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JG

  • Segunda-Feira, 17/10/2016

    Para que gastar com segurança?

    Essa foi a conclusão que eu cheguei ao ler a reportagem deste final de semana. As empresas de segurança privada cresceram, nos últimos 10 anos, mais de 200%, enquanto a segurança do Estado, e aí eu não estou falando só do estado do Rio Grande do Sul, mas o estado como um todo, União, Estado e município, encolheu. A iniciativa privada se especializou, se modernizou, eu na minha casa, busquei segurança pra mim e minha família.

     

    Chegamos ao ponto de pagar alguém para seguir os passos de um filho ou de uma filha, que sai a noite no final de semana para se divertir, só assim consigo dormir mais ou menos tranquilo. Contratamos segurança pra levar nossos filhos para escola de dia, segurança para minha empresa que já paga impostos pesados. Enfim, eu pago tudo isso sem dizer que já pagava só de impostos para o estado de 35 a 47%, agora mais a segurança que eu devo providenciar.

     

    Fiquei todo este final de semana pensando, remoendo, assimilando esta informação e a reportagem me traz um dado impressionante, as empresas de segurança privada no país movimentaram 53 bilhões de reais no ano passado. Comecei a fazer cálculos, é um estado escorchante, para não dizer usurpador. Eu pago uma carga tributária pesada e pago caríssimo pela segurança pessoal e da minha família, e o estado fatura ainda os impostos dessas empresas de segurança privada. Sou assaltado duas vezes!

     

    Pago por coisas que não recebo, que o estado deveria me dar, mas o estado ganha pela mesma coisa que ele deveria me dar e só recebe. Por isso cheguei a conclusão: para que o estado vai investir na Brigada Militar, na Polícia Civil, no IGP, na SUSEPE, na Polícia Rodoviária Estadual e Federal, na Polícia Federal, se o trouxa aqui já está pagando duas ou mais vezes para tentar sobreviver?

     

    Até quando nós vamos concordar com isso, sem falar que a iniciativa privada já leva o meu dinheiro se eu quiser uma educação de qualidade, daí só na escola privada, que paga outros impostos para os governos. E na hora que eu precisar de um atendimento a saúde também tenho que pagar a mais. Pense bem comigo, a segurança privada eu pago, o estudo dos meus filhos na iniciativa privada eu pago, assistência a saúde, se eu quiser de qualidade tenho que pagar.

     

    Então vejam os senhores quantos bilhões de reais este Estado, União e prefeituras arrecadam, sem dar nada de volta. Assim, até eu seria um prefeito, um governador ou um presidente da república. Para que vou gastar, se eu posso ganhar? O cidadão brasileiro hoje é assaltado pelo tributo, duas ou três vezes mais.   

  • Sexta-Feira, 14/10/2016

    Mais ou menos isso

    Estou me referindo a um pronunciamento do senhor Ulysses Guimarães, ninguém pode negar que este cidadão fez alguma coisa por essa nação. Em um de seus discursos ele escreveu “O corrupto que denuncia a corrupção dos outros, suja a sua própria denuncia”. É isto que eu sempre pensei, quando eu, flagrado em desabono com a minha conduta, sempre quero achar uma desculpa para fazer o que fiz. Quando fui denunciado não tentei provar a minha inocência, simplesmente usei a velha desculpa “os outros fizeram e não deu nada”. E eu continuava fazendo mesmo assim.

     

    Vamos caminhando numa senda de manchetes que sujam a história deste país. Um país que é assaltado todo dia, em todos os lugares da administração pública tem dinheiro saindo para facilitar a vida de aproveitadores da nação. Estamos em outubro e a Lava-Jato continua fazendo as suas revelações. Quando eu brinco que os políticos brasileiros são que nem bugios, que quando flagrados fazendo alguma coisa jogam a sujeira um na cara do outro e assim ficaram até agora.

