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JG

  • Quarta-Feira, 28/12/2016

    Voltar atrás, admitir o erro

    Quando jornalistas do Brasil e do mundo recebem uma informação oficial, ou extraoficial, o intuito é informar e, se possível, como se diz na gíria jornalística “furar a concorrência”, dar a notícia em primeira mão. Quando erramos temos que ter a humildade e a capacidade de admitir o erro e, ainda, recuperar a notícia como ela é e não da forma que pensamos.

     

     

    Pois o homem público, seja ele presidente da república, governador, prefeito ou até o presidente do Tribunal de Justiça Federal, pode também voltar atrás de uma medida que, muitas vezes, poderá prejudicar uma população inteira. Isso não tira o mérito dele ser ou não um grande homem público.

     

    Me parece que se o presidente da república errar num decreto e voltar atrás é um direito dele, porque muitas vezes uma pessoa que detêm o poder, tem também próximo a si uma camarilha, e isso não é ofensa, porque conforme diz o nosso dicionário Aurélio, camarilha é o número de conselheiros que, muitas vezes, querem influenciar o dono do poder em tomar decisões, às vezes, precipitadas e avassaladoras, mas sempre querem influenciar o chefe. Até na iniciativa privada existe o diretor ou os diretores, que mantêm um colegiado de funcionários próximos a si e periodicamente vão até o seu colegiado, antes de tomar qualquer decisão.

     

    Ontem, quando saiu a notícia que o avião do presidente da república ia ser abastecido com um 1,7 milhão de reais para servirem o café da manhã, o almoço, a janta, eu mesmo cai de pau aqui, disse até que se fosse amigo do presidente iria levar para ele o cardápio, a relação dos alimentos que recebem os nossos alunos em escolas públicas. Não foi preciso, quando o presidente ficou sabendo de que o gasto estava sendo encaminhado, suspendeu a medida.

     

    Um homem público, seja de esquerda ou de direita, já que alguns intelectuais preferem classificar o povo brasileiro assim, alguns políticos estão vivendo o comunismo dominante, o muro de Berlim que não caiu para eles. Mas se a decisão favorece a população, não me interessa de que partido seja, errar é humano, mas persistir no erro é muita burrice e, ao menos isso, Temer não foi.

     

    Pegou mal o orçamento do avião, brinquei hoje de manhã no Repórter do Povo que o avião estava com sobrecarga, não de alimentos, mas do dinheiro arrecadado dos impostos do povo brasileiro. “Descarreguem o avião, ele está muito pesado, não de carga, mas de superfaturados os alimentos que iriam compor a cozinha do avião presidencial”, brinquei.  

  • Terça-Feira, 27/12/2016

    O que custa um homem público

    Já podemos ver o que custa um senador da república, um deputado federal, um deputado estadual, um vereador, só que agora degringolou, a pesquisa no Portal Transparência diz o que custa um homem da justiça, um juiz, um desembargador, um promotor, um procurador da república, enfim homens que compõem o Estado, que é composto pelo Executivo, pelo Judiciário e pelo Legislativo.

     

    Ficamos boquiabertos com as vantagens que eles levam, além do merecido salário. Mas agora, a tarde ficou mais sério ainda, foi divulgada uma licitação lá em Brasília para comprar a alimentação do avião presidencial, onde o presidente da república viaja com seus convidados. É de estarrecer, 1,7 milhão de reais para fartar a geladeira e o freezer da nave presidencial. Ficamos mais magoados ainda.

     

    Lembrei-me do assessor de um governador de estado, que ao receber o seu chefe nas dependências da residência governamental foi as compras para agradar os seus chefes. Lençóis, fronhas, colchas todas de cetim, ainda bem que seu chefe, um homem cometido mandou devolver. Os carregadores de pastas, os puxa-sacos de plantão, vão enchendo a vida de seus chefes políticos de penduricalhos e mordomias, gastos do dinheiro público.

     

    O presidente ou o governador, até mesmo os prefeitos às vezes não sabem que estão sendo saqueados, através desta gente que não mede as consequências para agradar os “chefetas”. Isso nos revolta.

     

    A merenda escolar de uma escola pública não pode custar mais do que R$ 3,50 por criança, é esse o dinheiro que o Ministério da Educação repassa para merenda. Será que o presidente da república de plantão sabe quanto custa um sanduíche no seu avião? Uma água mineral? O sal da comida do avião, que tem que ser importado do Himalaia? E as crianças da minha escola pública, muitas vezes, nem o sal barato tem para temperar esta merenda.

     

    Eu te juro que se eu fosse deputado federal, amigo do presidente, na minha visita às bases, eu iria a Passo Fundo ou em qualquer vila da grande Porto Alegre numa escola pública, tiraria uma cópia do cardápio que é servido as crianças da escola e mostraria para o presidente. Enfrentaria a lista de compras para a sua cozinha do jato presidencial, com a lista da merenda escolar que é servida no Brasil, que às vezes nem é servida, porque nem esse dinheiro destinado para merenda chega ao seu ponto final. Isto me dá nojo!  

