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JG

  • Quarta-Feira, 21/06/2017

    Será que são todos iguais?

    Estou falando dos poderes que têm o dever de governar esta pátria. Num primeiro momento, o Mensalão nos revelou que os nossos parlamentares, a Casa do Povo, como eles dizem, estaria contaminada. Aí vem a Lava Jato e confirma. Não a maioria, mas, principalmente, aqueles que têm poder de decisão.

     

    O nosso legislativo, aqueles que deveriam legislar para defender a democracia e os direitos do cidadão, estavam e estão comprometidos.

     

    Depois vem a Lava Jato e aumenta o número de parlamentares que se deixaram levar pela propina, pelo dinheiro desviado da maior empresa brasileira, a Petrobras.

     

    Agora surge a maior empresa da iniciativa privada dizendo que comprava tudo, um “cala te boca” em tudo, medidas provisórias para favorecer os grandes negócios. Só que aí sai do legislativo e vem para o executivo. Executivo este que já estava comprometido desde um Mensalão, até o escândalo da JBS.

     

    Mas, nas entre linhas, surge alguns componentes do judiciário comprometidos com os irmãos Batista, ou será que também estavam comprometidos com o seu Emílio e a família Odebrecht?

     

    Ainda temos que ouvir os arautos da democracia no parlamento, com cara de cachorro que comeu graxa dizendo que não devem nada, e de que todas as suas contas foram aprovadas. A presidente “impeachtmada”, o presidente dando explicações quase que sem fundamento, como o pequeno que se vê acoado, pressionado pelo grande.

     

    O grande que eu falo é o povo brasileiro, que já não acredita mais no Estado, olha para o seu representante maior e se decepciona, olha para o Congresso Nacional e se pergunta: será que não vai sobrar nenhum capaz de levar a pátria a paz e ao desenvolvimento?

     

    Ainda temos o judiciário, mas quando as vozes do judiciário tentam também defender quem assaltou o dinheiro público, eles são capazes de dizer que não podemos cair na ditadura do judiciário. O povo brasileiro não quer ditadura, nem no judiciário, nem na vida política, na economia e nos demais direitos do cidadão.

     

    O povo brasileiro só quer três poderes para gerenciar aquilo que se produz, e se garanta o mínimo de dignidade para esta nação que se chama Brasil. E eu com meus botões, todos os dias, me pergunto: será que são todos iguais?  

  • Terça-Feira, 20/06/2017

    Os grandes bandidos do Brasil

    Volte e meia aparece na mídia um grande bandido do Brasil. Até parece notícia requentada, aquela informação que saiu ano passado, de repente o desdobramento judicial está acontecendo agora, a gente esquenta a notícia.

     

    Um cara que virou lenda no Brasil chama-se Fernandinho Beira-Mar. Quando estava solto mandava no Rio de Janeiro, mandava mesmo, no povo, nos governos, nas escolas de samba, no turismo, e mandava também no jogo do bicho e no tráfico de drogas. Preso e condenado está cumprindo a sua pena num presídio de segurança máxima, pois não é que o Beira-Mar quase virou celebridade.

     

    Neste final de semana, ele deu entrevistas a órgãos nacionais, para imprensa e se declarou um cara pobre. “Tudo o que eu ganhei eu perdi. Minha família está pobre, eu sempre fui um empreendedor, tinha mais de 9 mil empregados diretos no Rio, está gente está desempregada”.

     

    E eu lendo e ouvindo essas reportagens quase fiquei com pena dele, cheguei a pensar como um cara que movimentava milhões de reais por ano, chegam a acusá-lo de que mesmo preso ainda tem uma fortuna de mais de 9 milhões de reais em dinheiro, fora os bens, e ele diz que não é verdade.

     

    Mas a melhor dele foi esta pérola: o repórter lhe perguntou o que dá mais dinheiro, o tráfico de drogas, o tráfico de armas, ou o jogo do bicho? E ele, na sua soberba, respondeu: “Nada disso, o que dá mais dinheiro no Brasil hoje é ser político”. Quase que concordei com ele.

     

    O que os políticos estão fazendo com a nação é de deixar os grandes bandidos do Brasil com vergonha e protestando, mesmo dentro de suas celas.  

  • Terça-Feira, 13/06/2017

    Eu torço é pelo Brasil

    Primeiramente foi o Impeachment de Collorl, por causa de uma Elba e 5 milhões de dólares. Deu no que deu, a maioria no Congresso ia ao microfone e, comicamente, bradava: “Pela minha família, pelos meus filhos, pelo meu pai e pela minha mãe, eu digo sim”. E Collor foi defenestrado do Palácio do Planalto.

