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JG

  • Sábado, 15/04/2017

    Na década de 50 já era assim

    Este assunto já está muito chato, Lava Jato pra cá, Lava Jato pra lá, a família Odebrecht dando com a língua nos dentes, entregando todo mundo, até agora não se salvou um. Os maiores partidos do Brasil estão implicados neste desvio bilionário, brasileiros de boca aberta, entristecidos, decepcionados, depressivos, não sobrou para nenhum lado. Os ditos da direita estão andando com as pernas bambas, os ditos da esquerda brasileira já nem caminham mais, estão paralisados.

     

    Mas eu quero dar um consolo para esta gente, não fiquem tristes estes escândalos não são de hoje, o patriarca Odebrecht já declarou: “há 30 anos é assim”. Mas eu vou mais longe, já estou pensando, cá com meus botões, que no ano em que eu nasci 1954 já era assim, não foi a toa que Getúlio Vargas se suicidou e declarou mais ou menos isso: “Entrego a minha vida para não ver o sangue dos brasileiros jorrar pelas ruas”. Que pressão passava o presidente da república daquela época.

     

    Vem Juscelino Kubitschek e constrói Brasília, uma obra para aquela época “babilonesca”, bilhões de cruzeiros, cruzados ou de reais, a moeda não importa, o que está exposto aí demonstra aquilo que falou o primeiro empresário a ser ouvido por Sérgio Moro. Disse em alto e bom som que 90% das obras públicas do Brasil são superfaturadas, mais que isso, minadas de corrupção. Quando ele falou isso, pensei que os municípios estariam longe deste mal que impera na vida pública brasileira.

     

    Pensava, como tantos brasileiros, que a corrupção só se dava em Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, São Paulo e outras capitais, que para nós do interior não ia sobrar nada. Engano meu, o meu berço de nascimento está contaminado com a sujeira de políticos e da empreiteira, políticos da minha terra, vereadores, o ex-prefeito, o atual prefeito, deputado estadual envolvidos neste lamaçal todo.

    Vejam os senhores que na minha terra, em Uruguaiana, é lamaçal mesmo, porque o desvio de dinheiro para políticos e interesseiros da minha pátria era no saneamento básico. Eles meteram a mão no esgoto, e talvez tenham levado dinheiro que poderia resolver todo o problema de saneamento da minha querida Santana do Uruguai.

     

    Mas nós não vamos desistir, quando Jânio Quadros declarou, tentando explicar a sua renúncia, que forças ocultas estavam levando-o a renunciar, todo mundo chamou ele de louco. Quando não deixaram João Goulart governar este país era porque a nação brasileira, o nosso território estava tomado de forças ocultas, maus espíritos estavam naquela época regendo o destino desta nação.

     

    Mas aí veio a ditadura militar, o Brasil entrou nos trilhos, tivemos um pouco de crescimento e uma promessa de desenvolvimento. Caímos no canto alegre, feliz e livre da democracia, tudo eu posso, nada devo. Mas os ditadores da ladroagem continuaram atuando por baixo dos panos, contaminando tudo o que poderia ser convertido em beneficio do povo brasileiro.

     

    Não esqueçam, volto a afirmar, que a morte de Getúlio Vargas começou a ser decretada quando ele criou a Petrobras. No momento em que criou a frase “O petróleo é nosso”, mal ele sabia que o petróleo não seria nosso, não vai ser nosso, porque se fosse nosso não estaríamos pagando preços escorchantes pela gasolina, óleo diesel e outros derivados que transportam, carregam e asfaltam este país.

     

    Desde aquela época, em vez de asfalto, eu lhes garanto, nós vivemos sobressaltos em saber que quantos assaltos foram praticados contra o desenvolvimento deste país. Encerro dizendo que em 1950 já era assim.  

  • Quarta-Feira, 12/04/2017

    A lista dos traidores tinha 12 nomes

    Nessa semana da Páscoa a lista dos possíveis ladrões tem 98. É assim que eu começo este blog hoje, rindo para não chorar, porque hoje é o Dia do Humorista e como já dizia o outro jornalista “O Brasil não é um país sério, a piada já nasce pronta”.