  • Segunda-Feira, 26/12/2016

    Já vínhamos falando

    Há muito tempo, debatemos na Rádio Uirapuru sobre o Tribunal de Contas do Estado, o Tribunal de Contas da União, o Tribunal de Justiça Militar e outros órgãos, que seriam fiscalizadores para defender o povo gaúcho e brasileiro, mas que se tornaram meros “cabides de emprego”. Um deputado federal, que prestou grande serviço ao presidente no poder, será nomeado Ministro do TCU. Um deputado estadual, que prestou um grande serviço para o governador de plantão, será um dos grandes conselheiros. Um coronel da Brigada Militar, anos de trabalho pela gloriosa, mas fez um grande serviço para o senhor governador será nomeado ministro da Justiça Militar.

     

    Esses cargos que falávamos aqui, são cargos vitalícios, a vida inteira enquanto forem vivos terão salários de conselheiros, de ministros, agregando-se aos seus salários de origem. Eis que agora, o Ministério Público denuncia os culpados da crise do estado de calamidade financeira, instalado nos estados de Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

     

    Os estados só chegaram neste ponto, porque não houve uma severa fiscalização destes órgãos, que deveriam defende o dinheiro público, o bem público, mas na hora de aprová-los fizeram “vistas grossas”, aprovando gastos além do que garantia a lei de responsabilidade fiscal de cada governo. Aí, os governos gastadores foram pegar dinheiro no Banco Mundial, no Banco Interamericano, ou avançaram até mesmo nas reservas judiciais, sempre deram um jeitinho de tapar o sol com a peneira.

     

    Estava eu conversando neste sábado com um servidor do Estado, que está na Reserva, e dizia ele: “Tarso Genro foi o melhor governador para nós, nos deu aumento até 2018”. Só que o próprio governador não disse para ninguém de onde sairia o dinheiro, e é isto que um Tribunal de Contas do Estado deveria fazer. Gastou tanto de onde saiu? Vai gastar tanto, de onde vai sair? Mas não, amigos do poder, nomeados pelo poder, podem fazer que eu aprovo.

     

    E hoje estamos aí, salários parcelados, 13° sem pagar, funcionários públicos estaduais sem previsão de receber o próprio salário do mês de dezembro, enquanto esses tribunais fiscalizadores procederem assim, os estados vão continuar na penúria. O dia que tirarem este apadrinhamento e deixarem os técnicos, que conhecem os processos trabalharem, governadores terão mais responsabilidade na hora de gastar o dinheiro do povo.

     

    Sempre pensei e sempre respeitei todos os Tribunais de Justiça, de Contas, o próprio Tribunal de Justiça Militar, porque achava que eles eram um aparelhamento para defender o povo que paga imposto, mas quando o senhor conselheiro do TCE ou o ministro do TCU são nomeados por partidos políticos, não há esperança nenhuma que as leis sejam respeitadas e que o povo possa acreditar num Brasil melhor, num Estado melhor, numa vida melhor, sem sobressaltos na hora de precisar de um médico, um remédio, uma escola e de um guarda pra me dar segurança. Tomara que em 2017 não tenhamos que lamentar essas coisas aqui. Nomeação não, competência e seriedade sim.  

  • Quarta-Feira, 21/12/2016

    Fundações que afundavam

    O Rio Grande do Sul vive, neste momento, uma verdadeira revolução, o pacote de maldades do governador virou pacote de bondades para os rio-grandenses. Saiu hoje a relação das fundações que foram extintas. Quando falávamos neste blog que algumas fundações eram compostas por cargos de confiança, uns amiguinhos do rei e outros amiguinhos de quem cerca o rei, as pessoas me chamavam de fascista, que eu não sabia o que estava falando, que nem tudo era troca de favores.

     

    No governo Yeda, quando o deputado estadual Gilberto Capoani declarou na tribuna da Assembleia Legislativa de que aquela casa, que deveria ser para defender os interesses do povo gaúcho, havia se transformado em um grande balcão de negócios, quase o crucificaram.

     

    O Rio Grande do Sul vive ainda uma de suas maiores crises financeiras. O salário de novembro foi pago na semana passada, o 13° do funcionalismo não se sabe se vai ser depositado este ano, ou ficará para o ano que vem. E não esqueçam que antes do fim do ano, o governo vai ter que pagar o salário de dezembro.

     

    A coisa foi afundando de um jeito que não tem mais saída. Agora, estamos festejando a decisão da Câmara dos Deputados que joga o pagamento da dívida do Estado com a União para daqui três anos. Estima-se que o Rio Grande vai economizar até lá 8 bilhões de reais, mas não esqueçam que esta dívida não foi perdoada, ela foi prorrogada. No final desses três anos, vamos ter que pagar e o nosso credor, a União, poderá cobrar juros escorchantes, como sempre faz.

     

    Tem gente que está de cara torcida com a imprensa, e com alguns setores da sociedade, porque estão aplaudindo a coragem do senhor governador de acabar com oito fundações, que não dão lucro nenhum e só geram prejuízos. Para que essas fundações, que na sua maioria são moeda de troca por apoio dos partidos políticos? E podes verificar, olhar quem estava contra a extinção destas fundações, eram deputados que em sua maioria usavam essas fundações para dar emprego aos seus correligionários, e alguns aparelhados de partidos políticos que só sugam o país.