     

    Esperamos que a partir dessa operação grandiosa, juntando-se aquela que denunciou o Mensalão, não só do PT, mas também do PSDB em Minas Gerais, queremos que esta pátria não seja mais a mesma, não seja de pessoas conformadas, sempre com a mesma desculpa “eles roubam, por que eu não vou roubar?”.

     

    Por ocasião do aniversário de uma empresa, que veio de Santa Catarina se instalar aqui em Passo Fundo, a Carboni Iveco, seu diretor maior Osmar Carboni, durante a sua manifestação, sentenciou “Nós temos obrigação de ser éticos, sérios e decentes para com os nossos clientes, se não formos assim, não adianta cobrarmos dos políticos a ética e a decência”.

     

    É por isso, e é por tantos outros empresários sérios que eu acredito que nós vamos sair desse atoleiro. Talvez eu não esteja vivo quando este país for a grande potência que já é, melhor ainda para os meus filhos, para os meus netos e outras gerações que hão de vir. Por isso que volto a afirmar, não quero ver bandeiras e nem siglas partidárias, a única frase que eu queria estampado em todo Brasil é aquela que esta escrita em sua bandeira “Ordem e Progresso”.

     

    E isto só se consegue com honestidade, trabalho, dedicação e riscando aquela frase que foi escrita um dia por fabricantes de cigarro “Eu quero levar vantagem”. Que vantagem tenho eu de me locupletar com o dinheiro público, quando às margens da minha vida existem crianças nascendo e crescendo na miséria, sem ter educação, sem ter saúde garantida, sem ter segurança e, muitas vezes, sem ter a casa pra morar, seus pais sem emprego e, muitas vezes, sem um prato de comida para matar a fome.

     

    Sábias palavras desses pensadores, que volte e meia se revelam no seio da sociedade, sejam eles políticos ou empresários, professores ou alunos, empregados ou empregadores, se tudo isso acontecer um orgulho posso levar, lutei para deixar aos herdeiros uma pátria bem melhor do que a que recebi.  

  • Quinta-Feira, 13/10/2016

    Sonhos de criança

    Ontem, dia 12, dia para consagrar as crianças e, também, Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Gosto muito dessas datas, principalmente aquelas que me transformam em um novo garoto, mesmo com os anos passando, tornando-nos velhos, estas datas me renovam. Quando ouço uma criança sorrindo, ou a voz de uma criança quando passo, que vem de um sítio, de uma casa ou de uma brincadeira no parque, crianças que pulam, dançam, fazem as suas brincadeiras, me renovam.

     

    Por ocasião do Dia da Criança, ontem, acompanhei de manhã cedo os noticiários do Brasil, onde o alvo era a criança. Denúncias de violência contra a criança, registros de falta de vagas nas escolas infantis, declarações inocentes como a de um menino haitiano, que mora no Brasil com 7 ou 8 anos de idade. Perguntado pelo repórter qual é o seu sonho de criança, ele respondeu: “Morar no Brasil, brincar, estudar e jogar futebol”. Pequeno sonho, mas quem de nós não teve estes pequenos sonhos? O sonho de ter um Brasil que nos desse a segurança, que esta criança está precisando.

     

    Ele saiu de um país derrotado pela guerra civil, pelas catástrofes naturais, pela fome, pela doença e está convivendo conosco. Nós somos componentes de uma nação com um povo abençoado, sem segregação, sem distinção, devemos tratar todos iguais, ninguém diferente um do outro e, muitas vezes, quando falo dos governantes que ora estão no poder, se os critico é porque eu sou também um pouco daquele menino.

     

    Deixar para nossas crianças um país onde eles possam morar, viver, aprender e porque não jogar futebol, mesmo que não seja o futebol profissional que se desenvolve no país, com bilhões de reais de mão em mão. Porque futebol brasileiro é uma máquina de fazer dinheiro e, muitas vezes, esse dinheiro é jogado em mãos inescrupulosas. Algumas organizações esportivas usam o nome do esporte para arrancar dinheiro do povo, alguns com programas mirabolantes que não vão servir pra nada. Como posso eu ficar passivo vendo fundações esportivas assaltando os cofres públicos municipais, estaduais e federais?

