Ouça agora

Rádio AM 1170 Rádio FM 90.1

Ouça pelo celular



JG

  • Terça-Feira, 08/11/2016

    Façam o que eu digo, mas não façam o que eu faço

    Esta frase é muito antiga, como diz o outro é das “bem veiá”, mas é cada vez mais atual, na mídia nacional está bombando. O governo Temer gastou 24 milhões de reais com seus cartões corporativos, para quem não sabe o cartão corporativo é um cartão de crédito que o presidente e seus ministros têm para gastar pequenos valores, sem precisar de licitações públicas, para agilizar algumas despesas corporativas, mas em seis meses, 24 milhões é muita grana!

     

    Não me esqueço daquela ministra do governo Lula, que pegou o cartãozinho corporativista e se mandou para Argentina a gastar, foi um escândalo! E é um escândalo quando um projeto do presidente está tramitando no Congresso Nacional para reduzir gastos da máquina pública e se fica sabendo que por baixo do pano, a extravagância continua, assim se perde a autoridade.

     

    Ontem a noite, ouvindo a Voz do Brasil, como sempre faço, o presidente da república Michel Temer no lançamento do programa de migração do rádio AM para FM, declarou que “O governante que não liberar dinheiro é antipático e impopular”, que o Executivo tem que dar dinheiro para ser simpático com instituições, o que ele não quer ser. Ele disse que não lhe interessa a popularidade fácil.

     

    Mas então, na mídia o presidente diz uma coisa e por baixo dos panos, atrás das cortinas do palácio, se pratica outra? Assim não dá para ser feliz! Por mais que eu seja otimista e, muitas vezes, a voz do senhor diga “de que o cinto tem que ser apertado”, “de que não adianta financiarmos, o que não podemos pagar”, aí é ruim. Como diz o meu refrão, todos os dias no programa Repórter do Povo “Assim meu caro presidente, o senhor enfraquece a nossa amizade”. 

  • Segunda-Feira, 07/11/2016

    Gastar em educação ou com política partidária?

    Esta avaliação que eu gostaria de fazer com os senhores que leem este blog. Estamos agora avaliando os gastos com o ENEM, dizem os bem informados que o MEC gastou 700 milhões de reais para realização das provas. Alguns dizem que é muito dinheiro, que não poderíamos gastar tanto com este exame de avaliação, que mexeu com 8 milhões de brasileiros, jovens que estão em busca de seus sonhos para ingressarem no ensino superior gratuito.

     

    Fiquei pensando com os meus botões, gastar este dinheiro para incentivar a educação é demais para alguns, mas para mim isto é pouco, quando vejo o dinheiro que gastamos com a Câmara dos Deputados e suas mordomias. E o Senado, quanto nos custa por ano? E a verba partidária, que está sendo proposta um aumento de 1,160 bilhão de reais para 3,280 bilhões de reais, isto sim é jogar o dinheiro do povo brasileiro no ralo.

     

    Dar dinheiro para quem logo ali vai virar um sanguessuga da pátria, vai se eleger senador e ficará ganhando o dinheiro do povo por oito anos. Os deputados também se elegem e por quatro anos ficam sugando este mesmo cofre, que já está raspado.

     

    Contra essa barbaridade ninguém pega nas buzinas, ninguém pega nas panelas para protestar. Somos na verdade um povo amortecido. Protesto contra o dinheiro gasto com educação, mas não protesto contra o dinheiro público que vai virar sustentáculos de verdadeiros gigolôs da pátria amada.  

  • Quinta-Feira, 03/11/2016

    Dois por testemunha

    Eduardo Cunha que está preso em Curitiba, respondendo por corrupção, desvio de dinheiro, cobrança de propinas de empreiteiros, como diria um amigo meu “Está num mato sem cachorro”. Só que burro ele não é, por sinal é altamente articulado. Ele é de uma cultura imensa, deu aula para seus advogados de defesa, no momento que tentaram tirá-lo da presidência da Câmara dos Deputados.

