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JG

  • Quarta-Feira, 26/04/2017

    Os ratos saltaram do navio

    Esse tema já foi referência em outros textos do blog, já abordamos esses assuntos. Como é bom quando tudo dá certo, ou que o emprego e os cargos públicos são meus e digo que quero apoiar, ou apoio o presidente, o governador ou o prefeito, mas quando a coisa aperta quero ser o primeiro a sair do barco.

     

    Sempre disse que ficava e fico indignado com as lideranças politicas de hoje, que quando é para empregar os “cumpanheiros” é muito bom, ou quando não precisa esforçar-se para aprovar projetos que às vezes nem são para o governo que está na ordem do dia, mas muitas vezes projetos que podem mudar a vida cotidiana de uma nação. Para isso acontecer alguns remédios amargos devemos tomar. Eu sou o primeiro a gritar contra, não apoio essas medidas, porque isso não é um projeto que está no seio do estatuto partidário.

     

    É assim que se brotam os políticos de hoje, e é por isso que os partidos políticos perderam a sua força junto a população brasileira. Se fazíamos antigamente política por convicção, idealismo e não ideologia fraca e barata, que para estar no poder faço qualquer coisa, mas quando o “sapato aperta” sou o primeiro a abandonar num canto, como se eu surgisse de repente como grande salvador da pátria que sou.

     

     

    Vemos duas agremiações partidárias brasileiras tomarem esta decisão. Incrível, os dois partidos já apoiaram os dois lados, aqui no Rio Grande PSB foi aliado do PT junto com PDT, PDT que até ontem era aliado de Sartori e PSB que ainda continua. Mas não duvidem que, logo ali, se os carguinhos diminuírem sairemos do barco.

     

    Sinto muita vergonha, porque essas duas agremiações partidárias sempre foram de profundidade nas suas ideias politicas reformistas e transformistas. Mas, de repente, caem na vala comum. Se o mar está calmo, se reinar a calmaria tu é meu aliado, eu sou o teu aliado, mas quando os ventos começarem a soprar contra você não conte comigo, porque as diretrizes partidárias me levam a tomar estas decisões.

     

    Olhei a reunião do PSB no centro do país e acompanhei a reunião do PDT, aqui no Rio Grande, para tomarem a decisão apoiarem ou não as medidas de Temer e de Sartori. Eles, lideres partidários, não se dão conta que transformaram duas grandes agremiações em chicos bem achicados, bem pequeninos, que não andam mais sozinhos, só vão na carona dos outros, e se não tiver carona na frente, ficamos nós que nem mochilas, sempre andando nas costas.  

  • Segunda-Feira, 24/04/2017

    De Montblanc, Rolex, pedras preciosas a tríplex

    Essa é a história que eu ouvi este final de semana. Estamos de boca aberta com o que aconteceu e o que está acontecendo no país. Homens públicos recebendo dinheiro para favorecer empreiteiros, os empreiteiros que compraram os nossos venais homens públicos estão dizendo que um pedia para reformar o apartamento, o outro pedia pra comprar pedalinhos. Outros com dinheiro na Suíça ou em qualquer pais paraíso fiscal.

     

    Outros apaixonados por joias, ouro, brilhantes, outro por viagens e jantas homéricas, na capital mais cara do mundo que é a França, se fantasiavam ainda, fotografavam para tirar sarro do coitado povo brasileiro, que trabalha honestamente e tenta pagar a carga tributária mais cara do mundo.

     

    Comecei com este título de Montblanc para tocar neste assunto de ganhar um “presentinho”. Montblanc para quem não sabeé a caneta mais cara do mundo, Rolex todo mundo sabe, é o relógio mais cobiçado do mundo. Pois os canalhas, 30, 40 anos atrás já ganhavam estes agradinhos para aprovar projetos contra a economia, contra o bem-estar do povo brasileiro.

     

    Quando se queria criar um projeto de lei nem era preciso a minha assessoria queimar neurônios para fazê-lo, o empresário que tinha interesse no projeto já me trazia o esboço pronto, ou como se diz a minuta acabada. Quando havia um projeto que interessava os maiores empresários da nação, eles mandavam “presentinhos” para ministros, assessores de ministros e parlamentares, mas aí era só uma canetinha, um reloginho.

