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JG

  • Quinta-Feira, 17/08/2017

    Trocar ideias

    Ontem à noite, a empresa Rádio Uirapuru mais uma vez me surpreendeu quando reuniu os repórteres, comunicadores, técnicos, jornalistas, todos os funcionários, que ajudam a fazer essa empresa e chamou o palestrante, empresário e agrônomo, Renato Bellotti. Ele comandava uma das maiores empresas de revenda de automóveis, a Pampa Volkswagen.

     

    Sob seu domínio a empresa foi várias vezes destacada no mercado nacional e internacional de veículos, recebeu prêmios e reconhecimento como a melhor revenda Volkswagen do Sul do país. Portanto, tem bagagem para conversar conosco.

     

    Nós, radialistas, pensamos, às vezes, que sabemos de tudo e de todos, mas o olhar de fora sempre é melhor. Quem olha e acompanha o nosso serviço sabe dos pontos fortes da empresa e, também, onde podemos fraquejar.

     

    Se falou dos 36 anos da Rádio Uirapuru, da programação, e eu posso também dar a minha contribuição. Me apaixonei pela empresa tanto que, às vezes, sou exigente comigo mesmo, tenho que fazer todo dia o exame de consciência: como foi o meu dia profissional? Com o que eu contribui para minha comunidade?

     

    Sou radialista dos tempos românticos da rádio, que tinha novela, que tinha programas de destacar os aniversariantes, os recados para o interior, a hora certa, a temperatura e uma boa música. Mas hoje está muito mais exigente, várias vezes eu tenho dito que fazer rádio em Passo Fundo é muito mais difícil que fazer rádio ou comunicação na capital do Estado.

     

    Eu saio na rua todos os dias, converso com as pessoas, se eu acertar não tem elogio, mas se eu errar a crítica logo vem. Essa crítica, por quem está de fora, é que faz a Rádio Uirapuru crescer na sua audiência e vender o produto que imaginarem. A publicidade não é plástica, não é tocável, nós temos que mexer com o imaginário do ouvinte todo dia. O imaginário sonhador, mas também muito realista, com as alegrias, as conquistas, mas também as mazelas de uma comunidade.

     

    Eu não estava aqui em 1981 quando a Rádio Uirapuru foi inaugurada, eu cheguei três anos depois, tínhamos no máximo 90 mil habitantes, e hoje temos mais de 200 mil. A indústria cresceu, nos tornamos um centro de educação e saúde. Em uma cidade onde esses setores são tratados com seriedade os clientes/anunciantes, são mais exigentes, o cliente ouvinte nem se fala.

     

    Mas foi ontem, mais uma vez, que a Rádio Uirapuru mostrou aos seus colaboradores que estamos no caminho certo, nossos diretores sempre nos chamam a atenção. Nem tanto ao céu, nem tanto ao mar, se falar da esquerda, que alguns querem, tem que tocar na direita, que os outros também querem.

     

    Saber que não estamos agradando este ou aquele é porque a rádio está sendo feita sem compromisso programático, sem filosofia política, mas uma filosofia em que foi galgada e criada a rádio do povo.

  • Quarta-Feira, 16/08/2017

    Que quarta-feira!

    Muitos assuntos poderíamos abordar neste blog hoje. O governo anunciou que o déficit, o rombo das contas, bateu nos R$ 159 bilhões, e quem vai pagar essa conta somos nós. Já falei que os políticos que administram este país, ou o Estado, extrapolam do que falta, para que o povo não reclame de nada, e alguns até causam compaixão do povo brasileiro.

     

    Quando, há um ano e pouco, seu Temer assumiu a presidência ele prometeu fazer um governo austero, muito sério com o dinheiro público, mas até agora a conta só aumentou. Sartori também, todos os dias vem para imprensa dizer que o governo do Estado não tem dinheiro. Agora quer fatiar o Instituto de Previdência do Estado, o IPE, e é um fatiamento descarado, separar o IPE Previdência e criar o IPE Saúde. Uma autarquia que hoje só tem uma diretoria, teremos duas.

     

    Aí, cara pálida como é que eu fico nessa? Sim, mais Cargos de Confiança. O IPE tem hoje uma diretoria única, vai ter duas. Aí vai ter o presidente, o vice-presidente, o secretário e o secretário do secretário, tem também o conselho administrativo, como existe em todas as autarquias, sejam elas federais, estaduais e municipais. Estão só criando mais um cabide de emprego. E se é verdade que o IPE está falido, quer dizer então que vão dividir a miséria?

     

    Como eu disse, quarta-feira de muitos assuntos. O salário-mínimo por parte do governo já está sendo alardeado, e lembrar que este salário-mínimo só serve para os aposentados do Brasil, são poucos os funcionários da iniciativa privada que dependem só do salário-mínimo. Na hora de tirar do povo o dinheiro é muito grande, na hora de devolver ele encolhe. Ainda, temos que ouvir os ministros da Fazenda e da Previdência dizerem que estamos falidos.

