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JG

  • Quarta-Feira, 13/09/2017

    Não dá para desligar

    Que país incrível, não dá para desligar mesmo, nem do rádio, nem da televisão e, muito menos, sair das redes, a qualquer momento você pode ser surpreendido, ou vem a confirmação daquilo que você já sabia.

     

    Joesley está preso, já falávamos isso ontem, hoje pela manhã seu irmão também foi preso. Tudo isso vem confirmando aquilo que nós temos falado, só não entendi ainda por que aquele ex-auxiliar do Janot, já não está na cadeia também, pois sua carteira de advogado já foi cassada pela Ordem dos Advogados do Brasil.

     

    Agora de manhã, estou encerrando o programa Repórter do Povo e um colega nosso, no Rio de Janeiro, recebe voz de prisão em pleno programa que estava apresentando. Estou falando do ex-governador do Rio de Janeiro, Garotinho. E não vai parar por aí, isso é que nem pato elétrico, o primeiro está circuitado e os outros vão tentar salvar e acabam todos grudados. Assim é a vida pública do Brasil, se descobre um e vem o resto atrás.

     

    A Polícia federal investigou nos últimos dias e confirmou que o presidente Temer era o centro de uma organização criminosa do PMDB. Mais uma vez se confirmou que o ex-presidente Lula é o líder da organização criminosa do PT. Ainda, Aécio Neves é o líder da organização criminosa do PSDB.

     

    Gente, eu já não aguento mais! Chega me dar vontade de rir, não se salva ninguém, é que nem aquele sorteio do Silvio Santos de hora em hora a coisa piora, sabem do que estou falando?

     

    Não desligue o rádio, nem a televisão, não saia das suas redes sociais, porque a qualquer momento alguém neste país está sendo preso por roubar dinheiro da nação. Cheguei a sacanear bem no encerramento do nosso programa “Atenção, atenção! Este locutor que vos fala acaba de receber voz de prisão, já estou indo delegado. A todos vocês um bom dia”.  

  • Terça-Feira, 12/09/2017

    De plumas e paetês à pedra dura de uma cela

    É isso que restou para o todo poderoso Joesley Batista, que esnobava para cima dos políticos, do Judiciário, do Executivo e do resto do povo brasileiro. Os Batistas tratavam todo mundo como se fossem os reizinhos, afinal de contas é uma história de vencedores. Um pequeno açougue com o velho Batista carneando um boi, uma vaca, para sustentar os filhos, só para sustentar, porque educação não deu nenhuma. E se tornam os maiores empresários de alimentos do mundo.

     

    O mundo come pelas suas mãos, eu disse comem, porque a história ainda não terminou. Eles fizeram um acordo com as autoridades para que a empresa pagasse uma multa de R$ 11 bilhões em 40 anos. Já eu, quando atraso o meu imposto de renda o máximo que ganho são oito meses para pagar, e se atrasar o mês o meu acordo está quebrado, tenho que começar tudo de novo.

     

    E é assim no Brasil, ou pensam que o Marcelinho Odebrecht está lá de boquinha caladinha porque quer? Não, ele sabe que mais um ou dois anos estará solto, gozando do dinheiro que levou. Assim será também com o filho, ou os filhos do seu Batista, açougueiro. Nada contra os açougueiros, que é, sem dúvida nenhuma, uma profissão digna de fazer deste Estado a potência que era e que ainda é, se não tivéssemos golpes financeiros com esses grandes empresários, que mandam na carne suína, do gado e das aves. Nós, apesar das dificuldades, estaríamos bem melhores.

     

    E agora, o reizinho todo poderoso foi filmado e transmitido para o Brasil e para o mundo chegando na cadeia. O mantra que ele diz ter repetido várias vezes “Não vamos ser presos”, não se confirmou, não teve poder de mantra e soou para nós brasileiros como um deboche “Somos ricos, não vamos ser presos”. Parece que essa frase perdeu o efeito, não é mais assim. Mas que não fique só neles, que outros que deram o golpe na nação, sejam empresários ou políticos, que vão todos para cadeia, nem que tenhamos que construir anexos na Papuda ou em qualquer outro presídio.

