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JG

  • Quarta-Feira, 12/07/2017

    O trabalhador brasileiro não é mais coitadinho

    Em 1943, quando as leis trabalhistas foram feitas no Brasil eram para proteger os trabalhadores que em sua maioria era explorada pelos maus patrões. Tudo o que se queria era impedir de que o trabalhador fosse explorado por um salário-mínimo, e nem era mínimo porque cada um pagava o que queria. Na sua maioria pessoas de poucas instruções, quase que analfabetos, alguns como meu próprio pai só aprenderam a assinar seu nome porque os filhos o ensinaram.

     

    Homem rude, humilde, que só queria sustentar a sua família com o pouco que ganhava. Tínhamos a indenização, dinheiro que vinha da empresa direto ao trabalhador, não era Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Eles faziam horas extras e, muitas vezes, não eram pagas, férias, às vezes, principalmente para quem foi criado num frigorífico fazendo charque, às 5 horas da manhã ele saía de casa e voltava às 5h da tarde. Não eram reconhecidos, uns trabalhavam 12 horas, de sol a sol.

     

    Mas esse tempo passou, estamos vivendo um novo momento na relação entre patrão e empregado, eu mesmo estou no rádio há 44 anos, nunca dependi de ninguém para negociar o meu salário. Sempre vendi o meu produto, que é a minha voz, a minha intelectualidade, meus conhecimentos, por bom preço, se não ganhei mais foi porque não sabia vender.

     

    Há 33 anos, aqui na Rádio Uirapuru, eu negocio diretamente com o meu patrão, que desde Luiz Fragomeni e Bruno Markus deixaram de ser meus patrões e passaram a me chamar de sócio. Se eu ganhar eles ganham também, se eles perderem eu também perco. Aí o velho ditado gaúcho tá valendo “É do couro que sai a correia”. O almoço, a janta, não veem de graça, eu tenho que acordar cedo, me informar, e chegar na rádio, entregar o meu produto, é uma grande vitrine. Mas eu tenho que ser um bom vendedor.Temos liberdade para entrar na sala do diretor e falar com ele diretamente.

     

    Se olharmos para o Brasil inteiro, seja no campo ou na cidade, o trabalhador está mais orgulhoso de ser trabalhador. O dono da indústria está feliz com o seu colaborador, o comércio está em paz, e os demais serviços que a comunidade precisa são entregues todo dia, seja na iniciativa privada, ou no serviço público.

     

    A iniciativa privada conversa, o serviço público nem tanto, porque alguns se adonaram da máquina estatal, como se donos fossem e esquecem que os verdadeiros donos são eles, e os trabalhadores que pagam os impostos. Porque é burrice da minha parte chegar e declarar para o soldado da Brigada, para um Policial Civil, para um professor, para um juiz ou promotor, bater no meu peito e dizer “vocês têm que fazer o que eu quero, porque quem que paga o salário sou eu”. Como se essas classes não consumissem e não pagassem impostos também. Essa guerra de classe tem que acabar logo ali, e a guerra de patrão com o empregado parece que está chegando ao fim.

     

    Almir Pazzianotto foi um dos grandes sindicalistas deste país, foi ministro do Trabalho na era Sarney e declara hoje “Quem está perdendo com as reformas trabalhistas são alguns milhares de advogados, que vivem de processos na Justiça do Trabalho contra patrões”. O Brasil bate recordes de processos trabalhistas, são 4 milhões por ano, e haja judiciário para julgar. Muitas vezes, o trabalhador que está com a demanda judicial se queixa “Já faz dois anos que o processo está correndo e até agora o juiz, ou a justiça, não se pronunciaram”. Mas como se pronunciar, se você chega na sala do judiciário trabalhista e o juiz está escondido numa pilha de processos?

     

    Vamos descarregar esses gabinetes, vamos dar resolutividade para vida do trabalhador, deixemos de ser os coitadinhos trabalhadores do Brasil para sermos homens, mulheres, profissionais, seja em que área for, sem que tenha sempre alguém querendo lucrar com o meu suor e com o meu sangue. Demorou mas chegou, a reforma trabalhista é uma realidade.  

  • Sexta-Feira, 30/06/2017

    A quem favorece mesmo a greve?

