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JG

  • Sexta-Feira, 25/08/2017

    Tenho cuidado bem de mim?

    Hoje pela manhã, no Repórter do Povo, tivemos a visita do Coronel Bicca, ele é espiritualista, que até hoje não entendi bem, se é uma religião ou uma congregação de pessoas que se reúne para fazer o bem. Falamos sobre o cuidar do espírito. Tem pessoas que quando ouvem essa palavra “espírita”, mas não têm conhecimento da filosofia ou do credo, já pensam em bruxaria, curandeirismo, milagreiros, mas não é nada disso.

     

    Na próxima segunda-feira palestrará no Centro de Eventos da UPF Edivaldo Pereira Franco, hoje um dos maiores lideres da espiritualidade mundial. Conheci esse cidadão do mundo em 1974, em Porto Alegre numa de suas primeiras vindas para capital, desde lá me encantei pelo seu jeito divino de interpretar a vida. Acompanhei duas ou três vezes suas palestras, a última em 1990 com o meu irmão, já desencarnado, ele era uma figura com espírito fidalgo. O Cleucir me falava de um mundo diferente onde as pessoas se igualam, ninguém era diferente, mais ou menos “fazer o bem sem olhar a quem”.

     

    Até arriscar o conselho de Cristo oferecendo a outra face, parece que essas pessoas estão fora da realidade, porque todo dia eu vejo pessoas ultrajadas, humilhadas, esbofeteadas, daí eu penso como oferecer a outra face se o mundo é cruel, frio e calculista? Quando você conversa com as pessoas envolvidas com essa doutrina, você olha no fundo dos olhos e eles têm um olhar diferente até sobre mim. Eles são calmos, pacificadores, me enchem de esperança.

     

    Nunca esqueço de Divaldo Pereira Franco em Passo Fundo, quando ele disse que o corpo humano, o físico, é uma roupa que carrega o seu espírito. Uma vez que essa roupa carnal vai ficando velha e o espírito já não se reconhece mais dentro dela, ele sai. E é verdade, quando a roupa não nos serve mais, quando fica velha, esfarrapada, é porque eu não cuidei bem dela, o meu espírito não está mais à vontade e confortável dentro dela.

     

    Eles dizem que a dor física serve como uma purificação, a dor física é para que eu me torne um ser melhor. A perda de um ente querido que desencarna não é o fim de tudo, e sim a sequência para voltar a casa do pai. Como é bom termos pessoas como essas, que servem como orientadores para minha caminhada.

     

    Daí me lembro da parábola bíblica onde se fala do filho pródigo, aquele filho que pediu toda sua riqueza ao pai e o pai lhe deu. Ele saiu pelo mundo, gastou tudo e um dia vendo-se sozinho, sofrido, voltou a casa do pai e foi recebido com grande festa. Os irmãos, que continuaram sob a tutela do seu pai, chegaram a contestar a decisão do chefe da família. “Poxa, o senhor vai devolver e dividir com ele tudo o que criamos nos últimos dias? Ele que gastou tudo volta agora na miséria, e o senhor recebe ele como se fosse um herói?”.

     

    Já estou pensando também, que o dia que voltarmos a casa do pai será mais ou menos assim. Quando nascemos somos pequenos, inocentes, sem maldade nenhuma, depois crescemos, andamos pelo mundo, gastamos toda a energia, a saúde, a nossa inocência, maltratamos o nosso espírito, que é sem dúvida a maior riqueza que o Criador nos deu.

     

    O corpo, o físico, ficará aqui, mas o espírito voltará e, talvez, eu tenha que prestar sim contas com Deus, para que possa dizer para ele o que fiz, por que não cuidei bem da roupa, do espírito que ele me deu.  