     

    Mas teve um presidente da república, que eu não estou recordando qual, que resolver dar um basta para lá. Ele tentou estancar estes agradinhos, ninguém do Executivo podia receber um “presentinho” acima do valor de R$ 50, quando fosse assessor de segundo ou terceiro escalão. O ministro até que podia receber um “presentinho” de no máximo R$ 150.

     

    Mas aí veio a abertura politica do Brasil, tomamos um banho de democracia, ficamos tão embriagados com a liberdade instalada no país que não cuidamos mais os bilhões que foram surrupiados de uma Petrobras, de um Ministério da Saúde, de um Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, do Fundo de Assistência ao Trabalhador, obras que custaram R$ 200 milhões, mas na verdade consumiram mais de R$ 1 bilhão.

     

    Mas estou feliz, estou sendo roubado por essa corja, mas eu tenho liberdade de dizer o que eu quero, “Viva a democracia!”. Porque o líder maior do governo me diz: “Eu tenho que garantir a governabilidade da nação, eu tenho que fazer concessões para o judiciário, para o legislativo e para todos que me apoiaram”.

     

    Fico pensando em alguns deputados daquela época, que se contentavam ganhar às vezes uma canetinha, um senador que ganhava um Rolex, e saber que agora nada disso satisfaz mais a ganância desta gente, que se instalou em Brasília.

     

    Emílio Odebrecht declarou no final de semana, em alto e bom som, que chegou a reclamar para o senhor presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva que sua turma estava com a goela muito aberta. “Sua turma presidente, não é mais jacaré, são crocodilos”, disse. Tudo isso, pela ganância do dinheiro público desviado em forma de doação para as campanhas políticas de todos os partidos que estão aí, não escapou nenhum.

     

    Portanto, se o aluno da escola pública não tiver um lápis para aprender, te contenta aluno, nossos parlamentares e nossa classe politica não querem mais também só uma canetinha.  

  • Quarta-Feira, 19/04/2017

    Abuso de autoridade

    Este é o nosso tema de hoje. Uma proposta que está tramitando na Câmara dos Deputados e Senado, onde o HONESTÍSSIMO senador Renan Calheiros se inspirou na atuação da Polícia Federal, do Ministério Público, do judiciário federal, e até mesmo do Supremo Tribunal. Ele está propondo que essas autoridades máximas da nação não podem abusar do poder, mandar prender, denunciar e julgar homens honestos que estão envolvidos na Lava Jato.

     

    Era só o que me faltava, assaltantes do dinheiro público, juntamente a essa empresa Odebrecht assaltavam os cofres do Brasil, e agora querem se livrar. Um quer propor que o caixa 2 para as campanhas politicas nas eleições passadas deixem de ser executadas, ou perdoadas, só para livrarem-se da cadeia.

     

    Tenho pena de nós brasileiros, que somos obrigados a engolir todos os dias na mídia aquelas velhas e esfarrapadas desculpas: “Não fui eu, eu não vi, eu não sei de nada, nunca falei com o senhor Marcelo Odebrecht, nunca fui a porta da empresa”. Algumas ainda encaram os jornalistas do país com essa: “Olha bem pra minha cara, vê se eu tenho jeito de quem anda pedindo dinheiro a empresários, as minhas contas foram aprovadas pela Justiça Eleitoral”.

     

    Ou pior, outros dizem: “Eu nem sei do que vocês estão falando”. Outros com a cara do cachorro que comeu graxa dizem: “Eu tenho fé na justiça, a justiça deve esclarecer tudo e quando terminar o processo vocês vão ver que eu sou inocente”.

     

    Quase estou assumindo a minha culpa, porque o culpado sou eu mesmo, que votei nestes homens e mulheres para administrarem o país, legislar pelo país, fiscalizar as ações do executivo em nome do povo brasileiro, então dizem, alguns deles, que não estão lá de graça. Até o presidente Temer, no último final de semana, disse “Tenho que negociar com o Congresso, porque se eles estão lá, eles não caíram de uma estrela, foi o voto popular que os levou lá”.

