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JG

  • Segunda-Feira, 09/10/2017

    Na emoção perde-se a razão

    No Repórter do Povo de hoje, fui tremendamente sem razão quando critiquei a atendente de uma loja, que após sua cliente fazer as compras, pegou a sacola e a acompanhou até a porta do estabelecimento. A ouvinte/cliente estava reclamando muito chateada e eu entrei na reclamação, mas peço desculpas.

     

    Quantas vezes eu tenho dito aqui que quem lida só com a emoção, na maioria das vezes, perde a razão. Foi uma gentileza que a atendente da loja quis fazer. Aí então, lembrei-me de uma historinha: um executivo, sábado pela manhã, estava na sua empresa e a sua esposa lhe ligou dizendo que era para passar na loja e comprar um saco de cimento, para terminar a obra que estava sendo feita em sua casa.

     

    Ele costumeiramente de terno e gravata foi até a loja, a atendente na maior simpatia do mundo lhes disse “Bom dia, seu José! O que o Sr. está precisando?”, e ele falou “Um saco de cimento”. A moça tirou a nota e através do computador em rede mandou o pedido para o depósito. Veio de lá o trabalhador com o saco de cimento nas costas, o colocou em cima do balcão e perguntou ao cidadão “É pra ti o cimento? Então está aqui”. Toda gentileza que a atendente tinha feito foi destruída naquele momento. O cliente virou as costas e foi embora.

     

    É normal hoje um atendente de loja ou de mercado fazer essas gentilezas, levar a mercadoria até a porta e agradecer pela presença do comprador. Muitas vezes em mercados é normal o menino me acompanhar até o carro, levando as minhas mercadorias, isto é uma gentileza. Na cidade tem mercados que se o comprador mora perto, eles levam a mercadoria até mesmo dentro do apartamento, eu fico tão agradecido, pena que às vezes eu não noto essas gentilezas.

     

    Mas o brasileiro anda tão nervoso, tão desconfiado, e aí junta todas as suas desconfianças e toma decisões “será que ela desconfiou de mim ou será que eu é que desconfiei dela?” É assim mesmo, se eu analisar só com a emoção, por certo você vai perder a razão.  

  • Sexta-Feira, 06/10/2017

    Boas lembranças

    Para encerrar a semana com esse céu cinzento e úmido, lembrei-me do meu grande ídolo jornalista, poeta, compositor e dramaturgo, Mário Lago, que dizia “Eu não tenho saudade, eu tenho boas lembranças”. Em cima deste título, quero me despedir de Adair Bicca, terei sempre boas lembranças meu amigo, do teu jeito alegre de ser, sempre tinha uma história pra me contar. Passava pela Sete de Setembro com “garbosia”, com um sorriso para seus amigos e para comigo.

     

    Para começar, saiu do interior do Rio Grande do Sul para fazer o seu nome em Porto Alegre, na Argentina, em Bento Gonçalves e em Passo Fundo no nosso glorioso Esporte Clube Gaúcho, que vai fazer ano que vem 100 anos de existência, e você não esperou, foi-se antes do grande dia, de festejar o periquito da montanha.

     

    Uns sentirão sim saudade, e eu te relembrarei todos os dias. Para te homenagear pego versos de um compositor chamado Luiz Alberto, na interpretação de Moacyr Franco, a balada em homenagem ao grande Garrincha, ao grande e saudoso jogador Garrincha, levava o seu número, balada número 7.

     

    Tu serás agora homenageado neste blog, por nós da Rádio Uirapuru, com a balada número 2. Lateral direita, meio campista, quanta correria meu amigo para segurar um ponteiro esquerdo ágil, rápido, não deixar um Carlitos, um Bodinho e tantos outros do seu rival Internacional, afinal de contas, você defendia as outras cores do Rio Grande, o Tricolor, o Grêmio.

     

    Já pensou amigo que você plantou em mim histórias, que levarei sempre na minha memória, a balada número 2, então é essa: “Tua ilusão entra em campo no estádio vazio. Uma torcida de sonhos aplaude talvez. O velho atleta recorda as jogadas felizes. Mata a saudade no peito driblando a emoção”.

