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JG

  • Sexta-Feira, 07/10/2016

    Razões para ser feliz

    Nesses últimos dias, acompanhando o noticiário aqui da Uirapuru, a nossa reportagem trazendo informações de todos os setores da cidade, da economia, da indústria, do comércio, no meio das notícias a mais importante, um pleito eleitoral acontecendo. Mas, no meio de tudo isso, setores importantes para vida comunitária sendo parados com razão ou sem razão, isso é o que pouco importa. O que eu fiquei encantado foi o que aconteceu hoje pela manhã, no Repórter do Povo.

     

    Uma comissão de garis, gente humilde da minha cidade, que corre atrás dos caminhões do lixo para deixar a minha cidade limpa. E vieram aqui defender o seu trabalho, a empresa que lhe dá o trabalho, e um dos líderes foi categórico e disse: “Não tiro a razão do Ministério do Trabalho, mas também não posso concordar com a atitude tomada, interditando a empresa, que mesmo parada, proibida de trabalhar, mantêm o meu salário que, aliás, já está na minha conta”.

     

    Não cheguei a vê-los, fiquei só através do fone de ouvido e o Chorão entrevistando. Sentia na voz dessa gente a alegria, sim, de serem garis, ou quem sabe, como muitas vezes os chamei, auxiliares da limpeza pública. E viajei dentro do estúdio da Rádio Uirapuru, pensando quantas vezes eu na rua, dirigindo o meu carro com ar-condicionado, cheio dos confortos, vendo aqueles corpos humanos correndo de um lado para o outro, juntando lixo espalhado na rua.

     

    Quantas vezes na sua correria, sem querer atrapalharam o trânsito, e o que não falta nessa hora é uma pequena fatia da sociedade burguesa, que no momento de raiva sacodem a cabeça, fazem sinal com a luz alta que querem passar, e o pior de tudo, questionam: “O que é que esses lixeiros estão fazendo com o trânsito da minha cidade?”. Como se a cidade fosse só de quem está com seu automóvel. E aquelas pessoas humildes, enfrentando frio de 3, 4 graus abaixo de zero, chuvas, noites, manhãs e madrugadas para entregar um pouco de conforto pra nós.

     

    Pensava comigo “eles devem ser muito infelizes, terem que para levar o pão para seus filhos correr atrás do meu lixo”. Infeliz fui eu ao pensar nisso, eles declararam hoje que gostam de correr atrás dos caminhões, que é a vida deles, e o que nos deu a entrevista já esta nesse trabalho há 16 anos, com orgulho de ser gari.

     

    Orgulhoso fiquei de ouvi-lo e sentir que pra ser feliz pouco falta. Temos histórias de homens e mulheres milionários mundo afora, que comprariam tudo o que quem a qualquer hora, e que se tiraram a vida por muito pouco. Por isso é eu digo: “Para ser feliz não precisa muito, é só gostar do que faz”.   

  • Quinta-Feira, 06/10/2016

    Fomos frouxas

    Lendo uma notícia sobre cinco ou seis meninas, entre 14 e 15 anos, de Trindade, cidade da grande Goiás, que por ciúme de um namoradinho agrediram outra. Mas agrediram mesmo, deixaram a menina desmaiada. Uma vez interrogadas pelo delegado da Infância e da Adolescência, daquele município, uma delas não teve dúvida, numa frieza fora do comum afirmou: “Era pra bater nela até morrer. Depois de morrer, nós mesmas iriamos enterrá-la, mas o que houve é que nós não terminamos os serviços, porque fomos frouxas”.

     

    Vejam só os senhores, o que se dá na cabeça dessas crianças, que talvez amparadas por uma lei, onde tudo é permitido e nada é proibido para as crianças do meu país, levem uma geração inteira de cabeças mal formadas, cérebros defeituosos, psicopatas juvenis, onde a vida das outras pessoas não vale nada.

     

    O pior de tudo, é que eu fico pensando quem deveria propor ou exigir mudanças no ECA, que é o nosso Estatuto da Criança e do Adolescente, que veio de carona numa constituinte que alguns chamavam de Constituinte Cidadã, onde eu só tenho direitos, nenhuma obrigação, só exijo que me respeitem, mas respeitar alguém nem pensar. Quando interpelado por uma autoridade, eu já saio com essa resposta: “onde está o meu direito de ir e vir?”.

     

    Sou só eu que tenho direito de ir e vir? E esta menina que foi agredida, quase morta, que estava sentenciada pelas suas colegas ciumentas, não tem direito nenhum? E até quando as autoridades constituídas deste país vão cuidar destas crianças? Vão fazer com que essas crianças sejam crianças melhores, quando chegarem a maioridade? Para desculpar o sentimento bandido delas, com a sua colega, a desculpa foi essa “Só não a matamos e não enterramos, porque fomos frouxas”.  

  • Quarta-Feira, 05/10/2016

    Achatamento, não!

    Me lembro dos bons tempos dos partidos socialistas, fortes, destemidos, que quando tratavam de salário gritavam, faziam campanhas contra o achatamento salarial. Quando Jair Soares era governador na década de 80, ele deixou os professores com piso de dois salários e meio para o magistério. Saindo do governo, ficou Pedro Simon, que encontrou na justiça para não cumprir o que Jair tinha feito. Aí começou o achatamento do salário do magistério.

     

    A cada ano os professores ganhavam menos, quem ganhava três, quatro salários-mínimos, hoje não ganha dois, e quando vejo hoje alguns setores da sociedade gritando, fazendo campanha, abaixo-assinados, para que se diminua o salário de vereadores e de prefeitos, propondo que eles ganhem o que ganha um professor, eu fico P da vida. Estas bandeiras deveriam ser ao contrário, propor que um professor ganhasse no mínimo 50% do que ganha um vereador, 40% do que ganha um prefeito ou um deputado, seja ele estadual ou federal.

