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JG

  • Segunda-Feira, 10/04/2017

    Por que nestas datas ficamos mais ternos, amáveis e compreensivos?

    Lembro dessas datas como Natal à Sexta-Feira Santa, será que é o efeito do nascimento de uma criança lá em dezembro, nos faz refletir que devemos dar mais amor aos que nos rodeiam? Será que a Paixão de Cristo nos torna um pouco mais afáveis? Queremos muito ajudar o próximo, compreender o próximo, seremos capazes de fazer como o Criador e mostrar a outra face, depois de agredido?

     

    Somos capazes de ir ao presídio, ficar cara a cara com quem tirou alguém muito importante da nossa vivência, mas depois que passam essas datas volto a ser uma fera indomável, um cidadão, um homem cruel, clamando por pena de morte a quem tirou a vida de outro. Xingando os políticos do meu país, porque eles são eleitos para administrar os tributos pagos por nós e queremos eles retos e direitos.

     

    Não perdoamos alguém que fraudou uma licitação pública para comprar um remédio a quem necessita, que fraudou o edital de construção de uma escola para dar educação a nossa juventude, quem botou o dinheiro no bolso ou atrasou o planejamento de um dinheiro, que deveria vir para segurança. Quem pagou caro por uma obra pública, uma estrada, uma rua que deveria ser pavimentada e mesmo pagando caro, a obra é de má qualidade. Na metade da obra vem aquela velha história “O material usado encareceu, portanto é preciso de um aditivo”.

     

    Aditivar em obras para eles não é como o aditivo de freio, ou de gasolina, para melhorar o desempenho do meu carro. O aditivo deles é o meu dinheiro em seus bolsos inescrupulosos. Ainda, eles vem com uma cara de pau, entram na nossa casa e dizem que tudo o que eles fizeram foi dentro da lei. O povo cada vez mais miserável e eles cada vez mais ricos.

     

    Não sei se eu gosto do Natal, onde se prega paz e amor, ou da Semana Santa onde se prega a misericórdia, porque num país como o nosso ser misericordioso é querer demais. Como vou ser misericordioso, se o cidadão perdeu a sua casa por não pagar a prestação, a criança não foi a escola porque o prédio não foi terminado e a verba já acabou, o remédio para saúde da criança e do idoso não vem, porque alguém muito poderoso errou a data de comprar e o dinheiro de pagar?

     

    Sei que vocês vão me criticar agora, que estou amargo, que não estou no espírito de Páscoa, que não quero a paz e a renovação, mas tá difícil, um povo sofrido e enganado não espera por renovação.  

  • Segunda-Feira, 03/04/2017

    Insensíveis ou hipócritas?

    Vamos falar de um assunto que não é do nosso dia a dia, mas faz parte da nossa história, principalmente de quem já passou dos 50 anos de idade. Devido a ascensão do gaúchinho Thomas de Estância Velha num programa global, ontem a tarde e hoje pela manhã conversava com pessoas e algumas me questionavam porquê me deixei levar por uma invenção global. Qual o orgulho em ver um gurizinho de 9 anos de idade vencer um programa inventado pela Rede Globo? Fui para casa e refleti.

     

    Sabe que eles têm razão de questionar a ascensão desta criança. Lembrei-me que alguns anos atrás, estes mesmos que questionam o sucesso do gurizinho saíam correndo para comprar o disco do fenômeno da época, a americana Nikka Costa, filha de um grande maestro americano. Saíam correndo também para comprar os discos do Jackson Five, liderados por Michel Jackson, aquelas crianças encantaram o mundo. Nem posso lavar as mãos, porque eu também me encantava com as crianças prodígios.

     

    Um Donizeti que em 78 encantou o Brasil cantando com sua voz de criança “Galopeira” e aquele menino que fez o filme Esqueceram de Mim, Macaulay Culkin. Viramos naquela época macacos de auditório dessas pequenas celebridades.

     

    E agora, não querem se render ao talento, a inocência e a beleza que se vê nos olhos do menino gaúcho? É muita insensatez da minha parte, ou pior ainda, muita hipocrisia, e aí sim me torno um ser pobre, sem sentimentos, sem reconhecer que o carinho, o amor, a inocência são coisas básicas para a formação ou a formatação de um caráter.

     

    Daqui para frente, infelizmente, ele terá que ser aquilo que os grandes querem e não o que sua alma de pequeno sonha.

  • Terça-Feira, 28/03/2017

    Não é reforma

    Estou acompanhando a movimentação no parlamento brasileiro, e também no executivo, onde falam em reforma da previdência. Conversei com empresários hoje, alguns bem entendidos, pessoas que lidam com a previdência há vários anos, como é o caso dos contabilistas e eles me disseram que não há reforma, mas sim uma mudança da previdência. Porque o que foi feito até agora, como procedeu o Instituto de Previdência Social até agora, não vai mais existir.

     

    A proposta agora é de que o trabalhador pague 90 anos, 60 + 30, é sinal de que não haverá reforma mesmo. Reforma seria mudar alguns itens. Quando se quer que o trabalhador rural e a trabalhadora rural contribuam da mesma forma, isto é, igualdade para os dois, mas não está se reformando e sim mudando a regra do jogo.

     

    É isto que está acontecendo, reforma para eles que querem tirar direitos de quem está no momento ainda contribuindo para a aposentadoria, e aí não podemos esperar outra coisa a não ser que eles querem mais dinheiro para sustentar essa nação.

     

    Porque o homem público, dos três poderes, não gera riqueza alguma, quem gera riqueza é o trabalhador, o empresário e o agricultor, enquanto nós tivermos esses poderes se locupletando com o dinheiro do povo, o brasileiro vai continuar com a sensação de estar num poço sem fundo.

