Ouça agora

Rádio AM 1170 Rádio FM 90.1

Ouça pelo celular



JG

  • Segunda-Feira, 28/11/2016

    Apartamento, de novo?

    Esta turma que vive em Brasília, principalmente os que levitam no palácio presidencial ou na Câmara dos Deputados e Senado, parece que tem fetiche por apartamentos. Lula tendo que explicar se o triplex do Guarujá é dele ou não é dele, se é dele por merecimento ou se foi presente da OAS.

     

    Agora o responsável pela ligação do executivo com o parlamento, Geddel Vieira, enrola o presidente Temer e outros políticos influentes do apartamento da Bahia que está em construção. Não se deram conta de que o ministro da Cultura é um homem plantado pelo então deputado Eduardo Cunha e sua trupe do PMDB do Rio de Janeiro. E se era plantado, alguma coisa de errado ia sair.

     

    Os peemedebistas estão brabos comigo, porque disseram e dizem que quando o governo era do PT eu não falava nada dos escândalos, das denúncias, dos erros governamentais petistas. E eu arrisquei a dizer que este cidadão, que reclamou, era um deficiente auditivo ou não acompanha a programação da Rádio Uirapuru neste vinte e poucos anos que estou a frente do programa Repórter do Povo.

     

    Sempre critiquei a falta de atitude e o comportamento dos governantes, que passaram e que passam há quase 50 anos sem tomar posição de executivos, de colocar este país nos trilhos para o bem da nação. Para mim não interessa a sigla que estiver mandando, porque na verdade eles não mandam nada, o que eles promovem é o verdadeiro desmando da pátria amada.

     

    Mas falava mesmo dos apartamentos, Geddel forçando a barra para que o ministro da Cultura liberasse uma obra ilegal, não contente foi se queixar ao presidente Temer. O ministro da Cultura, Marcelo Calero, ofendido pelo Geddel foi se queixar a Temer. Temer, que queria “colocar panos quentes”, mandou o Calero se queixar a AGU (Advocacia-Geral da União). Temer disse para o ex-ministro magoadinho que era um assunto para os advogados da União resolverem da melhor maneira possível.

     

    Desculpem os peemedebistas de plantão, mas o atual governo está pior do que o de Lula e da Dilma, só tem terneiro mamando e um bando de “boyzinhos”, que só sabem se queixar para o patrão. Mas parece que a novela dos apês não vai parar por aí.

     

    Pior de tudo, é que quem está “pagando o pato” é o povo brasileiro que esperava em Temer uma readequação da economia, devolvendo a credibilidade ao governo e daí, com credibilidade concreta o país voltaria a crescer. Mas, estamos estagnados, parados e estamos pasmados com a inércia da atual cúpula executiva do Brasil.

     

    Por falar nisso, eu podia juntar então Luiz Inácio Lula da Silva, Geddel Vieira e cantar a música do Latino “Hoje tem festa lá no meu apê”.  

  • Sexta-Feira, 25/11/2016

    Há 35 anos eu me emociono

    O blog de hoje é uma homenagem a comunidade de Passo Fundo, que no dia 26 de novembro de 1981, uma quinta-feira, e por ser a última quinta-feira do mês de novembro foi consagrada como Dia Mundial de Ação de Graças. Data que as pessoas agradecem pela colheita, pela saúde e pela vida. E esta rádio tem feito grandes colheitas, principalmente a colheita da benemerência, do bem-estar da comunidade, do tentar todos os dias uma cidade melhor para se viver.

     

    Olhei hoje para um descendente do Dr. Luiz Fragomeni e disse para ele: “Que momento estavam teu avô e o Dr. Bruno Markus quando resolveram criar este órgão de comunicação”. Eu que convivi com os dois posso lhes garantir, todos os dias da vida deles foram dias de ação de graças. Eles mandavam a gente fazer o bem, sermos humano com as pessoas que nos procuravam e nos procuram para resolver os seus problemas, seja a falta de luz numa rua, um buraco que está atrapalhando a comunidade, o caminhão de lixo que não passou, o médico que não estava no posto de saúde, a professora que não foi dar aula, tudo isso é motivo de um brado da rádio Uirapuru.

     

    Através de seus comunicadores, somos responsabilizados a estar sempre alerta, venha a notícia de onde vier. E dizer que esta rádio nasceu na ideia dos dois quando eles procuraram as outras emissoras, durante a noite, para colocarem uma nota de falecimento de um amigo e as rádios estavam com suas programações gravadas.

     

    Foram em busca de seus sonhos, um médico, o outro odontólogo. Vocês deverão se perguntar “e aí ser radialista?”. É muito diferente, fazer rádio não tem nada a ver coma profissão daquelas figuras. Quando a Rádio Uirapuru surgiu com sua programação popular, musical, informativa, com assuntos da minha cidade, os incrédulos torciam o nariz e diziam “não vai dar certo”. Eles passaram, e a Rádio Uirapuru continua a mesma.