     

    Mas o que o povo não sabe, e temos que bater na tecla todo dia, é de que essa previdência é uma grande mãe, em que os pequenos ganham pouco e que os grandes não pagam nada. Não bastando isso, o governo federal quer presentear a quem nunca pagou, verdadeiras girafas que descontaram dos funcionários e não repassaram para Previdência.

     

    Quando será que teremos um presidente, um governador, um prefeito que tenha coragem de cobrar a dívida dos grandes devedores? E dizer que estão recuperando um dinheiro quase perdido. E as emendas parlamentares para comprar votos na Câmara e no Senado que ele prometeu dar, e os cargos de confiança para aqueles quase 30 partidos, que lhe apoiaram no momento em que ele poderia ser jogado para o Supremo Tribunal, quem sabe até preso iria por abusar do poder financeiro do país.

     

    É bom que se diga, que se Temer fosse para cadeia seus ministros também iriam. Alguns ex-presidente também já deveriam estar na cadeia, porque usaram o dinheiro público para locupletar-se e o pior, deixar seus filhos e descendentes ricos para o resto da vida. Não é só Temer que furou o caixa da União, Luiz Inácio Lula da Silva também. Se dermos uma buscadinha lá no fundo do sacolão da corrupção pouca gente, daqueles que avançaram e tomaram conta de Brasília, sobraria fora da cadeia.

     

    Tem uma amiga minha que volte e meia me diz “eu não queria nenhum deles presos, eu queria mesmo que eles fossem obrigados a devolver centavo por centavo do que roubaram”. Talvez alguns deles teriam a praça de uma cidade para se reunir ou uma fila de um hospital para encontrar-se com os ex-colegas. Porque os 26 milhões de aposentados precisam do salário-mínimo para pagar a comida, o remédio, a luz, a água e o lazer.

     

    Nesta quarta-feira estou passando na praça Marechal Floriano, o que restou para o meu aposentado que deu a vida, a saúde para este país, só restou mesmo o canteiro da praça.

     

    A quarta-feira está muito pesada, mas o que esperar da quinta, da sexta, do sábado, do domingo, tudo outra vez.  

  • Segunda-Feira, 14/08/2017

    Vangloriar-se de números

     

    Estou falando do que ouvi e vi este final de semana. A notícia vem do Rio de Janeiro “98 policiais civis e militares perderam a vida brutalmente assassinados”. A maioria deles morreu, não no enfrentamento, uns estavam saindo do trabalho, outros estavam passeando com a família, a bandidagem os reconheceu e mandaram bala, morreram sem chance de se defender. Mas parece, que as autoridades não estão nem aí.

     

    No Rio de Janeiro, o glorioso secretário de Segurança Pública chora, mas não faz nada, o Estado está falido. Pior é São Paulo, que 10 policiais perderam a vida e a mídia paulista fica dizendo que os números são menores que o Rio. Pernambuco também divulgou o seu ranking de policiais mortos. Parece que, de repente, os agentes de segurança pública que estão morrendo só estão virando estatísticas.

     

    E no Rio Grande do Sul, será que teremos coragem de divulgar quantos policiais perdemos devido ao relaxamento e o desprezo que a segurança pública causa a governantes populistas? Mais que isso, demagogos, eles sempre falam: “estamos trabalhando”.

     

    O Pedro Malazarte, uma figura folclórica, já dizia que nem adianta se preocupar, os quartéis estão desmontados, sem comida, sem arma, e muitos sem fardamentos para suas tropas. Foi nisso que virou a segurança pública deste país, e quando aparece um ou dois que se deixam levar pelo dinheiro fácil, se corrompendo, se misturando ao tráfico, ao bandidismo, a grande mídia alardeia em suas manchetes, como se todo o corpo de segurança pública do país fosse corrupto.

     

    É lamentável que eu tenho que, de repente, frisar que numa ação civis e militares que prenderam um dos maiores assaltante de bancos e carros-fortes, o conterrâneo Paulo Seco, ele os ofereceu um milhão de reais, mas não era só um milhão, ele simplesmente ofereceu nove automóveis de última geração para os policiais.

     

    Aí, já nem falo mais nos salários parcelados, no dinheiro minguado que vem através do Estado, porque senão eu estaria aqui dizendo e incentivando. Ah, já que aquele não te paga direito, te vende, mas aí eu não estaria vendendo os meus agentes policiais, eu estaria vendendo a minha consciência e também a segurança de um povo que trabalha e paga imposto para partidos políticos encherem os seus bolsos.

     

    Eles não querem mais os 800 milhões de reais de verbas públicas para as campanhas políticas, agora inventaram um novo nome, o tal do Fundo de Investimento para a Democracia. E esse fundo poderá chegar a 3,6 bilhões de reais. E eles não estão nem aí, é muito número, eu já não consigo mais processar na minha cabeça, vou comprar uma calculadora com memória para poder digitar todo o dinheiro público levado por essa gente ganancioso.  

  • Quinta-Feira, 10/08/2017

    Precisamos sair para nos reconhecermos

    Que eu gosto desta cidade ninguém pode duvidar, só que esse amor que eu tenho por Passo Fundo e sua gente cresce mais quando eu saio daqui, seja em férias, passeando ou a trabalho. Mesmo chegando em lugares que não me conhecem e ficam sabendo que sou de Passo Fundo, as pessoas só tem elogios a minha cidade.

