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JG

  • Terça-Feira, 06/12/2016

    Não tenho vontade de rir

    A minha risada ultimamente tem sido meio forçada, porque os acontecimentos no Brasil não deixam alegre nenhum cidadão que tenha um pouquinho de brasilidade. A nova república nos devolveu a democracia, mas democracia sem pão na mesa não tem graça. Embora algumas pessoas mais ufanistas ficam sempre elogiando a democracia, eu lhes pergunto se esta democracia, em que os poderes se adonaram das riquezas do país, só para eles, é que serve os lucros que a nação tem.

     

    O pior de tudo é que na hora de falarem em previdência social a pregação é a mesma, entra governo e sai governo, entra partido e sai partido, o aposentando, o trabalhador, o pensionista estão sempre devendo para eles. Nos jogam na cara que o prejuízo deste ano na previdência é de 186 bilhões de reais, este é o desfalque. Falam como se o aposentado da iniciativa privada, o aposentado do serviço público estadual, federal e municipal fossem os culpados deste desfalque e querem que este povo pague a conta.

     

    Se nós fossemos trabalhadores a descontar e depender da previdência, eu até concordo com o rombo, mas não esqueçam que nós pagamos previdência em tudo o que compramos, na conta da luz o consumidor já tem que pagar a taxa da previdência, ao comprar combustível, além do preço caríssimo, o imposto já vem embutido, o telefone também. Só nesses itens, os entendidos em previdência dizem que o governo arrecada 70 bilhões de reais por ano, só que este dinheiro vai para outro caixa do tesouro e não para o caixa da previdência.

     

    Ouvindo a Rádio Uirapuru ontem, o Dr. Eduardo Brol Sitta, especialista em previdência, destacou que se o governo brasileiro fosse atrás dos grandes devedores da previdência, não precisaria haver a tal reforma que ele quer. Lembrei principalmente dos clubes de futebol, eu sou torcedor quase que fanático, mas quando se fala em falcatrua para lesar a pátria, eu fico P da vida. É só fazer uma relação de dinheiro que não entrou no caixa da previdência, mas foi parar nas mãos de dirigentes inescrupulosos, que ficaram ricos dando golpe no dinheiro público.

     

    Agora, vamos voltar para o Estado. Os médicos que atendiam para o IPE, o nosso Instituto de Previdência do Estado estão se negando a atender o funcionalismo estadual, porque o governo não está repassando o que é descontado do funcionalismo para o IPE. Portando, o IPE também está falido e não tem dinheiro para pagar os profissionais conveniados.

     

    Eu acho engraçado que se uma pequena empresa igual à minha deixar de pagar os seus impostos, de um dia para o outro bate a fiscalização federal, estadual e municipal, de preferência com a Polícia Federal, Brigada Militar, com os fiscais da prefeitura de 12 na mão para prender o meu patrão, como se ele fosse um grande bandido. Mas, prender os grandes e tomar o que eles levaram da minha contribuição não aparece ninguém.

     

    Quando eu bato na farmácia do povo ou está fechada ou não tem remédio, quando chego num posto de saúde com uma criança para consultar não tem pediatra. Mas é de lamentar que eu não posso ir a Brasília com uma dupla de brigadianos e prender o presidente, ir a Porto Alegre e prender o governador ou ir na prefeitura e prender o prefeito, porque eles não estão cumprindo com a lei, deixando o povo a mercê da doença, do analfabetismo, da insegurança.

     

    Tudo o que eles deveriam fazer, não fazem. Se a lei é para todos, porque também eles não têm obrigação de cumpri-la? E mais, convocam a imprensa para dizer que a coisa está falida. Como não estar, se é administrada com muito relaxamento, é como se eles batessem no peito e dissessem-nos “não temos obrigação de prestar contas”.  

  • Sexta-Feira, 02/12/2016

    Antes éramos o espelho

    Para começar, falo em desenvolvimento, não é porque neste momento a comunidade de Chapecó está sendo o centro da atenção da mídia mundial, nem pelo seu momento de luto e tristeza, mas quero dar aqui o meu testemunho. Cidadãos passo-fundenses que saíram daqui para tocar a sua vida em Chapecó e, de repente, uma cidade com 210 mil habitantes torna-se uma das mais pujantes do estado de Santa Catarina.

