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JG

  • Quarta-Feira, 28/06/2017

    Os grandes cineastas estão com inveja

    Desde o escândalo do Mensalão, possíveis acusados, suspeitos e investigados dizem a mesma coisa “não fui eu, eu não sei, eu não vi, não existe nenhum dinheiro depositado em minhas contas, não há provas materiais para ficarem me acusando”. Já tô pensando que essa turminha toda é inocente. Como é que pode um cidadão como José Dirceu preso sem provarem nada contra ele? José Genuíno foi acusado, outros foram pegos com malas de dinheiro nos aeroportos do Brasil, mas alegam “esse dinheiro não é meu”.

     

    Isso é ficção! Aí é que eu chego a conclusão de que Steven Spielberg faria muito sucesso, com as histórias contadas pelos nossos políticos. O sítio de Atibaia, o duplex da OAS, não tem donos, o dinheiro carregado na mala do Loures também não tem dono. Já tô pensando que se eu achasse esses milhões de reais, ou bilhões, boiando em Ernestina, como boiou na Baía da Guanabara, eu ia dar umas braçadas, dinheiro boiando não tem dono. Assim como o sítio não é da OAS, não é da Odebrecht, não é do ex-presidente e nem de sua família, então vamos invadir, não tem dono mesmo.

     

    E agora vem Michel Temer, ele e seu secretário “mirim” que foge arrastando a mala. Dizem que não tinha nada dentro daquela mala, tudo invenção da Polícia Federal e do Janot, e também do Supremo Tribunal Federal, pura perseguição. Já tô com pena deles, onde é que se viu acusar um presidente da república, um senador, um deputado federal, ou um ministro importante do judiciário brasileiro sem provas materiais?

     

    E a palavra agora tá na moda, “tudo ilações”, bem na verdade eles queriam dizer “invenção desses mentirosos”. A mídia está inventando os bilhões da Odebrecht, invenção da mídia, os bilhões da JBS também invenção da mídia.

     

    Olho para os meus colegas da redação da Rádio Uirapuru, e lhes pergunto “para que vocês ficam inventando essas coisas? Será que isso é só para me irritar, quando eu chego na Rádio de manhã?”. E já que sou meio papagaio, vou repetir o que estes jornalistas escrevem e dizem. Como chamá-los de larápios se eu não tenho provas?

     

    Agora, o netinho chorão do vovô, Aécio Neves diz que não pegou o dinheiro na mão grande dos irmãos Batista, ele pediu um empréstimo e ofereceu em garantia o apartamento da família. Alguns corretores de imóveis do Brasil dizem que o apartamento, que o senadorzinho mineiro herdou custa no mínimo 48 milhões de reais, e ele vem dizer que deu como garantia esse patrimônio para morder a JBS em 2 milhões, o que é isso?

     

    Então, povo brasileiro, vocês já pensaram que os cineastas mundiais iam ter que fazer uma grande audiência pública, um seminário, um colóquio, concentrar tudo num lugar só para escrever a mais recente história do Brasil? Mas não fiquem preocupados, tudo isso é ficção, e os pensamentos mal pensados desse que lhes escreve.  

  • Terça-Feira, 27/06/2017

    Até neste momento o Brasil dá lucro

    É só olharmos o balancete desses últimos seis meses de grandes empresas, que trabalham sério, sem tentar passar a perna em ninguém, com produtividade, com dedicação de seus diretores e colaboradores estão passando por esta tormenta, que não é econômica, mas sim de credibilidade, ética e falta de respeito da política brasileira.

     

    Todos os dias somos sacudidos por notícias nefastas sobre os nossos representantes, principalmente do nosso presidente depois da delação da JBS. Agora ele não tem mais tempo para administrar esse país, todo dia ele ou seus representantes e aliados tem que vir para mídia explicar o inexplicável.

     

    Quando se viu aquele deputadinho do Paraná correndo, tentando se esconder, arrastando uma mala com 500 mil reais dentro, mais parecia um gurizinho assustado flagrado em uma de suas artes. Olho para ele e vejo aquela figura sendo usada pelos mais velhos, mais parece um gurizinho de mandalete.

     

    E não para por aí, se a coisa apertar o afilhadinho do presidente vai ter que segurar a barra, mas a família dele é muito rica e seus familiares já mandaram recado ao presidente e a seus asseclas, se apertarem muito o gurizinho flocha o bico, abre a boca. Até parece que estou vendo ele dentro do xilindró gritando “Eu quero a minha mãe”. Se ele fizer isso, o presidente e seus ministros mais diretos terão sim que se explicar.

     

    Agora, depois de Rodrigo Janot revelar ao país quais os crimes que o presidente está implicado, já não tem mais como tapar o sol com a peneira, ele só ficará no cargo se os seus aliados na Câmara dos Deputados trancarem um pedido de impeachment. Mas um dos seus principais aliados o PSDB, já está dando sinal de que está quase que arriando a toalha, falta pouco para fugir do barco.

