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JG

  • Quarta-Feira, 25/01/2017

    Decidir neste momento é complicado

    Estou falando de duas importantes personalidades brasileiras que deverão indicar o novo relator do processo Lava Jato. Com a morte de Teori quem deveria indicar o seu substituto como ministro é o presidente Temer. Mas, como já falamos nesse blog, se eu indicar o novo ministro e ele virar relator, como ele vai relatar fatos contra mim se fui eu quem indicou? Que sinuca de bico para o senhor presidente da República, porque já surgiu na mídia de que sua chapa com a presidente Dilma estão comprometidos com doações e desvios de verbas da Petrobras.

     

    Ao mesmo tempo, a ilustríssima ministra Cármen Lúcia terá que tomar decisão dentro do Supremo Tribunal de Justiça. Quanto mais Temer demorar para indicar o substituto, ela fica enredada, sem poder fazer o que se deve fazer, indicar o novo relator substituto. Mas como ela pode indicar se dentro do Supremo, a maioria está comprometida por meio de amizades ou de indicações com a atual classe política brasileira? Jantas aqui e ali, viagens internacionais patrocinadas por políticos ou empresas ligadas a políticos. Difícil decisão.

     

    O Brasil já estava parado porque atualmente ninguém pode tomar decisão alguma. Não sabe o que vai acontecer logo ali. A insegurança jurídica e política que estamos vivendo é sem precedentes. O empresário não tem segurança nenhuma para investir ou expandir a sua empresa. Enquanto isso, a maioria do povo brasileiro continua trabalhando, produzindo, mas sem saber se daqui um, dois ou três meses vai ser a mesma coisa que está se apresentando.

     

    E se a chapa Dilma/Temer for condenada pelo Supremo Tribunal eleitoral, na qual os dois cabeças de chapa PT e PMDB levaram R$ 56 milhões, dizem que é doações de campanhas, mas que usaram laranjas para abocanhar esta grana. E se escaparmos de um Temer, vamos cair nas mãos de Maia? E se escaparmos de Maia, vamos cair nas mãos de um Calheiros? Podre Pátria Brasileira, continua sangrando.

  • Terça-Feira, 24/01/2017

    Mais um capítulo das mesmas coisas

    Hoje pela manhã, no Programa Repórter do Povo, os assuntos não mudaram, a falta de lideranças que Passo Fundo tem. Estamos sofrendo todos os dias desprezo pelas autoridades constituídas estaduais e federais.

     

    Já estou na Rádio Uirapuru a mais de 30 anos e o aeroporto Lauro Kortz sendo remendado, sem dar resultado algum. A sala de espera dos passageiros e acompanhantes é incômoda, não tem ar-condicionado, banheiros péssimos, estacionamento só para as empresas que lotam veículos a deixar o povo a ver navios ou melhor, a ver aviões.

     

    Falamos com o vereador Paulo Neckle e ele declarou que a comissão tem soluções para modernização do aeroporto, que o governo do estado já entregou a carta que lhe dera a certidão ambiental para a expansão ambiental do nosso aeroporto. Fiquei surpreendido quando ele afirmou que o aeroporto de Passo Fundo era apenas um campo de pouso, nem registro nos órgãos oficiais tinha. Fiquei pensando e conversando com a produção do programa, mas como pode ser se há 50 anos as autoridades da aviação regional e federal autorizam viagens, pousos de aeronaves civis e oficiais? Quantos presidentes da República já desceram do aeroporto? Volta e meia, deputados federais descem de jatinhos da FAB. Não deu pra entender.

     

    Mas o pior de tudo é que, falando com o secretário estadual dos Transportes, Pedro Westphalen, nos disse que o Estado liberou R$ 640 mil para reparos, para compras de ares-condicionados e jateamentos na pista. Que este aeroporto tem dispositivos modernos para que as aeronaves aterrizem e alcem voo com segurança em qualquer hora do dia e em qualquer clima. Eu não acredito. O aeroporto que o secretário deve estar falando deve ser de qualquer outro lugar do Brasil, menos aqui em Passo Fundo.

     

    A empresa Avianca está trocando de frota, está colocando em suas linhas uma aeronave com maior capacidade e que aí sim tem dificuldade de atender a população da região norte do estado. Disseram-nos que irão pleitear com a empresa que não tire esta linha Passo Fundo/São Paulo no dia 11 de março, como está previsto. Mas como vou acreditar e como a empresa vai acreditar, se faz no mínimo 10 anos que a mídia local, principalmente nós da Rádio Uirapuru, falou entrevistou autoridades e nada foi feito até agora. Por isso, eu volto a dizer: tudo o que falamos no ano passado estamos repetindo agora.

  • Segunda-Feira, 23/01/2017

    Cada volta é um recomeço

    O ano de 2016 foi surpreendente em todos os setores da vida brasileira. Assim que o ano começou, entramos em férias, mas não desligamos das notícias, da movimentação econômica, política e social. Voltamos depois de 20 dias e nos parece que nada saiu do lugar. O governo do Estado se queixando da falta de dinheiro, o povo, que depende do dinheiro público, também se queixando.

     

    Os comentaristas econômicos gostam da palavra “crise”. Como eu não tenho compromisso nenhum, eu gosto de tratar esse momento como “dificuldades”. O que é uma dificuldade? É atravessar momentos de tensão, de instabilidade. E como passar esses momentos? A criatividade. Não tem como uma empresa sair do buraco se não tiver esta criatividade. O mercado está aí, produtos novos, com qualidade e com eficiência na hora de atender o seu público consumidor.

