhor lugar para viver ou a idéia de outros sobre o melhor carro para dirigir.

     

    A verdadeira felicidade e realização requerem que você tenha coragem de ser você mesmo. Existe uma razão para você querer as coisas que você quer. É porque você é a pessoa melhor equipada para alcançá-las.

     

    Quando você perseguir o que realmente deseja da vida, então estará satisfazendo seu conjunto de oportunidades, dando sua própria e especial contribuição, criando valores como só você pode fazer.

     

    Seja você de verdade. Você e o mundo inteiro serão mais ricos com isso.

  • Quarta-Feira, 11/04/2018

    A saudade de quem já morreu

    Saudade maior é de quem já se foi. Mesmo nos que nutrem a fé no reencontro, é visível a dor de ter que seguir longe de quem se queria por perto. A dor de perder quem nos é querido, pela astuta ação da morte deixa em todos nós a marca da saudade.

     

    Quando a morte ocorre, experimentamos a forte dor e a sensação de termos perdido o chão, perdido as raízes e estarmos, então, soltos no mundo. A falta do outro bagunça e desestrutura. Sofremos muito e, então, vem o luto. O luto é um processo de adaptação após perdermos algo ou alguém que era importante para nós, ou seja, uma perda significativa. Quanto maior o vínculo afetivo, maior será o impacto. O luto é a incapacidade que temos de nos divertir, de estarmos felizes.

     

    Por um tempo é como se funcionássemos no automático e só conseguimos nos ocupar das tarefas cotidianas e daquilo que chamamos de trabalho. Quanto mais repentina é a ação da morte, mais é exigido de nós. Muitos se vão aos poucos, vão adoecendo e partindo lentamente, dando-nos assim tempo de assimilar e digerir a difícil realidade. Na contramão, há situação nas quais somos pegos de surpresa pela partida repentina de quem estava ali ontem, jovem, cheio de vida. A morte exige muito de nós, exige muita coragem.

     

    O que fazer então quando ela nos encontra e leva de nós quem amamos? Em primeiro lugar devemos entender e aceitar que vamos sofrer e então tentar sofrer o mínimo de tempo possível. Quem sofre mais tempo não significa que vive um luto maior nem tampouco que sua dor e/ou seu afeto por quem se foi é maior. O sofrimento pelo sofrimento não tem nada de digno, nem de profundo ou saudável. O sofrer deve ser superado com resiliência (aquela capacidade de cair e se levantar o mais breve possível) e nunca alimentado. Superar a dor, superar o luto deve ser sempre o nosso objetivo, aprendendo sempre. A dor sempre nos ensina muito e ela é inevitável.

     

    Talvez, vocês concordem comigo em afirmar que a maior dor que o ser humano pode vivenciar é a dor da perda de um filho. Acredito que a maior injustiça, que o maior descompasso, que o maior equívoco da natureza é um filho partir antes dos pais, obrigando-os a suportar a dor de uma dilacerante ferida e, depois, a caminhar com uma cicatriz inescondível. Talvez, então, vocês estejam agora se perguntando como e onde conseguir motivação, força para superar algo tão penoso assim. Acredito que a ternura e a fé hão de ser ainda maior e que não há nada a fazer a não ser superar e seguir. Negar, agredir, deprimir-se, desistir…, nenhuma dessas alternativas funciona. O fim de tudo é sempre a aceitação e há vários caminhos para se chegar a ela.

     

    Lembro-me de um depoimento bonito de uma paciente que, ao perder repentinamente a filha jovem em decorrência de um acidente de trânsito, um dia disse: -Ao ler A Cabana eu achei um caminho para seguir. E assim, depois de um tempo ela conseguiu abandonar os psicotrópicos. O caminho pode estar em um livro, na fé, nas relações afetivas, na caridade ou em qualquer lugar. Ele existe e nós o chamamos de motivação. Cabe a cada um descobrir o que lhe motiva, o que lhe faz vivo e lhe dá força, combustível para seguir.

     

    A única pessoa que permanecerá conosco pelo resto de nossas vidas somos nós mesmos. Por isso nós, estudiosos do comportamento e das emoções humanas insistimos tanto para que tenhamos, cada um de nós, uma ótima relação consigo mesmo. E importante que nos bastemos e que possamos nos carregar no colo, que possamos jogar no nosso próprio time, que nos amemos a ponto de cuidar de nós mesmos e das nossas feridas. A saudade é companheira de todos nós.

     

    *Viviane Battistella

  • Terça-Feira, 10/04/2018

    São nossos inimigos que nos induzem ao nosso melhor!

    Os inimigos causam estragos tão estrondosos em nossa vida, estilhaçam tão ferozmente o nosso ego, que tudo que nos resta é nos reconstruir a partir dos escombros deixados. Tudo o que nos resta é nos reinventarmos com extrema paixão e ferocidade.

     

    Tudo o que nos resta é fazermos uma versão muito melhor de nós mesmos.

     

    Conviver com pessoas amigas é delicioso. Elas nos respaldam, fazem-nos saborear a iguaria da intimidade.

     

    Por outro lado, algumas pessoas transformam a nossa vida num inferno tão quente que nada mais nos resta do que sair correndo, gritando, pedindo ajuda, recorrendo a nós mesmos, recorrendo a uma força estupenda que temos e não conhecíamos, até chegarmos a um momento limite.

     

    No filme inglês A história de uma criança com fome, o jovem Nigel sai de casa após a morte do pai. Ele foi tão oprimido pela madrasta, que quando o pai falece, nada mais lhe resta que botar a mochila no ombro e cair no mundo, em busca do seu sonho: tornar-se um grande chefe de cozinha. Enfim, as crueldades da madrasta só serviram de atalho para Nigel ser ele mesmo.

     

    Algumas falsas amizades, alguns relacionamentos amorosos devastadores, alguns empregos nefastos apenas nos ajudam a encontrar a nós mesmos. Os amigos nos amam como nós somos, com todas as nossas lacunas e imperfeições. Os amigos oferecem a nossa zona de conforto no mundo.

     

    Os inimigos não. Os inimigos causam estragos tão estrondosos em nossa vida, estilhaçam tão ferozmente o nosso ego, que tudo que nos resta é nos reconstruirmos a partir dos escombros deixados. Tudo o que nos resta é nos reinventarmos com extrema paixão e ferocidade. Tudo o que nos resta é fazermos uma versão muito melhor de nós mesmos.

     

    Grandes carreiras se iniciaram, célebres obras de arte foram elaboradas, apaixonantes histórias de amor, guinadas de 180 graus foram feitas depois que as pessoas se sentiram totalmente esmagadas e destruídas por situações que pareciam insuportáveis.

     

    Sim, por mais bizarro que possa soar, os inimigos podem transformar a nossa vida de uma forma surpreendente!

     

    *Sílvia Marques

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