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JG

  • Quarta-Feira, 08/11/2017

    Objeto de desejo

    A campanha tradicional da Rádio Uirapuru nesta época do ano é afirmar para as crianças que o “Papai Noel Existe, Basta Você Acreditar”. Eu acredito também no coelhinho da Páscoa. Você já deve estar zombando de mim: “acreditar nessas figuras com a tua idade JG, o que é isso?”. É que na idade em que estou ainda tenho sonhos e muitas reminiscencias.

     

    Lembro do meu tempo de guri que na Páscoa tinha os ovos caseiros, com a casca pintada, desenhadas com a carinha do coelho. Era o que fazia a alegria da garotada e ainda faz.

     

    Esta campanha que a Rádio Uirapuru sempre fez não é só para deixar uma criança feliz, porque muitas vezes quem ganha pode não ficar feliz - “eu queria ganhar um desses celulares mais modernos”, “eu queria ganhar um playstation”. Não esqueça que as pessoas que adotam as cartas, aqui chegadas, talvez, na sua maioria, sejam pessoas não muito aquinhoadas, não são ricos ou ricões, mas, ao mesmo tempo, são sim muito ricas em benemerência e doação.

     

    Posso garantir para vocês que quem doa um presente para essas crianças, carentes das cartinhas, fica mais feliz em doar do que ganhar. Quantas vezes temos visto isto das pessoas que chegam aqui, pegam 5, 6 cartinhas e vão comprar uma boneca, uma bola, um carrinho, um caminhãozinho, isso faz parte do nosso Natal.

     

    Então você já sabe, você pode escrever as suas cartas para suas crianças, mas não fiquem alimentando sonhos que vão ganhar presentes caríssimos, porque para ser feliz neste Natal não preciso ganhar um presente de grande valor, quem sabe um saquinho de papel crepom com alguns doces, e de repente um franguinho para fazer na noite de Natal e reunir a família.

     

    Não esqueçam que além das crianças inocentes desta cidade existe uma história do Natal, o nascimento de Jesus, Ele é o grande homenageado junto as crianças, mas quando nasceu não tinha um berço cor-de-rosa, ou uma cama de colchão de molas, foi concebido numa das imagens mais humildes que a humanidade pode ter, numa manjedoura, aquecido pelo bafo de animais que saudaram a chegada do prometido.

     

    Não te prometo nada além das minhas posses, mas o que puder vou te dar, sou humilde como você. Talvez para os meus filhos e para meus netos eu não dê esses brinquedos eletrônicos, que estão na moda, porque o Natal é o reconhecimento da inocência, da humildade, e quem não deixar uma criança chegar no aniversariante, de nada vai adiantar eu falar com a boca se a minha manjedoura, que é o meu coração está fechado para boa nova.  

  • Quarta-Feira, 01/11/2017

    Ainda somos os melhores

    Coisa incrível é apresentar um programa como o Repórter do Povo da Rádio Uirapuru, por mais que tu te esforce para provar para as pessoas, discutir sobre qualidade de vida em todos os setores, tento muitas vezes elogiar a minha cidade, reconhecer que eu vivo numa das melhores cidades para se viver do país. São mais de 5.500 municípios, todos com seus problemas, as capitais se virando do jeito que podem para administrar ou melhor evitar a violência urbana.

     

    Os dados, as pesquisas, que estão na imprensa desde ontem são de estarrecer. Um especialista do Centro do país em criminalidade chegou a dizer que o Brasil larga uma bomba de Hiroshima por ano na sua população. Quando eu vi ele afirmando parei para terminar de ouvir o que ele estava dizendo. Os dados são impressionantes, se é verdade o caos social já chegou, mas eu tento, todo dia, contar uma história nova da minha cidade, uma história de otimismo e realizações, mas tá difícil.

     

    Quando digo que nós temos a melhor rede de tratamento da saúde da iniciativa privada do Brasil, não vai deixar de surgir alguém se queixando. Se eu digo que a educação municipal, que é executada pela Prefeitura Municipal e pela rede privada, é a melhor do interior do Estado, sempre vou achar alguém me contradizendo.

     

    Tento dizer que, muitas vezes, a minha cidade não é melhor porque parece que nós, os cidadãos, não queremos ser também os melhores, parece que tenho prazer de sair de casa, pegar o meu lixo e jogar em qualquer parte da rua e, às vezes, eu só preciso atravessar a rua e ali tem um contêiner. Eu vou no posto de saúde para consultar, mas parece que não quero apenas receber o tratamento da minha saúde, eu quero xingar o funcionário que está ali atendendo, me queixar do médico que me examinou. Quero entrar num ônibus e me queixar do cobrador ou do motorista que está ali para me servir.

