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JG

  • Quarta-Feira, 06/09/2017

    Imposto do charque e a Lei Kandir

    Estamos vivendo momentos de dificuldades e não é de agora. Temos falado neste blog que, há mais de 50 anos, o Rio Grande deixou de ser aquele Estado respeitado na qualidade de vida e na educação do seu povo. Fomos várias vezes elogiados pelos demais Estados da federação como o Estado diferenciado. Chegaram a dizer que para entrar no Rio Grande do Sul, o resto do Brasil tinha que apresentar passaporte, nós eramos mesmo diferentes.

     

    A produção primária ou primeira, como queiram, a agricultura e a pecuária, que sempre sustentaram este Estado e o país, eram de primeira qualidade. Quando a Revolução Farroupilha foi declarada os gaúchos de então se queixavam da alta taxação do nosso principal produto, que era o charque.

     

    Fomos para a guerra, Bento Gonçalves e outros chegaram a declarar independência do Rio Grande perante o império, e agora estamos vivendo a mesma questão. A União nos cobra uma dívida, que alguns tributaristas dizem já estar paga pelos altos juros que foram cobrados, mas continuam nos achacando, dizendo que a nossa dívida já passa dos R$ 60 bilhões. Essa mesma União, que nos cobra essa divida escorchante, não quer fazer um acerto perante a Lei Kandir, que desde a sua sansão nos tirou no mínimo mais de R$ 40 ou R$ 50 bilhões.

     

    Somos hoje o segundo ou terceiro Estado exportador, e cada grão de soja, cada quilo de frango, ou da carne de gado que exportamos os impostos ficam retidos, o governo federal não devolve e quer que nós, cada vez mais, apertemos o cinto. Se nós não assinarmos o contrato para diminuir os gastos públicos do Estado, eles não vão querer negociar a dívida.

     

    O Rio de Janeiro, que está falido, aceitou as regras da equipe econômica e vai se ver livre de, no mínimo, três ou seis anos para começar a pagar a sua dívida, já recebeu ontem o dinheiro para pagar principalmente o funcionalismo público daquele Estado. E nós aqui, dependendo da boa vontade dos nossos deputados estaduais.

     

    Esse acordo só será assinado se algumas estatais ou autarquias, sejam elas vendidas, privatizadas ou até mesmo federalizadas aceitarem. Mas na hora de votar esse acordo, até os partidos que se dizem aliados do governo estadual se negam a entregar meras autarquias, que só dão despesas e não geram riqueza nenhuma ao Estado.

     

    Mas se falo da taxação do nosso charque e da nossa lã no tempo da Revolução Farroupilha, pergunto “Não estamos vivendo o mesmo momento?”, onde o governo federal não nos paga o que nos deve e ainda tira a pouca chance que temos de negociar. No momento em que o Rio Grande tem a primeira bacia leiteira do país, planta trigo juntamente ao Paraná e a Santa Catarina fazendo a maior produção, ainda somos o primeiro Estado na cultura do arroz.

     

    Agora que o produto está na terra produzindo, ou nos armazéns depositados, os governantes abrem as fronteiras para importação a preços módicos. Pior que isso, de países que fazem a guerra tributária contra a produção gaúcha.

     

    Claro, não estou aqui pregando uma nova Revolução Farroupilha contra o governo da União, mas sim alertando que não está bom assim. Nós devemos e queremos pagar, desde que o nosso devedor nos pague também. Só que daqui pra lá não me serve, e não é humilhando o povo gaúcho que os governantes de Brasília e seus asseclas aqui no Rio Grande vão resolver os nossos problemas.

     

    Enquanto isso, nosso governador que depositou R$ 350 para o funcionalismo estadual, na semana passada, pegou o avião com mais dez “segura a pasta” e se foram para Alemanha. Nós vamos dizer que temos orgulho daqueles que lutaram na Revolução Farroupilha, só que nesta Semana Farroupilha não teremos orgulho nenhum, porque os últimos governantes, que passaram por lá em 50 anos, não me servem nem para lavar a alpargata ou a espora do senhor Bento Gonçalves e seus companheiros.  

