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JG

  • Quarta-Feira, 23/11/2016

    Assim não dá, vou perder as minhas vantagens

    Não estou falando do funcionalismo público federal ou estadual, que através de pacotes enviados aos parlamentos poderão perder algumas vantagens ou direitos adquiridos. Estou falando de mim mesmo, eu não quero abrir mão do que consegui até aqui, embora o que eu consegui não foi só com o meu esforço, tive colegas de trabalho, companheiros que entregaram a sua vida e o seu suor para que tudo se tornasse viável. Não que eu seja um bom “vivã”, mas ganho e tenho suficiente para viver honrosamente.

     

    No momento em que estas leis estão sendo discutidas na Assembleia Legislativa, ou na Câmara dos Deputados e no Senado, já estamos enxergando os velhos ratos de sempre, que quando o barco começa a afundar são os primeiros a saltar. Como é bom jogar para a galera, ou para a torcida, como dizem os futebolistas, mas quando a bola fica pesada, e eu quero continuar sendo sempre o bonzinho, não quero atuar de vilão, eu vou para o outro lado.

     

    Ontem, dia 22, fez 53 anos que John Kennedy, um dos mais populares e importantes presidentes dos Estados Unidos, foi assassinado. Arrumaram um bode expiatório, um homem que estava no lugar errado e na hora errada: Oswald Lee. Dizem algumas cabeças que foi colocado como matador, mas até lá existe maquiagem do crime. O FBI que investigou o caso declarou que era só um, mas testemunhas viram que os tiros vieram de três pontos diferentes. Trataram o pobre Lee, como doente mental.

     

    Mas, na verdade, o que se sabe é que John Kennedy estava naquele momento, em 1963, enfrentando os poderosos americanos, mandando contra máfia, os sindicatos da bebida e os banqueiros da Wall Street. Ele defendia um governo social para todos os americanos, inclusão social dos negros e também da população indígena, por isso morreu.

     

    Só falei essa historinha para ilustrar esse meu comentário. John Kennedy, logo que assumiu a crise econômica americana, umas das maiores, também crise social e politica, ele foi eleito para ser o homem conciliador do povo americano e, no entanto, bradou: “Não perguntem o que a nação pode fazer por vocês, e sim o que vocês podem fazer pela nação”. Ainda, lembrei me de outra frase e não sei quem é que disse: “Não perguntem que país queres deixar para teu filho, e sim pergunte que filho está entregando a este país”.

     

    Se formos pensar na profundidade destas duas frases, abrir mão de um direito social que eu tenho em beneficio do outro menos aquinhoado, talvez este Estado não estaria na situação financeira que está, ou ainda este país seria quem sabe a maior nação do mundo. Porque nós, só nos tornamos grandes quando compreendermos a necessidade dos pequenos.  

  • Segunda-Feira, 21/11/2016

    Não quero mais ser índio

    Lembro-me bem quando era estudante, todos os dias 19 de abril, nós nos fantasiávamos de índio para homenagear os primatas do Brasil. Como gostávamos da professora de história contando os primeiros dias do descobrimento do Brasil, das figuras ingênuas que habitavam esta terra do Oiapoque ao Chuí.

     

    Ficávamos P da vida quando a professora dizia que os colonizadores do Brasil exploravam os índios. Eles eram tão inocentes, que até um pente de cabelo servia para amansá-los, domesticá-los. As histórias de um Caramuru, o deus do fogo, de Sepé Tiaraju daqui do Rio Grande, que lutava pela independência do seu povo, sendo massacrados pela colonização. Essas histórias me comoviam.

     

    Mas o tempo passou, e hoje estou vivendo a realidade. A marchinha de Carnaval que dizia que “o índio quer apito”, este índio não quer mais. Alguns, uma minoria é claro, estão armados de revólver de calibre 12, faca, facão, foice, não para reivindicar, mas para machucar o seu semelhante. O cacique de uma tribo de índio, para mim inocente, era um herói, vivia naquela aldeia cheia de ocas de barro e capim, criando a sua prole.

     

    A raça indígena tem que sobreviver, ainda mais agora que os brancos interferiram na sua vida e o pior de tudo, continuamos interferindo de modo negativo, contaminando aquele ser inocente sem ambição alguma. Antes só pensavam na terra, na floresta, nos rios para tirar o seu sustento. Hoje eles estão machucando pessoas da sua própria aldeia, ou então agredindo os brancos.

     

    Então houve a invasão da raça branca sobre toda terra indígena, e agora eles querem as terras de volta. Mas essa terra já não é mais a mesma, grandes cidades foram surgindo com o progresso deste país.

     

    O guri que se pintava de índio para brincar no Dia do Índio, não quer mais ser índio, apesar de manter todos os traços de índio com o negro, me transformei num bugre, mas não tenho mais orgulho de ser índio.

