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JG

  • Segunda-Feira, 12/06/2017

    Golpe no FAT, FGTS e Pronaf

    Parece que, de repente, as coisas começam a tomar forma. Este país, volta e meia, é vítima de fraudes, mas parece que agora a justiça começa a reparar os danos. Dinheiro voltando para os cofres públicos do Rio de Janeiro, roubados pelo seu ex-governador Cabralzinho e sua gangue, e não é pouca grana. O Rio de Janeiro é um Estado falido, só não faliu porque a coisa pública não pode fechar as portas.

     

    Agora Paulinho da Força, defensor ferrenho do trabalhador contra as reformas trabalhistas e previdenciária, foi condenado e pode perder o seu cargo de deputado federal, que ganhou graças ao suor do trabalhador brasileiro quando ele e sua gangue assaltaram o Fundo de Amparo ao Trabalhador.

     

    Há muito tempo temos falado aqui, neste blog, que esse é um dinheiro sagrado, que os ladrões têm que devolver ao trabalhador. É um dinheiro que é descontado de nós para custear cursos profissionalizantes pelo país afora. Pois Paulinho e sua gangue criaram cursos fictícios, de fachada, e levaram o dinheiro do Brasil. Ele ainda tem direito a recurso, mas tomara que os seus recursos sejam negados. Não pode um cidadão assaltar o dinheiro público, e ficar pregando como se fosse o arauto de todos os direitos nacionais.

     

    Depois desta, tomara que também se chegue aos assaltantes do Pronaf. Algumas lideranças pegaram o dinheiro da agricultura familiar, fizeram o financiamento em nome de pequenos e humildes trabalhadores rurais e financiaram as suas campanhas politicas. Se elegeram e o pequeno produtor ficou encalacrado. Tem gente que nem sabia que tinha recebido o tal financiamento da agricultura familiar.

     

    Vocês devem estar se perguntando “com roubos de bilhões do Brasil, JG está se preocupando com esses milhares de reais, que foram parar em bolsos de deputados estaduais e federais”. Eles fizeram as suas campanhas, se elegeram, tomaram proporções de grandes lideranças, mas não passam de grandes falsários usando o dinheiro deste trabalhador.

     

    É bom que se diga, que todos que dirigiam sindicatos de trabalhadores e centrais de trabalhadores no Brasil se elegeram, sempre com a contribuição sindical deste trabalhadores. Eu sei que a justiça é lenta, pode ser, mas ela não pode falhar e os ladrões terão que ser pegos, logo ali.  

  • Quinta-Feira, 08/06/2017

    Eu já sabia

    Essa frase você ouve ou vê muitas vezes em comemorações esportivas, e agora eu vou imitar as torcidas: “Eu já sabia que o Mensalão existia, eu já sabia que a propina da JBS existia. Eu já sabia que os Jogos Pan-americanos, as Olimpíadas e a Copa do Mundo iam dar nisso, estádios superfaturados, obras no Rio de Janeiro que dinheiro do povo brasileiro foi dado e até hoje as contas não foram prestadas”.

     

    As autoridades brasileiras estão fazendo de tudo para tentar abrir essas “caixas pretas”, mas não é só isso, quem vai devolver o dinheiro do Fundo de Garantia que Eduardo Cunha e sua gangue roubaram do trabalhador? Quem vai devolver o dinheiro do FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador, dinheirinho que era para custear cursos profissionalizantes pelo país afora? E as loterias da Caixa, que já tem gente dizendo que “muita água rolou embaixo da ponte”, mas ninguém sabe aonde foi parar o dinheiro.

     

    E aquela dinheirama que boiou na Baía da Guanabara, no Rio de Janeiro? Agora, aqui no Sul do Brasil, obras sob suspensão na minha terra, em Uruguaiana, estão na Lava Jato. Aqui no Norte do Estado prefeitos e outros deram o golpe do asfalto, lhes compravam asfalto e o caminhão transportava resto de construção. Não foi asfalto, foi um assalto mesmo. E o papel higiênico, que estreitou e encurtou quase que me sujei os dedos.

     

    Eu escapei, tô escapando, não sei até quando, mas não acharam ainda, nem na lista da Odebrecht, nem na lista dos irmãos Batistas da JBS. Mas tiveram presidentes que foram aos campos petrolíferos sujar as mãos. E a saúde do Rio de Janeiro, que Cabral descobriu e deixou o povo carioca morrendo por falta de leito e de medicamentos.

     

    Voltando para o Sul parece que aquela turma, que foi pega no escândalo do Detran, vai devolver os 44 milhões, mas será que este dinheiro volta mesmo? E o dinheiro do Badesul, emprestado aos empresários argentinos foram mais de 60 milhões de reais que os hermanos embolsaram e foram embora.