     

    Foi, sem dúvida nenhuma, o processo de maior durabilidade em tramitação no Congresso Nacional. Foram mais de oito meses e ninguém conseguia pegá-lo. Foi preciso a intervenção do Supremo Tribunal Federal para que o processo andasse. Uma vez defenestrado do cargo, tornou-se alvo do juiz Sérgio Moro, que investiga e julga os casos envolvendo a Lava Jato.

     

    Mas, vejam só os senhores que ideia espetacular, ele convocar e citar nos laudos do processo, como suas testemunhas de defesa o ex-presidente Lula, que por certo naquela época gozava de grande amizade da figura presidencial e, não contente, citou também o presidente Temer com seu testemunho de defesa.

     

    Um homem que tem o cacife de envolver duas personalidades de expressão na politica brasileira, não é pra qualquer um. Eu gostaria de estar lá para ver o depoimento em defesa de Eduardo Cunha, e também do presidente Temer, falando a favor deste grande delinquente nacional, porque não posso chamá-lo de outra forma, ele envolveu-se nos desvios da Petrobras e através dos seus asseclas assaltou a Caixa Econômica Federal no Rio de Janeiro, principalmente o fundo de Pensão das Aposentadorias. Com as benesses como presidente da Casa presenteou aos seus amiguinhos deputados.

     

    Então, o que eu posso esperar de um homem com este peso? Porque mesmo preso, ele não perdeu ainda a sua autoridade, perante aqueles que sempre trabalharam a seu favor. Atrapalharam as investigações, atrasaram processos, muitos estão juntos com ele neste processo da Lava Jato e esses muitos também terão que procurar testemunhas de peso.  

  • Terça-Feira, 01/11/2016

    Perdemos a memória

    Estou falando do dia 2 de novembro, quando na minha meninice e adolescência tínhamos que voltar, onde estivéssemos, muitas vezes, fazendo sacrifícios para sair de Porto Alegre, de Santo Ângelo ou de Passo Fundo para a velha Uruguaiana, para quê? Homenagear a memória dos meus entes queridos, até o vô e a vó tinham que ser reverenciados.

     

    Uma flor, uma vela, uma prece, uma saudade, uma lembrança das boas, lembranças de carinho, lembranças da comidinha da vó, do sorriso e de um afeto do vô. O carinho e a atenção dos irmãos mais velhos, a maioria dos irmãos estava lá para homenagear a quem nos fez feliz.

     

    Hoje quase que se perdeu essa tradição. Chego a plagiar o grande escritor, jornalista e dramaturgo brasileiro, Mario Lago que dizia: “Eu não tenho saudade, eu tenho boas lembranças”. Será que é isso que está mexendo com a cabeça dos mais jovens, que não vão mais aos cemitérios reverenciar os seus entes queridos?

     

    Esta semana de reflexão sobre a vida do meu pai, da minha mãe e dos meus irmãos, que já partiram, será que eu irei alegar que não terei tempo amanhã para ir, ao menos, na cruz central do cemitério e acender uma vela? Rememorar os momentos felizes que passei ao lado deles, os conselhos, os carinhos. E dos meus irmãos mais velhos que já partiram, será que eu já esqueci de um chamado carinhoso “vem cá negrinho”, não tem como esquecer.

     

    Se não esqueço é porque eles não morreram, apenas partiram, continuam vivos a cada lembrança. É assim que eu penso, e é assim que dizem os estudiosos: “O homem só morre quando deixamos de reverenciar os seus feitos”. Quantos amigos, quantos colegas de boa convivência fizeram coisas por mim, para que eu crescesse profissionalmente, intelectualmente e na minha vida pessoal partiram? Vou esquecê-los, se eles foram tão bons para mim?

     

    E alguns diretores que estiveram sempre ao meu lado, me orientando, dizendo como eu deveria proceder como ser humano, como profissional de rádio que sou, esses pra mim jamais irão morrer. Seus ensinamentos e sua convivência não vão separar-se de mim. Sei que, daqui a pouco, vou ser mais um deles que partirão e deixarei alguma coisa boa.

     

    Edivaldo Pereira Santos, um dos maiores espiritualista do Brasil ou do mundo, me fez uma pregação uma certa vez, me disse que meu corpo físico era a roupa da minha alma e do meu espírito, que eu colocado num túmulo sem vida era apenas uma roupa velha que já não servia para o seu dono. Sábias palavras, porque enquanto estiver aqui, andando eu devo cuidar dessa roupa que conduz a minha alma e o meu espírito. Ou será o contrário, uma alma, um espírito que dirige um corpo físico?

