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JG

  • Quarta-Feira, 15/02/2017

    Contas inativas e as minhas contas ativas

    Serão quase 40 bilhões de reais colocados no mercado, movimentando a economia do país, gerando empregos, pessoas pagando contas, se livrando da tortura do cartão de crédito, em alguns casos até a conta da luz e da água, que estão penduradas, poderão ser pagas.

     

    Quando esse tema vem à tona, lembro-me da minha infância. A indenização em 1958 que meu pai ganhou da empresa em que trabalhava naquela época. O dinheiro deu para construir a nossa casa de madeira, para criar os 13 filhos, que felicidade! O pai perdeu o emprego, mas a família ganhou uma casa.

     

    Quando o governo libera esse dinheiro das contas inativas, ele está devolvendo para aquele que tem direito. Direito de desfrutar um dinheiro que é dele, é do trabalhador, e não de empresários e políticos falsários, que sempre meteram a mão no dinheiro dos trabalhadores.

     

    Eike Batista, um dos maiores beneficiários do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço está na cadeia. Eduardo Cunha também, e esse era o “quadrilheiro” que assaltava o Fundo de Garantia, porque o diretor da Caixa Econômica Federal, que administra o fundo, era seu afilhado. Vejam só os senhores que este dinheiro, parado lá, é tão grande que ladrões ligados ao governo não conseguem acabar com ele. O que mais me deixa com rancor e raiva é saber que deste dinheiro se servem alguns que nunca contribuíram.

     

    Estou contente sim, o comerciante vai poder receber de seus devedores a conta atrasada, pode ser que, de repente, este dinheiro possa fazer que o microempresário dê a volta por cima. São R$ 200, R$ 300 ou até R$ 500, tem contas que poderão passar disso, chegar a R$ 1.500.

     

    Aqui em Passo Fundo tem o cidadão que encontrei ontem, ele me disse que tem R$ 16 mil retidos na conta inativa, ele estava feliz -“Vou poder pagar as minhas contas e comprar algum conforto para família”.

     

    Um dinheiro que é social, tem que voltar sim para mão do trabalhador, para fazer da vida dele um pouco mais leve, lhe dando esperança de que, logo ali, não terá mais dívidas a pagar. A pressão do homem do mercado não vai bater mais a sua porta, ao menos, por enquanto.

     

    Mas que é um alívio para esta gente do Brasil inteiro, isto é, ninguém pode negar, porque o que é do povo, tem que voltar para o povo.  

  • Terça-Feira, 14/02/2017

    Cumprir a lei

    Já falamos desse tema, mas hoje, mais uma vez, ele veio a tona: cumprir a lei. A regulamentação da lei ao direito a greve de todas as categorias de trabalhadores do Brasil tem que ser aprovada. Está na mesa dos senhores deputados federais e senadores, o projeto que regulamenta o direito a greve. Mas o “inteligente da nação” resolveu dizer que saúde, segurança, educação são serviços essenciais para nação, que o povo não pode ficar a mercê da decisão das classes de trabalhadores.

     

    Embora eu concorde, porque às vezes essas classes de trabalhadores são dominadas por corporativistas ou pessoas inescrupulosas, que usam os seus cargos de liderança para se esconderem dos seus compromissos para com a nação. Quantos líderes sindicalistas que usaram a escada de um sindicato, de uma associação de trabalhadores para ficarem ricos, mais que isso, para galgarem cargos políticos. Isso é o que me incomoda.

     

    Se sou presidente do Sindicato dos Radialistas, você pensa que a empresa vai me dispensar do trabalho, do compromisso profissional que eu tenho aqui com ela para cuidar somente do sindicato e passar no fim do mês na boca do caixa para receber o salário integral? Ainda bem que algumas empresas da iniciativa privada não têm essa obrigação.

     

    Mas hoje, quando fiquei sabendo que o ministro da Defesa da nação falou duro com os policias militares e com a classe da segurança pública, de que eles são proibidos de fazer greve, eu lhes pergunto: Não é obrigação também dos governantes cumprirem a lei da instituição e pagarem salários dignos a policias, a trabalhadores da saúde pública e da educação?

     

    Como uma professora estará psicologicamente ensinando meu filho na escola, se em casa deixou um monte de carnês para pagar, muitas vezes, até mesmo as contas de água e luz? Com o soldado da Brigada Militar não é diferente, com os enfermeiros, com alguns médicos que prestam serviços para o Sistema Único de Saúde também é a mesma coisa.

     

    Já falamos aqui também, que se a lei é para um é para todos. Ninguém pode ser diferente quando a lei for aplicada. Se eu tenho direito de ganhar o meu salário, a minha empresa tem o direito de me cobrar o compromisso profissional de todo dia, ou vocês acham que os administradores da nação, do Estado e do município são diferentes de mim?