  • Terça-Feira, 05/09/2017

    Eu já falei

    Logo que apareceram as primeiras gravações dos irmãos Batista, denunciando o presidente da república e outros, a exemplo da delação premiada assinada pelo procurador geral da república, nós falamos aqui que o presidente Temer, depois de ouvir esse menino, teria que atravessar a rua, convocar um policial e dar ordem de prisão para o senhor Joesley. E o procurador-geral também deveria fazer a mesma coisa.

     

    Não estou aqui defendendo Temer, mas quando esse irmão Batista invadiu a sua casa, depois das 23h, ele não foi lá só para pressionar o presidente da república. Ele foi lá para se queixar que o novo diretor do BNDES e os novos diretores da Caixa Econômica Federal e do Banco Central estavam travando as suas negociatas. Porque negociação é uma coisa e negociata é outra.

     

    Ele chegou a dizer na gravação “O fulano de tal esta duro na queda. Agora que eu perdi o meu contato com a presidência da república, quem o senhor indica para eu negociar?”. Negociar não, trapacear, tirar um dinheiro do povo brasileiro e expandir os seus negócios pelo mundo afora. São verdadeiros ladrões e ladrão tem que estar na cadeia. Mas não era um ladrãozinho qualquer, são ladrões que pelas suas delações premiadas prometeram devolver R$ 11 bilhões ao BNDES. Será que quem devolve R$ 11 bilhões da forma que for, à vista ou a prazo, roubou pouco? O golpe foi pouco?

     

    E nas delações não aparece só a gangue do PMDB, mas a gangue do PT também. Nós aqui cansamos de falar que esses bancos sociais e fomentadores do desenvolvimento, com grande potencial econômico, deveriam financiar 83% dos empregos criados pelos pequenos, micros e médios empresários.

     

    Aí lembro-me de Gilson Grazziotin, que numa entrevista a nós, aqui da Rádio Uirapuru, disse “Se eu tiver R$ 2 mil de crédito e um amigo rico íntimo me pedir esse crédito não darei a ele. Mas sim, darei para 10 um valor de R$ 200 mil, porque eu sei que esses 10 vão me pagar no fim do mês, já o meu amigo bem rico não me dá essa segurança”. Foi assim que o PT, o seu aliado PMDB e outros fizeram com o dinheiro do povo brasileiro.

     

    Depois da declaração do procurador Janot ontem, já estou imaginando ordem de prisão para os irmãos Batista. E se eles fugirem a Interpol vai sair atrás deles, será que vai? Porque não estamos falando de ladrão de galinha, ou de menor potencial, estamos falando de grandes assaltantes. Aquele cara que assaltou o Banco do Brasil no Ceará levou mais de R$ 160 milhões, virou fichinha perto dos irmãos.

     

    A república caiu, porque agora não é só o Executivo na boca suja destes ladrões, o Legislativo já estava comprometido e, não bastasse isso, ele tinham grande influência no próprio Judiciário e no Ministério Público.

     

    Alguém vai ficar no aeroporto de plantão para dar voz de prisão, reparar o erro que o presidente cometeu, ou que o próprio procurador da república quando assinou a delação cometeu? E não é de agora que estamos falando, mas lá no início, quando as primeiras denúncias apareceram o Brasil tinha perdido a sua autoridade.  

  • Sexta-Feira, 01/09/2017

    Patriotismo ou partidarismo? Ideologia ou fisiologia?

    Estamos vivendo a Semana da Pátria, dia 7 de setembro vamos comemorar sim o Dia da Independência do Brasil, embora cada vez que pronunciamos essa palavra “independência” muitos ficam de cara torcida, porque dizem que até hoje nós não somos uma nação independente, dependemos de muitas coisas.

     

    Mas nós temos a nossa Constituição que, muitas vezes, é rasgada para beneficiar um grupo ou outro. As leis do Brasil nos jogam na cara todo dia que temos que andar dentro da lei, obedecer as autoridades constituídas, mas essas autoridades parecem que nunca leram a Constituição, ou se leem passam por cima, sempre a favor da sua camarilha, dos companheiros, daqueles que lhes dizem “Amém”, seja na política ou no interesse financeiro.