     

    Lhes pergunto: partido político gera riqueza? Não, não gera, eu lhes garanto, ao contrário, um projeto na Câmara dos Deputados em Brasília está estudando sobre o aumento da verba partidária, que hoje passa de 800 milhões, ela poderá ganhar um aditivo substantivo e passar a valer 3,2 bilhões.

     

    E esses 36 partidos, que estão lá, geram alguma riqueza para este país? Pagam o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço? Imposto de renda? E os aluguéis em Brasília para todo estafe, quem é que paga? Somos nós, brasileiros que produzem no campo, na indústria, no comércio, nos serviços, tudo o que move economicamente este país.

     

    Mas vamos voltar para o Estado gaúcho, calcula-se que com a extinção dessas fundações o Estado vai economizar 145 milhões de reais, ainda é pouco para quem tem um déficit orçamentário de quase 8 bilhões de reais.

     

    Ficaram bem brabos aqueles que perderam a teta, o Rio Grande não pode ser “uma mareca das assas bem grandes” para abrigar os marequinhos, que sempre foram verdadeiros bezerros, carneirinhos, terneirinhos, que só sugaram a vaca. Mas a teta secou, e não teve outra saída sem ser essa.

     

    Sinto muito, afinal de contas são 1.002 pessoas que vão perder o emprego, isto mesmo, eles perderam o emprego, porque nunca tiveram serviço.  

  • Quarta-Feira, 14/12/2016

    O dia com dois assuntos

    Primeiro tópico: a entrevista do vice-governador

     

    Hoje pela manhã, no programa Repórter do Povo da Rádio Uirapuru, esteve nos visitando e falando com seu povo o vice-governador, José Paulo Cairoli. Não preciso recordar que o governo e o Estado do Rio Grande do Sul estão com sérias dificuldades financeiras.

     

    Quem acompanhou desde o início a entrevista ouviu o que perguntamos a ele: se com todos os cortes que estão previstos no pacote para ser votado na Assembleia amanhã ou terça-feira, o Rio Grande vai ter como resolver problemas cruciais na área da educação, da saúde, da segurança e da infraestrutura, que são as estradas sucateadas.

     

    “Todos nós sabemos que em dois anos, por melhor que seja, não iriamos resolver”, foi o que falou o vice-governador.

     

    Mas, muitas vezes, parece que algumas pessoas não querem ouvir, só ouvem o que lhes interessam. Misturando Estado com governo, Estado com partido politico, e isto foi perguntado e respondido.

     

    Segundo tópico: A falência da VARIG

     

    O segundo tópico, que eu gostaria de abordar com os senhores, é que hoje, dia 14 de dezembro, mas em 1966 morria Rubem Berta. Para quem não sabe, foi o primeiro funcionário e diretor-presidente da maior empresa aérea que o Brasil já teve, chamava-se Viação Aérea Rio Grandense (VARIG). Pois esta empresa fez história, chegou a ter mais de 20 mil funcionários só no Brasil.

     

    A aviação brasileira era respeitada, mas depois, quando seus diretores resolveram fazer desta empresa que era privada, uma administração como se fosse pública, concedendo vantagens a alguns foi a falência. Não precisaria ir a derrocada, se bem administrada continuasse sendo. Depois foi briga politica com o governo central, exigindo cada vez mais da empresa na questão tributária e interesses nacionais e internacionais acabaram com esta empresa.

     

    Na história da VARIG, a empresa viajava todo o mundo, Estados Unidos, Europa, Ásia e América Latina inteira, tinha uma credibilidade fora de série. Vocês sabiam que quando os brasileiros viajavam para fora do país, se nós encontrássemos qualquer dificuldade diplomática ou de saúde a primeira coisa que um brasileiro fazia era procurar um escritório da VARIG, não as embaixadas do Brasil. A empresa tinha mais credibilidade fora do país, que o próprio corpo diplomático do meu Brasil.

     

    Se houve má gestão é uma certeza, mas também teve, como diria Leonel Brizola “interésses”. Não esqueçamos que para favorecer o capitão Rolin e o Wagner Canhedo, dois empresários paulistas, foram favorecidos pela administração do Brasil.

     

    Quando se dá incentivo para tantas empresas e setores da indústria, principalmente quando se protege com “as asas de protetor” os bancos internacionais com incentivos, há até perdão de dívidas como o fisco.A VARIG não poderia receber estes incentivos, interesses de grupos ligados ao governo da época, algumas coisinhas que a gente não pode esquecer.

     

    Se em um momento me encantei com Luiz Inácio Lula da Silva e seus asseclas, muito me desencantei também. Quando os governantes desmontam empresas valiosas, como foi o caso dos Correios, fatiado para agradar partidos políticos, perdi as esperanças, e com a VARIG foi a mesma coisa, ficou na saudade e, mais do que isso, esta mágoa eu não esqueço.  

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