     

    Amanhã é dia 2, deverei sim reverenciar todas as pessoas que foram importantes na minha vida, eles não passaram, eles continuam me dando boas lições de vida, mesmo que a humanidade acredite que eles estão mortos.  

  • Segunda-Feira, 31/10/2016

    Tem muita coisa para fazer

    Terminado o 2° turno das Eleições brasileiras, em cidades que têm mais de 200 mil eleitores, os novos prefeitos e os prefeitos reeleitos têm muita coisa para fazer ainda, isso que estou pensando só na minha cidade. Hoje pela manhã, o grito da sociedade era pela falta de iluminação pública. Aqui, na Rádio Uirapuru, o secretário que cuida deste setor tem espaços poupudos para se explicar com a comunidade.

     

    Só que chegou a um ponto que não adianta mais ele vir aqui e explicar isso e aquilo. Antigamente, eu me lembro, demorava de 60 até 90 dias para um pedido de substituição de uma lâmpada ser atendido. Num momento bem recente, o atual secretário disse que a solução era dada em no máximo 30 dias, e que o setor de iluminação pública da nossa cidade estava funcionando bem, não sei aonde. Tem moradores de alguns bairros da cidade que estão às escuras há 60 dias ou mais, que dizem ligar para o setor e, muitas vezes, nem o telefone é atendido.

     

    O senhor prefeito, hoje pela manhã, anunciou o novo diretor do Hospital Municipal, mas para que novo diretor, se o Hospital Municipal, sendo uma autarquia do município, não tem dinheiro, muitas vezes, para pagar seus funcionários. Volte e meia o administrador tem que pedir suplementação de verbas, o orçamento estoura e o hospital continua na miséria.

     

    Estive no final de semana no Parque de Rodeios da Roselândia, um lugar bonito por natureza, era só os administradores, seja a prefeitura ou o Lalau Miranda, darem uma olhadinha para dentro do parque, cuidar melhor das ruas, da limpeza, da manutenção e da beleza. Às vezes, brincando com algumas conhecidas, bonitas por natureza, digo: “Ajudem a natureza, passam um batonzinho, põem uma cor nesse rosto”.

     

    Agora, suplico para patronagem do Lalau Miranda e para Prefeitura Municipal: “Ajudem a natureza que nos deu aquele parque belíssimo. Se não for assim, de que adianta cobrarem anuidade dos rancheiros, se está abandonado?”.

     

    O secretário de Saúde esteve aqui sábado passado e disse que estão faltando medicamentos, porque a clientela aumentou. Ele disse que com a crise econômica do país as pessoas, que antes tinham poder aquisitivo para comprar os seus remédios, hoje não têm e foram para a fila da farmácia pública, que recebe estes medicamentos do Estado e da União, através da prefeitura. É uma bela desculpa!

     

    Mas, ao mesmo tempo, fico pensando no discurso de posse do senhor prefeito, ele disse para o seu secretariado: “Nós sabemos o que eles fizeram de errado, daqui pra frente nós não podemos cair no mesmo erro”. Mas, me parece que alguns de seus assessores não ouviram a mensagem e se ouviram não levaram a sério.

     

    A minha esperança é que em janeiro tudo possa acontecer como deve, que a lâmpada que não tem na rua apareça, que o medicamento que não tem na farmácia esteja à disposição de quem precisa e que alguns setores da nossa comunidade voltem a ter a beleza que antes tinham, principalmente o Parque Municipal da Roselândia, que está sim precisando de uma maquiagem.

     

    A frase é minha: “Se só a partir do dia 30 de novembro tiver o medicamento na farmácia do PAN, vou ligar para a doença só aparecer depois do dia 30”.  

Pesquisar artigos anteriores

Você acha que a fiscalização deve ser rigorosa contra o comércio informal em Passo Fundo?

Copyright © 2017 Grupo Uirapuru . Todos os direitos reservados. Parceria Sistemas