     

    Alguém inescrupuloso que escreve num papel que quer dinheiro do Ministério da Educação, da Cultura, do Esporte, para incentivar programas envolvendo crianças. Bem no fundo fomos ver que para as crianças do Jaboticabal, do grande bairro Integração, não veio um mísero centavo se quer. Crianças que não têm um tenizinho para chutarem a bola que não veio, gostariam eles de estarem fardados e não têm uma camiseta e um calção para praticarem o seu esporte. E não é só no futebol, é no vôlei, no basquete, no ciclismo e em outros esportes, que seriam uma fuga das ruas maléficas que levam ou levarão essas crianças para o caminho do mal.

     

    Até quando isto vai continuar? Vamos usar a miséria de nossas crianças para assaltar o dinheiro que o povo paga em impostos e, o pior de tudo é que esta gente pegou o dinheiro, ou vai continuar pegando o dinheiro, num escudo inocente, que são nossas crianças. Sei que daqui a 20 anos não estarei aqui para ser testemunha de um mundo melhor para essas crianças, mas não posso calar-me agora, ando muito preocupado que futuro eu quero para o meu país.

     

    Se não cuido de uma criança que está nascendo agora, inocente, cheia de virtude, no seu choro ou no seu sorriso, sonhando com um mundo bem melhor, não só o mundo, principalmente com um país, com um estado ou com uma cidade. Se eu quero melhorias para as crianças, que são meus vizinhos, porque se eu não cuidar da aldeia, jamais terei que me preocupar com o planeta.  

  • Terça-Feira, 11/10/2016

    Gosto da opinião popular

    Desde que Michel Temer assumiu a presidência da república tenho cuidado, observado de longe as suas atitudes governamentais. Lhes digo, não sou partidário e nem sou fã do presidente, mas por suas atitudes tenho elogiado ele no nosso programa da Rádio Uirapuru, isso sempre que há uma manifestação ou projetos enviados a Câmara dos Deputados, que venham de encontro ao que sonha essa nação, para sair da crise, deixar de ser um país em desenvolvimento para ser uma nação desenvolvida, que não seja pra mim, pois já passei dos 60 anos bem vividos, e já vivi todas as repúblicas.

     

    Já passei por regimes democráticos, como eram os de Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros e João Goulart. Forjei a minha infância e adolescência no Regime Militar, torci pela nova república com José Sarney, como disse um ouvinte da Uirapuru que eu fui cabo eleitoral de Fernando Collor de Melo, fui e não me arrependo. Torci por Itamar Franco, torci pelo Plano Real, pra quem não sabe fiz campanha para Fernando Henrique Cardoso, porque acompanhei ele no exílio, e depois como senador da república, como grande economista que é.

     

    Depois veio Luiz Inácio Lula da Silva, só não peguei a bandeira, mas pedia para os amigos mais chegados darem uma chance a Lula, ao PT, para que pudéssemos ter uma experiência nova na administração do meu país. Quantas vezes esbravejei, gritei no nosso programa de rádio, pela liberdade que a nossa direção nos dá, elogiando atitudes do ex-presidente. Fui cabo eleitoral de Dilma Rousseff e não me arrependo.

     

    Nós temos que passar por todas as dificuldades e por todas as ideologias, para que a nação seja levada ao crescimento. Uma nação não é feita de três poderes, ela é feita dos três poderes e de um quarto poder que é mais poderoso do que um presidente, um governador, um prefeito, é o povo que tem que levar uma vida melhor.

