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JG

  • Sexta-Feira, 29/09/2017

    Tem coisas que não dá para entender

    Isto é o que estou pensando nesta sexta-feira. Nunca fui atraído ou ludibriado por pesquisas, sempre tomei minhas decisões por achar que dá certo ou não, mas desde ontem a mídia brasileira está divulgando que o presidente Temer conseguiu bater um recorde. Péssimo ou ruim chegou a 92%, bom ou ótimo 3%.

     

    Olha, no meu ponto de vista 3% de preferência, de aplauso, é muito pouco, alguém neste país deixou de governar por muito menos. Mas, desde ontem, tenho dito aqui que o nosso Congresso é inapto, tanto o Senado como a Câmara dos Deputados são um cesto de rabos presos, e não adianta eu gritar, esbravejar, porque aquela gente lá em Brasília está nem aí.

     

    Tem gente que diz que a inflação está caindo, que os alimentos estão baixando de preço, mas onde essa gente está comprando? Porque de um tempo pra cá tenho ido até o mercado comprar o básico para alimentação, produtos de higiene, o gás de cozinha, coisas que estão bem perto de mim, e não vejo isso. Estou tentando administrar a minha vida financeira.

     

    Será que estão querendo, mais uma vez, subornar o povo brasileiro quando dizem que o juro do empréstimo para o aposentado está mais barato? Onde gente? Juro bancário é no mínimo 9% ao mês, e tem alguém que se encanta em dizer que ele baixou para 28% ao ano, eu não entendo, não dá para entender.

     

    Sexta-feira, estou saindo para o descanso do final de semana, mas para isso já me programei: celular desligado, rádio só se tiver música tocando e televisão nem pensar, porque até os times de futebol não estão mais preenchendo o meu vazio, o pior de tudo, estão me deixando muito chateado.  

  • Quinta-Feira, 28/09/2017

    Você se lembra?

    Você está lembrado que meses atrás, lá mais ou menos no meio do andamento da operação Lava Jato, que estava denunciando, descobrindo horrores da nossa política, dos bilhões que foram tirados da Petrobras, da Caixa Econômica Federal e de outras estatais importantes, das privatizações que foram feitas pelo Fernando Henrique Cardoso? O dinheiro até hoje não foi explicado onde foi aplicado. Os financiamentos para grandes empresários feitos por Luiz Inácio Lula da Silva e por Dilma Rousseff também não foram explicados.

     

    Você se lembra que a mídia nacional e nós aqui também denunciamos, por ocasião da morte de Dona Letícia, de que Michel Temer, Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso fizeram no leito de morte da ex-primeira dama uma reuniãozinha para tentar barrar a Lava Jato e dar um tranco no poder Judiciário?

     

    Ninguém acreditava “onde é que se viu politicamente Lulinha, Temerzinho e FHC jamais se encontrariam, um quer o fígado do outro”. Os de lá diziam “capaz que essa reunião vai acontecer, o meu líder não conversa com esse aqui ou aquele ali”.

     

    E hoje amigo, tu vai continuar defendendo de que essas três personalidades se odeiam de tirar o sangue um do outro? Lá no Senado e na Câmara dos Deputados estão todos unidos para barrar a cassação e a prisão do senador Aécio Neves. Eunício com aquela cara de “cachorro que come graxa”, vem citar artigos da Constituição de que um poder não pode invadir o outro.

     

    Quando eu disse, aqui neste blog, que os poderes são independentes, de que o orçamento de cada poder é separado um do outro, quando o Executivo não paga os seus funcionários por falta de verba, mas tem que passar para o Legislativo e para o Judiciário o que é de direito destes poderes, ninguém acreditou.

     

    Vejam só a manchete do Brasil hoje: “PT, PSDB, PMDB e os demais da periferia estão unidos contra a Lava Jato e as decisões do Supremo Tribunal Federal”. Será que é isso mesmo que o povo brasileiro quer? Eu acho que sim, tem um monte de movimentos pelo mundo afora, não que não tenham razão de defender a Amazônia, as baleias, os nossos cachorrinhos e gatinhos tão maltratados.

     

    Mas esses senhores já citados com os seus partidos fazem o que querem da nação e nenhuma bateção de panela, nenhum “apaga e acende luzes” nos prédios na hora do Jornal Nacional? Quem não protesta contra a ação destes malfeitores da nação, tem que continuar como avestruz que quando sente o perigo enterra a cabeça no buraco.  

  • Quarta-Feira, 27/09/2017

    Extorquidos ou subornados?

    Este assunto surgiu ontem, quando já tinha feito o blog, mas como na política brasileira um dia é igual ao outro, não sei até quando este assunto vai ser atual. De um lado o Executivo tentando se safar de mal feitos, investigados e julgados que dependem da aprovação da legislatura atual, seja na Câmara dos Deputados ou no Senado, alguém tem que trancar o andamento do processo.

