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JG

  • Quarta-Feira, 01/02/2017

    Hora de conversar

    O governo Sartori desde o início tem dado sinais de que quer ser duro na queda, já arrumou bronca com muitos do funcionalismo público estadual. Não existe hoje uma categoria satisfeita com o seu governo. Sabemos que o funcionalismo não é empregado do governo e sim do Estado e se é do Estado é do povo gaúcho.

     

    O dinheiro para pagar a folha de pagamento dos ativos e incentivos saem dos tributos arrecadados. Sartori e seu secretário da Fazenda, Giovani Feltes, não têm a varinha de fazer mágica, muito menos aquela varinha que as fadas sacodem e brilham estrelinhas aos olhos de quem acredita. Ele não tem sentado e conversado com os seus comandados.

     

    E, ontem, foi escolhida e empossada a nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa e, desta vez, um jovem parlamentar com suas vertentes nos movimentos sociais que são os que mais reclamam das políticas governistas porque quando os governos passaram pelas mãos do PT, melhorias e beneficiarias foram para esses movimentos sociais.

     

    E agora Sartori, além de administrar o já surrado cofre gaúcho, terá que sentar na mesa para discutir os seus projetos e convencer a Assembleia Legislativa de aprovar os tais projetos. Mas o menino ou o guri do Adão Pretto, pois é assim que os mais chegados ao deputado Edegar Pretto o chamam, teve dificuldades para ir a um banco escolar, mas o pai não desistiu, se criou no meio da agricultura familiar ou em movimentos sem-terra. Ele sabe o que esta gente precisa e o que esta gente, muitas vezes intransigentes, não querem aceitar, mas ele, que assume agora a AL, vai ter que dizer para alguns dos seus companheiros que é do couro sim que sai a correia.

     

    Se quiserem que as coisas melhorem, nós estamos sendo convocados para entregar o couro e torcer para que o lonqueador desde couro faça-o boa trança. Deixar as ideologias partidárias de lado, pegar uma bandeira só, que é vermelha, amarela e verde. Este é o pavilhão gaúcho. É nesta bandeira que todos nós deveríamos nos abrigar e lutar para que ela continue mais que tremulando ao vento, que continue sacudindo os nossos brilhos. As divisões sempre nos deixam mais fracos.

     

    E agora o jovem deputado, presidente da AL, Edegar Pretto, não é só um homem de oposição ao governo, mas se algum deslize ideológico, ele poderá se transformar numa oposição ao Estado. E para Sartori também, se esticar o beiço, ficar com a cara amarrada e não sair do Palácio Piratini, atravessando a Duque de Caxias, cruzando a Praça da Matriz, e chegando à sede da AL, em um primeiro momento negociar com a mesa direita e depois fazer com que a sua base aliada lhe dê suporte, não para lhe derrotar, mas tentar convencer os deputados gaúchos que o Rio Grande precisa de união, porque senão vai ficar muito difícil que as nossas façanhas sirvam de exemplo à toda terra.

  • Segunda-Feira, 30/01/2017

    Serenidade na hora de falar

    Foi assim que eu vi ontem esse personagem Eike Batista ao ser flagrado no aeroporto em Nova Iorque, antes de embarcar para o Brasil. A imprensa do Brasil e dos EUA sabiam que ele ia se entregar no Brasil hoje às 10h30 no aeroporto internacional do Rio de Janeiro. Chegou antes. Mas o que eu quero abordar com vocês é um assunto que sempre me chamou atenção.

     

    No Brasil, no mundo político e empresarial sempre que alguém é flagrado ou surpreendido em uma falcatrua, esse personagem acusado não se defende e nem menos procede como procedeu o homem da OGX e outro X. Ele olhou sóbrio para a câmera, falou com os repórteres e em nenhum momento ele acusou a alguém. Aqui no Brasil é normal alguém, em vez de assumir os seus erros, tentar achar erro em outros comparsas. E dizem em alto e bom som, eu fiz, eu roubei, eu desviei, eu corrompi porque os outros também fizeram.