     

    A tecnologia se aliou ao nosso trabalho, se hoje temos computadores, whatsapp, torpedos, facebook, twitter, e-mails, antigamente era o telefone que nos ligava diretamente com a comunidade. Também as cartas, quantas cartas eu li dando parabéns a quem aniversariava, ou dando a notícia do falecimento de uma pessoa querida da comunidade, estes eram os mentores da nova comunicação.

     

    As emissoras do Brasil inteiro tocavam muita música estrangeria, principalmente as americanas, mas eles resolveram fazer uma rádio nacionalista, que tocasse só música brasileira, ressaltando os nossos compositores, os nossos cantores de língua portuguesa e criaram dois slogans “Uirapuru a rádio do povo” e o outro “Uirapuru aqui é só o Brasil que canta”. Nem mesmo um cantor que seja de origem argentina, uruguaia, que mais ou menos arranhe o português, não toca na Rádio Uirapuru.

     

    Como eu disse no começo, uma rádio que há 35 anos domina a audiência, fala com as pessoas, a equipe de comunicadores de lá pra cá já são de outra geração, todos novos, jornalistas, repórteres, redatores, técnicos, que dominam muito bem a tecnologia de hoje. A Rádio Uirapuru está cada vez mais moderna, mas não perde a sua essência.

     

    Domingo que passou uma disputa esportiva com a Corrida de Rua e o programa Troca-Troca, que é o único programa que continua no ar sem trocar de nome. A rádio, mais uma vez, fez a sua parte, divertiu, informou e encaminhou negócios, mas mais do que isso, fez o que sempre quisemos fazer, pessoas encontrando pessoas.

     

    Para nós, hoje não há distância que nos separe, quando alguém nos diz que o computador ia matar o rádio, que o satélite ia matar o rádio, a Rádio Uirapuru saiu na frente e se aliou a internet, se aliou ao satélite, hoje fala com o mundo inteiro. Meus colegas, muito obrigado pelo apoio e pela dedicação profissional, que há de fazer esta Rádio durar tantos quantos 35 anos.

     

    Valeu e vale a pena, eu continuo me emocionando todos os dias!  

  • Quarta-Feira, 23/11/2016

    Assim não dá, vou perder as minhas vantagens

    Não estou falando do funcionalismo público federal ou estadual, que através de pacotes enviados aos parlamentos poderão perder algumas vantagens ou direitos adquiridos. Estou falando de mim mesmo, eu não quero abrir mão do que consegui até aqui, embora o que eu consegui não foi só com o meu esforço, tive colegas de trabalho, companheiros que entregaram a sua vida e o seu suor para que tudo se tornasse viável. Não que eu seja um bom “vivã”, mas ganho e tenho suficiente para viver honrosamente.

     

    No momento em que estas leis estão sendo discutidas na Assembleia Legislativa, ou na Câmara dos Deputados e no Senado, já estamos enxergando os velhos ratos de sempre, que quando o barco começa a afundar são os primeiros a saltar. Como é bom jogar para a galera, ou para a torcida, como dizem os futebolistas, mas quando a bola fica pesada, e eu quero continuar sendo sempre o bonzinho, não quero atuar de vilão, eu vou para o outro lado.

     

    Ontem, dia 22, fez 53 anos que John Kennedy, um dos mais populares e importantes presidentes dos Estados Unidos, foi assassinado. Arrumaram um bode expiatório, um homem que estava no lugar errado e na hora errada: Oswald Lee. Dizem algumas cabeças que foi colocado como matador, mas até lá existe maquiagem do crime. O FBI que investigou o caso declarou que era só um, mas testemunhas viram que os tiros vieram de três pontos diferentes. Trataram o pobre Lee, como doente mental.

     

    Mas, na verdade, o que se sabe é que John Kennedy estava naquele momento, em 1963, enfrentando os poderosos americanos, mandando contra máfia, os sindicatos da bebida e os banqueiros da Wall Street. Ele defendia um governo social para todos os americanos, inclusão social dos negros e também da população indígena, por isso morreu.

     

    Só falei essa historinha para ilustrar esse meu comentário. John Kennedy, logo que assumiu a crise econômica americana, umas das maiores, também crise social e politica, ele foi eleito para ser o homem conciliador do povo americano e, no entanto, bradou: “Não perguntem o que a nação pode fazer por vocês, e sim o que vocês podem fazer pela nação”. Ainda, lembrei me de outra frase e não sei quem é que disse: “Não perguntem que país queres deixar para teu filho, e sim pergunte que filho está entregando a este país”.

     

    Se formos pensar na profundidade destas duas frases, abrir mão de um direito social que eu tenho em beneficio do outro menos aquinhoado, talvez este Estado não estaria na situação financeira que está, ou ainda este país seria quem sabe a maior nação do mundo. Porque nós, só nos tornamos grandes quando compreendermos a necessidade dos pequenos.  

