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JG

  • Segunda-Feira, 23/01/2017

    Cada volta é um recomeço

    O ano de 2016 foi surpreendente em todos os setores da vida brasileira. Assim que o ano começou, entramos em férias, mas não desligamos das notícias, da movimentação econômica, política e social. Voltamos depois de 20 dias e nos parece que nada saiu do lugar. O governo do Estado se queixando da falta de dinheiro, o povo, que depende do dinheiro público, também se queixando.

     

    Os comentaristas econômicos gostam da palavra “crise”. Como eu não tenho compromisso nenhum, eu gosto de tratar esse momento como “dificuldades”. O que é uma dificuldade? É atravessar momentos de tensão, de instabilidade. E como passar esses momentos? A criatividade. Não tem como uma empresa sair do buraco se não tiver esta criatividade. O mercado está aí, produtos novos, com qualidade e com eficiência na hora de atender o seu público consumidor.

     

    Porque de tanto pregar que estamos em crise o empresário vai dar sempre a desculpa, o consumidor não vai consumidor, afinal de contas estamos em crise. Tantas vezes repetida, que chegamos a conclusão de que realmente estamos no fundo poço economicamente e socialmente. E de tanto nós repetirmos, os administradores públicos aceitam que não tem saída. No entanto, a Agricultura vai bem, obrigado. A Indústria teve sua queda, o Comércio idem. Mas não esqueçam que alguns setores da vida, economicamente ativos, não parou de produzir. Os grandes laboratórios farmacêuticos continuam espoliando o povo e com grande lucratividade. A energia, o combustível continuam vendendo, ninguém parou de andar e os bancos também não deixaram de faturar. E as teles será que estão pobrezinhas?

     

    Quando ouço os comentários econômicos parece que esta gente quer falar só com o povinho, meter medo neste povo que precisa do arroz, do feijão, do pão, da energia, do gás de cozinha. Fico pensando, acordando de manhã, sem perspectiva de ir ao trabalho, sem saber o que fazer para colocar o alimento na mesa dos filhos. Só o que restou para ele é um rádio ligado, uma televisão ligada e estes pregadores da crise ficam felizes em dar uma notícia.

     

    Hoje pela manhã foi de dar dó. De um lado um estado que arrecada trilhões, de políticos e administradores públicos que gastam a se perder de vista, e as empresas decentes, que geram emprego, que geram alimento, andam de pires na mão, pedindo um empréstimo para um capital de giro, para não ter um colapso na sua empresa. Até quando isto vai acontecer? Parece mesmo que nada saiu do lugar.

     

    Antes de encerrar este blog, agradecimentos a jornalista Zulmara Colussi que esteve aqui dando também a sua opinião com muita competência. A Rádio Uirapuru tem dessas coisas. Pode sair em férias ou mesmo às vezes ficando doente, o carro, a locomotiva da informação da cidade e da região não param e não podem parar.

  • Sexta-Feira, 20/01/2017

    Sempre alerta

    “No Brasil, não basta vencer a eleição, é preciso ganhar a posse!”.  A célebre frase de Tancredo Neves soa como pressagio. Morto depois de ter sido acometido de grave doença no dia 21 de abril de 1985, às vésperas de ser empossado Presidente da República, Tacredo foi apenas um dos homens públicos do Brasil que quase chegou lá: foi eleito, mas não foi empossado. O país tinha em Tancredo Neves uma esperança para conduzir o processo de redemocratização. Mais tarde, outro grande homem público, responsável pela condução e proclamação da Constituição de 1988, pós regime militar, Ulysses Guimarães, desaparecia brutalmente num acidente aéreo na região de Paraty. Seu corpo nunca foi encontrado. Antes de morrer, Ulysses seria o nome do PMDB para uma candidatura a presidência da República. Quase chegou lá.

     

    Na quinta-feira, outra tragédia se abate sobre a esperança dos brasileiros: a morte do ministro do STF Teori Zavascki, relator do maior processo de corrupção do Brasil: a Lava Jato. Homens públicos, de condutas irreparáveis que quase chegaram lá. Zavascki, interrompeu as férias para dar andamento ao caso: tinha em mãos as delações premiadas de 70 executivos da Odebrecht e deveria dar pareceres sobre todas elas nos próximos dias. O que acontece agora? O luto impõe um recuou e a burocracia exigirá o atraso. Vamos ter que esperar mais para ver resultados.

     

    Antes de qualquer decisão que se tome em relação a quem será o herdeiro dos processos da Lava Jato, o povo brasileiro não pode deixar morrer a esperança. E, para isso, deve se manter em alerta constante. Precisamos tomar posse da dignidade deste país! 