     

    Será que 200 milhões de brasileiros vão deixar aqueles 513 e mais 81 do Senado continuarem fazendo o que querem, criando uma lei onde o ladrão do dinheiro público não pode ser investigado, não pode ser denunciado, nem sentenciado e muito menos preso? O ladrãozinho comum este vai pra cadeia e não tem o direito de alegar o abuso de poder, mas eles travestidos de serem a voz do povo têm que ser protegidos.

     

    Saímos de um final de semana onde a Paixão de Cristo era o tema, se eu sou culpado pelas sacanagens que eles fazem, eu rezo: “Senhor, tende piedade de nós”. Depois de amanhã, 21 de abril, hora de relembrar um dos mártires da Independência, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, que também foi morto esquartejado para tentar estancar a sangria, que a coroa portuguesa impôs aos brasileiros com os quintos dos infernos.

     

    Aquele quinto lá, já não vale mais nada, porque o que a Odebrecht e outras empreiteiras, mais os governantes, legisladores, levaram do país já passou de uns quantos quintos. Mas para ir ao inferno, só o povo brasileiro é que pode ir, porque se passar o projeto eles serão os eternos intocáveis da república.

     

    Eu te pergunto, vamos cruzar os braços e deixar que essa tropa de mal feitores instalados em Brasília fazerem o que querem contra o nosso país? Que pátria é essa onde ladrão não pode ir para cadeia, porque se for é abuso de poder?  

  • Segunda-Feira, 17/04/2017

    Lava Jato: apuração e condenação, uma consciência coletiva

    Na semana passada aqui na Rádio Uirapuru, no Repórter do Povo, quando foi liberada a lista de Fachin, e que apareceram essas figuras importantes da politica brasileira, comprometidas em cobrar e receber dinheiro do Caixa 2 da empresa Odebrecht para financiar campanhas politicas, já sabíamos que agora estamos num compasso de espera.

     

    Mais do que isso, a editoria do programa sentenciou que a estrutura do Supremo Tribunal Federal não seria capaz de apurar e condenar tanta gente, que dado o número de implicados nas operações fraudulentas levaríamos no mínimo 5 anos, isso se fossem convocados juízes e desembargadores de outras comarcas para apurar o processo, se não seria impossível isso acontecer.

     

    Mas não é que o próprio ministro Fachin declarou, neste final de semana, que no mínimo este será o tempo que vai levar para saírem as primeiras condenações. Nós aqui da Rádio Uirapuru nunca fomos pitonisas e adivinhões, só que são muitos anos que estamos no ar, preparando diuturnamente os nossos profissionais para estarem em sintonia com os acontecimentos da nação.

     

    Não é porque somos uma emissora do interior que teríamos que ficar alienados aos acontecimentos de Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Porto Alegre onde os fatos que acontecem decidem a nossa vida aqui. Como uma rádio essencialmente local e regional, o que tiver por perto da gente nós precisamos saber, mas não podemos ficar longe de toda realidade brasileira.

     

    Volto a dizer, não queremos ser melhores que ninguém, mas temos obrigação de estarmos sempre informados, ouvindo opiniões de todos os lados, as desculpas dos envolvidos, a acusação dos acusadores, possíveis sentenças que deverão ser tomadas quando chegarmos ao fim deste processo.

     

    Agora já há informações de que os criminosos da nação poderão até pegar 22 anos de cadeia, outras correntes já estão defendendo o culpado ou inocente, alguns chegam a dizer que a família Odebrecht foi desonesta com a nação e é, mas não esquecemos que a maioria dos empresários brasileiros são achacados todos os dias. Sempre tem alguém ligado ao governo, aos tribunais, a Câmara Legislativa Federal, ao Senado, a órgãos fiscalizadores oferecendo vantagens para quem está surrupiando a nação, isso em todos os níveis institucionais.

     

    Este final de semana, fiquei sabendo que a Câmara dos Deputados e o Senado foram equiparados a uma feira de quinquilharias que acontece em Brasília, a chamada FEIRA DOS IMPORTADOS, onde tu compra produtos vindos do Paraguai por qualquer preço. Ora senhores, comprar aprovação em medidas provisórias, mudança de leis para favorecer as gigantes, como foi o caso daquela montadora e ficou bem claro, quando os Odebrecht queriam vantagens governamentais compravam votos, relatorias, e até mesmo uma votação importante neste órgãos, Senado e Câmara.