     

    Enquanto isso, números da força produtiva me levam a crer que Passo Fundo, nos seus 160 anos, ainda é a melhor cidade para mim viver. Você deve estar pensando “que egoísta é esse cara, ele só pensa em si, mas não é bem assim”.

     

    Queria que alguns dos críticos da minha cidade estivessem todos os dias comigo, como fica ali no estúdio a produção, a Ieda Almeida, verdadeira trapezista, Chorão atendendo o telefone junto ao Tiago Fragomeni Olivaes e o Bruno Moraes, mais a Bárbara, mais a Dani, o Mateus, o Lucas, o Régis, que são os nossos jornalistas de plantão fazendo exercícios mirabolantes para informar e orientar as pessoas, quando eu pego pesado com críticas são eles que têm que dar explicações.

     

    Gostaria de chegar e não ter nada para me queixar e deixar a nossa equipe de jornalismo fazendo o trivial, mas o trivial em rádio não existe. Aí eu me recorro a Dias Gomes, jornalista e dramaturgo brasileiro que já me dizia há muitas décadas “O jornalista, o radialista, o homem de comunicação que não quer ficar incomodado por favor, ponha um chinelinho, um pijama e fique em casa”, mas só uma coisa eu volto a afirmar, apesar de tudo, com as minhas dificuldades, a minha cidade ainda é a melhor.  

  • Terça-Feira, 31/10/2017

    Um grande amigo não se perde, apenas se afasta

    E este afastamento é temporário, eles não morrem porque são líderes de uma grande classe, são comandantes, são soldados, eles partem para outras missões. Falo em homenagem ao Dr. Osmar Teixeira, meu particular amigo.

     

    Conheço ele desde que aqui cheguei, referência no mundo jurídico, mestre de um banco escolar, ídolo de uma geração de advogados, sempre disposto a ouvir. Muitas vezes me dizia “JG, não fala, ouça mais que tu vai ganhar”, e ainda “quando tiveres uma notícia daquelas bombásticas, que possam despertar o sentimento e a emoção do povo que te ouve, faça com parcimônia, nunca esqueça que mesmo que se tu tiver com a razão a lei nunca estará totalmente ao teu lado. A lei é o início da democracia, é o direito de ir e vir, o direito de respeitar o direito dos outros”.

     

    Quantos momentos de alegria e realização tive com o Dr. Osmar Teixeira. Convivência não era só quando eu tinha que ir até o seu escritório, para ser orientado de como proceder em uma audiência, nós tínhamos os nossos laços afetivos, de abrir a porta da sua casa, do seu apartamento e conviver com ele e sua esposa, a sua filhinha, seu filho Albano, hoje advogado está seguindo a trilha do seu próprio pai. Para Dra. Carla e demais familiares, a certeza é que um dia nós nos encontraremos.

     

    Dr. Osmar, o senhor faz falta no meu telefone, no corredor e na redação aqui da nossa Rádio Uirapuru. Tenho certeza amigo pela convivência contigo aprendi que o ser humano tem que ser humano, mas tem também que separar as coisas para que a vida não fique tão chata.

     

    Mais uma dele “Não te magoa, não sofra JG, cuida da tua saúde”, e eu não tive tempo de dizer para ele também “Dr. Osmar, cuida da tua saúde”.

     

    Pode ir, mas de onde você veio eu também vim, onde você viveu eu vivo. Tenho certeza que logo ali os rios, as estradas, que correm paralelamente irão se encontrar novamente.

  • Segunda-Feira, 30/10/2017

    A inveja é a arma do incompetente

    Vocês devem estar pensando o porquê deste tema hoje, é que no final de semana, observando o que estava acontecendo, principalmente no nosso país, cheguei a conclusão de que quem é vencedor é muito visado. Michel Temer, o nosso presidente, passou o final de semana tratando a sua saúde, confesso a vocês que tive vontade até de fazer piadas, mas com a doença das pessoas não se brinca, não se acha graça, nem do maior desafeto.

     

    Mas o Brasil está vivendo uma onda de inveja e ciúmes em todos os setores, na política, na economia, na vida social e empresarial. Por que empresarial? Porque parece que se decretou que ninguém pode ser grande empresário, quando anuncia que tem 200, 300 lojas. E aqui em Passo Fundo, nós temos grupos empresariais que têm esse número de lojas espalhadas pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, e logo eles vão invadir São Paulo.