    Desde as primeiras horas desta manhã, conferi a movimentação no Brasil inteiro. As grandes capitais não registraram paralisação no transporte urbano, a maioria dos serviços públicos estão funcionando, o comércio também, as agências bancárias estão funcionando, a rede de saúde com seus hospitais, ambulatórios, todos trabalhando.

     

    No entanto, as lideranças sindicais estão na rua, tentando movimentar a população contra as reformas que estão tramitando no Congresso Nacional. Contra a reforma trabalhista eles dizem que nós, trabalhadores, vamos perder muito, com a reforma previdenciária eu também vou perder muito. Mas só que não param, não explicam para a comunidade o que realmente estamos perdendo, contra Temer e contra as reformas.

     

    Eu lhes pergunto meu caro líder: “Contra o assaltante do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador)? Contra o assaltante do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço? Contra quem liberou bilhões de reais a JBS, e deixou eles levarem o nosso dinheiro para fora do país?”.

     

    Contra isso deveríamos gritar. Será que esta greve vai fazer com que o dinheiro do PRONAF volte a quem tem direito? Agricultores familiares adoeceram quando souberam que estavam endividados, e o dinheiro ainda não apareceu na conta deles. Contra esses descarados com o dinheiro do povo, ninguém protesta.

     

    Alguém foi para rua gritar “Salvem a Petrobras, salvem o BNDES, devolvam o meu dinheiro?”. Eu queria mesmo que quem cometeu esses crimes estivesse fora da vida pública e política, porque eles continuam debochando de mim e de milhões de brasileiros.

     

    Eles entraram nos nossos lares, através do rádio e da televisão dizendo que são inocentes e que até agora ninguém provou nada contra eles. Contra essa gente ninguém faz greve.

     

    Então, eu lhes pergunto: “Esta greve é para proteger líderes sindicais, que com a reforma estão na eminência de perder os seus carguinhos?”.  

  • Quarta-Feira, 28/06/2017

    Os grandes cineastas estão com inveja

    Desde o escândalo do Mensalão, possíveis acusados, suspeitos e investigados dizem a mesma coisa “não fui eu, eu não sei, eu não vi, não existe nenhum dinheiro depositado em minhas contas, não há provas materiais para ficarem me acusando”. Já tô pensando que essa turminha toda é inocente. Como é que pode um cidadão como José Dirceu preso sem provarem nada contra ele? José Genuíno foi acusado, outros foram pegos com malas de dinheiro nos aeroportos do Brasil, mas alegam “esse dinheiro não é meu”.

     

    Isso é ficção! Aí é que eu chego a conclusão de que Steven Spielberg faria muito sucesso, com as histórias contadas pelos nossos políticos. O sítio de Atibaia, o duplex da OAS, não tem donos, o dinheiro carregado na mala do Loures também não tem dono. Já tô pensando que se eu achasse esses milhões de reais, ou bilhões, boiando em Ernestina, como boiou na Baía da Guanabara, eu ia dar umas braçadas, dinheiro boiando não tem dono. Assim como o sítio não é da OAS, não é da Odebrecht, não é do ex-presidente e nem de sua família, então vamos invadir, não tem dono mesmo.

     

    E agora vem Michel Temer, ele e seu secretário “mirim” que foge arrastando a mala. Dizem que não tinha nada dentro daquela mala, tudo invenção da Polícia Federal e do Janot, e também do Supremo Tribunal Federal, pura perseguição. Já tô com pena deles, onde é que se viu acusar um presidente da república, um senador, um deputado federal, ou um ministro importante do judiciário brasileiro sem provas materiais?

     

    E a palavra agora tá na moda, “tudo ilações”, bem na verdade eles queriam dizer “invenção desses mentirosos”. A mídia está inventando os bilhões da Odebrecht, invenção da mídia, os bilhões da JBS também invenção da mídia.

     

    Olho para os meus colegas da redação da Rádio Uirapuru, e lhes pergunto “para que vocês ficam inventando essas coisas? Será que isso é só para me irritar, quando eu chego na Rádio de manhã?”. E já que sou meio papagaio, vou repetir o que estes jornalistas escrevem e dizem. Como chamá-los de larápios se eu não tenho provas?