     

    Grandes lideranças políticas saíram de Chapecó. Chapecoenses vinham aqui estudar e tornaram-se grandes profissionais, em todas as áreas. Num primeiro momento na agricultura, agrônomos, veterinários, estudaram na nossa UPF. Muitos médicos, professores, arquitetos, engenheiros, todos eles vinham para cá estudar e espelhar-se na nossa pujança.

     

    Os tempos foram passando, a cidade lá foi crescendo, de um jeito organizado, com pessoas que vieram aqui espelhar-se e tomar decisões em todos os setores daquela comunidade. Cada vez que passo por lá, vejo as ruas limpas, sinalizadas, um sistema viário de dar inveja. Se chegar em Chapecó quando clareia o dia e rodar por aquelas avenidas, você vai ver que tudo flui, os caminhões pesados não precisam andar no centro, passam em torno da cidade, sem atrapalhar o tráfego.

     

    Conversando com amigos, hoje pela manhã, me deram a informação de que a educação em Chapecó é de dar inveja, a qualquer sistema educacional aqui do Rio Grande do Sul. Perguntei: “Mas lá os alunos não fazem ocupações? Os professores não fazem greve?”. E um amigo me disse: “Talvez os estaduais vez ou outra protestam, pedem melhorias de salários e de condições na educação, mas os professores municipais esses não”. Esses tem uma escola de boa qualidade, material de boa qualidade, parece que eles tem o que não temos aqui também, alunos de boa qualidade, que saem de casa para estudar e não para matar tempo.

     

    Aí fiquei imaginando, ou viajando, como eu digo, as ruas não têm buraco, as lâmpadas da iluminação pública acendem todo dia. E agora me lembrei, o nosso sistema de contêineres para o lixo foi copiado de Chapecó. Mas agora, eles viraram os nossos espelhos. Pena que devido o orgulho dos administradores, lideranças e políticos daqui, eles não se espelham, ou melhor, não vão lá aprender com os prefeitos e lideranças que passaram por lá. De que jeito uma cidade que a questão de 30 ou 40 anos vinha aqui copiar tudo e em pouco tempo nos ultrapassou em tudo?

     

     

    Dizem até que em Chapecó não tem fila para consultas, para pegar remédio, de que as coisas lá andam. O administrador, o médico, o farmacêutico se formaram aqui e quem sabe quantos prefeitos estudaram aqui para tornar aquela cidade um desenvolvimento só. É só comparar a Chapecoense e os nossos clubes de futebol. Um Esporte Clube Gaúcho, que já foi exemplo de grandeza, um 14 de Julho, que dava aula de organização.

     

    Agora este time sofre com o luto e a tristeza de perder o time inteiro e seus diretores. Um time que terá que recomeçar tudo, tudo mesmo. Mas, tenho certeza de quando essa mágoa, a verdadeira nuvem negra que cobre o pensamento e a luminosidade dos chapecoenses passar este povo vai dar de novo ao mundo uma aula de perseverança. Ainda vamos ver essa gente, que antes aprendia conosco, quem sabe a nos ensinar, principalmente uma coisa que nós não temos: a humildade, que às vezes falta para nós.

     

    O que custaria os administradores da nossa cidade darem uma volta em Chapecó e voltarem cheios de esperança, para fazer uma cidade sem falta de luz nas ruas, sem buracos nas avenidas, sem a falta de remédio e de médicos nos postos de saúde. Será que teremos a graça de reconhecer que o espelho mudou de lado?  

  • Quarta-Feira, 30/11/2016

    O baile de bugio continua

    O que está se vendo e ouvindo no Congresso Nacional, num primeiro momento, é um baile de bugio, onde cada um está cuidando o rabo do outro, um tem medo do outro. Quinhentos e treze parlamentares de oposição e de situação estão se olhando pelos ombros, ou tem uns que já andam caminhando dentro do Congresso Nacional com as costas encostadas na parede.