  • Quinta-Feira, 24/08/2017

    Sempre a mesma coisa

    Isso tem acontecido no decorrer dos tempos, de quatro em quatro anos, ou de dois em dois anos, eles ligam para produção do programa Repórter do Povo e falam com o jornalismo, com a direção do programa, que não é minha sou apenas o âncora, e dizem “eu tenho uma novidade sobre o aeroporto”, “eu tenho outra novidade sobre a Transbrasiliana”, ou “tenho outra novidade sobre o presídio, me arruma um espaço no Repórter do Povo?”.

     

    Eu fico só pensando “mas tudo outra vez”? Há quantos anos estou na Rádio Uirapuru e a novela é a mesma? De vez em quando algum assessor também me encontra na rua “o deputado gosta muito de ti, ele quer te dar uma entrevista”. Mas aí, o cara pálida me enche de conversa, leva meus votos e a coisa continua a mesma.

     

    Sei que a rádio é do povo, o jornalismo tem que produzir, mas eu já não aguento mais essas novelas. E agora, tem uns e outros que estão gritando para que o país não importe trigo, porque os gaúchos vão colher trigo logo ali, os paranaenses também, não é um bom momento para o país importar. Mas se trata de leis, até mesmo leis de tratado internacional. Se eu vender automóveis e a linha branca aqui produzida, tenho que comprar desses países em troca algum produto que eles produzem em grande quantidade.

     

    Era só esses senhores, que pedem espaço e se elegem deputados federais, estaduais e senadores, fazerem uma lei que favoreça o produtor gaúcho e brasileiro, mas na hora de mexer com o capital internacional eles sabem que o buraco é mais embaixo. Existem multinacionais que não querem que o Brasil seja autossuficiente em produção de trigo e de petróleo. Mas bacia nós temos, não estaríamos mais nas mãos daqueles que querem explorar cada vez mais o povo brasileiro.

     

    Nem se fala nos medicamentos que custam a dor e o sangue do brasileiro, porque há um tratado internacional que nós produzimos o barato, porque o caro mesmo tem que ser da máfia dos laboratórios internacionais. Eu chamo de máfia porque não tenho vergonha nenhuma, nem medo, pois volte e meia um produto, uma proteína, que são produzidos aqui no Brasil, componentes de medicamentos que são colhidos aqui e levados in natura para países como Estados Unidos e países da Europa, saem daqui quase sem custo e voltam supervalorizados.

     

    Houve um momento que pensei que um dia nós íamos ser independentes, que os nossos cientistas e pesquisadores iriam ficar aqui, mas nossas cabeças privilegiadas vão para fora, ou ficam andando nas praças, porque o país não sofreu uma mudança na sua legislação.

     

    Sinto muito, o ano que vem “tapinha nas costas” e um espaço para eles, mais uma vez, enganarem o povo brasileiro, o povo gaúcho e o passo-fundense. Por hoje chega.  

  • Quarta-Feira, 23/08/2017

    Eu sou burro mesmo

    Eu assumo essa posição porque já não entendo mais, todos os dias as manchetes são as mesmas: “fulano foi denunciado”, “beltrano está sendo investigado”, claro que eu sei que investigado é uma coisa, denunciado é outra.

     

    Para começar o senador do PSDB, Aécio Neves é denunciando, afastado do Senado, mas voltou e nada aconteceu. Fernando Collor de Mello também está sendo denunciado por dinheiro da Petrobras. Geddel Vieira Lima está solto. Luiz Inácio Lula da Silva tornou-se réu não sei quantas vezes na operação Lava Jaro e está solto, pensando em voltar a presidência.

     

    Temos deputados gaúchos envolvidos, investigados e denunciados, mas nada acontece. De peso mesmo, envolvido nos desvios da Petrobras e de obras no Brasil, só Marcelo Odebrecht continua preso. Os irmãos JBS denunciaram e foram embora. Eu penso que eles deveriam estar na cadeia. Se o presidente da república, senhor Michel Temer tivesse levado a sério sua autoridade, quando Joesley Batista foi a sua residência oficial dizer que ele tinha muita gente na manga, ou na gaveta, denunciando, inclusive o próprio presidente, ele, como autoridade maior da nação deveria dar voz de prisão a esse empresário, que deu o golpe no Brasil.