     

  • Quinta-Feira, 17/11/2016

    Dia do boato

    Há muitos anos, nesta pátria descoberta por Pedro Alvares Cabral a quinta-feira se transformava em uma quinta de terror, boato para todos os lados, e geralmente os boatos vinham em forma de manchete na mídia. “O ministro da Fazenda vai cair”, “O presidente do Banco Central vai deixar o cargo”, “O superministro Delfim Neto anuncia: a gasolina não vai aumentar”, e esses eram os boatos.

     

    Ainda estou estudando a história do Brasil, para ver se quando Pedro Alvares Cabral chegou em nosso país não era uma quinta-feira, porque a piada já estava pronta. Hoje é quinta-feira, e não é boato, o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral foi preso em sua casa. Ontem, o ex-governador do Rio, Anthony Garotinho foi preso.

     

    Se tu ligar o rádio de manhã e tiver ainda meio moribundo pelo sono da madrugada, você pode até pensar que a manchete é brincadeira, é boato, e que não deve ser levada a sério, mas pode levar sim, os dois estão na cadeia. Hoje se entende a balbúrdia nas finanças do Rio de Janeiro.

     

    O Rio já foi um dos estados mais ricos deste país, um dos maiores e mais produtivos poços de petróleo estão na sua orla marítima. O Carnaval do Rio sempre foi fonte de riqueza, arrecadação fantástica, a prova está que a cidade fluminense do Rio de Janeiro foi até capital do Brasil, e hoje continua sendo, só que a capital da roubalheira, do golpe, de uma organização criminosa sem tamanho, onde ex-governadores agora estão sendo acusados e processados por desvios de dinheiro público e propinas de obras públicas.

     

    Ainda, os funcionários estaduais tendo seus salários atrasados, cortados, e com aumento de imposto a previdência. Previdência esta carioca que sempre foi uma fonte de dinheiro. A saúde do Rio de Janeiro sempre foi a menina dos olhos do Ministério da Saúde, porque a saúde do Rio era tratada com seriedade. Mas, bastou passar dois ou três governantes inescrupulosos, para deixarem o estado carioca na penúria em que está.

     

    Dona Rosinha, esposa do Garotinho, declarou hoje que a república vai desmoronar. Para mim isto é boato, porque a verdade é a seguinte, a república já desmoronou. Como as autoridades do nosso país, que precisa de crédito no exterior, tendo estes nomes de expressão na política e administração da coisa pública envolvidos em crimes que lesam a pátria, vão conversar com investidores internacionais, que só acreditam na credibilidade desta nação.

     

    Imagino um chefe de Estado brasileiro negociando com grandes líderes mundiais e eles jogando na cara que nós somos uma república de ladrões inescrupulosos, porque quem realmente toca esse país são trabalhadores e empresários decentes com a cara do chão. Isto não é boato, isto é verdade e hoje é quinta-feira.  

  • Sexta-Feira, 11/11/2016

    Invasão dos carrapatos

    Hoje pela manhã, no Repórter do Povo, estávamos tratando de assuntos que estão na pauta, uma pré paralisação no transporte coletivo urbano, algumas classes profissionais, principalmente ligadas ao Estado fazendo barreiras para que os ônibus não saíssem das garagens. O programa seguiu com as queixas da comunidade, através do whatsapp, do torpedo e de todas as plataformas que a Rádio Uirapuru dispõe para falar com os ouvintes.

     

    Nestes 35 anos de Rádio Uirapuru, no mínimo 32 anos participo do dia a dia desta rádio. Neste tempo, ouvintes se queixaram de enxames, invasão de morcegos, epidemia de bicho-de-pé, de piolho, de pulga, mas de carrapatos é a primeira vez. Voltei no tempo em que eu era guri, principalmente nessa época de calor no interior, os carrapatos se proliferavam. As vacas, os terneiros, os cavalos, os cachorros eram o meio de transporte deste sanguessuga.

     

    Cuidávamos todos os dias para que nossos animais não fossem vítimas dessa praga, que é o carrapato. Quando surgia dois ou três de uma vez, meu velho pai preparava um balde de 20 litros de água com Creolina e mandava desinfetar o galpão onde dormiam os animais e o pátio onde os cachorros viviam, onde as pessoas transitavam. Mas isso, era no interior do município, na cidade nunca fiquei sabendo que o carrapato pudesse proliferar.

     

    Buscamos informações com o veterinário Augusto Olivaes, perguntamos de que maneira o carrapato poderia surgir no perímetro urbano. Ele disse que os animais são o principal transporte desta praga. Mais uma vez, fiquei pensando como as pragas, os animais, que antes viviam na zona rural estão invadindo o perímetro urbano, ou será que somos nós que invadimos, ou ainda, como está na moda “ocupamos” o espaço deles. A vingança da natureza se revoltando contra nós.