     

    Que coisa séria! Se eu começar a me lembrar de cada dinheiro, que tiraram da mesa do trabalhador é de arrepiar. E o escândalo da carne já passou? E o escândalo dos peixes em Itajaí, também já passou? E o leite adulterado, já limparam? Então amigos, eu já sabia que esta turma que andou nos últimos 50 anos nos palácios em Brasília, e na sua periferia, se serviram.

     

    Ah, eu ia me esquecendo de elogiar uma ação da Guarda Municipal com a Receita Estadual, caçando motoristas, guinchando automóveis que estavam ou estão em débito com o tributo estadual. Coitados dos trabalhadores que foram fazer essa blitz, alguns têm os seus salários parcelados e outros ganham verdadeiras merrecas, porque o “carregador de piano”, neste país, ganha uma merreca. Só o tocador de piano, geralmente indicado pelo governante da hora, é que ganha bem, anda com segurança, tem ar-condicionado no seu escritório, cafezinho e água mineral, por pouco não é aquela água mineral importada da França, como é nos palácios em Brasília.

     

    Aí eu fico pensando, para achar o devedor do IPVA, e de outros pequenos tributos, o Estado é forte e organizado, mas para o grande peixe devedor da nação eles não acham ou o oficial de justiça não encontra. Quando bem entender ele se apresenta para pagar a dívida, se o governo lhe der um bom desconto e um bom prazo para pagar. E não é um “prazinho” é 60, 70, 80, ou até 25 anos para o cara que deu o trampo no país pagar a sua dívida.

     

    E alguns de toga, ufanistamente, vem para mídia e anunciam que a justiça se fez, eles vão pagar, mas em suaves prestações mensais. Enquanto o pequeno devedor, se não pagar até o último dia útil de cada mês alguém vai lhe achar bem ligeirinho e lhe pôr a arma na porta do seu estabelecimento.

     

    Para terminar eu lhes digo “Eu já sabia”. O provérbio está certo, as leis no Brasil são como uma malha de pesca, onde os pequenos se enredam e os grandes roem ou arrebentam a malha.  

  • Terça-Feira, 06/06/2017

    Estou igual a todos os brasileiros

    Hoje ouvindo rádio no amanhecer, olhando a televisão, lendo jornais, as manchetes eram todas iguais: “Dia decisivo para Temer”, ou a outra, “Chapa Dilma-Temer em julgamento”. O que está acontecendo em Brasília está chamando atenção de todos nós. Mais do que chamar atenção, está nos deixando nervosos, desconfiados, o que vai acontecer depois desse julgamento no Tribunal Eleitoral?

     

    Abuso de poder econômico e político são as acusações do principal acusador, Aécio Neves do PSDB, que perdeu as eleições para Dilma e Temer por uma diferença pequena de votos, e não se conformou. Reclamou no tribunal, denunciou e nós brasileiros ficamos nessa de quem será que está com a razão.

     

    De repente, um dos irmãos Batistas da JBS faz delação e entrega o presidente, entrega o senador Aécio e a justiça toca em frente as investigações, aceita as denúncias. Aí a gente se dá conta que Temer e Aécio, Dilma e Lula são todos do mesmo time, usaram o povo brasileiro para se promover, sem dar nada em troca até agora. A falta de remédios continua, a segurança está sucateada, a habitação está sendo devolvida por quem não pode pagar e pasmem os senhores, a comida não está chegando a mesa daqueles que mais precisam.

     

    Eu aqui, me debatendo todo dia, me perguntando se vamos sair dessa. Alguém chega, me bate nas costas e me diz: “A coisa vai melhorar depois dessa limpeza toda. Mensalão, Lava Jato, e outras operações da Polícia Federal com a Procuradoria Federal da União, com o judiciário brasileiro, um novo país vai nascer, não desista, não desanime, JG”. Mas como não desaminar, se de manhã cedinho, lá no Rio Grande do Norte, a polícia estava chutando a porta de um figurão, Henrique Laves, ex-deputado, ex-ministro, homem de confiança dos governos Dilma e Temer.

     

    Olhei para aquele cidadão e o comparei com aquele cão que come graxa, olha para o dono como se nada tivesse feito, aliás, todos eles nada fizeram. Oitenta milhões de reais para Lula e Dilma, uma mala de 500 mil reais para Temer e Loures, mas eles nada fizeram. Este último apareceu em todas as telas do mundo fugindo, arrastando aquela mala como se fosse um guri acoado, flagrado pelo pai fazendo arte, e continua com essa cara, agora pedindo para que não lhe raspem a cabeça, porque ele não quer ser humilhado.