     

    Tudo medo! Um mais rabudo que o outro. Mais uma vez ficou provado na reunião de ontem, quando votaram a PEC anticorrupção, um querendo cuidar só do seu. Olhava para os semblantes daqueles camaradas e pensava que está indo para o Senado esta PEC, que quer por um freio nas ações do Judiciário e do Ministério Público.

     

    Hoje a imprensa já fala de que o primeiro processo contra o presidente do Senado, Renan Calheiros está sendo analisado pelos ministros do Supremo. Isso é um sinal de que em Brasília, o mato dos bugios está em polvorosa, quando o baile terminar vai dar briga, e briga de bugio você já sabe é um jogar “cacaca” no rosto do outro.

     

    Políticos do Brasil nunca foram de provar a sua inocência, mas sim acusar o seu oponente com as mesmas coisas de que são acusados, e é assim que vai terminar essa celeuma toda. O presidente Temer, que tinha tudo há seis meses para dar um rumo a esse país, saiu com a frase ontem, que já se sabe há muito tempo: “As instituições brasileiras não têm sustentabilidade e nem credibilidade”. Disse mais: “Enquanto o Brasil não tiver as suas instituições fortificadas, de nada adianta ele ir ao mundo inteiro tentar atrair investimentos”. Porque os investidores internacionais não acreditam no Brasil. Enquanto isso, a bugiada faz a festa.  

  • Segunda-Feira, 28/11/2016

    Apartamento, de novo?

    Esta turma que vive em Brasília, principalmente os que levitam no palácio presidencial ou na Câmara dos Deputados e Senado, parece que tem fetiche por apartamentos. Lula tendo que explicar se o triplex do Guarujá é dele ou não é dele, se é dele por merecimento ou se foi presente da OAS.

     

    Agora o responsável pela ligação do executivo com o parlamento, Geddel Vieira, enrola o presidente Temer e outros políticos influentes do apartamento da Bahia que está em construção. Não se deram conta de que o ministro da Cultura é um homem plantado pelo então deputado Eduardo Cunha e sua trupe do PMDB do Rio de Janeiro. E se era plantado, alguma coisa de errado ia sair.

     

    Os peemedebistas estão brabos comigo, porque disseram e dizem que quando o governo era do PT eu não falava nada dos escândalos, das denúncias, dos erros governamentais petistas. E eu arrisquei a dizer que este cidadão, que reclamou, era um deficiente auditivo ou não acompanha a programação da Rádio Uirapuru neste vinte e poucos anos que estou a frente do programa Repórter do Povo.

     

    Sempre critiquei a falta de atitude e o comportamento dos governantes, que passaram e que passam há quase 50 anos sem tomar posição de executivos, de colocar este país nos trilhos para o bem da nação. Para mim não interessa a sigla que estiver mandando, porque na verdade eles não mandam nada, o que eles promovem é o verdadeiro desmando da pátria amada.

     

    Mas falava mesmo dos apartamentos, Geddel forçando a barra para que o ministro da Cultura liberasse uma obra ilegal, não contente foi se queixar ao presidente Temer. O ministro da Cultura, Marcelo Calero, ofendido pelo Geddel foi se queixar a Temer. Temer, que queria “colocar panos quentes”, mandou o Calero se queixar a AGU (Advocacia-Geral da União). Temer disse para o ex-ministro magoadinho que era um assunto para os advogados da União resolverem da melhor maneira possível.

     

    Desculpem os peemedebistas de plantão, mas o atual governo está pior do que o de Lula e da Dilma, só tem terneiro mamando e um bando de “boyzinhos”, que só sabem se queixar para o patrão. Mas parece que a novela dos apês não vai parar por aí.

     

    Pior de tudo, é que quem está “pagando o pato” é o povo brasileiro que esperava em Temer uma readequação da economia, devolvendo a credibilidade ao governo e daí, com credibilidade concreta o país voltaria a crescer. Mas, estamos estagnados, parados e estamos pasmados com a inércia da atual cúpula executiva do Brasil.

     

    Por falar nisso, eu podia juntar então Luiz Inácio Lula da Silva, Geddel Vieira e cantar a música do Latino “Hoje tem festa lá no meu apê”.  