     

    E o Executivo, como sempre, se precaveu “Vamos anunciar aos nossos parlamentares que temos vagas no orçamento, que poderão ser levadas para suas bases eleitorais”, isto então é suborno, alguém comprando alguém.

     

    Do outro lado, os deputados sabendo a fragilidade do governo chegaram antes extorquindo. Sim, porque pegar verba na mão grande como está acontecendo é extorquir.

     

    Se lembra dos anões do Congresso Nacional, que determinavam que se uma ponte custasse R$ 50 mil ela tinha que ser faturada para mais de R$ 200 mil? Um poço artesiano para dar água para a gente do nordeste também tinha que ser superfaturada, uma escola, um hospital. Chegou-se a superfaturar uma bolsa de sangue para um hemofílico no Ministério da Saúde. E as cadeiras de rodas do Suassuna, aquele que mandava no Congresso Nacional, já esqueceram?

     

    Te lembra daquele deputado que tinha uma rede de escolas particulares registradas como se fossem escolas filantrópicas, e assim abocanhava dinheiro muito grande do Brasil? Mas os de hoje aprenderam, antes de qualquer pronunciamento do Executivo, sobre qualquer assunto, eles se antecipam e já determinam quanto querem.

     

    Então, ficamos conversando se vou ao Congresso Nacional propor um projeto já tenho que levar o dinheiro da extorsão e eles, do outro lado, já estão pensando “se ele pedir a nossa ajuda, nós também temos que exigir quanto eles vão pagar para nós livrá-los da execução”.

     

    Bilhetinho da Dilma dizendo para Lula que ele seria nomeado ministro e ele teria foro privilegiado, deu um bafafá da imprensa. Agora, Moreira Franco ganha, através dos parlamentares, a sua imunidade, só quem pode julgá-lo é o Supremo Tribunal Federal, e se o Supremo denunciá-lo tem que pedir licença para o Congresso Nacional.

     

    Não é bonito de ver extorquidores versussubornadores, este jogo quem está perdendo é a nação, se estamos perdendo não tem graça nenhuma. Esse é um jogo de patifes que não tem torcida nenhuma.

  • Terça-Feira, 26/09/2017

    Afirmação é definitiva

    Vou começar este blog com essa frase “não pergunte que país vou deixar para os meus filhos, e sim que filhos vou deixar para o meu país”. Hoje pela manhã o programa Repórter do Povo foi extremamente estressante, mais uma vez falamos sobre a violência em todos os sentidos, mas principalmente quando vi no whatsapp da Rádio Uirapuru um vídeo de duas meninas, que não tinham mais que 14 anos, brigando, se agredindo no Parque da Gare. Uma briga com galera torcendo, gritando “pega, bate” e quando uma levava vitória sobre a outra a galera vibrava.

     

    Foi no último domingo, em um local em que famílias inteiras com cadeiras, chimarrão, seus filhos pequenos, crianças até de colo vão para lá, porque é um lugar bonito. Hoje temos que ter orgulho do nosso Parque da Gare.

     

    Mas perdi a estribeira e chamei aquelas crianças de “lixo”. Fui muito emocional, fui muito estúpido, só que sou humano, não é porque eu tenho um microfone na mão que sou obrigado a ter sangue de barata.

     

    Aquela imagem que chegou hoje pela manhã é a imagem que todos os finais de semana e feriados eu vejo no Parque da Gare. Fico alegre pelos milhares de passo-fundenses que vão ali tomar um sol, conversar com as pessoas de bem, mas infelizmente, uma minoria vai estragar o nosso final de semana.

     

    As pessoas que estavam ouvindo o programa se revoltaram comigo, teve alguém que até disse que estava desligando o rádio naquela hora pela minha colocação. Agora volto a dizer, como ser racional, que vivemos hoje um momento muito delicado.

     

    Ainda, no início do programa eu disse que o comportamento das famílias mudou muito do meu tempo de guri para o tempo da gurizada de hoje. Antes, o meu pai olhava e dizia “senta aí e come”. Hoje para os meus filhos me encho de dengo e pergunto “Aonde tu quer sentar, meu filhinho, meu nenê?”. É isso que me deixa muito preocupado.

     

    Vi um articulista muito importante do país dizendo que a culpa da guerra, que está instalada no Rio de Janeiro, principalmente nas favelas onde os chefes do tráfico estão se matando e matando policiais, é dos presidentes do Regime Militar. Antigamente, o Rio de Janeiro era dividido em dois Estados, o da Guanabara e o Rio de Janeiro. Ele disse que de lá para cá a violência tomou conta.