     

    Ah meu velho, que saudade de entrar num estádio, no velho e saudoso Volmar Salton e vê-lo jogar e defender o alviverde do Boqueirão. Depois que abandonou o futebol, foi ensiná-lo para as crianças que estavam chegando.

     

    Jair Ineri fez um comentário hoje te comparando a uma águia, tu era a própria águia. Ainda hoje pela manhã, ao chegar na rádio, um ouvinte me disse “O velho se vai para que o novo sempre venha”, isto também é um poema de Belchior, que recentemente nos deixou, a nossa velha roupa colorida.  

  • Quarta-Feira, 04/10/2017

    O dinheiro é só um

    Esta ladainha faz muitos anos que eu escuto, mas não é ladainha, a afirmação é verdadeira. O dinheiro do Estado é só um, é o dinheiro dos impostos. Neste país se cobra imposto para tudo, até quem vai no banheiro da praça está pagando para fazer as suas necessidades. É bem assim, só que no Estado corporativista cada um quer salvar o seu.

     

    O Executivo aumenta impostos porque diz que o caixa está raspado. É mais ou menos como um pai e uma mãe de família ao ver a falta do dinheiro bater a porta, começa a vender tudo, em alguns casos vendem tudo mesmo, talvez se fique com a cama onde vai dormir, mas vai botar a cama aonde, se até a casa já vendeu?

     

    O gestor público é bem assim. Hoje a maior discussão no programa Repórter do Povo foi o drama que o governador do Estado está passando. De um lado o Judiciário, os hospitais e a FAMURS pressionando para que ele pague os R$ 70 milhões que deve para as entidades de saúde. Do outro lado, ele afirmando que só pode pagar depois que pagar o último real de salário ao funcionalismo público.

     

    A discussão não é fácil, teve gente que disse que o salário pode esperar, mas quem está numa UTI não pode, o remédio, o exame, o médico, não podem faltar ao povo. Então faz o que, Sr. governador, se o dinheiro é só um? Alguém deu a ideia que o governador poderia convocar a Assembleia Legislativa para achar uma solução. Vocês acham mesmo que os 55 deputados estão preocupados com isso?

     

    Aqui no município, o Sr. prefeito também está numa sinuca. De um lado comerciantes estabelecidos pressionando-o para que fiscalize o comércio ambulante, para tirar os ambulantes das ruas, porque é uma concorrência desleal com quem paga imposto, aluguel, luz, água e gera emprego.

     

    De outro lado pessoas, seres humanos, que perderam ou nunca tiveram um emprego formal de carteira assinada, só sabem fazer aquilo, andar pelas ruas da cidade, vender muambas e até mesmo alimentos, fazendo em casa a sua massa, seu pastelzinho, seu pão caseiro para levar a comida para casa, o sustento da família. Ou será que alguém de sã consciência acredita que um cidadão sai de casa com um cesto, com uma caixa na mão ou arrastando carrinho pelas ruas da cidade para concorrer com o comércio legal, só porque gostam, porque querem desafiar as autoridades?

     

    Nada disso, ainda somos um país que sonhou um dia estar em desenvolvimento, chegamos a sonhar que eramos a oitava economia do mundo, e que agora está despertando do sonho e caindo no pesadelo. O Brasil ainda é um país desigual para com seus cidadãos.

     

    Quando os três poderes que administram o Estado vão cair na realidade que eles não podem levar a vida de rico que estão levando, porque atrás deles têm 14 milhões de pessoas quase que pedindo esmola?

  • Terça-Feira, 03/10/2017

    No meio do caminho havia uma pedra

    Este é um poema de Carlos Drummond de Andrade, um dos maiores escritores deste país, mas ele não foi só escritor literário, ele foi jornalista, que como ninguém contou a história do povo brasileiro. Brincou com as letras, falou a verdade que muitos não tinham coragem de falar, encantou crianças, jovens, adolescentes como eu e me encanta até hoje.

