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JG

  • Quinta-Feira, 06/11/2014

    Porque não somos iguais

    Quando eu vejo ou ouço um trabalhador se queixando que deu o sangue e suor por uma empresa e de repente essa empresa vai à falência, fecham a empresa, o trabalhador fica sem receber os seus direitos trabalhistas.

     

    Muitas vezes o último mês de trabalho também não foi pago, eu pergunto para mim mesmo: qual é a diferença desse trabalhador que tem que levar a comida todos os dias pra casa, para mulher e filhos? Porque não é tratado da mesma forma que são tratados os seus ex patrões que deram o golpe da falência?

     

    Mas faliu para mim, isso é, para o trabalhador: nada! Para o falcatrua: tudo!

     

    Carrão novo, mansões... Eu não posso abrir mão das regalias que a vida me deu, mesmo que essa regalia tenha sido conquistada com a exploração de alguém.

     

    E quantas vezes eles fecham uma empresa no lugar, abrem noutro com outro nome e continuam dando golpe deixando muitos trabalhadores na miséria.

     

    No Rio de Janeiro um juiz foi flagrado todo errado no trânsito. Estacionou mal, sem documentos dele e do carro. Ele foi abordado por uma guarda de trânsito e o meritíssimo foi notificado e multado.

     

    Não se conformou.

     

    Entrou com um processo contra a Guarda de Trânsito e ela foi condenada a pagar uma indenização no valor de 5 mil reais para o meritíssimo. Quantas vezes eu tenho dito: discutir com a Guarda de Trânsito ou um soldado da Brigada Militar me dá vergonha.

     

    Afinal de contas, se estou fora da lei, deverei arcar com as consequências.

     

    Eu só tenho uma pergunta: essa gente é diferente do trabalhador que ficou sem receber os seus direitos e por serem graduados em qualquer setor da vida, porque é mais rico que os outros têm o direito de andar errado? E pior: constranger um funcionário público, seja ele  da área administrativa ou da segurança?

     

    Eu, totalmente fora da lei, deveria mesmo me esconder.

     

    Só que esse país tem que sofrer uma mudança de procedimento. Cada eleição se ouve: vamos mudar a política, vamos muda esse país...

     

    Mas na verdade o que deveria ser mudado são os homens.  

     

    Vinte e quatro horas por dia eu deveria saber que sou um homem publico e como homem publico sou igual a qualquer um outro ser humano.

     

    Portanto, um juiz, um deputado, um senador, um presidente da república, um governador e um prefeito não deveriam levar vantagens do cargo que ocupam e sim, ter vergonha do jeito que tratam as coisas do meu país. 

  • Segunda-Feira, 03/11/2014

    Novembro Azul é o nosso mês

    Com a revolução feminista só se falava nos direitos da mulher. O dia das mães, o Dia da Mulher, o mês dedicado às mulheres, a saúde da mulher, os direitos da mulher e a proteção às mulheres.

     

    A moda se renova todo mês, para as mulheres. E nós, homens, parecíamos relegado a um segundo plano.

     

    Acabo de saber pela minha colega Ingra Costa e Silva que o homem também tem um dia internacionalmente dedicado a ele: dia 19 de novembro.

     

    Mas ele não é muito badalado na mídia. Agora, Dia dos Pais , sim!

     

    Mês de Outubro, todo o mês, inteirinho, foi marcado como Outubro Rosa, para alertar as mulheres que podem leva-las até a morte.  E agora, o mês de novembro, é o mês azul. Dedicado a nos alertar sobre as doenças que carregamos e que não tratamos, não prevenimos por puro machismo.

     

    Câncer da Próstata.

     

    Centenas ou milhares de homens na minha cidade sofrem deste mal. Porque nunca se cuidaram, nunca foram ao médico.

     

    Conheço pessoas que estão à beira da morte e eu pergunto:

     

    -Mas não foste ao médico? A alta complexidade da medicina hoje, que previne. As facilidades, os milhões de reais que os governos gastam em saúde pública, medicamentos de última geração e tu não foi ao médico?

     

    Desinformação. Essa é a palavra principal.

     

    Homens que gastam os seus dias só em acumular ganhos econômicos. Sem se importar com sua saúde.

     

    Fumantes que sabem que mais cedo ou mais tarde um câncer no esôfago, na garganta, nos pulmões e muitas outras complicações que podem levar à morte precocemente.

     

    “Mas e daí, eu sou homem. A mulher que se cuide. As crianças que se cuidem, eu já passei dos 40 e tudo que vier agora é lucro”.

     

    Que machismo! Que autossuficiência! Esqueço que sou um ser humano com as mesmas necessidades de qualquer outro.

     

    Ir ao médico eu não vou, para prevenir uma possível doença. Meu espírito machista e de autoafirmação não me deixa.

     

    Agora, chegar numa farmácia sorrateiramente e pedir um remédio para manter a minha virilidade de homem, ou seja, um Viagra, aí eu vou.

     

    Sem o mínimo cuidado de, antes de consumir o tal comprimido, consultar um especialista para saber se estou apto ou não a usar tal droga.

     

    Sou tão machista que cheguei a questionar “Novembro Azul para me advertir que devo cuidar da minha saúde? Não poderia ser Novembro marrom?”

  • Sexta-Feira, 31/10/2014

    O tamanduá

    É um bicho muito simpático. Eu nunca soube que um tamanduá agrediu um ser humano. Você já foi atacado por um tamanduá?

     

    Você quer encontrar um tamanduá?

     

    Procure um formigueiro. Aonde tem formiga trabalhando, lá está o tamanduá.

     

    Que coisa incrível! O tamanduá se parece com alguns da vida pública, principalmente com aqueles que estão todo dia trabalhando. Salvando o nome do serviço público.