     

    Mas uma vida melhor não se faz com populismo, e muito menos com benesses, aos amigos tudo e aos inimigos somente a lei. Foi assim que observei essa atitude de Temer a mealhar o apoio para a votação desse projeto, em que os poderes ficam limitados a aumentar os seus gastos com o valor da inflação. Cansei de perguntar a correlegionários petistas por que não fazer um projeto delimitando os gastos dos poderes constituídos.

     

    Hoje pela manhã fui malhado, porque a democracia é assim, eu não sou obrigado a falar o que alguns querem, mas sou obrigado a falar o que a maioria quer e está sentindo. Uma nação como o Brasil só será grande quando todos os poderes estiverem emanados, lutando para saírem das crises econômicas, sociais e de desenvolvimento, só assim vamos caminhar para o crescimento total. Crescimento só se consegue com credibilidade, com austeridade e seriedade. Já disse não quero um governo pra mim, mas quero um governo pra todos.  

  • Segunda-Feira, 10/10/2016

    R$ 200 não dá

    É esta a parcela dos salários dos servidores públicos estaduais que está sendo depositada hoje. Eu não entendo de contas, não sou contabilista, nem economista, nem administrador, sou burro mesmo, só que não sou ignorante.

     

    Quando o governador Sartori e seu secretário da Fazenda preparam aqueles gráficos para explicar a arrecadação e os gastos do governo, eu não entendo nada, a única coisa que eu e o povo do Rio Grande entendemos é que se vai no mercado e se paga imposto, no posto de gasolina o imposto fica. O telefone cada vez que se paga o pré ou a rede fixa, já está embutido com aumento aprovado no início do ano, não esquecendo que a água que nós bebemos também teve aumento de tributos e de preço.

     

    É bom que se diga, que o governador não deu aumento para os funcionários públicos estaduais e assim mesmo ele reclama que não tem dinheiro. A dívida do Estado para com a União, que era desculpa para nós estarmos no fundo do buraco como estamos, está suspensa até dezembro. Então, senhores, assim não dá pra entender.

     

    Quando eu falo isso, aqui na Rádio Uirapuru, as pessoas retrucam “tu quer que ele seja milagroso, tirar dinheiro de onde?”. Não é isso que eu quero não, o que eu quero é que ele explique no dinheiro, onde é que está indo os tributos que arrecada todo dia. E não esqueçamos, ele antecipou a cobrança do IPVA, então eu já não entendo mais nada. Sobre isso, era isso.

     

    Quero saudar o grande acontecimento musical e cultural, que aconteceu em nossa cidade, o 1° Canto Galponeiro, realizado neste final de semana no Gran Palazzo. O empresário Adão Sidnei e seus colaboradores estão de parabéns, já marcou para outubro do ano que vem a segunda edição. Mais de 600 músicas foram mandadas para triagem, escolher 24 não foi fácil, mas que qualidade! E o público contente porque os festivais voltaram para nossa terra, nunca deveriam ter acabado.

     

    Passo Fundo por si só é uma cidade cultural, rica em história, literatura, poesia e tradicionalismo, nós gostamos de ser gaúchos, de contar os nossos feitos e as nossas glórias, mesmo quando o Estado do Rio Grande do Sul passa por dificuldade, o gaúcho se supera. Digo sempre como a iniciativa privada é competente, se houvesse a participação do poder público eu já saberia que o ano que vem não iria se repetir.

     

    Portanto, nós que somos da iniciativa privada temos que saudar, o microfone da Rádio Uirapuru estava lá, sem pedir dinheiro para o governo do Estado, para um banco estatal, ou mesmo para prefeitura municipal, porque sabemos que eles estão juntando os minguados para tocar o mínimo da máquina pública.

     

    Adão Sidnei é vitorioso, a comunidade e alguns setores do nosso comércio, indústria estão de parabéns. Os nossos parceiros na publicidade, que patrocinaram a nossa transmissão o nosso muito obrigado, somente com o apoio destes empresários é que se pode fazer alguma coisa.  

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