     

    Só que o tal cronista esqueceu de dizer que esta geração, que está matando e se matando no Rio, naquela época a maioria nem tinha nascido. Aí, culpar alguém é melhor do que assumir a culpa. Porque enquanto tínhamos respeito pelas autoridades, alguns sonhadores e transgressores daquela época andavam por aí recitando “Tudo é divino, tudo é maravilhoso”, enquanto a educação, que não é da escola, mas sim a educação que vem do berço estava se deteriorando.

     

    O prefeito Giuliani de Nova York quando decretou zero para criminalidade e violência na cidade fez uma advertência para as famílias, disse em alto e bom som: “Do portão para dentro do pátio quem manda é a família, mas do portão para fora na rua quem manda é o Estado”. Mas aqui não dá para fazer isso, porque a primeira pergunta que vem da boca desses jovens para autoridade deste país é “Onde está o meu direito de ir e vir? Eu tô na praça, eu tô na rua, e ninguém manda em lugar público”.

     

    Se não quiserem que eu me irrite todos os dias, não me mandem mais imagens com essas coisas acontecendo na minha cidade. Daí quem sabe eu deixe de ser um briguento, um gritão e passe a ser como os meus anos dourados de jovem tocando quem sabe uma musiquinha, um poema, uma historinha de amor ou uma receita de bolo. Desculpe, não tenho fórmula para ser um boleiro.

  • Segunda-Feira, 25/09/2017

    Os Marajás da Previdência

    No final de semana, fiquei observando a mídia e a imprensa nacional falando sobre dois assuntos que enchem com a população brasileira. Primeiramente, olhei a choradeira do presidente dos Correios e Telégrafos dizendo que o órgão está falido e terá que sofrer sérias mudanças administrativas para voltar a ser uma empresa sadia financeiramente.

     

    Nós, aqui da Rádio Uirapuru, há muito tempo falamos sobre isso, não é possível que as estatais brasileiras e gaúchas fiquem sugando o dinheiro da pátria pela incompetência das suas diretorias meramente políticas e não técnicas, sempre usando o QI, o Que Indica mesmo. O fatiamento e a destruição dos Correios não foram os seus servidores mais humildes que fizeram.

     

    A Postalis, que é o fundo de pensão dos funcionários dos Correios, foi assaltada pela corja que se instalou nos últimos 40 anos. Mas desde o governo Lula é que veio a tona, e agora com a Lava Jato é que se ficou sabendo que usaram as estatais para financiar campanhas milionárias. Portanto, os Correios tem que passar sim por uma séria sindicância para apurar os verdadeiros ladrões da empresa que nos encheu de orgulho.

     

    No domingo, fiquei vendo o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia falando sobre a principal reforma que está lá naquela casa, a Reforma da Previdência que nós tanto batemos contra. A Previdência do Brasil não precisa de reforma, mas sim de transformação, bilhões são arrecadados mensalmente, 70% destes bilhões vão para Previdência cumprir com o seu compromisso de pagar pensões de aposentados e pensionistas, é claro. Já 30% deste dinheiro vai para o Caixa Único do governo federal, sem esse governo prestar contas a quem historicamente pagou a Previdência.

     

    Rodrigo Maia me surpreendeu quando disse que as verbas orçamentarias, que o governo liberou para pagar os votos e trancar os processos contra si, dando aos deputados verbas para saúde de uma cidade ou de um Estado, são bem melhores e muito mais decentes do que distribuir cargos para políticos e seus partidos. Ele me disse ontem que a maioria dos deputados, que apoiam Temer, fica contente quando chega e pede um dinheiro do orçamento para uma escola, para um hospital, para a saúde em geral e também para a segurança pública. É assim que eles agem, eles se sentem realizados quando vão nos seus redutos eleitorais e anunciam essas verbas. Me deu um nó na cabeça.

     

    Maia explicou mais ainda, de que me adianta nomear um ministro do meu partido se esse ministro não tem o mínimo de verba para cumprir com sua missão, porque as grandes verbas do orçamento da União não passam pelos ministérios, e sim pela cabeça do presidente e dos seus asseclas da sala ao lado, são eles que decidem se a BR 285 Passo Fundo/Carazinho um dia será duplicada, são eles que decidem se a Transbrasiliana vai ou não ser terminada, porque lá no Ministério dos Transportes essa estrada já está pronta há 50 anos.

     

    Ouvi atentamente, não que eu esteja morrendo de amor pelo Rodrigo Maia, nem tenho dever e muito menos simpatia, mas quando a gente ouve esses homens públicos falarem a verdade, sem se preocuparem com a eleição do ano que vem, me surpreendo.

     

    Acho sim, que depois da Lava Jato e de tanta gente denunciada este Brasil vai ter jeito, é só não acreditarmos em festas, populismo barato, mas que falem com seriedade. Só assim, eu tenho certeza que as eleições do ano que vem vão ser diferentes, a começar por mim, não votarei naquele que me bate as costas e me chama de amigo só para levar o meu voto, este não me serve mais.  

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