     

    Atrás do PSDB vem outros aproveitadores, que enquanto o prestígio, o apoio está rendendo dividendos, nós ficamos. A partir do momento em que isso, ou essa lamaceira toda, nos prejudicar nas eleições de 2018 não podemos apoiar o que o presidente fez e está fazendo, dizendo aquilo tudo que os últimos já disseram. Um tinha sua frasezinha montada “Assim não dá, assim não pode”, o outro dizia “Eu não vi, eu não sei” e outros já passaram por lá dizendo “Este dinheiro não é meu”.

     

    Pensei até que Michel Temer fosse bem homem e renunciaria o cargo hoje a tarde, que de repente ele pudesse dar uma de herói e renunciaria em nome do povo brasileiro, que não aguenta mais.

     

    Mas agora, para fechar, enquanto nós nos debatemos com essas mazelas o mundo inteiro esta de olho em nós. Ao mesmo tempo que os pessimistas dizem que o Brasil não tem mais o que crescer, os lá de fora acreditam que este momento é de limpeza na política, na economia e na vida pública do Brasil. Estão aplicando sim seus euros, seus dólares, porque acreditam no povo brasileiro, e que o Brasil se bem dirigido poderá ser uma das grandes potências econômicas do mundo.

     

    É só esperar a tormenta passar e a enchente levar toda essa sujeira para bem longe daqui. Nós continuaremos com orgulho de sermos brasileiros.   

  • Segunda-Feira, 26/06/2017

    2x0 para eles

    Essa é a baixa do final de semana na segurança pública. Perdemos um policial civil na sexta-feira no cumprimento do seu dever, e olha que ele não foi lá prender alguém, ele foi lá para executar uma ordem de busca e apreensão em uma residência que estava sendo monitorada e investigada. Chegou com seus colegas de manhã para fazer a tal busca e foi surpreendido por um bandido, que estava escondido num dos quartos da casa. Abriu a porta e mandou fogo pra cima da polícia e o menino policial perdeu a vida ali mesmo.

     

    Revolta total. Por que será essa revolta pela perda do nosso policial? E o pior de tudo, o matador dele tinha várias passagens na polícia, sua ficha criminal tem agressões, tentativas de homicídios, homicídio, tráfico de drogas, uma beleza de ficha e está soltinho Da Silva para continuar matando. Foi triste de ver seus colegas no Estado inteiro chorando a perda de um integrante da sua força.

     

    Ainda no final de semana um soldado da Brigada Militar foi morto aqui pertinho da gente, ao tentar defender um primo foi alvejado. Chegou a ser trazido muito mal para Passo Fundo, mas não resistiu aos ferimentos e perdeu a vida.

     

    De um lado o povo pagando os policias, eles tentando dar maior moral para a força da segurança pública, mas de outro lado as leis soltam esses indivíduos e deixam eles viverem como se nada aconteceu.

     

    Tudo que falamos da falta de segurança é inventada sim pela mídia, porque é só falar com o secretário de Segurança Pública do Estado, ou comandante-geral da Brigada, ou com chefes da Polícia Civil em Porto Alegre, eles nos jogam na cara que é tudo invenção da mídia, que quanto mais falarmos, mais a bandidagem vai se agigantar.

     

    Esse trio, que lhes falei, deveria é dar força para corporação defender seus integrantes. Quantas vezes na execução do seu trabalho brigadianos e Polícia Civil tem que atirar em alguém, matar o bandido para não ser morto, e depois ficam anos dando explicação para justiça militar, ou para sindicância interna que se faz para ver se o integrante, seja ele brigadiano ou mesmo Polícia Civil, não tinha outra forma de enfrentar a bandidagem.

     

    Será que ele precisava matar mesmo? Alguns defensores de direitos dos bandidos fazem essa pergunta. E nós aqui, todos os dias, uma loja assaltada, uma residência assaltada, moradores que viram reféns da bandidagem, veem tudo aquilo que adquiriram ao longo de anos de trabalho sumir da sua frente.

     

    Um automóvel, um computador, uma geladeira, uma televisão, como aconteceu neste final de semana onde o cidadão deixou a sua casa no interior, e no sábado de manhã passou a vizinhança lhe telefonando “Ué, estas desmanchando a casa?”, e ele se surpreendeu. Foi até lá e sua casa estava limpa, até o telhado foi levado.

     

    Para fazer tudo isso, essa bandidagem sabe que não tem ninguém para sair correndo atrás deles, a segurança está sucateada, e tem sempre alguém dizendo que a culpa é da mídia. “Eles ficam alardeando a violência todo dia”, talvez esses comandantes tenham razão, a gente fica alardeando mesmo, tentando alertar as pessoas que estão desarmadas em suas residências. Mas a bandidagem recebe armas de todos os lados, e ao chegar na frente de um juiz a lei lhes favorece.