     

    Veio Itamar Franco com o consenso da maioria do Congresso e dos brasileiros, e tocou o Brasil para frente, para melhor. Plano real, inflação em queda, tudo o que o Brasil precisava.

     

    Fernando Henrique Cardoso tornou-se presidente da república por duas vezes, e eu torcendo pelo meu país. Veio Luiz Inácio Lula da Silva, também duas vezes presidente e os pobres tiveram um pouco mais de dignidade, a comida pra comer, a casa pra morar, a universidade financiada pelo governo para os mais pobres.

     

    Depois Dilma governou um mandato e meio, e veio o Impeachment. O Brasil estava caindo em um buraco, caos social, econômico e politico. Temer assume todo mundo de boca aberta: “E agora, o que vai ser do nosso país? Ele vai governar só para os ricos, os pobres não terão vez?”.

     

    A maior operação contra a corrupção, que já se fez neste país, vai ser interrompida. E essa operação, chamada Lava Jato, compromete até mesmo o presidente da república e seus principais seguidores.

     

    Semana passada, o julgamento da chapa Dilma-Temer, se condenados fossem Dilma ficaria inelegível por oito anos e Temer teria que sair da presidência da república, mas o resultado você já sabe. Agora o pedido de Impeachment contra Temer. O Congresso Nacional talvez tenha que se manifestar e o governo, o executivo melhor dizendo, fazendo todas as manobras possíveis para se manter no cargo.

     

    Alguns continuam achando que foi golpe, e é golpe. Os que saíram ficam julgando e dizendo “Nós avisamos que Temer não ia ser um bom presidente para o país”. Mas deixar este país mergulhar, cada vez mais, na lama econômica, sem desenvolvimento, sem perspectivas é bem pior. Ele que se explique para justiça, se é inocente ou não.

     

    Eu não quero nem saber, porque nunca torci para Fernando Henrique Cardoso, nem Lula, nem Dilma, e nem Temer. Estou torcendo é pelo meu país, isto é o que me interessa, que a economia se restabeleça, que os programas sociais continuem atendendo os mais carentes e que os políticos de uma vez por todas deixem de ser caroneiros, verdadeiras mochilas, parasitas, que dependem sempre dos outros.

     

    Os ratos do navio já saltaram pensando nas eleições de 2018, mas não trazem no bojo de programas partidários um programa para realmente dar estabilidade para este país. Venha quem vier, não estou nem aí, mas, pelo amor de Deus, o que vier pense neste país que não para de sangrar.  

  • Segunda-Feira, 12/06/2017

    Golpe no FAT, FGTS e Pronaf

    Parece que, de repente, as coisas começam a tomar forma. Este país, volta e meia, é vítima de fraudes, mas parece que agora a justiça começa a reparar os danos. Dinheiro voltando para os cofres públicos do Rio de Janeiro, roubados pelo seu ex-governador Cabralzinho e sua gangue, e não é pouca grana. O Rio de Janeiro é um Estado falido, só não faliu porque a coisa pública não pode fechar as portas.

     

    Agora Paulinho da Força, defensor ferrenho do trabalhador contra as reformas trabalhistas e previdenciária, foi condenado e pode perder o seu cargo de deputado federal, que ganhou graças ao suor do trabalhador brasileiro quando ele e sua gangue assaltaram o Fundo de Amparo ao Trabalhador.

     

    Há muito tempo temos falado aqui, neste blog, que esse é um dinheiro sagrado, que os ladrões têm que devolver ao trabalhador. É um dinheiro que é descontado de nós para custear cursos profissionalizantes pelo país afora. Pois Paulinho e sua gangue criaram cursos fictícios, de fachada, e levaram o dinheiro do Brasil. Ele ainda tem direito a recurso, mas tomara que os seus recursos sejam negados. Não pode um cidadão assaltar o dinheiro público, e ficar pregando como se fosse o arauto de todos os direitos nacionais.

     

    Depois desta, tomara que também se chegue aos assaltantes do Pronaf. Algumas lideranças pegaram o dinheiro da agricultura familiar, fizeram o financiamento em nome de pequenos e humildes trabalhadores rurais e financiaram as suas campanhas politicas. Se elegeram e o pequeno produtor ficou encalacrado. Tem gente que nem sabia que tinha recebido o tal financiamento da agricultura familiar.

     

    Vocês devem estar se perguntando “com roubos de bilhões do Brasil, JG está se preocupando com esses milhares de reais, que foram parar em bolsos de deputados estaduais e federais”. Eles fizeram as suas campanhas, se elegeram, tomaram proporções de grandes lideranças, mas não passam de grandes falsários usando o dinheiro deste trabalhador.