     

    Olhando os canais de televisão, lendo jornal e ouvindo o rádio, todos explicando a inclusão do seu nome na lista de Fachin, pareciam estar zombando do povo brasileiro, como se fossemos um bando de idiotas. Dizem que não entendem como é que seu nome foi parar nessa lista, que nunca entraram na empresa Odebrecht, nunca falaram com Marcelo ou qualquer diretor dessa empresa.

     

    Só que nesta lista aparece números em dinheiro de deixar qualquer brasileiro mortal de boca aberta. Um 35 milhões de reais, outro 12 milhões, o que ganhou menos ganhou 150 mil, e negam, em plena Semana Santa, que não sabem como foram parar nesta lista. Profundamente lamentável!

     

    Uns até enraivecidos ou enraivecidas querendo bater no repórter que lhe fazia a pergunta, ora não matem o carteiro, ele apenas é o mensageiro de uma má notícia. Má notícia para nós que ficamos sabendo que pessoas eleitas com o nosso voto, olharam na nossa cara, juraram serem e estarem a serviço da democracia, da ética, do desenvolvimento econômico e social deste país.

     

    Destas palavras que eu disse agora, uma coisa eu tenho certeza: eles estavam todos a serviço do desenvolvimento econômico, mas não do país, e sim do seu desenvolvimento, do seu enriquecimento ilícito, tirando o dinheiro da farmácia dos pobres, da segurança da cidade, de uma estrada que nos ia dar facilidade parta transportar o progresso e botando nos seus bolsos.

     

    Juro que se encontrasse hoje um desses, não sei como seria a minha reação. Pensar que cheguei a pedir que amigos meus, pessoas ligadas a mim votassem no cara ou na cara, porque iam encaminhar a solução para os problemas de nossa comunidade. Sempre disse que não voto num cidadão para resolver o meu problema social, mas na esperança de que se resolvam os problemas da comunidade.

     

    Se eu passasse num hospital e um próximo não estiver ali na fila, se não tivéssemos famílias inteiras voltando a morar debaixo da ponte, crianças batendo na escola sem ter professor, famílias sendo agredidas pela bandidagem, sem ter segurança, se tudo isso fosse solucionado, eu estaria bem feliz.

     

    É assim que eu penso, mas as pessoas todos os dias me dizem “Graças a Deus, JG, que temos uma justiça que está apurando, uma polícia que está prendendo, e um dia este país será verdadeiramente passado a limpo”.  

  • Segunda-Feira, 10/04/2017

    Por que nestas datas ficamos mais ternos, amáveis e compreensivos?

    Lembro dessas datas como Natal à Sexta-Feira Santa, será que é o efeito do nascimento de uma criança lá em dezembro, nos faz refletir que devemos dar mais amor aos que nos rodeiam? Será que a Paixão de Cristo nos torna um pouco mais afáveis? Queremos muito ajudar o próximo, compreender o próximo, seremos capazes de fazer como o Criador e mostrar a outra face, depois de agredido?

     

    Somos capazes de ir ao presídio, ficar cara a cara com quem tirou alguém muito importante da nossa vivência, mas depois que passam essas datas volto a ser uma fera indomável, um cidadão, um homem cruel, clamando por pena de morte a quem tirou a vida de outro. Xingando os políticos do meu país, porque eles são eleitos para administrar os tributos pagos por nós e queremos eles retos e direitos.

     

    Não perdoamos alguém que fraudou uma licitação pública para comprar um remédio a quem necessita, que fraudou o edital de construção de uma escola para dar educação a nossa juventude, quem botou o dinheiro no bolso ou atrasou o planejamento de um dinheiro, que deveria vir para segurança. Quem pagou caro por uma obra pública, uma estrada, uma rua que deveria ser pavimentada e mesmo pagando caro, a obra é de má qualidade. Na metade da obra vem aquela velha história “O material usado encareceu, portanto é preciso de um aditivo”.

     

    Aditivar em obras para eles não é como o aditivo de freio, ou de gasolina, para melhorar o desempenho do meu carro. O aditivo deles é o meu dinheiro em seus bolsos inescrupulosos. Ainda, eles vem com uma cara de pau, entram na nossa casa e dizem que tudo o que eles fizeram foi dentro da lei. O povo cada vez mais miserável e eles cada vez mais ricos.