     

    Só o que falta, num momento desses, é que esses bandidos cheguem na frente do juiz e digam para o meritíssimo “eu não vi, eu não sei de nada, isto não é comigo”. Porque eu pensava que os políticos do Brasil imitavam os bandidos, mas cheguei a conclusão que os bandidos estão imitando as grandes lideranças políticas deste país.

     

    Placar do final de semana é de 2x0, perdemos dois policiais, mas pelo Rio Grande afora, pelo Brasil afora estamos perdendo pais, mães e filhos para esta violência que parece não ter fim. O pior de tudo é que já perdemos as esperanças de que leis mais rigorosas sejam aprovadas e sancionadas contra bandidos, que não pensam duas vezes em destruir famílias inteiras.

     

    Mas lhes pergunto como é que eles estão sempre armados, eles vão ao cartório registrar as suas armas? Eles pedem licença para andarem armados? Se o povo de bem não tem esse direito, se te pegarem com a arma mal documentada você pode ir para cadeia, ou ficar a vida inteira dando explicação ao nosso código criminal. É isso que temos para começar a semana...  

  • Sexta-Feira, 23/06/2017

    Tropica mas não cai

    No gauchês essa palavra “tropica”, e também tem a tropeçou, “tropeça mas não cai”, trazendo um linguajar aqui para minha pátria de São Pedro, quantos políticos brasileiros estão tropeçando nos próprios calcanhares e não caem. Depois que surgiu a denúncia do Mensalão, a Lava Jato que está em incursão, e também o escândalo da JBS, só com políticos brasileiros, são 1.829 que estão balançando, tropeçando e não caem.

     

    Volte e meia a gente vê que fulano foi pego com a mão na cumbuca. Uns estão sendo investigados pelo Sérgio Moro, outros estão sendo transferidos para Justiça Federal em São Paulo, outros em Brasília, uns estão com o pé na cadeia, já tiveram as suas portas pedaladas às 6h. Todo mundo tropeçando e o povo brasileiro se perguntando quando é que eles vão cair. Quando vamos ver de perto lideres políticos que tinham o nosso respeito e a nossa admiração, que estão na cadeia ao menos devolver o dinheiro que roubaram?

    Por enquanto, só uma parte deste dinheiro está depositado judicialmente em nome do povo brasileiro. Alguns banqueiros, que financiaram campanhas e foram pegos no Mensalão, não só foram punidos como suas agências bancárias estão fechadas. E estes que se avançaram no BNDES, no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, nos fundos de pensões da Petrobras, da Caixa Econômica Federal, dos Correios e outros afins, quando é que vão deixar de tropeçar e se esfacelar diante do povo brasileiro?

     

    Todos os dias têm uma pedra no caminho, como diria o grande escritor brasileiro Carlos Drummond de Andrade, “tinha uma pedra no caminho, no meio do caminho tinha uma pedra”. Há muitas pedras no caminho desses políticos insensatos, inescrupulosos, que estão vendo o seu povo moribundo procurar emprego, são mais de 14 milhões. Muito mais do que isto está todos os dias na porta dos hospitais procurando um lenitivo, para aplacar a sua dor, curar a sua doença.

     

    Quantas crianças estão a mercê do crime organizado, a serviço de marmanjões que usam esses menores para ficarem ricos, enxerem os seus bolsos. Já tem até criança com 12, 13 anos de idade de arma na mão, e não é mais 22, 32 ou 38, é fuzil na mão mesmo, com sede de matar, de destruir famílias inteiras. E eles, os políticos, continuam só tropicando, mas não caindo.

     

    É presidente da república sendo investigado, senador da república denunciado e proibido de entrar no Senado, um empresário preso, Marcelo Odebrecht e seus seguidores. Os irmãos Batista estão aí, soltos, livres para continuarem cometendo crimes. Levaram dinheiro, bilhões de reais para fora do país, e se propõem a pagar agora uma multa de no máximo 1 bilhão e as autoridades constituídas deste país estão quase que aceitando, batendo no peito para nós, que não temos nenhuma proteção do judiciário. Dizem: “nós estamos fazendo justiça, eles estão devolvendo o dinheiro que roubaram”.

     

    Mas aonde mesmo? Eu ainda não vi os 6 bilhões de reais levados da Petrobras e devolvidos. Ainda não vi os bilhões que levaram do trabalhador devolvidos também, os fundos de pensão os quais eu me referi ou estão falidos ou estão falindo.

     

    Os colegas aqui da redação, Mateus Miotto, Bárbara Born, Daniela Cenci e Lucas Cidade que me deram este título, foi quando o colega Miguel, bradando no corredor uma palavra bem feia, em português seria “ponte que pariu”, e eu emendei: tropicou mas não caiu.