     

    Mais uma vez ontem, a Rádio Uirapuru me deu essa oportunidade de circular no centro político do Rio Grande, todas as linhas de pensamento estão ali, na Assembleia Legislativa, do seu presidente até a recepção. Conhecem e reconhecem Passo Fundo como uma metrópole da saúde, da educação, de um comércio robusto, de uma construção civil e de serviços. As nossas bancas de advogados são reconhecidas por autoridades do legislativo e judiciário em Porto Alegre.

     

    Como é bom alguém chegar e engrandecer ainda mais o lugar que a gente mora. Você que muitas vezes critica a tua cidade, deve ter alguma razão, temos algumas mazelas, mas as nossas virtudes são bem maiores, não a minha, mas a do nosso povo que trabalha e engrandece o município.

     

    Falar com deputados de todas as vertentes políticas, e todos eles têm alguma coisa a se ligar com Passo Fundo. Falar dos nossos políticos também, o prefeito Luciano, que já foi deputado estadual por dois mandatos, fez o nome como liderança aqui do norte do Estado.

     

    Na homenagem que a Assembleia Legislativa prestou no Grande Expediente, proposto pelo deputado Juliano Roso do PCdoB, recordou dos grandes prefeitos que passaram pelo Paço Municipal. Administraram com galardia e determinação, desde o primeiro intendente até o prefeito de agora.

     

    E é isso mesmo que eu penso, todos fizeram alguma coisa para me orgulhar de Passo Fundo. Se nós estamos hoje vivendo este momento de alegria, é porque alguém plantou essa alegria e o sucesso nesta comunidade. Eu te dou uma ideia, se quiseres valorizar a tua aldeia saia para fora dela, que aí você vai saber o quanto a tua terra é querida pelo seu povo e pelo seu progresso.

     

    Estou há tantos anos no microfone da Rádio Uirapuru que, mais uma vez, as lideranças estaduais lá congregadas batiam-me nas costas, abraçavam-me dizendo que a nossa empresa é a voz forte desta região, e de que a rádio difusão que a Uirapuru faz, também faz parte da realização e do progresso desta cidade.

     

    Aliás, os últimos prefeitos que passaram, cada ano, no aniversário da cidade nos dá entrevistas e são unânimes em dizer que a Rádio Uirapuru também irradia e fomenta o desenvolvimento de Passo Fundo e da região.

     

    E eu, e nós, ficamos felizes, porque até quando erramos somos cobrados, é sinal de que estamos no caminho certo.  

  • Terça-Feira, 08/08/2017

    Mais uma vez

    Historicamente, aqui na Rádio Uirapuru, no programa Repórter do Povo, abordamos sobre as renegociações de dívidas públicas. Todas as vezes que isso acontece criticamos, batemos forte naqueles que deixam de pagar os seus impostos, sejam eles municipais, estaduais ou federais.

     

    Temos dito que essas renegociações só favorecem aqueles que, muitas vezes, não querem pagar na data certa, porque sabem que logo ali vão ser beneficiados pelo tal refis. Toda vez que isso acontece gritamos “Aqueles que honestamente cumprem com o seu dever, não vão ser favorecidos?”.

     

    Agora, os grandes devedores da nação poderão ser privilegiados, e não é uma taxa de R$ 500, R$600, são milhões, ou até bilhões que deixaram de entrar nos cofres da nação, nos cofres do Estado e, por consequência, nos dos municípios, tudo porque sabem que se apertarem terão vantagens.

     

    Está sendo discutido agora quem deve de R$ 15 a R$ 150 milhões ou mais renegociarem a dívida com a União, e essa proposta está tramitando no Congresso Nacional, sendo o relator um dos maiores devedores da União, o deputado Azeredo.

     

    Olha meus amigos, o secretário nacional da Receita Federal, Sr. Rachid desde ontem está batendo forte em todas as mídias. Ele é contra essa renegociação, e como nós aqui da Rádio Uirapuru ele também diz que é um atentado para aqueles que pagaram no tempo certo, sem vantagens nenhuma, favorecendo aqueles que sempre querem dar o calote, não na Receita Federal, mas no povo brasileiro.

     

    Grandes bancos, grandes empresas e indústrias nacionais e internacionais, e também algumas redes de rádio e televisão, espalhadas pelo Brasil inteiro deram o calote, influenciaram na decisão dos órgãos fiscalizadores e agora serão beneficiados, e não é beneficio pequeno, tem uns que estão pensando em levar vantagens de até 50% do que deixaram de pagar, só nesta renegociação.

     

    Alguns agricultores não querem a renegociação da dívida com o INSS, chamado de Funrural, porque os sindicatos declaram que se aceitarem eles estão admitindo uma dívida que eles garantem que não devem.

     

    Mas volto a dizer, a pátria amada, na questão dos tributos é muito desigual, o pequeno paga muito, o médio paga muito e o grandão paga nada.  

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