     

    Ainda tem muita gente rindo a toa do povo brasileiro, repetindo a mesma coisa “Ninguém tem provas contra mim”, embora todas as evidências nos dizem que eles estão com a mão suja. Quem sabe um dia, a remissão do povo brasileiro passe pela prisão desta gente. Apesar que tem brasileiros dizendo que a cadeia não seria a solução, mas sim tirar toda riqueza que eles têm, roubada do suor e sangue dos brasileiros, fosse devolvida. Eles voltassem a morar nos seus casebres de antes para ver ou quem sabe relembrar seus momentos de pobreza e dificuldades.

     

    Se aproveitaram dos sonhos, das bandeiras de luta que nos diziam que o Brasil tinha jeito, chegamos a sonhar em ser uma das quatro ou cinco potências econômicas do mundo, e estamos agora de pires na mão de novo, pedindo uma migalha que caia das mãos dos ricos.

     

    Mas chegará o dia em que esses falsos ricos e milagreiros vão cair na realidade. Será que vou estar aqui para vê-los numa fila tentando uma vaga de escola para um filho, ou uma ficha para consulta de um médico para sanar a dor? Será que estou sonhando demais? Ou será que vão continuar dormindo numa cama de pedra sem o banheiro, sem o chuveiro, sem o ar-condicionado, sem o carro blindado, sem os seguranças para proteger?

     

    Não estou achando bonito, eu realmente acho isso muito ruim. Desde 1500, quando o Brasil foi descoberto, fomos explorados e continuamos sendo explorados. Não queria um colchãozinho fininho, eu queria mesmo que a cama de cimento da cadeia fosse uma laje fria, como dormem um grande número de brasileiros no chão, sem ter um cobertor. Todo o meu desencanto está hoje aqui, neste blog.  

  • Segunda-Feira, 11/09/2017

    O corredor foi confirmado

    Historicamente, quando nós falávamos e falamos ainda sobre a situação geográfica de Passo Fundo com o mundo, alguns diziam “Vocês não podem estar taxando Passo Fundo como corredor do tráfico de armas e de drogas. Vocês não podem estampar manchetes 'Passo Fundo, a Chicago dos Pampas', denigre a nossa imagem”.

     

    Há muitos anos, pessoas bem situadas na nossa sociedade, no comércio, na indústria, na agricultura, nos alertavam “Passo Fundo é sim a terra dos milagreiros”. Nós ficávamos de cara torcida, será que é isso mesmo em uma cidade tão rica? E é.

     

    Agora com essa operação, envolvendo Ministério Público Federal, a Receita Federal e a Polícia Federal, chamada de Operação Conexão Venezuela, deu a confirmação de que realmente, às vezes, somos a capital do mundo. Quem imaginaria que aqui, neste município, teria alguém lavando dinheiro para criminosos da Venezuela, a exemplo dos nossos ladrões da pátria que assaltaram a Petrobras, nossa primeira empresa do petróleo, orgulho nacional.

     

    A PDV, a Petróleo da Venezuela, a maior estatal do ramo deles mandava dinheiro sujo, roubado do povo venezuelano, que está numa pindaíba que nem dinheiro para comprar o papel higiênico e a escova de dente tem, com uma inflação anual de mais de 600%, este povo está pagando, enquanto só os "bem bons" assaltaram o Petrobras deles.

     

    E não é que tinha um bracinho aqui em Passo Fundo? Ajudando os corruptos venezuelanos a lavarem o seu dinheiro na compra de máquinas agrícolas, só na nota e olhe lá, era tudo papel mesmo. O dinheiro do pobre povo venezuelano circulava aqui e ia embora para outros paraísos fiscais, simplesmente para lavar o dinheiro sujo. Profundamente lamentável.

     

    Devo admitir, não somos apenas o corredor do contrabando de arma, drogas e outras cositas, mas também de máquinas, corredor do dinheiro sujo. E se mexer bem os pauzinhos, não é só a Venezuela, talvez outros países da América Latinha tenham aqui seus testas de ferro, seus laranjas, suas melancias e tantas outras frutas, que por fora é uma coisa, mas se abrir muda de cor e de odor, me cheira a podridão mesmo.  