     

    Temos três poderes constituídos que representam o Estado: o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. Parece até que colocamos em sequência para dizer que o Executivo manda mais que o Legislativo, e o Legislativo manda mais que o Judiciário. Aí meu amigo, deixei o Judiciário em terceiro porque é a última garantia dos direitos individuais do cidadão.

     

    O Executivo está do jeito que está, grandes negociadores. O Legislativo balcão de troca, toda hora a soberania nacional sendo ultrajada. Só nos restaria o Judiciário para nos proteger e exigir que os dois primeiros cumpram as leis para, ao menos, terem respeito ao povo brasileiro, que é a verdadeira nação.

     

    Neste sábado, o Sem Segredo vai abordar patriotismo ou partidarismo. Faz muitos anos que uma parte da nação deixou de ser patriota, para que com sua caderneta partidária nos diga o que devemos fazer tanto da direita ou da esquerda, como queiram, embora alguém diga que não existem mais esses lados políticos.

     

    No Congresso Nacional trava-se uma discussão na reforma eleitoral, mas vocês acham que eles vão mudar uma lei, se o que está posto só lhes favorecem? Os bem espertos vão continuar se elegendo, enganando o povo, batendo nas minhas costas e nas suas, dizendo que ele vai ser um digno representante do povo.

     

    Dinheiro dos tributos derramando em todos os bolsos já aquinhoados, com salários bem gordos, enquanto isso o povinho tem que se conformar com parcelas salariais e com o mísero salário-mínimo que os ministros da Fazenda e do Trabalho fizeram uma festa, semana retrasada, para anunciar R$ 970 e no outro dia vieram dizer que haviam errado o cálculo, que não era R$ 970 e sim R$ 960. Dez pila no bolso de quem ganha pouco é tirar muito.

     

    Mas no grande cofre da União, a economia vai ser de encher os olhos ou melhor encher os bolsos de algum político, mas leva. E ainda tem a coragem de vir dizer, na Semana da Pátria, que a nação está acima de tudo: “Eu sou brasileiro tão comum quanto os demais”, tem que ter uma cara de pau para afirmar e sustentar isso.

     

    Dizer que ele é igual ao agricultor que fica de sol a sol lá no campo produzindo, que ele é igual a um professor que ganha um salário de miséria, não tem uma escola adequada e ainda é humilhado por alguns alunos mal educados, um brigadiano que anda na rua para nos dar segurança, mas não tem segurança nenhuma nem de que vai ganhar o seu salário no final do mês, para pagar as contas e dar dignidade a sua família.

     

    Sem falar nos servidores da saúde que levam todos os dias um tapa na cara ao chegarem no seu trabalho, nenhum esparadrapo ou um gaze para emplacar a dor e estancar o sangue deste povo, que sangra todo dia.

     

    Mas, mesmo assim, repito a grande frase “Não perguntem que nação ou país vou deixar para meus filhos, mas sim que filhos estou deixando para esta nação, que pulsa forte no meu peito ainda”. Ms para uma minoria de sacanas, políticos e politiqueiros é apenas um meio de se perpetuarem no poder. Vamos comemorar ou vamos nos abraçar e chorar de tristeza.  

  • Quinta-Feira, 31/08/2017

    Perdi a razão

    Mais uma quinta-feira, que antigamente era o dia internacional do boato, agora não é mais, agora é de fatos, fatos que influenciam no meu cotidiano. Acordo de manhã, a rotina é me informar para poder informar.

     

    Terminei a quarta-feira ouvindo a manchete que o governo iria liberar mais uma parcela do salário, de quem presta serviço ao Estado, de apenas R$350 foi de "perder o butiá do bolso".

     

    Hoje pela manhã, no Repórter do Povo, cheguei a sacanear que alguém está brincando com a necessidade do Estado. Será que o governador está fazendo isso porque gosta? Alguém de sã consciência pode pensar que Sartori está fazendo chacota com o funcionalismo público estadual. Será que realmente chegamos ao fundo do poço?

     

    O que é a merreca de R$350 para quem tem que pagar luz, água, comida, transporte para se deslocar até ao seu trabalho? Vão ficar devendo, porque se for hoje ao mercado fazer um ranchinho básico compra no máximo 10 itens da cesta básica, e não dura a semana, já passa de R$ 200.