     

    O presidente Temer deveria atravessar a rua e chamar a sua segurança, dar ordem de prisão a esse moço ladrão. E quando esse mesmo moço foi falar com outras autoridades, dando depoimentos contra Temer, contra Lula e contra outras autoridades da nação, eles deveriam estar presos, mas parece que apenas ganharam um tapinha nas costas e foram embora, passear em Miami e em outros paraísos no mundo.

     

    E olha, que denunciando autoridades eles estavam confessando seu grau de criminalidade com o dinheiro público. Tanta gente denunciada, tanta gente do meio político e empresarial investigados, e eu não vejo os principais presos.

     

    Se lembra do presidente do Chile, o senhor Fujimori foi denunciado, defenestrado da república, demitido do cargo de presidente e saiu do país, porque alegou perseguição política, mas para o seu país não pode voltar. Sua filha se candidatou e perdeu vergonhosamente a eleição. Na Argentina o prefeito de Buenos Aires, quando uma boate incendiou e matou mais de 50 pessoas teve que fugir, está em lugar incerto e não sabido, porque se voltar para o solo argentino será preso na hora.

     

    Mas como eu disse, sou burro mesmo, não entendo as leis do Brasil. Toda hora enxergo uma vírgula ou um ponto protegendo esta gente, que mata, assalta e rouba o dinheiro público, e não dá nada. Estou há 44 anos na imprensa, vi que todos que foram denunciados arrumaram um habeas corpus ou uma grande banca de advogados que tudo sabe, sabem tanto que até a mando de seus contratantes podem burlar as leis ou tirar vírgulas daqui pra lá e de lá pra cá, sempre favorecendo essa gente, e o povo brasileiro que pague a conta.

     

    Me lembro da letra de uma música da década de 70 do tremendão Erasmo Carlos, que declarava “eu sou uma criança e não entendo nada”. É bem assim, às vezes é melhor não entender para não me tornar um homem cruel contra esses que roubam a merenda escolar, o remédio do doente, a segurança da população e a educação deste país continental.  

  • Terça-Feira, 22/08/2017

    Embaça aí + Jucá + Agripino são os tranca ruas de hoje

    Já pensou no primeiro nome, se juntarmos é nome de ministro do qual dependemos de uma verba para a nossa Jornada. O pandilha está fazendo força mas tá difícil, tomara que nesta queda de braço, vaidades e coisinhas sejam superadas. Comparando a verba que já se jogou fora, R$ 300 mil é micharia, é o que precisamos para pagar um pouquinho do empreendimento que a Jornada de Literatura precisa.

     

    Quando Régis Leonardo me deu a notícia que o senador/ministro Imbassahy estava trancando a verba, perguntei para ele “onde estão os nossos deputados federais?”. Cai na realidade, não temos nenhum. Mas me lembrei também, daqueles que em todas as eleições caem de paraquedas aqui, e levam os nossos votos, nenhum deles se manifesta. Mas te garanto que na abertura, na solenidade, eles estarão aqui dizendo para mim e para ti que foram importantes na liberação da verba.

     

    A comitiva está lá em Brasília tentando liberar mais do que isso, estão também com outros prefeitos da região pedindo dinheiro para terminar a Transbrasiliana, que há 50 anos consta no Ministério do Transporte como obra feita e acabada E os agricultores, às margens desta estrada, continuam sofrendo com a poeira no verão e com o barro no inverno. Isso que os discursos são os mesmos “O agronegócio é primordial para o desenvolvimento da nação”. Me conta outra aí, porque eu não acredito mais.