     

    Não sei se eu gosto do Natal, onde se prega paz e amor, ou da Semana Santa onde se prega a misericórdia, porque num país como o nosso ser misericordioso é querer demais. Como vou ser misericordioso, se o cidadão perdeu a sua casa por não pagar a prestação, a criança não foi a escola porque o prédio não foi terminado e a verba já acabou, o remédio para saúde da criança e do idoso não vem, porque alguém muito poderoso errou a data de comprar e o dinheiro de pagar?

     

    Sei que vocês vão me criticar agora, que estou amargo, que não estou no espírito de Páscoa, que não quero a paz e a renovação, mas tá difícil, um povo sofrido e enganado não espera por renovação.  

  • Segunda-Feira, 03/04/2017

    Insensíveis ou hipócritas?

    Vamos falar de um assunto que não é do nosso dia a dia, mas faz parte da nossa história, principalmente de quem já passou dos 50 anos de idade. Devido a ascensão do gaúchinho Thomas de Estância Velha num programa global, ontem a tarde e hoje pela manhã conversava com pessoas e algumas me questionavam porquê me deixei levar por uma invenção global. Qual o orgulho em ver um gurizinho de 9 anos de idade vencer um programa inventado pela Rede Globo? Fui para casa e refleti.

     

    Sabe que eles têm razão de questionar a ascensão desta criança. Lembrei-me que alguns anos atrás, estes mesmos que questionam o sucesso do gurizinho saíam correndo para comprar o disco do fenômeno da época, a americana Nikka Costa, filha de um grande maestro americano. Saíam correndo também para comprar os discos do Jackson Five, liderados por Michel Jackson, aquelas crianças encantaram o mundo. Nem posso lavar as mãos, porque eu também me encantava com as crianças prodígios.

     

    Um Donizeti que em 78 encantou o Brasil cantando com sua voz de criança “Galopeira” e aquele menino que fez o filme Esqueceram de Mim, Macaulay Culkin. Viramos naquela época macacos de auditório dessas pequenas celebridades.

     

    E agora, não querem se render ao talento, a inocência e a beleza que se vê nos olhos do menino gaúcho? É muita insensatez da minha parte, ou pior ainda, muita hipocrisia, e aí sim me torno um ser pobre, sem sentimentos, sem reconhecer que o carinho, o amor, a inocência são coisas básicas para a formação ou a formatação de um caráter.

     

    Daqui para frente, infelizmente, ele terá que ser aquilo que os grandes querem e não o que sua alma de pequeno sonha.

  • Terça-Feira, 28/03/2017

    Não é reforma

    Estou acompanhando a movimentação no parlamento brasileiro, e também no executivo, onde falam em reforma da previdência. Conversei com empresários hoje, alguns bem entendidos, pessoas que lidam com a previdência há vários anos, como é o caso dos contabilistas e eles me disseram que não há reforma, mas sim uma mudança da previdência. Porque o que foi feito até agora, como procedeu o Instituto de Previdência Social até agora, não vai mais existir.

     

    A proposta agora é de que o trabalhador pague 90 anos, 60 + 30, é sinal de que não haverá reforma mesmo. Reforma seria mudar alguns itens. Quando se quer que o trabalhador rural e a trabalhadora rural contribuam da mesma forma, isto é, igualdade para os dois, mas não está se reformando e sim mudando a regra do jogo.

     

    É isto que está acontecendo, reforma para eles que querem tirar direitos de quem está no momento ainda contribuindo para a aposentadoria, e aí não podemos esperar outra coisa a não ser que eles querem mais dinheiro para sustentar essa nação.

     

    Porque o homem público, dos três poderes, não gera riqueza alguma, quem gera riqueza é o trabalhador, o empresário e o agricultor, enquanto nós tivermos esses poderes se locupletando com o dinheiro do povo, o brasileiro vai continuar com a sensação de estar num poço sem fundo.

     

    Portanto, eles dizem reforma, e eu garanto existe mesmo uma mudança na regra do jogo em pleno andamento. Ficar de olhos bem abertos é o mínimo que nós, brasileiros, deveríamos ficar agora.  

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