     

    Agora, o netinho chorão do vovô, Aécio Neves diz que não pegou o dinheiro na mão grande dos irmãos Batista, ele pediu um empréstimo e ofereceu em garantia o apartamento da família. Alguns corretores de imóveis do Brasil dizem que o apartamento, que o senadorzinho mineiro herdou custa no mínimo 48 milhões de reais, e ele vem dizer que deu como garantia esse patrimônio para morder a JBS em 2 milhões, o que é isso?

     

    Então, povo brasileiro, vocês já pensaram que os cineastas mundiais iam ter que fazer uma grande audiência pública, um seminário, um colóquio, concentrar tudo num lugar só para escrever a mais recente história do Brasil? Mas não fiquem preocupados, tudo isso é ficção, e os pensamentos mal pensados desse que lhes escreve.  

  • Terça-Feira, 27/06/2017

    Até neste momento o Brasil dá lucro

    É só olharmos o balancete desses últimos seis meses de grandes empresas, que trabalham sério, sem tentar passar a perna em ninguém, com produtividade, com dedicação de seus diretores e colaboradores estão passando por esta tormenta, que não é econômica, mas sim de credibilidade, ética e falta de respeito da política brasileira.

     

    Todos os dias somos sacudidos por notícias nefastas sobre os nossos representantes, principalmente do nosso presidente depois da delação da JBS. Agora ele não tem mais tempo para administrar esse país, todo dia ele ou seus representantes e aliados tem que vir para mídia explicar o inexplicável.

     

    Quando se viu aquele deputadinho do Paraná correndo, tentando se esconder, arrastando uma mala com 500 mil reais dentro, mais parecia um gurizinho assustado flagrado em uma de suas artes. Olho para ele e vejo aquela figura sendo usada pelos mais velhos, mais parece um gurizinho de mandalete.

     

    E não para por aí, se a coisa apertar o afilhadinho do presidente vai ter que segurar a barra, mas a família dele é muito rica e seus familiares já mandaram recado ao presidente e a seus asseclas, se apertarem muito o gurizinho flocha o bico, abre a boca. Até parece que estou vendo ele dentro do xilindró gritando “Eu quero a minha mãe”. Se ele fizer isso, o presidente e seus ministros mais diretos terão sim que se explicar.

     

    Agora, depois de Rodrigo Janot revelar ao país quais os crimes que o presidente está implicado, já não tem mais como tapar o sol com a peneira, ele só ficará no cargo se os seus aliados na Câmara dos Deputados trancarem um pedido de impeachment. Mas um dos seus principais aliados o PSDB, já está dando sinal de que está quase que arriando a toalha, falta pouco para fugir do barco.

     

    Atrás do PSDB vem outros aproveitadores, que enquanto o prestígio, o apoio está rendendo dividendos, nós ficamos. A partir do momento em que isso, ou essa lamaceira toda, nos prejudicar nas eleições de 2018 não podemos apoiar o que o presidente fez e está fazendo, dizendo aquilo tudo que os últimos já disseram. Um tinha sua frasezinha montada “Assim não dá, assim não pode”, o outro dizia “Eu não vi, eu não sei” e outros já passaram por lá dizendo “Este dinheiro não é meu”.

     

    Pensei até que Michel Temer fosse bem homem e renunciaria o cargo hoje a tarde, que de repente ele pudesse dar uma de herói e renunciaria em nome do povo brasileiro, que não aguenta mais.

     

    Mas agora, para fechar, enquanto nós nos debatemos com essas mazelas o mundo inteiro esta de olho em nós. Ao mesmo tempo que os pessimistas dizem que o Brasil não tem mais o que crescer, os lá de fora acreditam que este momento é de limpeza na política, na economia e na vida pública do Brasil. Estão aplicando sim seus euros, seus dólares, porque acreditam no povo brasileiro, e que o Brasil se bem dirigido poderá ser uma das grandes potências econômicas do mundo.

     

    É só esperar a tormenta passar e a enchente levar toda essa sujeira para bem longe daqui. Nós continuaremos com orgulho de sermos brasileiros.   