     

    Sem falar na melhoria do aeroporto que não sai do papel. Ainda, o presídio federal que eu acho que não vem mais, tudo isso a gente pedindo. E quando a gente invoca um coordenador regional, seja federal, estadual ou mesmo algum comandante, pedimos “mas onde está o seu prestígio?”. Não temos ninguém para nos representar, para pedir por nós. Infelizmente a resposta para esse repórter é a mesma “Estamos conversando, mas, por favor, senhor repórter não me pressione. O senhor não vai me pressionar”.

     

    Eu não quero pressionar ninguém, nunca quis, não tenho essa pretensão, mas quem deveria pressionar mesmo é o povo que paga o salário dos grandes chefes da nação, dos grandes chefes do Estado, e também de carona paga o salário dos carregadores de pasta, que só servem para me iludir e embaçar meus olhos, meus ouvidos e minha mente. Por favor, não embaça mais do que já está. 

  • Quinta-Feira, 17/08/2017

    Trocar ideias

    Ontem à noite, a empresa Rádio Uirapuru mais uma vez me surpreendeu quando reuniu os repórteres, comunicadores, técnicos, jornalistas, todos os funcionários, que ajudam a fazer essa empresa e chamou o palestrante, empresário e agrônomo, Renato Bellotti. Ele comandava uma das maiores empresas de revenda de automóveis, a Pampa Volkswagen.

     

    Sob seu domínio a empresa foi várias vezes destacada no mercado nacional e internacional de veículos, recebeu prêmios e reconhecimento como a melhor revenda Volkswagen do Sul do país. Portanto, tem bagagem para conversar conosco.

     

    Nós, radialistas, pensamos, às vezes, que sabemos de tudo e de todos, mas o olhar de fora sempre é melhor. Quem olha e acompanha o nosso serviço sabe dos pontos fortes da empresa e, também, onde podemos fraquejar.

     

    Se falou dos 36 anos da Rádio Uirapuru, da programação, e eu posso também dar a minha contribuição. Me apaixonei pela empresa tanto que, às vezes, sou exigente comigo mesmo, tenho que fazer todo dia o exame de consciência: como foi o meu dia profissional? Com o que eu contribui para minha comunidade?

     

    Sou radialista dos tempos românticos da rádio, que tinha novela, que tinha programas de destacar os aniversariantes, os recados para o interior, a hora certa, a temperatura e uma boa música. Mas hoje está muito mais exigente, várias vezes eu tenho dito que fazer rádio em Passo Fundo é muito mais difícil que fazer rádio ou comunicação na capital do Estado.

     

    Eu saio na rua todos os dias, converso com as pessoas, se eu acertar não tem elogio, mas se eu errar a crítica logo vem. Essa crítica, por quem está de fora, é que faz a Rádio Uirapuru crescer na sua audiência e vender o produto que imaginarem. A publicidade não é plástica, não é tocável, nós temos que mexer com o imaginário do ouvinte todo dia. O imaginário sonhador, mas também muito realista, com as alegrias, as conquistas, mas também as mazelas de uma comunidade.

     

    Eu não estava aqui em 1981 quando a Rádio Uirapuru foi inaugurada, eu cheguei três anos depois, tínhamos no máximo 90 mil habitantes, e hoje temos mais de 200 mil. A indústria cresceu, nos tornamos um centro de educação e saúde. Em uma cidade onde esses setores são tratados com seriedade os clientes/anunciantes, são mais exigentes, o cliente ouvinte nem se fala.

     

    Mas foi ontem, mais uma vez, que a Rádio Uirapuru mostrou aos seus colaboradores que estamos no caminho certo, nossos diretores sempre nos chamam a atenção. Nem tanto ao céu, nem tanto ao mar, se falar da esquerda, que alguns querem, tem que tocar na direita, que os outros também querem.

     

    Saber que não estamos agradando este ou aquele é porque a rádio está sendo feita sem compromisso programático, sem filosofia política, mas uma filosofia em que foi galgada e criada a rádio do povo.

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