     

    Ele talvez até ganhe uma delação premiada para entregar os seus comparsas, mas diz que só irá falar se a Justiça lhe convocar. E disse mais, “que está na hora do Brasil ser passado a limpo”, que “o Brasil não será o mesmo depois destas operações policiais e judiciais”. Perguntado a ele por que não fugiu para a Alemanha, já que tem dupla cidadania, ele olhou para o Brasil, através das câmeras de televisão e disse: Eu sou brasileiro como qualquer outro brasileiro e eu tenho cumprir aquilo que a lei determina, se for assim, assim será.

     

    Não estou aqui endeusando-o, mas reconhecendo que, no meio de tanta lama, tem alguém que tem a consciência do mal que causou a todos nós brasileiros e, principalmente, ao povo carioca, em que a Prefeitura deve mais do que arrecada, não tem dinheiro para a saúde, educação e segurança. O estado do Rio de Janeiro está e crise, também não tem dinheiro para nada. Bem igualzinho ao nosso Rio Grande do Sul.

     

    Mas Eike Batista, agora preso, se quiser tem muito o que contar. Ele não fez tudo sozinho, porque no Brasil, se você não der uma propina para os homens públicos a tua empresa não vence qualquer licitação pública, nem que seja para varrer a rua. Empresários ganham milhões e até bilhões, mas tem que dividir com a classe política. E não só política, em outros setores da vida pública, o jeitinho brasileiro vai acontecendo. Será mesmo que depois desse movimento todo da Lava Jato nós vamos ter um novo Brasil passado a limpo?

  • Sexta-Feira, 27/01/2017

    Privatização sim, mas peguem a trolha

    O Rio Grande do Sul há anos passa por sérias dificuldades financeiras. No mínimo há 40 anos, os governantes têm que fazer exercícios para pagar a conta. O IPE de grande credibilidade está falido. A Corsan, nossa empresa de água e esgoto, também. E ao que me parece o Banrisul, que todos os anos apresenta lucratividade, também tem suas dificuldades.

     

    Eu não sou a favor da privatização, principalmente dessas três instituições que falei, mas se privatizarem que assumam também os prejuízos. Chega de vendermos patrimônio, o filé mignon e ficar com a carne de pescoço. A Companhia Estadual de Energia Elétrica que teve sua distribuição vendida. A CRT que foi privatizada, os compradores ficaram felizes da vida, compraram o que dá lucro, o que dá prejuízo ficou com o povo do Rio Grande.

     

    Milhares de reais são gastos para indenizar trabalhadores dessas estatais que já não dão lucro nenhum ao estado. Exemplo está dado, a Cesa, nossa Companhia de Silos e Armazém, só sobrou os escombros para serem vendidos. Estão vendendo a preço de banana e não aparece comprador.

     

    E a notícia é grave: ações trabalhistas contra a companhia vão gerar uma despesa de quase R$ 100 milhões de reais. Quem comprar não vai pagar a conta. Se vendermos todo o patrimônio acho que ainda vamos ficar devendo dinheiro no mercado. E o mais ingrato de tudo é que muitas vezes os compradores de empresas estatais do Brasil recebem dinheiro do BNDES e também do Banco Central ou da Caixa Econômica Federal para bancar a compra.

     

    Desde Fernando Henrique Cardoso e Antônio Brito, empresas e empresários compraram as nossas principais estatais financiadas por esses órgãos financeiros oficiais. A história fica mais ou menos assim: eu te compro a casa, mas tu me empresta o dinheiro para eu te pagar?

     

    Por isso o título. Vender o ativo e o passivo fica para o povo gaúcho pagar. Podem levar tudo, inclusive as dívidas, se não for assim não tem negócio.

  • Quarta-Feira, 25/01/2017

    Decidir neste momento é complicado

    Estou falando de duas importantes personalidades brasileiras que deverão indicar o novo relator do processo Lava Jato. Com a morte de Teori quem deveria indicar o seu substituto como ministro é o presidente Temer. Mas, como já falamos nesse blog, se eu indicar o novo ministro e ele virar relator, como ele vai relatar fatos contra mim se fui eu quem indicou? Que sinuca de bico para o senhor presidente da República, porque já surgiu na mídia de que sua chapa com a presidente Dilma estão comprometidos com doações e desvios de verbas da Petrobras.