     

    Todos os dias encontro pessoas que fazem gracinhas sobre esses empresários, que geram empregos e impostos para cidade, muitos deles adotaram Passo Fundo não só para vender os seus produtos ou industrializá-los. Eles estão socialmente adequados e integrados a cidade, um cuida da praça, o outro de uma escola, se propõem muitas vezes a revitalizar monumentos, dando condições para creches, escolas, postos de saúde.

     

    Até mesmo para melhorar a nossa segurança pública tão abandonada pelo Estado, onde os números são terríveis. Ultimamente, os governantes de Brasília, de Porto Alegre e de todo Brasil desmontaram a segurança pública, reduziram os investimentos, mais que isso, abandonaram a população. Rio de Janeiro é exemplo para o mundo, guerra todo dia, Porto Alegre e região também.

     

    Mas quando um empresário se dispõe a revigorar a frota da Brigada Militar ou da Polícia Civil, quando esse empresário se propõe a comprar uma ambulância e dar de presente para o município, aparece um ciumento dizendo “aí tem”, tem o quê? Você sabe que horas ele acorda? Você sabe que horas ele dorme? Você sabe se a alimentação dele é feita no horário que você faz? Será que ele tem o momento para sentar com a família e desfrutar de um lazer? Ou essa desconfiança sua é uma demonstração de quão incompetente eu sou? Se eu sou incompetente, não me resta outros sentimentos a não ser invejoso e ciumento, com eles qualquer ser humano é mais um derrotado.  

  • Sexta-Feira, 27/10/2017

    Estou ficando mais preocupado

    Quero hoje, mais uma vez, insistir na máxima do Brasil onde os homens de bem trabalham, pagam os seus impostos, abrem os seus comércios, a sua indústria, o empregado acorda cedo e vai para o trabalho. Antigamente quem diria essas palavras, que vou dizer, eram só os policias civis e militares. Ao sair de casa de manhã cedo um beijo na esposa, no filho, sinal da cruz pra santinha, ou juramento para Deus “se Deus quiser eu voltarei” e, muitas vezes, alguns não voltavam, ou voltam numa cadeira de rodas. Mas isso está acontecendo de novo.

     

    O Rio de Janeiro aumentou suas estatísticas após matarem, numa emboscada, um alto comandante da Polícia Militar, subindo para 112 o número de policias mortos naquele Estado. Estado esse que não lhes dá garantia de voltar no fim da tarde para o convívio da família.

     

    Aqui no Rio Grande do Sul não estamos longe. Um agricultor perde a sua vida porque ao ligar do seu telefone pedindo auxílio da Brigada Militar, o bandido, o meliante sangue-frio, acostumado em cometer violência contra as pessoas de bem e acobertado pelas leis mal feitas, que o Congresso não está nem aí em discutir com mais severidade, bradou “tu tá ligando pra quem, velho?” e disparou três tiros. O brigadiano que estava atendendo o telefone ouviu, chegou lá, o castigo já estava determinado.

     

    O bandido decidiu que aquele agricultor tinha que morrer. Mas aí você me diz “mas no Brasil não tem pena de morte”. Tem sim, para o pobre trabalhador lá no interior, para o policial que vai todo dia para rua enfrentar a delinquência, para mãe que ao largar o seu filho no colégio é assaltada, mas qual foi o crime que ela cometeu? Foi tentar tirar o filhinho de dentro do carro. A frase soa nos meus ouvidos “quantos pais e mães ao suplicarem a bandidagem cruel ‘me deixem tirar o meu filho’ levam um tiro?”.

     

    O pior de tudo, é que olho para o comandante local da Brigada Militar e ele não pode fazer nada, o seu contingente não lhe permite enfrentar essa bandidagem no perímetro urbano e no interior. Ouço ainda o delegado regional dar entrevista na Rádio Uirapuru dizendo “vamos continuar em alerta”.

     

    Eu sei da dedicação dessas pessoas da segurança pública, eu só não aguento mais são os políticos deste Estado, deste município e do país, que depois de mais uma vítima morta pela violência e pela ganância vão fazer uma reunião, uma audiência pública, um colóquio, um seminário, para marcarem outro seminário para o ano que vem, porque é ano eleitoral. “Vou poder prometer, me eleger, ir embora para Porto Alegre ou Brasília e vocês, comunidade, não esqueçam que cada vez que eu vir façam uma janta no melhor clube da cidade, e não esqueçam de passar na joalheria e comprar uma placa para me homenagear”.

     

    Até a próxima!  

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