  • Sexta-Feira, 25/11/2016

    Há 35 anos eu me emociono

    O blog de hoje é uma homenagem a comunidade de Passo Fundo, que no dia 26 de novembro de 1981, uma quinta-feira, e por ser a última quinta-feira do mês de novembro foi consagrada como Dia Mundial de Ação de Graças. Data que as pessoas agradecem pela colheita, pela saúde e pela vida. E esta rádio tem feito grandes colheitas, principalmente a colheita da benemerência, do bem-estar da comunidade, do tentar todos os dias uma cidade melhor para se viver.

     

    Olhei hoje para um descendente do Dr. Luiz Fragomeni e disse para ele: “Que momento estavam teu avô e o Dr. Bruno Markus quando resolveram criar este órgão de comunicação”. Eu que convivi com os dois posso lhes garantir, todos os dias da vida deles foram dias de ação de graças. Eles mandavam a gente fazer o bem, sermos humano com as pessoas que nos procuravam e nos procuram para resolver os seus problemas, seja a falta de luz numa rua, um buraco que está atrapalhando a comunidade, o caminhão de lixo que não passou, o médico que não estava no posto de saúde, a professora que não foi dar aula, tudo isso é motivo de um brado da rádio Uirapuru.

     

    Através de seus comunicadores, somos responsabilizados a estar sempre alerta, venha a notícia de onde vier. E dizer que esta rádio nasceu na ideia dos dois quando eles procuraram as outras emissoras, durante a noite, para colocarem uma nota de falecimento de um amigo e as rádios estavam com suas programações gravadas.

     

    Foram em busca de seus sonhos, um médico, o outro odontólogo. Vocês deverão se perguntar “e aí ser radialista?”. É muito diferente, fazer rádio não tem nada a ver coma profissão daquelas figuras. Quando a Rádio Uirapuru surgiu com sua programação popular, musical, informativa, com assuntos da minha cidade, os incrédulos torciam o nariz e diziam “não vai dar certo”. Eles passaram, e a Rádio Uirapuru continua a mesma.

     

    A tecnologia se aliou ao nosso trabalho, se hoje temos computadores, whatsapp, torpedos, facebook, twitter, e-mails, antigamente era o telefone que nos ligava diretamente com a comunidade. Também as cartas, quantas cartas eu li dando parabéns a quem aniversariava, ou dando a notícia do falecimento de uma pessoa querida da comunidade, estes eram os mentores da nova comunicação.

     

    As emissoras do Brasil inteiro tocavam muita música estrangeria, principalmente as americanas, mas eles resolveram fazer uma rádio nacionalista, que tocasse só música brasileira, ressaltando os nossos compositores, os nossos cantores de língua portuguesa e criaram dois slogans “Uirapuru a rádio do povo” e o outro “Uirapuru aqui é só o Brasil que canta”. Nem mesmo um cantor que seja de origem argentina, uruguaia, que mais ou menos arranhe o português, não toca na Rádio Uirapuru.

     

    Como eu disse no começo, uma rádio que há 35 anos domina a audiência, fala com as pessoas, a equipe de comunicadores de lá pra cá já são de outra geração, todos novos, jornalistas, repórteres, redatores, técnicos, que dominam muito bem a tecnologia de hoje. A Rádio Uirapuru está cada vez mais moderna, mas não perde a sua essência.

     

    Domingo que passou uma disputa esportiva com a Corrida de Rua e o programa Troca-Troca, que é o único programa que continua no ar sem trocar de nome. A rádio, mais uma vez, fez a sua parte, divertiu, informou e encaminhou negócios, mas mais do que isso, fez o que sempre quisemos fazer, pessoas encontrando pessoas.

     

    Para nós, hoje não há distância que nos separe, quando alguém nos diz que o computador ia matar o rádio, que o satélite ia matar o rádio, a Rádio Uirapuru saiu na frente e se aliou a internet, se aliou ao satélite, hoje fala com o mundo inteiro. Meus colegas, muito obrigado pelo apoio e pela dedicação profissional, que há de fazer esta Rádio durar tantos quantos 35 anos.

     

    Valeu e vale a pena, eu continuo me emocionando todos os dias!  

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