  • Sexta-Feira, 08/09/2017

    O País é muito rico

    Hoje pela manhã, no programa Repórter do Povo, Jair Ineri um dos nossos comentaristas trouxe mais uma vez, como é de costume, números ou estatísticas. O que levaram nos últimos anos da nação daria para quase pagar a dívida externa do país, só a externa, porque a dívida interna é impagável. Ele falou de R$ 23 bilhões que PT, PMDB e PP levaram da Petrobras, do BNDES e do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Não podemos esquecer que alguns nanicos, que estão lá na Câmara dos Deputados, também se serviram do dinheiro público.

     

    O FAT foi assaltado por um líder sindical que virou deputado, você sabe de quem estou falando. O programa de financiamento a agricultura familiar, o Pronaf também foi assaltado por um certo deputado federal. É tanta sujeira, é tanta roubalheira, que eu só falei do golpe da Petrobras com a famosa Odebrecht, mas não esqueçamos o atual escândalo com os irmãos Batista denunciando tudo e a todos, só não estão assumindo que também assaltaram o dinheiro do povo.

     

    E volte e meia a gente vê um dinheiro roubado aqui, um dinheiro roubado ali, e o angorá vem para imprensa dizendo que o país estaria melhor se a reforma previdenciária já tivesse sido votada. O chefe da gangue também. O gigolô das casas de saúde filantrópicas é um grande líder da nação hoje. Eles roubam, dão golpe em tudo, assaltam a Receita Federal, homens que são empresários e sempre posaram de grande vencedores e lideranças incontestes.

     

    O senhor Gerdal e sua organização também sempre posaram, ele como exemplo de administrador e conselheiro da nação. Até mesmo na mídia tem gente que meteu a mão no dinheiro público. Isso que não estamos falando dos bancos, que sempre usaram a sua influência nos conselhos administrativos da Receita Federal e escamotearam bilhões.

     

    Quem pensa que o dinheiro que os irmãos Batista abocanharam do BNDES é uma grande fortuna, imagine então o dinheiro roubado da Petrobras, o dinheiro pego do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Não esqueçamos que o BNDES é um grande guarda-chuva, onde alguns bancos regionais de fomento ao desenvolvimento se protegem.

     

    O primeiro golpe em Brasília, um casal de argentinos montou uma ONG e levou R$ 65 milhões do governo brasileiro e foram embora, mas ninguém fez nada. O nosso Badesul também. Dois empresários argentinos contaram umas histórias mirabolantes e o governo da época liberou um financiamento a los hermanos criativos, e lá se foram quase R$ 70 milhões do dinheiro gaúcho. E ninguém foi atrás dos argentinos para cobrar essa dívida. Não podemos esquecer do golpe que deram no DETRAN.Mas essas histórias de desviar dinheiro não são de hoje. Já tivemos aqui o escândalo do adubo de papel.

     

    E tu não lembra do escândalo da mandioca? Ricos empresários que pegaram o dinheiro público para fazerem o milagre do etanol, através da mandioca. Ouvindo ontem, aqui na Uirapuru a cobertura do Desfile da Pátria, o comentarista, deputado estadual e professor de História, Juliano Roso nos contou que neste país, em algum tempo, só votava e era votado quem tivesse a mandioca na mão, só grandes plantadores poderiam reger os destinos da pátria amada. Hoje não são os plantadores de mandioca, mas verdadeiros assaltantes, políticos e empresários, dando o golpe no povo.

     

    Sai ontem sem rumo, as estradas da região estão ficando boas, mas enquanto os ladrões assaltam a pátria, esqueceram de dizer para alguns trabalhadores da iniciativa privada de que ontem era feriado nacional. Eles deveriam estar nas praças, nas avenidas vendo o desfile ou em casa descansando, não acreditam mais que Sete de Setembro seja feriado, querem produzir e pagar a conta. Enquanto existir essa casta de trabalhadores e empresários honestos este país vai continuar muito rico, apesar do roubo.