     

    Portanto, eles dizem reforma, e eu garanto existe mesmo uma mudança na regra do jogo em pleno andamento. Ficar de olhos bem abertos é o mínimo que nós, brasileiros, deveríamos ficar agora.  

  • Segunda-Feira, 27/03/2017

    Ministérios e estatais, tudo jogo de barganha

    Às vezes, penso que tornar o Estado menor seria a saída para as crises, que volta e meia rondam os palácios governamentais. Chego a pensar que o Estado deveria se preocupar com a educação, a segurança, a saúde, a habitação para os de baixa renda, a questão nacional que é a economia, o petróleo que toca essa economia, no máximo isto.

     

    Mas os especialistas me provaram que para governar teremos que barganhar com os altos escalões das estatais e ministérios, para distribuir aos aliados políticos. Até os que são contra estes empregos e cabides de empregos dizem que governo não poderia, para se sustentar, entrar no “é dando que se recebe”.

     

    Desde que acompanho estas questões administrativas, sempre achei que o governo gasta demais e gasta errado, enquanto os ministérios, que deveriam ter um orçamento sustentável, “andam de pires na mão”. Os de grande poder econômico, os que decidem a vida dos brasileiros são dados a aliados partidários, e a cada substituição todos vão pra cima do presidente, do governador e dos prefeitos para exigirem mais espaços.

     

    Nunca fiz parte de tratativas deste porte, mas pareço ver e ouvir as reuniões que decidem: “Ora excelentíssimo Temer, excelentíssimo Sartori, excelentíssimo senhor prefeito Luciano, meu partido lhe apoia na Câmara dos Deputados, no Senado, o governador do meu Estado é do nosso partido e lhe apoia. Portanto, esse 'ministeriozinho' aí não me chama a atenção. Veja um mais poupudo, onde eu tenha mais dinheiro para sustentar a minha próxima campanha, caso contrário as medidas mandadas para casa legislativa não vão passar. Agora se sobrar mais um pra mim, eu chamo o meu partido e lhe apoiaremos”.

     

    Pior é que esta gente de quem eu estou falando, não fica nem vermelha de vergonha, porque já perderam a dita cuja.  

  • Terça-Feira, 21/03/2017

    Não tem que agradar

    Nesta semana fomos bombardeados no estúdio da Rádio Uirapuru por pessoas que, muitas vezes, não ouvem o rádio, o rádio é que tem que ouvir elas. O rádio não pode pensar, são elas que têm que pensar pelo rádio. Se adonam da verdade e querem ouvir aquilo que pensam.

     

    Fim de semana, o jornal Troca-Troca Uirapuru trouxe o editorial elaborado pela nossa editoria e com minhas palavras. Falei sobre um novo valor politico, que estava e que está nascendo. Falei sobre o jovem presidente da Assembleia Legislativa do PT, Edegar Pretto pelo seu jeito de conduzir a nossa casa legislativa. Parece-me que ele é moderno, ele quer fazer da politica, a politica do bem comum, elogiei-o.

     

    No meu celular ninguém se manifestou falando bem, recebi muitos telefonemas e torpedos me chamando de puxa-saco do presidente da Assembleia. Quando falo de um partido, seja ele qual for, falo de bem, das ações, sempre aparece alguém pra me chamar de puxa-saco ou, pior de tudo, dizem que somos vendidos, que defendemos uma empresa, uma administração pública e se criticamos somos oposição. Como é difícil agradar alguém!

     

    Mas também, por que tenho que agradar alguém? Eu tenho que cumprir com a minha função de comunicador, é pra isso que a empresa me paga, até nem gosto de elogios, gosto mesmo são de críticas. Portanto senhores, o que quiserem falar podem falar, nós não vamos calar a voz, porque alguém se acha mais democrático que os outros.

     

    Mas é bom saber que se falamos para direita, falamos também para esquerda. Quando entrevistamos um deputado de um partido, o outro já vem como se fosse meu chefe dizendo a quem eu deveria entrevistar no outro dia, porque eles se sentem ofendidos.

     

    Mas a imprensa a Rádio Uirapuru, principalmente neste 35 anos, sempre teve seu microfone aberto para todas as vertentes, políticas e pensadoras da nossa comunidade. Se eu entrevisto uma expressão política do PDT, do PMDB, do PSDB ou do PSB, de todos os partidos, nós estamos cumprindo com a nossa missão.

     

    Nunca me esqueço do empresário de comunicação, que foi chamado pelo governador da hora para se queixar de seus funcionários jornalistas e comunicadores -“Eles não largam o meu pé, eles querem destruir minha vida política”. Saindo do gabinete do senhor governador, o empresário se deu de cara com uma manifestação e uma das lideranças enfrentou-o dizendo: “O senhor é vendido, seus órgãos de comunicação são vendidos ao governador do Estado, só falam o que o governador quer”.

     

    Ele, atarantado, convocou uma reunião com seus principais jornalistas, comunicadores e comentaristas e declarou: “Estamos no caminho certo, os dois lados estão se queixando de vocês, vocês são muito radicais. Vocês conseguem desagradar todos os segmentos da sociedade, seja a mais alta liderança de trabalhadores do Estado ou o mais alto grau governamental”.

     

    Sinto, às vezes, meus colegas preocupados com as críticas ao nosso trabalho, que vem através do whatsapp, do torpedo, do e-mail, dos telefones, querendo muitas vezes me proteger. Mas eu faço questão de ficar sabendo que de um lado, ou de outro, eu não vou agradar todos e nem tenho essa pretensão. Não quero ser bonzinho, mas também não quero ser o lobo mau, que atacou a velhinha.  

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