     

    Se nós pagamos impostos estamos comprando um serviço da rede pública, e se essa rede pública não me entrega o serviço comprado, não pode ter direito nenhum em cobrar-me e punir-me. Já chega a humilhação de pagarmos impostos e não termos rodovias, de pagarmos impostos e não termos escolas dignas, de pagarmos impostos e não termos um serviço de saúde a altura das nossas necessidades.

     

    Então senhores, só uma frase nos resta: cumpram com o seu dever.  

  • Segunda-Feira, 13/02/2017

    As previdências

    É um assunto que dá Ibope, a previdência pública do Brasil. O nosso glorioso INSS, volte e meia, é pauta de discussão, onde quem comanda diz que nós damos prejuízo e eles não têm vergonha nenhuma de dizer que o trabalhador e o aposentado dão prejuízos a nação, agora querem uma reforma.

     

    Eu acho engraçado que as reformas propostas, por esses inescrupulosos governantes são sempre contra o trabalhador. Aumentar a alíquota, aumentar os anos de contribuição para ferrar sim com o povo brasileiro.

     

    As reformas que Sartori está prometendo também passam para aumento da contribuição da previdência do Estado, nosso querido e depauperado IPE. Todos os governantes que passaram nos últimos 40 anos, se serviram do IPE e não se deram conta que este instituto não é deles, mas sim do povo gaúcho, principalmente dos serventuários do Estado, pessoas que trabalharam a vida inteira, descontando dos seus salários.

     

    A previdência só quer esse dinheiro descontado do funcionalismo estadual, nunca foi repassado ao IPE como deveria ser. O Instituto de Previdência do Estado sempre serviu como órgão arrecadatório do governo, e não interessa que partido esteja no governo, todos eles se serviram desviando os recursos para outras coisas, para tapar furos da má administração.

     

    O secretário da Fazenda, ora no posto, poderá no fim do ano dizer que o IPE deu prejuízo de bilhões, mas ele falta com a verdade quando não diz que a máquina estatal, que o governante, deve bilhões para este instituto.

     

    Quando falo em previdência, eu me atenho a esses dois: INSS e IPE. E dizer que os governantes desviam todo dia o dinheiro, que deveria ser para pagar aposentados e providenciar a saúde dos seus descontados. O que falta é uma oposição ferrenha que cobrasse o pagamento dessa dívida. O pior de tudo, é que lá em Brasília o nosso INSS só serve para promover a distribuição de cargos para políticos ladrões.

     

    Aqui no Estado é a mesma coisa, sai governo e entra governo e todo político quer se servir da previdência estadual, todos eles quando chegam lá repetem a mesma ladainha: “O IPE dá prejuízo, o INSS dá prejuízo”. Enquanto está estampado aí que Eike Batista, Sérgio Cabral, Eduardo Cunha se serviram do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.

     

    No Rio Grande não é diferente. Hospitais, laboratório, médicos que prestam serviços ao IPE estão recebendo com atraso e cada vez que se contesta estes números, eles vêm e nos dizem: “Não pode se aposentar com 65 anos, e com 35 ou 40 anos de desconto”.

     

    Até quando estes senhores vão pisotear em cima de um povo que trabalha, que contribui para nada? As reformas são sempre contra o povo, sempre contra o empresário. Você já viu se nos projetos que estão tramitando no Congresso Nacional, ou na Assembleia Legislativa, abordam a diminuição da carga tributária?

     

    Todos os dias vem a manchete: “O desemprego aumentou, o emprego diminuiu”, mas como um empreendedor vai empregar, se para cada trabalhador de carteira assinada os governantes nos levam mais uma folha de pagamento? Isto é, se me paga mil, a empresa que eu trabalho vai ter que pagar de tributos sobre minha folha mais R$ 1.100 reais, além do meu salário.

     

    O que me irrita é que eu vejo estes senhores, que lidam com a verba pública nacional e estadual, sempre dizendo que o culpado das previdências sou eu, o trabalhador deste pobre Brasil.  

  • Terça-Feira, 07/02/2017

    As notícias não são boas

    Tenho dito várias vezes que me sinto o psicopata da notícia. Anoiteço ouvindo noticiários, adormeço vendo noticiários, acordo de manhã com os noticiários me dando informações de toda parte do mundo, pessoas que perdem a vida em guerras sem razão. Enquanto isso, as notícias do Brasil não alegram ninguém.

     

    Hoje no Repórter do Povo, três horas de programação, sem nenhuma alegria. Notícias que a Lava-Jato investiga e prende ladrões do colarinho branco, ao mesmo tempo vejo figuras da política e da governança brasileira me dando verdadeiras bofetadas na cara e rindo da minha falta de reação.