  • Quarta-Feira, 06/09/2017

    Imposto do charque e a Lei Kandir

    Estamos vivendo momentos de dificuldades e não é de agora. Temos falado neste blog que, há mais de 50 anos, o Rio Grande deixou de ser aquele Estado respeitado na qualidade de vida e na educação do seu povo. Fomos várias vezes elogiados pelos demais Estados da federação como o Estado diferenciado. Chegaram a dizer que para entrar no Rio Grande do Sul, o resto do Brasil tinha que apresentar passaporte, nós eramos mesmo diferentes.

     

    A produção primária ou primeira, como queiram, a agricultura e a pecuária, que sempre sustentaram este Estado e o país, eram de primeira qualidade. Quando a Revolução Farroupilha foi declarada os gaúchos de então se queixavam da alta taxação do nosso principal produto, que era o charque.

     

    Fomos para a guerra, Bento Gonçalves e outros chegaram a declarar independência do Rio Grande perante o império, e agora estamos vivendo a mesma questão. A União nos cobra uma dívida, que alguns tributaristas dizem já estar paga pelos altos juros que foram cobrados, mas continuam nos achacando, dizendo que a nossa dívida já passa dos R$ 60 bilhões. Essa mesma União, que nos cobra essa divida escorchante, não quer fazer um acerto perante a Lei Kandir, que desde a sua sansão nos tirou no mínimo mais de R$ 40 ou R$ 50 bilhões.

     

    Somos hoje o segundo ou terceiro Estado exportador, e cada grão de soja, cada quilo de frango, ou da carne de gado que exportamos os impostos ficam retidos, o governo federal não devolve e quer que nós, cada vez mais, apertemos o cinto. Se nós não assinarmos o contrato para diminuir os gastos públicos do Estado, eles não vão querer negociar a dívida.

     

    O Rio de Janeiro, que está falido, aceitou as regras da equipe econômica e vai se ver livre de, no mínimo, três ou seis anos para começar a pagar a sua dívida, já recebeu ontem o dinheiro para pagar principalmente o funcionalismo público daquele Estado. E nós aqui, dependendo da boa vontade dos nossos deputados estaduais.

     

    Esse acordo só será assinado se algumas estatais ou autarquias, sejam elas vendidas, privatizadas ou até mesmo federalizadas aceitarem. Mas na hora de votar esse acordo, até os partidos que se dizem aliados do governo estadual se negam a entregar meras autarquias, que só dão despesas e não geram riqueza nenhuma ao Estado.

     

    Mas se falo da taxação do nosso charque e da nossa lã no tempo da Revolução Farroupilha, pergunto “Não estamos vivendo o mesmo momento?”, onde o governo federal não nos paga o que nos deve e ainda tira a pouca chance que temos de negociar. No momento em que o Rio Grande tem a primeira bacia leiteira do país, planta trigo juntamente ao Paraná e a Santa Catarina fazendo a maior produção, ainda somos o primeiro Estado na cultura do arroz.

     

    Agora que o produto está na terra produzindo, ou nos armazéns depositados, os governantes abrem as fronteiras para importação a preços módicos. Pior que isso, de países que fazem a guerra tributária contra a produção gaúcha.

     

    Claro, não estou aqui pregando uma nova Revolução Farroupilha contra o governo da União, mas sim alertando que não está bom assim. Nós devemos e queremos pagar, desde que o nosso devedor nos pague também. Só que daqui pra lá não me serve, e não é humilhando o povo gaúcho que os governantes de Brasília e seus asseclas aqui no Rio Grande vão resolver os nossos problemas.

     

    Enquanto isso, nosso governador que depositou R$ 350 para o funcionalismo estadual, na semana passada, pegou o avião com mais dez “segura a pasta” e se foram para Alemanha. Nós vamos dizer que temos orgulho daqueles que lutaram na Revolução Farroupilha, só que nesta Semana Farroupilha não teremos orgulho nenhum, porque os últimos governantes, que passaram por lá em 50 anos, não me servem nem para lavar a alpargata ou a espora do senhor Bento Gonçalves e seus companheiros.  

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