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JG

  • Quarta-Feira, 12/04/2017

    A lista dos traidores tinha 12 nomes

    Nessa semana da Páscoa a lista dos possíveis ladrões tem 98. É assim que eu começo este blog hoje, rindo para não chorar, porque hoje é o Dia do Humorista e como já dizia o outro jornalista “O Brasil não é um país sério, a piada já nasce pronta”.

     

    Olhando os canais de televisão, lendo jornal e ouvindo o rádio, todos explicando a inclusão do seu nome na lista de Fachin, pareciam estar zombando do povo brasileiro, como se fossemos um bando de idiotas. Dizem que não entendem como é que seu nome foi parar nessa lista, que nunca entraram na empresa Odebrecht, nunca falaram com Marcelo ou qualquer diretor dessa empresa.

     

    Só que nesta lista aparece números em dinheiro de deixar qualquer brasileiro mortal de boca aberta. Um 35 milhões de reais, outro 12 milhões, o que ganhou menos ganhou 150 mil, e negam, em plena Semana Santa, que não sabem como foram parar nesta lista. Profundamente lamentável!

     

    Uns até enraivecidos ou enraivecidas querendo bater no repórter que lhe fazia a pergunta, ora não matem o carteiro, ele apenas é o mensageiro de uma má notícia. Má notícia para nós que ficamos sabendo que pessoas eleitas com o nosso voto, olharam na nossa cara, juraram serem e estarem a serviço da democracia, da ética, do desenvolvimento econômico e social deste país.

     

    Destas palavras que eu disse agora, uma coisa eu tenho certeza: eles estavam todos a serviço do desenvolvimento econômico, mas não do país, e sim do seu desenvolvimento, do seu enriquecimento ilícito, tirando o dinheiro da farmácia dos pobres, da segurança da cidade, de uma estrada que nos ia dar facilidade parta transportar o progresso e botando nos seus bolsos.

     

    Juro que se encontrasse hoje um desses, não sei como seria a minha reação. Pensar que cheguei a pedir que amigos meus, pessoas ligadas a mim votassem no cara ou na cara, porque iam encaminhar a solução para os problemas de nossa comunidade. Sempre disse que não voto num cidadão para resolver o meu problema social, mas na esperança de que se resolvam os problemas da comunidade.

     

    Se eu passasse num hospital e um próximo não estiver ali na fila, se não tivéssemos famílias inteiras voltando a morar debaixo da ponte, crianças batendo na escola sem ter professor, famílias sendo agredidas pela bandidagem, sem ter segurança, se tudo isso fosse solucionado, eu estaria bem feliz.

     

    É assim que eu penso, mas as pessoas todos os dias me dizem “Graças a Deus, JG, que temos uma justiça que está apurando, uma polícia que está prendendo, e um dia este país será verdadeiramente passado a limpo”.  

  • Segunda-Feira, 10/04/2017

    Por que nestas datas ficamos mais ternos, amáveis e compreensivos?

    Lembro dessas datas como Natal à Sexta-Feira Santa, será que é o efeito do nascimento de uma criança lá em dezembro, nos faz refletir que devemos dar mais amor aos que nos rodeiam? Será que a Paixão de Cristo nos torna um pouco mais afáveis? Queremos muito ajudar o próximo, compreender o próximo, seremos capazes de fazer como o Criador e mostrar a outra face, depois de agredido?

     

    Somos capazes de ir ao presídio, ficar cara a cara com quem tirou alguém muito importante da nossa vivência, mas depois que passam essas datas volto a ser uma fera indomável, um cidadão, um homem cruel, clamando por pena de morte a quem tirou a vida de outro. Xingando os políticos do meu país, porque eles são eleitos para administrar os tributos pagos por nós e queremos eles retos e direitos.

     

    Não perdoamos alguém que fraudou uma licitação pública para comprar um remédio a quem necessita, que fraudou o edital de construção de uma escola para dar educação a nossa juventude, quem botou o dinheiro no bolso ou atrasou o planejamento de um dinheiro, que deveria vir para segurança. Quem pagou caro por uma obra pública, uma estrada, uma rua que deveria ser pavimentada e mesmo pagando caro, a obra é de má qualidade. Na metade da obra vem aquela velha história “O material usado encareceu, portanto é preciso de um aditivo”.

     

    Aditivar em obras para eles não é como o aditivo de freio, ou de gasolina, para melhorar o desempenho do meu carro. O aditivo deles é o meu dinheiro em seus bolsos inescrupulosos. Ainda, eles vem com uma cara de pau, entram na nossa casa e dizem que tudo o que eles fizeram foi dentro da lei. O povo cada vez mais miserável e eles cada vez mais ricos.

     

    Não sei se eu gosto do Natal, onde se prega paz e amor, ou da Semana Santa onde se prega a misericórdia, porque num país como o nosso ser misericordioso é querer demais. Como vou ser misericordioso, se o cidadão perdeu a sua casa por não pagar a prestação, a criança não foi a escola porque o prédio não foi terminado e a verba já acabou, o remédio para saúde da criança e do idoso não vem, porque alguém muito poderoso errou a data de comprar e o dinheiro de pagar?

     

    Sei que vocês vão me criticar agora, que estou amargo, que não estou no espírito de Páscoa, que não quero a paz e a renovação, mas tá difícil, um povo sofrido e enganado não espera por renovação.  