  • Segunda-Feira, 26/06/2017

    2x0 para eles

    Essa é a baixa do final de semana na segurança pública. Perdemos um policial civil na sexta-feira no cumprimento do seu dever, e olha que ele não foi lá prender alguém, ele foi lá para executar uma ordem de busca e apreensão em uma residência que estava sendo monitorada e investigada. Chegou com seus colegas de manhã para fazer a tal busca e foi surpreendido por um bandido, que estava escondido num dos quartos da casa. Abriu a porta e mandou fogo pra cima da polícia e o menino policial perdeu a vida ali mesmo.

     

    Revolta total. Por que será essa revolta pela perda do nosso policial? E o pior de tudo, o matador dele tinha várias passagens na polícia, sua ficha criminal tem agressões, tentativas de homicídios, homicídio, tráfico de drogas, uma beleza de ficha e está soltinho Da Silva para continuar matando. Foi triste de ver seus colegas no Estado inteiro chorando a perda de um integrante da sua força.

     

    Ainda no final de semana um soldado da Brigada Militar foi morto aqui pertinho da gente, ao tentar defender um primo foi alvejado. Chegou a ser trazido muito mal para Passo Fundo, mas não resistiu aos ferimentos e perdeu a vida.

     

    De um lado o povo pagando os policias, eles tentando dar maior moral para a força da segurança pública, mas de outro lado as leis soltam esses indivíduos e deixam eles viverem como se nada aconteceu.

     

    Tudo que falamos da falta de segurança é inventada sim pela mídia, porque é só falar com o secretário de Segurança Pública do Estado, ou comandante-geral da Brigada, ou com chefes da Polícia Civil em Porto Alegre, eles nos jogam na cara que é tudo invenção da mídia, que quanto mais falarmos, mais a bandidagem vai se agigantar.

     

    Esse trio, que lhes falei, deveria é dar força para corporação defender seus integrantes. Quantas vezes na execução do seu trabalho brigadianos e Polícia Civil tem que atirar em alguém, matar o bandido para não ser morto, e depois ficam anos dando explicação para justiça militar, ou para sindicância interna que se faz para ver se o integrante, seja ele brigadiano ou mesmo Polícia Civil, não tinha outra forma de enfrentar a bandidagem.

     

    Será que ele precisava matar mesmo? Alguns defensores de direitos dos bandidos fazem essa pergunta. E nós aqui, todos os dias, uma loja assaltada, uma residência assaltada, moradores que viram reféns da bandidagem, veem tudo aquilo que adquiriram ao longo de anos de trabalho sumir da sua frente.

     

    Um automóvel, um computador, uma geladeira, uma televisão, como aconteceu neste final de semana onde o cidadão deixou a sua casa no interior, e no sábado de manhã passou a vizinhança lhe telefonando “Ué, estas desmanchando a casa?”, e ele se surpreendeu. Foi até lá e sua casa estava limpa, até o telhado foi levado.

     

    Para fazer tudo isso, essa bandidagem sabe que não tem ninguém para sair correndo atrás deles, a segurança está sucateada, e tem sempre alguém dizendo que a culpa é da mídia. “Eles ficam alardeando a violência todo dia”, talvez esses comandantes tenham razão, a gente fica alardeando mesmo, tentando alertar as pessoas que estão desarmadas em suas residências. Mas a bandidagem recebe armas de todos os lados, e ao chegar na frente de um juiz a lei lhes favorece.

     

    Só o que falta, num momento desses, é que esses bandidos cheguem na frente do juiz e digam para o meritíssimo “eu não vi, eu não sei de nada, isto não é comigo”. Porque eu pensava que os políticos do Brasil imitavam os bandidos, mas cheguei a conclusão que os bandidos estão imitando as grandes lideranças políticas deste país.

     

    Placar do final de semana é de 2x0, perdemos dois policiais, mas pelo Rio Grande afora, pelo Brasil afora estamos perdendo pais, mães e filhos para esta violência que parece não ter fim. O pior de tudo é que já perdemos as esperanças de que leis mais rigorosas sejam aprovadas e sancionadas contra bandidos, que não pensam duas vezes em destruir famílias inteiras.

     

    Mas lhes pergunto como é que eles estão sempre armados, eles vão ao cartório registrar as suas armas? Eles pedem licença para andarem armados? Se o povo de bem não tem esse direito, se te pegarem com a arma mal documentada você pode ir para cadeia, ou ficar a vida inteira dando explicação ao nosso código criminal. É isso que temos para começar a semana...  

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