     

    Agora, quando eles vem com essa demagogia, como fez o agora eleito prefeito de São Paulo, João Doria, dizendo que vai doar o seu salário para instituições de caridade, porque ele é muito rico, não precisa do salário, eu gostaria de encontrar este cidadão e dizer que o salário de prefeito ele merece ganhar. Agora o que ele deveria fazer é pagar bem a guarda municipal de São Paulo, os componentes da Guarda de Trânsito, os professores da educação infantil daquele estado, não dizer que não está ganhando nada, ou que está ganhando menos, para justificar o salário que se paga para um servidor público.

     

    Se Sartori viesse com essa história, que iria ganhar a metade do seu salário como governador, mas não dar nada de ganho real para uma Brigada, Polícia Civil, professor, ou para outros serventuários do estado, que costumo dizer que são os carregadores de piano, aí sim eu ia ficar contente. O salário que se ganha no estado para carregar o piano, para os engravatados tocarem, é muito pouco.

     

    Quando eles vem e dizem que gastam 75% do dinheiro que se arrecada no estado para pagar funcionalismo, eles tinham que dizer que 80% desde funcionalismo ganha uma merreca e 20% ganham salários bem altos, que são agraciados pelos direitos adquiridos. Quem faz força para máquina andar, não tem salário adquirido, agora quem é puxa-saco partidário, este sempre é beneficiado.

     

    E quando se questiona um deputado ou um juiz, de que eles ganham bem, a desculpa sempre é a mesma “Somos poderes independentes, portanto o nosso orçamento não depende do executivo”. Mas não esqueçam senhores, achatar salário é pura demagogia.  

  • Terça-Feira, 04/10/2016

    Repatriar, anistiar tributos fiscais é uma violência

    Estava lendo hoje, que o presidente do Senado, Renan Calheiros, quer que a lei de repatriar o dinheiro do Brasil em paraísos fiscais seja ampliada. Dinheiro malvisto, que saiu daqui sem pagar tributos, dinheiro de políticos que poderiam estar em setores cruciais do desenvolvimento deste país.

     

    Quantas vezes Paulo Salim Maluf e sua trupe foram denunciados de terem bilhões de reais em paraísos fiscais? A prova está que Brasília adotou a frase histórica “Este dinheiro não é meu”, e nada foi feito até hoje. Ninguém sabe se o dinheiro voltou ou não. Esses escândalos investigados pelas autoridades policiais e judiciais, onde denunciam só eles, foram parar em paraísos fiscais.

     

    Você aí, que trabalha o ano inteiro, cumpre com sua obrigação fiscal, não se acha com cara de palhaço perante estes escândalos? E aquele que trabalha o ano inteiro com o dinheiro do município, que é oriundo do IPTU, porque ele sabe que no fim do ano, quando o prefeito quiser arrecadar mais ele dará anistia fiscal.

     

    E você, que guarda parte ou todo o seu 13° para pagar o IPTU, o IPVA, para tentar se livrar destas contas com honestidade, já outros aí dão o golpe: “Não vou pagar agora, vou deixar passar um ano, porque no fim do ano eu pagarei sem juros, e sem moratória”. Mais uma vez você pega aquela bola vermelha, bota no nariz e sai na rua com cara de palhaço, ou de trouxa.

     

    Quando os tributos fiscais deste país deixarem de ser bandeiras partidárias, nós vamos ter um país melhor, desenvolvido economicamente e socialmente. Tributo não é do presidente, nem do governador e muito menos do prefeito, tributos é um dinheiro de toda a nação.  

  • Segunda-Feira, 03/10/2016

    A caixa de ressonância renovou

    É isto mesmo que aconteceu com a nossa Câmara de Vereadores, onde a maioria dos vereadores eleitos nesta eleição são jovens ou são de primeiro mandato, isto é uma renovação. A sociedade mandou um recado: “Queremos fôlego, não só na Prefeitura, mas no parlamento municipal”.Os representantes não precisam continuar prometendo, e sim fiscalizando e contribuindo com o executivo, para que a cidade fique melhor para se viver.

     

    Se no Executivo a população referendou a administração de Luciano Azevedo por mais quatro anos, resta agora os senhores vereadores deixarem suas siglas e suas vaidades de lado, e cobrem do executivo obras essenciais para nossa comunidade.

     

    Eu lhes pergunto “Será que neste momento, que a cidade vai viver a partir de janeiro, vai sobrar dinheiro e dedicação para recuperarmos nosso Hospital Municipal? E a nossa usina de lixo, será remodelada? E a nossa Codepas, terá atenção do poder público? E o saneamento básico, vai continuar recebendo obras?

     

    Só nestes itens, citados aqui, já dá para os senhores vereadores comporem uma agenda positiva para o legislativo. Não precisa nem brigar, apenas exigir, foi assim e é assim que a comunidade se comportou ao renovar a Câmara de Vereadores, no mínimo de 50%.

     

    E a saúde tem espaço para melhorar ou estamos contentes com o que esta aí? E a educação também lhe agrada? Mas não esqueçamos senhores parlamentares, que quando a nossa cidade precisar de alguém para falar por nós, junto ao governo do estado, ou mesmo da União, os senhores terão o compromisso de pressionar o senhor governador e seus secretários, o senhor presidente e seus ministros para olharem melhor para nossa comunidade.

     

    Sei que vocês irão dizer que Passo Fundo não tem deputado Federal para nos defender, mas os senhores foram eleitos por partidos, que podem pressionar sim quem decide em Brasília. Portanto, mãos a obra a partir de janeiro de 2017, a caixa de ressonância tem que fazer barulho, senão a comunidade vai pensar que não valeu a pena.  

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