     

    Ao mesmo tempo, a ilustríssima ministra Cármen Lúcia terá que tomar decisão dentro do Supremo Tribunal de Justiça. Quanto mais Temer demorar para indicar o substituto, ela fica enredada, sem poder fazer o que se deve fazer, indicar o novo relator substituto. Mas como ela pode indicar se dentro do Supremo, a maioria está comprometida por meio de amizades ou de indicações com a atual classe política brasileira? Jantas aqui e ali, viagens internacionais patrocinadas por políticos ou empresas ligadas a políticos. Difícil decisão.

     

    O Brasil já estava parado porque atualmente ninguém pode tomar decisão alguma. Não sabe o que vai acontecer logo ali. A insegurança jurídica e política que estamos vivendo é sem precedentes. O empresário não tem segurança nenhuma para investir ou expandir a sua empresa. Enquanto isso, a maioria do povo brasileiro continua trabalhando, produzindo, mas sem saber se daqui um, dois ou três meses vai ser a mesma coisa que está se apresentando.

     

    E se a chapa Dilma/Temer for condenada pelo Supremo Tribunal eleitoral, na qual os dois cabeças de chapa PT e PMDB levaram R$ 56 milhões, dizem que é doações de campanhas, mas que usaram laranjas para abocanhar esta grana. E se escaparmos de um Temer, vamos cair nas mãos de Maia? E se escaparmos de Maia, vamos cair nas mãos de um Calheiros? Podre Pátria Brasileira, continua sangrando.

  • Terça-Feira, 24/01/2017

    Mais um capítulo das mesmas coisas

    Hoje pela manhã, no Programa Repórter do Povo, os assuntos não mudaram, a falta de lideranças que Passo Fundo tem. Estamos sofrendo todos os dias desprezo pelas autoridades constituídas estaduais e federais.

     

    Já estou na Rádio Uirapuru a mais de 30 anos e o aeroporto Lauro Kortz sendo remendado, sem dar resultado algum. A sala de espera dos passageiros e acompanhantes é incômoda, não tem ar-condicionado, banheiros péssimos, estacionamento só para as empresas que lotam veículos a deixar o povo a ver navios ou melhor, a ver aviões.

     

    Falamos com o vereador Paulo Neckle e ele declarou que a comissão tem soluções para modernização do aeroporto, que o governo do estado já entregou a carta que lhe dera a certidão ambiental para a expansão ambiental do nosso aeroporto. Fiquei surpreendido quando ele afirmou que o aeroporto de Passo Fundo era apenas um campo de pouso, nem registro nos órgãos oficiais tinha. Fiquei pensando e conversando com a produção do programa, mas como pode ser se há 50 anos as autoridades da aviação regional e federal autorizam viagens, pousos de aeronaves civis e oficiais? Quantos presidentes da República já desceram do aeroporto? Volta e meia, deputados federais descem de jatinhos da FAB. Não deu pra entender.

     

    Mas o pior de tudo é que, falando com o secretário estadual dos Transportes, Pedro Westphalen, nos disse que o Estado liberou R$ 640 mil para reparos, para compras de ares-condicionados e jateamentos na pista. Que este aeroporto tem dispositivos modernos para que as aeronaves aterrizem e alcem voo com segurança em qualquer hora do dia e em qualquer clima. Eu não acredito. O aeroporto que o secretário deve estar falando deve ser de qualquer outro lugar do Brasil, menos aqui em Passo Fundo.

     

    A empresa Avianca está trocando de frota, está colocando em suas linhas uma aeronave com maior capacidade e que aí sim tem dificuldade de atender a população da região norte do estado. Disseram-nos que irão pleitear com a empresa que não tire esta linha Passo Fundo/São Paulo no dia 11 de março, como está previsto. Mas como vou acreditar e como a empresa vai acreditar, se faz no mínimo 10 anos que a mídia local, principalmente nós da Rádio Uirapuru, falou entrevistou autoridades e nada foi feito até agora. Por isso, eu volto a dizer: tudo o que falamos no ano passado estamos repetindo agora.

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