     

    Porque de tanto pregar que estamos em crise o empresário vai dar sempre a desculpa, o consumidor não vai consumidor, afinal de contas estamos em crise. Tantas vezes repetida, que chegamos a conclusão de que realmente estamos no fundo poço economicamente e socialmente. E de tanto nós repetirmos, os administradores públicos aceitam que não tem saída. No entanto, a Agricultura vai bem, obrigado. A Indústria teve sua queda, o Comércio idem. Mas não esqueçam que alguns setores da vida, economicamente ativos, não parou de produzir. Os grandes laboratórios farmacêuticos continuam espoliando o povo e com grande lucratividade. A energia, o combustível continuam vendendo, ninguém parou de andar e os bancos também não deixaram de faturar. E as teles será que estão pobrezinhas?

     

    Quando ouço os comentários econômicos parece que esta gente quer falar só com o povinho, meter medo neste povo que precisa do arroz, do feijão, do pão, da energia, do gás de cozinha. Fico pensando, acordando de manhã, sem perspectiva de ir ao trabalho, sem saber o que fazer para colocar o alimento na mesa dos filhos. Só o que restou para ele é um rádio ligado, uma televisão ligada e estes pregadores da crise ficam felizes em dar uma notícia.

     

    Hoje pela manhã foi de dar dó. De um lado um estado que arrecada trilhões, de políticos e administradores públicos que gastam a se perder de vista, e as empresas decentes, que geram emprego, que geram alimento, andam de pires na mão, pedindo um empréstimo para um capital de giro, para não ter um colapso na sua empresa. Até quando isto vai acontecer? Parece mesmo que nada saiu do lugar.

     

    Antes de encerrar este blog, agradecimentos a jornalista Zulmara Colussi que esteve aqui dando também a sua opinião com muita competência. A Rádio Uirapuru tem dessas coisas. Pode sair em férias ou mesmo às vezes ficando doente, o carro, a locomotiva da informação da cidade e da região não param e não podem parar.

  • Sexta-Feira, 20/01/2017

    Sempre alerta

    “No Brasil, não basta vencer a eleição, é preciso ganhar a posse!”.  A célebre frase de Tancredo Neves soa como pressagio. Morto depois de ter sido acometido de grave doença no dia 21 de abril de 1985, às vésperas de ser empossado Presidente da República, Tacredo foi apenas um dos homens públicos do Brasil que quase chegou lá: foi eleito, mas não foi empossado. O país tinha em Tancredo Neves uma esperança para conduzir o processo de redemocratização. Mais tarde, outro grande homem público, responsável pela condução e proclamação da Constituição de 1988, pós regime militar, Ulysses Guimarães, desaparecia brutalmente num acidente aéreo na região de Paraty. Seu corpo nunca foi encontrado. Antes de morrer, Ulysses seria o nome do PMDB para uma candidatura a presidência da República. Quase chegou lá.

     

    Na quinta-feira, outra tragédia se abate sobre a esperança dos brasileiros: a morte do ministro do STF Teori Zavascki, relator do maior processo de corrupção do Brasil: a Lava Jato. Homens públicos, de condutas irreparáveis que quase chegaram lá. Zavascki, interrompeu as férias para dar andamento ao caso: tinha em mãos as delações premiadas de 70 executivos da Odebrecht e deveria dar pareceres sobre todas elas nos próximos dias. O que acontece agora? O luto impõe um recuou e a burocracia exigirá o atraso. Vamos ter que esperar mais para ver resultados.

     

    Antes de qualquer decisão que se tome em relação a quem será o herdeiro dos processos da Lava Jato, o povo brasileiro não pode deixar morrer a esperança. E, para isso, deve se manter em alerta constante. Precisamos tomar posse da dignidade deste país! 

  • Terça-Feira, 17/01/2017

    A esperança é a última que morre

    Incrível como o brasileiro é um cidadão de fé. Acredita, é otimista e não esmorece de primeira. A grande maioria da população é formada por trabalhadores. Essa, talvez, seja a maior riqueza do país: o seu povo. Pois uma pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos, feita em 22 países, comprova o que já percebemos há muito tempo. A pesquisa global revela que 72% dos brasileiros acreditam que o país está em declínio, mas 80% acha que ele pode se recuperar. O país é o quinto mais otimista dentre os países que integraram a pesquisa.

     

    Foram 22 países pesquisados e 57% dos entrevistados (um universo de 16 mil) tem uma visão negativa de seus países. Entre eles estão Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Hungria, Índia, Israel, Itália, Japão, México, Peru, Polônia, África do Sul, Coreia do Sul, Espanha, Suécia, Turquia e Estados Unidos. Quando o assunto é a percepção de declínio do país, o Brasil só foi superado pela África do Sul, Itália e Coreia do Sul.

     

    Um outro dado relevante, é que a maior parte das pessoas consultadas, nos 22 países, mostra que a população considera os atuais modelos político e econômico falhos e quer mudanças. No Brasil, 69% dos brasileiros sentem que políticos e partidos não se importam com a população.

     

    A pesquisa foi realizada entre 21 de outubro a 4 de novembro de 2016.

     

    (Zulmara Colussi - interina)

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