  • Segunda-Feira, 03/04/2017

    Insensíveis ou hipócritas?

    Vamos falar de um assunto que não é do nosso dia a dia, mas faz parte da nossa história, principalmente de quem já passou dos 50 anos de idade. Devido a ascensão do gaúchinho Thomas de Estância Velha num programa global, ontem a tarde e hoje pela manhã conversava com pessoas e algumas me questionavam porquê me deixei levar por uma invenção global. Qual o orgulho em ver um gurizinho de 9 anos de idade vencer um programa inventado pela Rede Globo? Fui para casa e refleti.

     

    Sabe que eles têm razão de questionar a ascensão desta criança. Lembrei-me que alguns anos atrás, estes mesmos que questionam o sucesso do gurizinho saíam correndo para comprar o disco do fenômeno da época, a americana Nikka Costa, filha de um grande maestro americano. Saíam correndo também para comprar os discos do Jackson Five, liderados por Michel Jackson, aquelas crianças encantaram o mundo. Nem posso lavar as mãos, porque eu também me encantava com as crianças prodígios.

     

    Um Donizeti que em 78 encantou o Brasil cantando com sua voz de criança “Galopeira” e aquele menino que fez o filme Esqueceram de Mim, Macaulay Culkin. Viramos naquela época macacos de auditório dessas pequenas celebridades.

     

    E agora, não querem se render ao talento, a inocência e a beleza que se vê nos olhos do menino gaúcho? É muita insensatez da minha parte, ou pior ainda, muita hipocrisia, e aí sim me torno um ser pobre, sem sentimentos, sem reconhecer que o carinho, o amor, a inocência são coisas básicas para a formação ou a formatação de um caráter.

     

    Daqui para frente, infelizmente, ele terá que ser aquilo que os grandes querem e não o que sua alma de pequeno sonha.

  • Terça-Feira, 28/03/2017

    Não é reforma

    Estou acompanhando a movimentação no parlamento brasileiro, e também no executivo, onde falam em reforma da previdência. Conversei com empresários hoje, alguns bem entendidos, pessoas que lidam com a previdência há vários anos, como é o caso dos contabilistas e eles me disseram que não há reforma, mas sim uma mudança da previdência. Porque o que foi feito até agora, como procedeu o Instituto de Previdência Social até agora, não vai mais existir.

     

    A proposta agora é de que o trabalhador pague 90 anos, 60 + 30, é sinal de que não haverá reforma mesmo. Reforma seria mudar alguns itens. Quando se quer que o trabalhador rural e a trabalhadora rural contribuam da mesma forma, isto é, igualdade para os dois, mas não está se reformando e sim mudando a regra do jogo.

     

    É isto que está acontecendo, reforma para eles que querem tirar direitos de quem está no momento ainda contribuindo para a aposentadoria, e aí não podemos esperar outra coisa a não ser que eles querem mais dinheiro para sustentar essa nação.

     

    Porque o homem público, dos três poderes, não gera riqueza alguma, quem gera riqueza é o trabalhador, o empresário e o agricultor, enquanto nós tivermos esses poderes se locupletando com o dinheiro do povo, o brasileiro vai continuar com a sensação de estar num poço sem fundo.

     

    Portanto, eles dizem reforma, e eu garanto existe mesmo uma mudança na regra do jogo em pleno andamento. Ficar de olhos bem abertos é o mínimo que nós, brasileiros, deveríamos ficar agora.  

  • Segunda-Feira, 27/03/2017

    Ministérios e estatais, tudo jogo de barganha

    Às vezes, penso que tornar o Estado menor seria a saída para as crises, que volta e meia rondam os palácios governamentais. Chego a pensar que o Estado deveria se preocupar com a educação, a segurança, a saúde, a habitação para os de baixa renda, a questão nacional que é a economia, o petróleo que toca essa economia, no máximo isto.

     

    Mas os especialistas me provaram que para governar teremos que barganhar com os altos escalões das estatais e ministérios, para distribuir aos aliados políticos. Até os que são contra estes empregos e cabides de empregos dizem que governo não poderia, para se sustentar, entrar no “é dando que se recebe”.

     

    Desde que acompanho estas questões administrativas, sempre achei que o governo gasta demais e gasta errado, enquanto os ministérios, que deveriam ter um orçamento sustentável, “andam de pires na mão”. Os de grande poder econômico, os que decidem a vida dos brasileiros são dados a aliados partidários, e a cada substituição todos vão pra cima do presidente, do governador e dos prefeitos para exigirem mais espaços.

     

    Nunca fiz parte de tratativas deste porte, mas pareço ver e ouvir as reuniões que decidem: “Ora excelentíssimo Temer, excelentíssimo Sartori, excelentíssimo senhor prefeito Luciano, meu partido lhe apoia na Câmara dos Deputados, no Senado, o governador do meu Estado é do nosso partido e lhe apoia. Portanto, esse 'ministeriozinho' aí não me chama a atenção. Veja um mais poupudo, onde eu tenha mais dinheiro para sustentar a minha próxima campanha, caso contrário as medidas mandadas para casa legislativa não vão passar. Agora se sobrar mais um pra mim, eu chamo o meu partido e lhe apoiaremos”.

     

    Pior é que esta gente de quem eu estou falando, não fica nem vermelha de vergonha, porque já perderam a dita cuja.  

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