     

    Voltamos a dizer, ninguém é pitonisa, nem adivinhão, só é preciso prestar atenção em todos os lados da notícia. A pergunta que me foi feita hoje pela manhã: "Quem chegou primeiro: o ovo ou a galinha?" e largou "Quem chegou primeiro: o corrompido querendo se vender e trair a pátria ou o corruptor querendo acabar com esta pátria?".  

  • Sábado, 15/04/2017

    Na década de 50 já era assim

    Este assunto já está muito chato, Lava Jato pra cá, Lava Jato pra lá, a família Odebrecht dando com a língua nos dentes, entregando todo mundo, até agora não se salvou um. Os maiores partidos do Brasil estão implicados neste desvio bilionário, brasileiros de boca aberta, entristecidos, decepcionados, depressivos, não sobrou para nenhum lado. Os ditos da direita estão andando com as pernas bambas, os ditos da esquerda brasileira já nem caminham mais, estão paralisados.

     

    Mas eu quero dar um consolo para esta gente, não fiquem tristes estes escândalos não são de hoje, o patriarca Odebrecht já declarou: “há 30 anos é assim”. Mas eu vou mais longe, já estou pensando, cá com meus botões, que no ano em que eu nasci 1954 já era assim, não foi a toa que Getúlio Vargas se suicidou e declarou mais ou menos isso: “Entrego a minha vida para não ver o sangue dos brasileiros jorrar pelas ruas”. Que pressão passava o presidente da república daquela época.

     

    Vem Juscelino Kubitschek e constrói Brasília, uma obra para aquela época “babilonesca”, bilhões de cruzeiros, cruzados ou de reais, a moeda não importa, o que está exposto aí demonstra aquilo que falou o primeiro empresário a ser ouvido por Sérgio Moro. Disse em alto e bom som que 90% das obras públicas do Brasil são superfaturadas, mais que isso, minadas de corrupção. Quando ele falou isso, pensei que os municípios estariam longe deste mal que impera na vida pública brasileira.

     

    Pensava, como tantos brasileiros, que a corrupção só se dava em Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, São Paulo e outras capitais, que para nós do interior não ia sobrar nada. Engano meu, o meu berço de nascimento está contaminado com a sujeira de políticos e da empreiteira, políticos da minha terra, vereadores, o ex-prefeito, o atual prefeito, deputado estadual envolvidos neste lamaçal todo.

    Vejam os senhores que na minha terra, em Uruguaiana, é lamaçal mesmo, porque o desvio de dinheiro para políticos e interesseiros da minha pátria era no saneamento básico. Eles meteram a mão no esgoto, e talvez tenham levado dinheiro que poderia resolver todo o problema de saneamento da minha querida Santana do Uruguai.

     

    Mas nós não vamos desistir, quando Jânio Quadros declarou, tentando explicar a sua renúncia, que forças ocultas estavam levando-o a renunciar, todo mundo chamou ele de louco. Quando não deixaram João Goulart governar este país era porque a nação brasileira, o nosso território estava tomado de forças ocultas, maus espíritos estavam naquela época regendo o destino desta nação.

     

    Mas aí veio a ditadura militar, o Brasil entrou nos trilhos, tivemos um pouco de crescimento e uma promessa de desenvolvimento. Caímos no canto alegre, feliz e livre da democracia, tudo eu posso, nada devo. Mas os ditadores da ladroagem continuaram atuando por baixo dos panos, contaminando tudo o que poderia ser convertido em beneficio do povo brasileiro.

     

    Não esqueçam, volto a afirmar, que a morte de Getúlio Vargas começou a ser decretada quando ele criou a Petrobras. No momento em que criou a frase “O petróleo é nosso”, mal ele sabia que o petróleo não seria nosso, não vai ser nosso, porque se fosse nosso não estaríamos pagando preços escorchantes pela gasolina, óleo diesel e outros derivados que transportam, carregam e asfaltam este país.

     

    Desde aquela época, em vez de asfalto, eu lhes garanto, nós vivemos sobressaltos em saber que quantos assaltos foram praticados contra o desenvolvimento deste país. Encerro dizendo que em 1950 já era assim.  

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