     

    Já no programa Fora do Ar de hoje, falamos de uma lei municipal que foi aprovada pela Câmara de Vereadores de Porto Alegre, trata-se não da proibição, mas do fechamento de fábricas e de lojas que negociam os tradicionais foguetes, porque hoje é novembro e a semana que vem, de repente, já é dezembro. As festas de Natal, Ano Novo, formatura, todo mundo armado com esses artifícios explosivos.

     

    Eu nunca gostei, porque sempre achei que largar bombas e foguetes maltrata o ser humano. Quando as pessoas ficaram aleijadas pelo mau uso dos tais foguetes, e o pior de tudo os animaizinhos domésticos sofrem, principalmente os cachorros e os gatos. Cheguei ao cúmulo de no ano passado anestesiar a minha cachorra para ela poder dormir na noite de Natal e Ano Novo.

     

    O pior de tudo, pessoas sem o mínimo de senso de carinho e humanidade para com os animais vão para as barragens da Ernestina, do Capingui, da Ronda Alta, ficam lá festejando o Natal e Ano Novo e largando rojões. Eles não são capazes de acordar cedo no outro dia e dar uma olhada no dano que a farra dos fogos faz na natureza.

     

    Pássaros de todos os tamanhos mortos no chão, só por um divertimento meu. Sou tão egoísta que para me divertir preciso destruir a vida de alguém, ou da própria natureza. Tomara que esta lei venha também para o interior, chega de ver crianças sem dedos, pessoas adultas com a mão decepada, aleijados pelo belo prazer de estourar rojões.  

  • Quinta-Feira, 10/11/2016

    É de Estado e não de governos

    Há muito tempo temos questionado este assunto, que está em pauta hoje. O ex-secretário de Segurança Pública foi denunciando pelo Ministério Público por improbidade administrativa, isto porque quando secretário, o senhor Michel não cumpriu o que a lei determina. O homem público é responsável sim, pelas coisas que deixam de acontecer para o bem da comunidade.

     

    Nós aqui no blog da Rádio Uirapuru, muitas vezes, falamos sobre esse tema, chegamos até a discutir com advogado Osmar Teixeira, perguntando lhe se não era possível eu, cidadão comum, processar o governador do Estado por desleixo com a saúde, com a educação e com a segurança, por qualidade melhor nas estradas para mim trafegar, já que meus impostos estão em dia.

     

    O Dr. Osmar me disse “Não adianta processar o governador do Estado, porque ele vai dizer que o culpado é o secretário. Se você processar o secretário, ele vai dizer que a culpa é do adjunto, e se interpelar o adjunto, ele vai dizer que a culpa é de um outro funcionário qualquer da divisão. Se apertarmos o funcionário, ele vai dizer que a culpa é do porteiro do prédio”.

     

    Mas parece que a coisa está mudando, o homem público pode sim ser processado e condenado a pagar uma multa pesada, quando pelas suas atitudes, não condizente com a função, deixam se perder obras e dinheiro público. Se começarmos aqui por Passo Fundo, quantas obras perdemos pela irresponsabilidade de um administrador que não estava preparado para exercer a tal função? A prefeitura deu terreno para o Estado construir a CEASA, lá em frente a Efrica, isto foi ainda no governo de Alceu Colares. Veio o governo do PMDB e a obra foi abandonada, virou escombro.

     

    O nosso Parque de Rodeios na Roselândia, construído por Fernando Machado Carrion, está se desmanchando, o ginásio do Teixeirinha quase ruiu, o Parque da Efrica do mesmo jeito. Parece que os prefeitos que vieram depois não se importaram com obras caríssimas e deixaram o dinheiro público se deteriorar.

     

    O presídio às margens da BR 285, indo para Carazinho, está lá. Lembro-me que o governo era de Germano Rigotto, a administração municipal de Airton Dipp. Uma vez liberado o dinheiro, o prefeito Dipp movimentou os vereadores para que em tempo recorde votassem uma lei desapropriando o terreno dito e doasse para o Estado fazer a tão sonhada penitenciária.

     

    Se anunciou que o dinheiro estava depositado, à disposição do Estado, mas que o governo estadual tinha que acrescer uma verba de sua responsabilidade para obra. Aí, a história você já sabe, como está ou pior de tudo, nós já sabemos como vai terminar.

     

    Dr. Marcelo Pires, promotor público, mais uma vez falou sobre o assunto na Uirapuru, e mais uma vez a frase foi replicada “Falta vontade política”. Bom, se faltar a vontade politica do senhor governador que se cumpra a lei, e que eles sejam responsabilizados pelos desmandos da coisa pública. Perder dinheiro porque a obra projetada era de outro governo, ou de outro partido, é de uma irresponsabilidade, de uma crueldade tamanha que o contribuinte não merece continuar pagando estas contas. As obras são de Estado e não do partido que por ora esteja no poder.  

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