     

    O nome deste poeta, homenageado pela Jornada de Literatura, para o pavilhão onde está instalado o centro de imprensa parece que ilumina o meu caminho, e no meu caminho houveram e haverão muitas pedras, mas nada que não posso removê-las. Foi isto que aconteceu em 2015, quando a Jornada foi interrompida, parecia que não íamos vencer aquele desânimo. Já estávamos pensando que a Jornada Nacional de Literatura ia ser mais um vulto, daqueles que torna o nosso município, em alguns setores, a cidade do lá tinha, lá tinha Efrica, lá tinha rodeio, lá tinha carnaval e tantas coisas boas da nossa cidade.

     

    Ainda bem que o reitor da nossa Universidade, professor José Carlos Carles de Souza juntamente a sua equipe e com a Prefeitura de Passo Fundo removeram as pedras do caminho e a Jornada está acontecendo.

     

    Homenagear Carlos Drummond neste blog é muito atrevimento, mas quando vejo na mídia televisiva do Brasil aquele busto homenageando-o para mim aquilo não é um bronze, é a materialização de um homem que informou e instruiu através dos seus poemas, crônicas e reportagens, porque o escritor é um grande repórter, ele nos leva através de suas letras a viagens incríveis e a pensamentos novos.

     

    Ontem a tarde, gostei quando ouvi do secretário municipal da Educação, professor Edmilson que apesar de toda modernidade e tecnologias, o livro ainda é um veículo que leva as crianças a se sentirem personagem da própria escrita. Nós, quando crianças, lemos livros, gibis, histórias fantásticas, seja de um índio que se tornou herói ou de um caubói que defendeu o seu povo. Ou ainda, histórias de um juiz que através da literatura aplicou as leis e um promotor que acusou o mau feitor e exigiu a sua punição. O analfabeto que depois de adulto se tornou um grande mestre e tantas histórias vitoriosas de seres humanos que viraram verdadeiros heróis.

     

    Só o livro é capaz de me fazer viajar sem sair do meu lugar. Se um livro está escrito é porque um escritor também existe, se o escritor existir leitores hão de existir, porque era só uma pedra no caminho, elas podem ficar inertes, mas com o meu sonho, com minha imaginação, ela pode ser removida, portanto as pedras também vão rolar.

  • Segunda-Feira, 02/10/2017

    Um o povo quer ver preso e o outro processado

    Que segunda-feira, hein? As manchetes não mudam mesmo, só se requentam. Você já comeu um pãozinho requentado? Parece que ele perde o gosto. As notícias no Brasil são a mesma coisa. As pesquisas apontam que um pode ser o queridinho e o outro o odiado, mas parece que estamos mesmo num país da piada pronta.

     

    Luiz Inácio Lula da Silva por um lado pode ser o presidente do Brasil, do outro o preso mais famoso do Brasil. Michel Temer também, se dependesse do Judiciário já estaria deposto como presidente da república, mas ele tem um poder de barganha no Congresso Nacional indestrutível, os deputados trocam o seu apoio por carguinhos ou emendas orçamentárias. Já falamos aqui, um é pressionado e os outros pressionantes, eles sabem que o governo é fragilizado, portanto querem sempre levar vantagem.

     

    Semana passada, falei aqui dos subornados e dos extorquidos, esta é a relação da política brasileira. Daí aparecem essas pesquisas para impressionar o povo, mas pesquisa não decide nada, o povo é que decide.

     

    Neste momento, parece que estamos anestesiados, com preguiça de pensar e de tentar tirar este país do lameiro que está. No final de semana, as pessoas com quem falei me perguntaram para que lado vamos o ano que vem. Não temos lado, sobrou pouca coisa. Em um lado um partido que já foi esperança do Brasil desmoralizado com a ação de alguns de seus comandantes. O presidente Temer sabe que o seu PMDB já deu o que tinha que dar, a prova é que ele não está nem aí para as pesquisas e os que elas revelam.

     

    Mas não é só isso, os interesses financeiros continuam em Brasília ou em qualquer canto do Brasil, ninguém quer mais pensar numa pátria livre, democrática, cumprindo com seus afazeres, tratando bem do seu povo, todos querem levar vantagem.

     

    Não tenho nenhuma esperança de que até as eleições do ano que vem, nós possamos sair desta mesmice. Uns que me dizem que é bom que o Temer continue, outros apoiam as teses do general Moro que diz que está na hora de alguém tomar as rédias desta carreta desgovernada. 

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