     

    Agora eu e os brasileirinhos que estão deixando de comer, que estão pagando caro por uma passagem de ônibus para ir ao trabalho todo dia, podemos ser humilhados. “É perseguição política, eu não fiz anda, nunca ninguém botou dinheiro no meu bolso, nem na minha conta, nem na minha mala”.

     

    Espertos os advogados que estão defendendo o ex-deputadinho, amiguinho pessoal de Temer, ninguém pode dizer o que tinha dentro daquela mala, para defesa uma beleza, mas para pátria uma tragédia. Enquanto tivermos políticos desta estirpe, o Brasil não será passado a limpo, a sujeira não vai sair de debaixo do tapete, aliás, o tapete já foi até mudado, mas a sujeira continua lá.

     

    Hoje a noite, dê o que dê não vai ser aquilo que o povo está querendo. A lei permite uma eleição indireta pelos 513 deputados e pelos 81 senadores, os que perderam o cargo querem eleições diretas.

     

    Agora senhores, só para ditar o adágio popular, estamos num mato sem cachorro e a fera está na coxilha, rugindo com pele de cordeiro, mas louca para comer o resto que sobrou do rebanho. Estamos como o rebanho, aguçados, desanimados, desmotivados, decepcionados, não sabemos para que lado vamos.  

  • Segunda-Feira, 05/06/2017

    E o profeta clamou no deserto

    Essa história de pregar no deserto foi há milhares de anos e ele pouco foi ouvido. Fico viajando, imaginando, o que ele deve ter dito para aquele povo incrédulo e o mundo se fez mundo, com suas virtudes e com seus defeitos, uns na paz e outros na guerra. Mas de que guerra estou falando hoje, no Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia?

     

    No fim da década de 60 surgiu um gaúcho, José Lucemberg. Ele falava a todos nós que o mundo estava em transformação. Queríamos industrializar o mundo a qualquer custo, queríamos ter uma economia galgada nos grandes negócios, o Brasil um país de terceiro mundo que precisava crescer, que precisava do desenvolvimento. E a revolução chegou, derrubaram matas, poluíram rios, acabaram com os córregos, com os olhos d'água, as ditas vertentes, afinal de contas o crescimento era o ideal para um país tão populoso, com tanta gente onde empregar.

     

    O grande Getúlio Vargas, lá no começo, chegou ao governo dizendo que a industrialização ia chegar. Depois dele JK também: “Vamos fazer 50 anos de crescimento em 5 anos. Nós precisamos correr, o mundo está muito adiantado e estamos ficando para trás. Indústria, agricultura, pecuária de precisão, nós temos que ser cirúrgicos, produzir aquilo que o mundo quer”. Por pouco quase chegamos lá, quase empatamos na economia com as grandes nações capitalistas que decidem a vida do planeta, o G8 é uma ameaça sim para as pretensões da humanidade.

     

    Queremos ainda ser o alimentador do mundo. Na década de 70 e 80 implantamos alta tecnologia, mas com o agricultor já pensando na manutenção do equilíbrio ecológico. Quando vejo alguns filósofos e sociólogos discursando em faculdades sinto-me arrepiado, porque enquanto eles fazem seminários árvores são derrubadas a qualquer custo, já é discurso ultrapassado.

     

    Talvez eu esteja fazendo uma blasfêmia do que disse Lucemberg e Paulo Fragomeni, aqui no norte do Estado. Eles avisavam dos desastres ecológicos que estávamos cometendo, de que doenças iriam aparecer, que os governos iriam gastar bilhões de dólares, no nosso caso bilhões de reais para curar pessoas, quando na verdade eles diziam que quanto menos veneno na terra e nos alimentos utilizarmos, mais iriamos economizar. Chamávamos-os de eco chatos, loucos ambientais. Onde é que se viu querer parar uma indústria, desempregar pessoas, por causa de um rio que recebia a sujeira e o veneno da indústria?

     

    Multinacionais que chegavam aqui e se adonavam do nosso pensamento, e nós sem o mínimo de consciência pegávamos, e ainda pegamos, os seus venenos e jogamos na terra. Este ano já foram 190 milhões ou mais de toneladas de grãos produzidos. Bom, chegamos a 190, vamos a 200 ano que vem, ou vamos a 300, ou ainda a 500 milhões de toneladas, afinal de contas o Brasil ainda tem 60 milhões de hectares agricultáveis.