     

    É bom que se diga, que todos que dirigiam sindicatos de trabalhadores e centrais de trabalhadores no Brasil se elegeram, sempre com a contribuição sindical deste trabalhadores. Eu sei que a justiça é lenta, pode ser, mas ela não pode falhar e os ladrões terão que ser pegos, logo ali.  

  • Quinta-Feira, 08/06/2017

    Eu já sabia

    Essa frase você ouve ou vê muitas vezes em comemorações esportivas, e agora eu vou imitar as torcidas: “Eu já sabia que o Mensalão existia, eu já sabia que a propina da JBS existia. Eu já sabia que os Jogos Pan-americanos, as Olimpíadas e a Copa do Mundo iam dar nisso, estádios superfaturados, obras no Rio de Janeiro que dinheiro do povo brasileiro foi dado e até hoje as contas não foram prestadas”.

     

    As autoridades brasileiras estão fazendo de tudo para tentar abrir essas “caixas pretas”, mas não é só isso, quem vai devolver o dinheiro do Fundo de Garantia que Eduardo Cunha e sua gangue roubaram do trabalhador? Quem vai devolver o dinheiro do FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador, dinheirinho que era para custear cursos profissionalizantes pelo país afora? E as loterias da Caixa, que já tem gente dizendo que “muita água rolou embaixo da ponte”, mas ninguém sabe aonde foi parar o dinheiro.

     

    E aquela dinheirama que boiou na Baía da Guanabara, no Rio de Janeiro? Agora, aqui no Sul do Brasil, obras sob suspensão na minha terra, em Uruguaiana, estão na Lava Jato. Aqui no Norte do Estado prefeitos e outros deram o golpe do asfalto, lhes compravam asfalto e o caminhão transportava resto de construção. Não foi asfalto, foi um assalto mesmo. E o papel higiênico, que estreitou e encurtou quase que me sujei os dedos.

     

    Eu escapei, tô escapando, não sei até quando, mas não acharam ainda, nem na lista da Odebrecht, nem na lista dos irmãos Batistas da JBS. Mas tiveram presidentes que foram aos campos petrolíferos sujar as mãos. E a saúde do Rio de Janeiro, que Cabral descobriu e deixou o povo carioca morrendo por falta de leito e de medicamentos.

     

    Voltando para o Sul parece que aquela turma, que foi pega no escândalo do Detran, vai devolver os 44 milhões, mas será que este dinheiro volta mesmo? E o dinheiro do Badesul, emprestado aos empresários argentinos foram mais de 60 milhões de reais que os hermanos embolsaram e foram embora.

     

    Que coisa séria! Se eu começar a me lembrar de cada dinheiro, que tiraram da mesa do trabalhador é de arrepiar. E o escândalo da carne já passou? E o escândalo dos peixes em Itajaí, também já passou? E o leite adulterado, já limparam? Então amigos, eu já sabia que esta turma que andou nos últimos 50 anos nos palácios em Brasília, e na sua periferia, se serviram.

     

    Ah, eu ia me esquecendo de elogiar uma ação da Guarda Municipal com a Receita Estadual, caçando motoristas, guinchando automóveis que estavam ou estão em débito com o tributo estadual. Coitados dos trabalhadores que foram fazer essa blitz, alguns têm os seus salários parcelados e outros ganham verdadeiras merrecas, porque o “carregador de piano”, neste país, ganha uma merreca. Só o tocador de piano, geralmente indicado pelo governante da hora, é que ganha bem, anda com segurança, tem ar-condicionado no seu escritório, cafezinho e água mineral, por pouco não é aquela água mineral importada da França, como é nos palácios em Brasília.

     

    Aí eu fico pensando, para achar o devedor do IPVA, e de outros pequenos tributos, o Estado é forte e organizado, mas para o grande peixe devedor da nação eles não acham ou o oficial de justiça não encontra. Quando bem entender ele se apresenta para pagar a dívida, se o governo lhe der um bom desconto e um bom prazo para pagar. E não é um “prazinho” é 60, 70, 80, ou até 25 anos para o cara que deu o trampo no país pagar a sua dívida.

     

    E alguns de toga, ufanistamente, vem para mídia e anunciam que a justiça se fez, eles vão pagar, mas em suaves prestações mensais. Enquanto o pequeno devedor, se não pagar até o último dia útil de cada mês alguém vai lhe achar bem ligeirinho e lhe pôr a arma na porta do seu estabelecimento.

     

    Para terminar eu lhes digo “Eu já sabia”. O provérbio está certo, as leis no Brasil são como uma malha de pesca, onde os pequenos se enredam e os grandes roem ou arrebentam a malha.  

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