     

    Hoje pela manhã a notícia vinha de Espírito Santo, de que alguns capixabas aproveitaram e estão aproveitando que não tem polícia nas ruas para assaltarem lojas, supermercados, vão juntando tudo o que tem pela frente, o tema do programa virou nisso. Será que sou mesmo este ser humano que para respeitar o direito dos outros, preciso ter um policial me alertando que não posso fazer isso ou aquilo?

     

    Dr. Carlos Hecktauer nos esclareceu que o ser humano tem dois lados: o lado bom e o lado mau, e que nestes momentos o lado mau sobrepõe-se ao bom. Portanto, foi um programa pesado hoje. Olhar figuras como Renan Calheiros, o atual presidente do senado Eunício Oliveira, olhar o genro do Angorá, Moreira Franco, causa-nos espécie.

     

    Eu não sou diferente do resto dos brasileiros, só que por ser um informador e formador de opinião, me irrita que mais uma escola não vai receber alunos quando começar o calendário escolar, devido os desleixos dos governantes. Uma das mais tradicionais escolas da nossa terra, Anna Luísa Ferrão Teixeira. O teto está caindo, e não foi agora em janeiro, foi no fim de novembro e prometeram que para o ano letivo 2017 a escola estaria reformada, mas está lá do mesmo jeito.

     

    O povo indo as farmácias públicas e não tendo os remédios. Nos prometeram em dezembro que em 10 dias tudo estaria resolvido, o pior de tudo é que eles chegam na mídia, querem dar entrevista para dizerem que encaminharam um pedido de solução. Quando na verdade, esses homens públicos deveriam ter vergonha na cara e dizer para o povo que eles são incompetentes, e que dada a incompetência o Brasil vai de mal a pior, e o Estado também.

     

    Por favor, amanhã de manhã, quando eu chegar na Rádio Uirapuru me deem uma notícia boa, senão as minhas manhãs vão continuar irritantes e cinzentas.  

  • Segunda-Feira, 06/02/2017

    Mais uma audiência pública

    O Brasil vive uma das crises mais sérias na segurança pública. O estado do Espírito Santo, mais uma vez, pegando fogo por causa da bandidagem, o Rio de Janeiro idem. São Paulo, “terra que me engana”, onde penso que tem a maior força de segurança, mas pena e sangra todo dia. E não é só isso, nós aqui vivemos uma calamidade na segurança pública, todo dia na capital e na grande Porto Alegre cenas de violência, tirando vidas de quem nada tem a ver com os desmandos governamentais.

     

    A manchete de hoje de manhã, no Jornal da Sete, mais uma vez me deixou extremamente revoltado. Um deputado propõe uma audiência pública na Assembleia estadual, com a presença do secretário Cezar Schirmer para discutir o agravamento da violência em Passo Fundo. Até quando nós vamos ter que aguentar este jogo de cena, em que as autoridades querem nos passar de que estão realmente preocupados com a nossa insegurança?

     

    Enquanto escrevo este blog, Mateus Miotto adentra o estúdio da Rádio Uirapuru e conta a história de mais um ataque contra casas bancárias no interior do Estado. As vítimas foram agora os moradores de Miraguaí. A desolação, o descaso, o relaxamento para com a nossa segurança é tão grande que os bandidos não foram direto as agências bancárias, mas ao posto da Brigada Militar. Renderam o único soldado que estava lá, o amarraram no capô de um carro, desfilaram pela cidade e rumaram para assaltar os bancos.

     

    Eles não levaram só o dinheiro, estavam levando ali o que nos resta, um pingo da esperança que é a nossa Brigada Militar. Aquele integrante da Força de Segurança não foi só humilhado, a comunidade toda foi humilhada, o Rio Grande está humilhado e eles fazem audiência pública. Eles podem fazer audiência pública, porque têm segurança para irem ondem quiserem e motorista de graça.

     

    Enquanto isso, o povo contribuinte do Estado passa por essa humilhação. O recado que os bandidos mandaram para população foi mais ou menos isso, o nosso repórter Mateus foi feliz ao falar deste momento trágico: “Está aqui a segurança de vocês, vocês não mandam nada nesta comunidade, o poder é nosso”.

     

    Será que uma declaração destas chega aos ouvidos do senhor governador, do senhor secretário de Segurança Pública, do senhor comandante-geral da Brigada Militar? Ao ouvir, ver e saber que a nossa briosa e valente Brigada Militar, os nossos policiais estão todos os dias sendo humilhados.

     

    Não basta a merreca que se paga a um policial no Rio Grande, salários parcelados, condições de trabalho precarizadas. Enquanto eles estão de fuzis de cano 12, de carros potentes, nós temos que mandar os nossos soldados para a guerra com 38 e olhe lá.

     

    Um ouvinte no final de semana até deu uma satirizada: “Ainda bem que a arma do soldado não disparou para atingir o bandido, porque se atinge o Estado seria processado pela transmissão de uma doença causado pela ferrugem das armas dos policias gaúchos”. E eu tenho que me conformar com audiências públicas.  

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