     

    Temos o maior pulmão verde do planeta, a nossa Amazônia. O que queremos com árvores frondosas se podemos arrancá-las, ou incendiá-las, e uma pastagem nova vai nascer para o nosso gado, alimento para o mundo.

     

    Orgulhoso estou, meu país poderá ser globalizador pela fome do mundo, e não mais globalizado pela minha ignorância. Me esqueço que no meio daquelas árvores, num galho de árvore existe um ser vivo, um animal que está perdendo cada vez mais o seu habitat. Quando encontro uma raposa, um gambá, uma cobra, um corvo, um urubu num centro urbano tenho que matar este bicho, ele invadiu a minha casa, invadiu o meu terreno, comeu as minhas galinhas, um lobo que uiva todas as noites não me deixando dormir, esqueço que este grito do lobo é um grito de saudade do seu habitat, da sua companheira, ou quem sabe dos seus filhos, que foram mortos pela ganância do homem.

     

    Hoje, Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia, lhes garanto que o grande lobo é um Trump da vida, ou aquele ditador coreano que pelo seu bem-estar quer brincar de largar bombas na cabeça de quem for, sem se importar de que antes dele seres humanos construíram as fortalezas, no qual eles se escondem.

     

    Mataram índios, expulsaram primatas, tudo em nome do desenvolvimento, mas não ouviram o profeta, que perguntado foi de como seria o fim do mundo, o Criador lhes respondeu: “Eu não farei mais nada para destruir o mundo e nem os meus semelhantes, porque eles na sua ganância irão se destruir pelas suas próprias mãos”.  

  • Terça-Feira, 30/05/2017

    Propina, Carne Fraca, CPI do Peixe e agora papel higiênico

    Quanta fraude neste país, políticos que não são políticos, são operadores de propina, empresários que não são empresários, são compradores de maus políticos, e o povo levando a trolha em tudo que é lugar. O leite adulterado, papel higiênico encolhido, e nós bobões achando que um dia chegaríamos a ser uma das principais potências do mundo.

     

    O povo trabalha para isso, a gente soa a camisa, a gente soa, muitas vezes, sangue para sustentar a nossa família, e não estou falando só do operário ou da operária, estou falando também dos empresários e empresárias que decentemente tratam este país com o slogan maior da nossa bandeira “Ordem e Progresso”.

     

    Pena que junto com essa liberdade e democracia pregada, nós temos que engolir estes verdadeiros vendilhões da pátria, que não estão nem aí se falta escola, se falta saúde, se falta segurança. Como eles vão se preocupar se eles têm tudo isso, até bolsa-escola eles já têm para que seus filhos frequentarem as melhores escolas possíveis. Se eles têm plano de saúde, têm segurança, têm até quem lustre os seus sapatos, ganhando um bom salário com o suor deste povo que trabalha.

     

    Eu não me conformo quando endeusam um Juscelino Kubitschek. Ele tirou a capital do país do Rio de Janeiro e levou para o cerrado goiano. Eu tenho desconfiança que lá começou a história dos Odebrecht e outras empreiteiras, que assaltaram o país. Levou a capital brasileira para bem longe do povo brasileiro, para que este povo num momento de revolta não tivesse fôlego para chegar lá e protestar.

     

    Há 30 anos José Sarney, do qual eu nunca gostei, já pedia para que as autoridades constituídas o ajudassem a combater a corrupção. Não conseguiu e parece que seguiu os conselhos dos mais velhos: “Se não conseguires vencer o teu inimigo, una-se a ele”. Será que foi isso que aconteceu com o bom velhinho Sarney?

     

    De lá pra cá no mundo político brasileiro tudo é comparável, tudo é descartável, porque a cada eleição eles vem a nossa casa, nos enchem de promessas e depois vão embora, como se fossemos um material qualquer descartável, como se fossemos papel higiênico para limpar as suas sujeiras.

     

    Desculpem-me se fui agressivo, mas olho o cenário nacional e não vejo saída. Agora que estamos discutindo se Temer deve ou não ser afastado, se teremos eleições indiretas ou diretas, mas quem vem aí? Vamos repetir aqueles que sempre usurparam das necessidades do povo brasileiro, falando sempre na reforma agrária, distribuição de renda, equilíbrio social.

     

    Mas tudo não passou de um mero discurso populista, enquanto davam meia dúzia de reais para famílias pobres do país, com a outra mão davam bilhões de reais dos nossos impostos a dois ou três empresários, que lhes pagavam a conta da campanha politica. Estou quase sem esperança.

     

    Depois da propina, depois do Mensalão, depois do leite podre, da Carne Fraca, só me restou o papel higiênico para limpar as suas sujeiras.  

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