  • Terça-Feira, 17/01/2017

    A esperança é a última que morre

    Incrível como o brasileiro é um cidadão de fé. Acredita, é otimista e não esmorece de primeira. A grande maioria da população é formada por trabalhadores. Essa, talvez, seja a maior riqueza do país: o seu povo. Pois uma pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos, feita em 22 países, comprova o que já percebemos há muito tempo. A pesquisa global revela que 72% dos brasileiros acreditam que o país está em declínio, mas 80% acha que ele pode se recuperar. O país é o quinto mais otimista dentre os países que integraram a pesquisa.

     

    Foram 22 países pesquisados e 57% dos entrevistados (um universo de 16 mil) tem uma visão negativa de seus países. Entre eles estão Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Hungria, Índia, Israel, Itália, Japão, México, Peru, Polônia, África do Sul, Coreia do Sul, Espanha, Suécia, Turquia e Estados Unidos. Quando o assunto é a percepção de declínio do país, o Brasil só foi superado pela África do Sul, Itália e Coreia do Sul.

     

    Um outro dado relevante, é que a maior parte das pessoas consultadas, nos 22 países, mostra que a população considera os atuais modelos político e econômico falhos e quer mudanças. No Brasil, 69% dos brasileiros sentem que políticos e partidos não se importam com a população.

     

    A pesquisa foi realizada entre 21 de outubro a 4 de novembro de 2016.

     

    (Zulmara Colussi - interina)

  • Segunda-Feira, 16/01/2017

    Não há só um caminho

    O Brasil perdeu muito tempo e as consequências agora para a sociedade são as piores possíveis. O país deixou de fazer o dever de casa ao longo das últimas décadas e a conta veio com juros, dividendos e tudo o que pode ser acrescido. Estou falando de segurança pública, de sistema carcerário. Não dá para não falar mais sobre o assunto. Este é o assunto. Não dá para fechar os olhos e dizer que não tenho nada a ver com isso. Precisamos falar, porque somos os responsáveis por escolher aqueles que tomam as decisões por nós. Então, somos responsáveis.
     
     

    O programa Sem Segredo do último sábado, recebeu o juiz Luis Christiano Aires e o professor da UPF, Marco Aurélio Nunes da Silveira para conversar sobre a crise do sistema prisional brasileiro. Dois enfoques dados pelos convidados merecem atenção: o primeiro é que o Brasil precisa urgentemente começar a tratar sobre a legalização das drogas. O debate é necessário e deve ser feito de forma séria e responsável. O segundo, o Poder Judiciário precisa começar a aplicar penas alternativas para crimes de menor gravidade. A abordagem dada pelo programa ganha repercussão nacional em outros veículos de comunicação. Se isso acontece, é porque há um entendimento de que os temas são urgentes.

     

     

    A verdadeira matança nos presídios do Amazonas, Roraima e, neste final de semana, no Rio Grande do Norte, é o pior dos sintomas da crise carcerária. Mas ela precisa ser enfrentada e os caminhos para uma solução são muitos e variados. Começa pelas famílias, passa pela escola, pela formação cultural, pela inclusão social, pelo emprego, pelas oportunidades. Será preciso ainda construir novos presídios, humanizar as cadeias, oportunizar trabalho aos presos e realmente fazer o papel da inserção dos presos. Da forma como está, continuaremos a assistir matanças sob o comando de facções criminosas. Não podemos nos acostumar com isso. 

     

    (Zulmara Colussi - interina)

  • Sexta-Feira, 13/01/2017

    As coisas pioram, antes de melhorar

    O Brasil terá, em 2017, a terceira maior população de desempregados entre as maiores economias do mundo. A cada três trabalhadores desempregos no mundo, um será brasileiro. O dado foi divulgado esta semana pela Organização Internacional do trabalho (OIT). O país deve aumentar 1,4 milhão de desempregados no decorrer do ano. No mundo, este número deverá atingir a espantosa cifra de 3,4 milhões, tendo como epicentro da crise o Brasil. De acordo com os dados da OIT, o país é superado apenas pela China e a Índia, em termos de números absolutos.

     

    A recuperação de um processo de crise é sempre lenta e a última engrenagem que começa a se movimentar é o emprego. Não é por nada que o economista da OIT, Steve Tobin, afirma que “as coisas vão piorar no Brasil, antes de voltar a melhorar”. É que, primeiro, o país precisa melhorar seus índices, como o da inflação, juros, etc... Depois, as empresas, especialmente a indústria, precisa retomar a produção. Retomando a produção, a engrenagem começa a se movimentar. Movimentando, temos mais consumo. Consumindo, temos mais demanda e precisamos de mais produção. Para produzir, precisamos de mão-de-obra. A retomada do emprego será, infelizmente, a última engrenagem da retomada do desenvolvimento. A confirmação desta lógica veio com o relatório da OIT, divulgado esta semana. Tudo isso não seria desta forma, não fosse a irresponsabilidade criminosa de corruptos que levaram o país a bancarrota. 

     

    *Zulmara Colussi (interina)

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