     

    Eles continuam tropicando, mas tão cedo não vão cair. O povinho sim, esse está caindo todo dia na lama que estes políticos produziram não na sarjeta, mas sim no meio das avenidas, das grandes, pequenas e médias cidades do meu país. Mas será que eles vão errar o passo e cair mesmo?   

  • Quinta-Feira, 22/06/2017

    Privatizações no Estado

    Todo e qualquer brasileiro se queixa da falta da saúde, de segurança e de educação. O brasileiro sonha com o Estado menor, não com um Estado cheio de riqueza que não as distribui para o seu povo, e aqui no Rio Grande do Sul não é diferente. Estamos agora debatendo sobre a privatização de empresas que não deveriam estar sobre o controle do Estado, gerando verdadeiros cabides de emprego, estamos falando da CEEE, da Sulgás, da CRM.

     

    São empresas para iniciativa privada que sabem administrar, os políticos não sabem administrar nem a própria vida, e quando chegam ao poder fazem dessas estatais verdadeiros “toma lá da cá”. Governadores, deputados e outros tentam fazer dessas empresas a sua perpetuação no poder. Eles geram uma engrenagem nefasta para o povo de qualquer nação, e o Rio Grande de “pires na mão”, pedindo perdão da dívida do Estado para com a União. Já não entro mais na questão se a dívida foi paga ou não ao longo destes 50 anos.

     

    Agora, a grande verdade é que o povo é refém dessas estatais. Temos o Banrisul, que também deveria ir pra marca do pênalti, o governo do Estado não sabe administrar um banco. Vou lhes contar uma história, há bem pouco tempo um cidadão gaúcho, aqui em Passo Fundo, foi pagar o IPVA no Banrisul, que é um tributo que vai direto para o cofre do Estado, e ele foi aconselhado a ir pagar numa lotérica.

     

    Outro cidadão tem uma casa no valor de R$ 300 mil e tem a sua empresa que gera três ou quatro empregos, precisava de R$ 40 mil para dar fôlego financeiro ao seu empreendimento, mas disseram para ele que sua casa não valia como segurança bancária. Falaram que ele deveria apresentar dois ou três avalistas com propriedade. A casinha dele não interessa, mas se eu apresentar esses avaliadores, mesmo que não tenham outra coisa na vida, a não ser a sua casa para morar, eles aceitariam.

     

    E os arautos do Rio Grande estatal gritam e batem no peito: “O Banrisul é o banco de todos os gaúchos”. É pura mentira! Até pode dar lucro, mas mostrem em números para o povo lá do Jaboticabal, lá do Záchia, nas vilas, vão de casa em casa e provem que esse banco é dos gaúchos. Se você precisar de um poste para instalar a luz na sua casa, comprar uns metros de canos para água e o esgoto esse banco, que se diz dos gaúchos, não lhes dará um vintém.

     

    Em algumas agências o tratamento é tão ruim que o cliente chega constrangido e sai humilhado, então este é o banco dos gaúchos? Que gaúchos eles estão falando, se nenhum crédito para arrumar uma cerca lá no interior, ou comprar uma vaquinha para aumentar o rendimento rural esse banco dá?

     

    Ainda bem que o governador Sartori fez uma coisa que sempre se pediu, de que a diretoria desse banco deixasse de ser apadrinhado por deputados de todos os partidos apoiadores do governado, e se tornasse ao menos uma direção profissional, com gente do quadro geral.

     

    Graças a Deus, há muitos anos não entro no Banrisul. Mas tivemos e temos grandes administradores nas regionais e locais, não são pelas pessoas que trabalham lá, mas é pela administração gessada que ainda persiste em continuar.

     

    Arautos da estatização, da manutenção, dos empreguinhos fazem reuniões, juntam o povo para dizer que devemos proteger as nossas riquezas, mas que riquezas são essas que para o povo nenhum tijolo, uma pá de areia são capazes de financiar? Ainda mais que neste momento passam por sérias dificuldades, principalmente os meus irmãos da Fronteira, que tiveram as suas casas alagadas, seus lares destruídos, que levaram a vida inteira para adquirir uma geladeira um fogãozinho, uma televisãozinha, tudo foi perdido, até o cobertor para lhes aquecer neste inverno.

     

    Por que estes que fazem encontros, seminários, debates sobre essa privatização não vão lá na beira do Rio Uruguai e em outras comunidades, que tiveram a invasão das águas e destruíram tudo do pouco que conseguiram?

     

    É só isso senhores, chega de blá blá blá, o povo gaúcho usa bombacha, bota, espora, lenço no pescoço, somos meio rudes para falar, somos chamados de grossos, mas não nos chame de burros.  

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