  • Segunda-Feira, 21/11/2016

    Não quero mais ser índio

    Lembro-me bem quando era estudante, todos os dias 19 de abril, nós nos fantasiávamos de índio para homenagear os primatas do Brasil. Como gostávamos da professora de história contando os primeiros dias do descobrimento do Brasil, das figuras ingênuas que habitavam esta terra do Oiapoque ao Chuí.

     

    Ficávamos P da vida quando a professora dizia que os colonizadores do Brasil exploravam os índios. Eles eram tão inocentes, que até um pente de cabelo servia para amansá-los, domesticá-los. As histórias de um Caramuru, o deus do fogo, de Sepé Tiaraju daqui do Rio Grande, que lutava pela independência do seu povo, sendo massacrados pela colonização. Essas histórias me comoviam.

     

    Mas o tempo passou, e hoje estou vivendo a realidade. A marchinha de Carnaval que dizia que “o índio quer apito”, este índio não quer mais. Alguns, uma minoria é claro, estão armados de revólver de calibre 12, faca, facão, foice, não para reivindicar, mas para machucar o seu semelhante. O cacique de uma tribo de índio, para mim inocente, era um herói, vivia naquela aldeia cheia de ocas de barro e capim, criando a sua prole.

     

    A raça indígena tem que sobreviver, ainda mais agora que os brancos interferiram na sua vida e o pior de tudo, continuamos interferindo de modo negativo, contaminando aquele ser inocente sem ambição alguma. Antes só pensavam na terra, na floresta, nos rios para tirar o seu sustento. Hoje eles estão machucando pessoas da sua própria aldeia, ou então agredindo os brancos.

     

    Então houve a invasão da raça branca sobre toda terra indígena, e agora eles querem as terras de volta. Mas essa terra já não é mais a mesma, grandes cidades foram surgindo com o progresso deste país.

     

    O guri que se pintava de índio para brincar no Dia do Índio, não quer mais ser índio, apesar de manter todos os traços de índio com o negro, me transformei num bugre, mas não tenho mais orgulho de ser índio.

     

  • Quinta-Feira, 17/11/2016

    Dia do boato

    Há muitos anos, nesta pátria descoberta por Pedro Alvares Cabral a quinta-feira se transformava em uma quinta de terror, boato para todos os lados, e geralmente os boatos vinham em forma de manchete na mídia. “O ministro da Fazenda vai cair”, “O presidente do Banco Central vai deixar o cargo”, “O superministro Delfim Neto anuncia: a gasolina não vai aumentar”, e esses eram os boatos.

     

    Ainda estou estudando a história do Brasil, para ver se quando Pedro Alvares Cabral chegou em nosso país não era uma quinta-feira, porque a piada já estava pronta. Hoje é quinta-feira, e não é boato, o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral foi preso em sua casa. Ontem, o ex-governador do Rio, Anthony Garotinho foi preso.

     

    Se tu ligar o rádio de manhã e tiver ainda meio moribundo pelo sono da madrugada, você pode até pensar que a manchete é brincadeira, é boato, e que não deve ser levada a sério, mas pode levar sim, os dois estão na cadeia. Hoje se entende a balbúrdia nas finanças do Rio de Janeiro.

     

    O Rio já foi um dos estados mais ricos deste país, um dos maiores e mais produtivos poços de petróleo estão na sua orla marítima. O Carnaval do Rio sempre foi fonte de riqueza, arrecadação fantástica, a prova está que a cidade fluminense do Rio de Janeiro foi até capital do Brasil, e hoje continua sendo, só que a capital da roubalheira, do golpe, de uma organização criminosa sem tamanho, onde ex-governadores agora estão sendo acusados e processados por desvios de dinheiro público e propinas de obras públicas.

     

    Ainda, os funcionários estaduais tendo seus salários atrasados, cortados, e com aumento de imposto a previdência. Previdência esta carioca que sempre foi uma fonte de dinheiro. A saúde do Rio de Janeiro sempre foi a menina dos olhos do Ministério da Saúde, porque a saúde do Rio era tratada com seriedade. Mas, bastou passar dois ou três governantes inescrupulosos, para deixarem o estado carioca na penúria em que está.

     

    Dona Rosinha, esposa do Garotinho, declarou hoje que a república vai desmoronar. Para mim isto é boato, porque a verdade é a seguinte, a república já desmoronou. Como as autoridades do nosso país, que precisa de crédito no exterior, tendo estes nomes de expressão na política e administração da coisa pública envolvidos em crimes que lesam a pátria, vão conversar com investidores internacionais, que só acreditam na credibilidade desta nação.

     

    Imagino um chefe de Estado brasileiro negociando com grandes líderes mundiais e eles jogando na cara que nós somos uma república de ladrões inescrupulosos, porque quem realmente toca esse país são trabalhadores e empresários decentes com a cara do chão. Isto não é boato, isto é verdade e hoje é quinta-feira.  

Pesquisar artigos anteriores

Você concorda em votar no partido e não mais no candidato?

Copyright © 2017 Grupo Uirapuru . Todos os direitos reservados. Parceria Sistemas