     

    Então amigos, alguém está realmente de sacanagem, ou alguém fez essa sacanagem sem medir as consequências. Viaja comigo: liberar dinheiro de um banco estatal de graça para os grandes, os bem ricos, faz parte da administração, liberar emendas parlamentares, sem dizer de onde vai sair o dinheiro também, ou você pensa que é só em Brasília que isso acontece? Quanto dinheiro saiu dos cofres do Estado para coisas que não eram necessárias, quantos litros de gasolina para os viajores andarem pelo Estado pregando fantasia. Foram no mínimo 50 anos de gastos sem pensar que um dia isso ia estourar.

     

    Um velho amigo meu, que já se foi, sempre dizia “um dia a fonte vai secar”, parece que secou. E o pior de tudo, é que aqueles que ajudaram o Estado a chegar neste momento trágico estão agora querendo que o governador e que o secretário da Fazenda fabriquem dinheiro para pagar os salários. Não que não tenhamos direito de receber pelo trabalho que fazemos, mas não esqueçam nunca que “é do couro que sai a coreia”.

     

    Se eu gastar mais do que arrecado, logo ali meus filhos vão sentir a necessidade de um calçado novo, de uma roupa nova, de uma vida com um pouquinho mais de conforto. Mas como eu considero isso, se antes eu era um filho rico da nação, espalhava dinheiro sem saber e sem querer saber que um dia ia faltar.

     

    Um assessor parlamentar ganhando seus R$ 20 mil e poucos, sem ao menos cumprir o horário de trabalho, e nem precisa cumprir, porque eles não tem trabalho a fazer, são carguinhos para os companheiros, sejam de esquerda ou de direita, de quem está no poder ou de quem já foi poder. “Vamos gastar o dinheiro, é público". Como é público parece que não tem dono.

     

    Vou me queixar para quem? Para o bispo, para o papa, para o desembargador, para o ministro? Não, já sei o que vou fazer, vou registrar uma queixa na delegacia para denunciar o governador do Estado como um grande criminoso, que não me paga. Como se a queixa fosse fabricar o dinheiro que o Estado não tem.  

  • Quarta-Feira, 30/08/2017

    Eu preciso de um amigo

    Ainda estou sacudido, mexido, pelo tufão que passou por aqui. Não era um vento forte, era uma brisa, como se quisesse acariciar o meu rosto e sacudir os meus cabelos. Estou falando ainda de Divaldo Pereira Franco, o grande mestre da espiritualidade no momento.

     

    Que coisa espantosa e surpreendente, os organizadores esperavam 3 mil pessoas, surgiram 9 mil pessoas e mais 25 mil através das redes sociais. Aí, os pessimistas já vem e dizem que o povo está carente, o povo está precisando. Olha, precisar todo mundo precisa, se fosse feito para quem precisa o estádio do Vermelhão da Serra seria pequeno para abrigar tanta gente. Mas não, não é isso, é quem quer aceitar uma palavra de esperança, de carinho e de amor.

     

    É só isso que aquele cidadão de carne e osso, que nem eu, de olhar sereno, de espírito apaziguado bem mais que eu, que penetra na minha alma sem fazer barulho. Quando eu me vi, já estava subtraído dos maus pensamentos, ainda estou sacudido. E ele falou sobre o perdão, sobre o amor, amizade e humildade, quando disse aqui na Rádio Uirapuru que sim, na vida tem os mais ou os menos, mas que ele era igual a todos.

     

    Fico pensando onde estão os meus companheiros. E o companheiro que eu falo é aquele que se compromete comigo, mas eu tenho me comprometido com alguém? Será que não estou nessa só de estar esperando que alguém faça alguma coisa por mim, quando ando na rua, as ruas cheias de gente, no meu trabalho sou rodeado de pessoas, mas será que eu sou um grande amigo, um grande companheiro? Ou será que, mais uma vez, estou apenas fazendo hora extra em cima da Terra, sem pensar no meu semelhante?

     

    Aí, como vítima falo: “ah como eu queria ter um amigo”, mas de que jeito, se antes de ter um amigo eu tenho que ser um amigo? Não me pergunte o que eu quero do meu semelhante, me pergunte o que eu posso dar ao meu semelhante. Então, em qualquer situação, todos nós precisamos de amizade.  

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