     

    Estou falando neste último porque na Prefeitura, no Estado e na União tem as formiguinhas que querem  prestar um trabalho digno e enfrentam muitas vezes o rigoroso inverno dos tempos eleitorais em que os tamanduás ganham cargos porque são amigos do rei, passando 60 ou 90 dias pressionando o servidor público.

     

    Não fazem nada! Circulam pelos corredores das repartições públicas só pressionando. Batem no peito e dizem:

     

    -Nós da Arena ou nós do PMDB ou nós do PDT, se ganharmos as eleições, vocês vão ver: as coisas vão mudar por aqui!

     

    Venceu-se o primeiro turno ou perdeu-se no primeiro turno.

     

    E o Tamanduá já mudou de formigueiro!

     

    -Agora não sou mais daquele lá. Sempre gostei desse lado, sempre fui simpático ao Sartori. O meu partido apoiou o Sartori no segundo turno...

     

    E esses tamanduás vão continuar com as unhas bem afiadas.

     

    Cuidado você, se levar um abraço destes tamanduás da política.

     

    Porque volto a dizer: o tamanduá animal, que eu conheço, é um bicho simpático e só gosta de comer formiga.

  • Quinta-Feira, 30/10/2014

    Quem sempre levou vantagem sabe que não vai levar e está com raiva

    Estou falando dos principais órgãos de imprensa do país. Estão muito magoados com a vitória de Dilma Rousseff para os próximos quatro anos.

     

    Sabem que vão perder bilhões de reais dos cofres públicos para tocarem as suas empresas e usam, como diz o Jair Ineri em seu comentário Nas Entrelinhas, um movimento para provocar até mesmo um impeachment da presidente, antes mesmo de assumir o novo mandato.

     

    Mas nós devíamos saber que é assim mesmo que funciona. Colunistas e articulistas da imprensa brasileira que só estão trabalhando nos seus órgãos de imprensa queriam e torciam para a vitória de Aécio Neves, porque era a garantia de que alguns ganhariam empregos também em órgãos públicos.

     

    E quando a vaquinha dos tetos grandes não veio para as suas mãos, se revoltaram e estão raivosos.

     

    Tenho lido todos os jornais do Brasil. Sempre tem alguém batendo na mesma tecla.

     

    Fico pensando que aquelas frases que eram do PT antes de ser governo “Fora FHC, Fora FMI” trocaram de mãos e de voz. Já estamos fechando 12 anos de governo petista. Com mais 4 anos, serão 16.

     

    O ex presidente Lula declara hoje que estará ao lado da presidente Dilma nos próximos 4 anos porque em 2018 ele quer voltar ao poder.

     

    E aí, como dizem os da esquerda ( se é que existem), a pelegada da direita está com raiva.

     

    O que servia antes das eleições do segundo turno não serve mais.

     

  • Segunda-Feira, 27/10/2014

    Os ousados sempre serão criticados

    Desde o tempo de Moisés quando atravessou o Mar Vermelho para salvar o seu povo, foi criticado. Ele foi chamado de louco, de sonhador!

     

    “Aonde é que se viu atravessar o mar?”

     

    E conta a história que ele simplesmente bateu com seu cajado de ancião e o mar abriu-se para o povo passar.

     

    Até hoje aquele povo continua precisando de um Moisés. E no mundo de hoje não é diferente.

     

    Quem tentar ousar fazer diferente será tachado de louco, incompetente, que não sabe organizar as coisas. Porque muitas vezes aquilo que está sendo feito não me satisfaz. Não satisfaz a minha pessoalidade. Tudo que se faz tem que me agradar, se não me agradar quem se meteu a fazer será chamado de louco ou de incompetente.

     

    Eu me consolo todo dia porque há 33 anos, quando essa cidade recebeu o som da Rádio Uirapuru, seus idealizadores foram também chamados de utópicos, sonhadores.

     

    “Onde é que se viu uma rádio funcionar 24hs com programação ao vivo?”

     

    Uma rádio de interior ousar só tocar música brasileira.

     

    Isto era um desafio para uma pequena rádio do interior onde a grande mídia só queria tocar músicas estrangeiras. Ao ser comunicador naquela época eu tinha a obrigação de arremedar os ingleses, os alemães e outras línguas internacionais.

     

    Se não arremedasse não seria contratado. Sobrevivi a esse massacre e outros massacres.

     

    Chegamos ao cúmulo de ter no estúdio um dicionário de línguas estrangeiras. Graças a Deus, cheguei à Rádio Uirapuru em 84 e não fui mais obrigado a enrolar a minha língua para imitar outros mundos e sim comunicar-me com a minha comunidade.

     

    Falar a língua do meu povo.

     

    Simples. Direto.

     

    E deu certo!

     

    A Rádio Uirapuru é a grande líder do interior gaúcho. Se procurarem marcas mais lembradas, entre as dez mais está a Rádio Uirapuru, no mínimo na mais importante do interior. Se o IBOPE passa na cidade e faz uma pesquisa a audiência é comprovada.

     

    Com números expressivos e massacrantes.

     

    Mas não pense que a nossa vida no dia-a-dia é só de glórias e louros.

     

    Ainda temos que ouvir e ler, às vezes, nas redes sociais, o descontentamento de alguns por não estarem ao meu lado e nem sentado na cadeira e comandando uma programação em que a Rádio Uirapuru, há 33 anos, manda no horário.

     

    Se eu não for criticado é porque não sou ousado.

     

    Ousadia é pra quem luta, pra quem trabalha e não pra quem só fica atrás de um balcão ou de uma mesa fingindo que é líder.  

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