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JG

  • Quinta-Feira, 28/08/2014

    Até quando?

    Até quando os repórteres policiais da Rádio Uirapuru Acácio Silva e Lucas Cidade me deixarão de cabelo em pé com os fatos registrados dia a dia no noticiário policial?

     

    Um empresário é assaltado, uma empresária é assaltada e agredida e eles, muitas vezes, não têm quem os defenda.

     

    São vítimas todos os dias, principalmente no final de mês. Como, por exemplo, quando chega a hora de pagar os seus tributos sejam eles municipais, estaduais ou federais.

     

    Se não pagarem no último dia útil de cada mês são taxados de sonegadores, chamam a imprensa (rádio, jornal e TV).

     

    Dizem: vamos dar um atraque naquele que não pagou o imposto, porque ele é inimigo da pátria.

     

    E lá se vão cheios das camionetes novas. Armamento pesado! Fecham o comércio ou a indústria.

     

    Enquanto eles fazem essas ações cinematográficas, 100 metros dali mais um empresário é assaltado pela bandidagem. Levam suas mercadorias, seu dinheirinho e tudo fica por isso.

     

    Mas não tem problema!

     

    O bandido te assalta todo dia e os governos tributaristas que assaltam todo mês.

  • Quarta-Feira, 27/08/2014

    Espasmo nacional

    É essa expressão que o sempre o frio Dr. Osmar Teixeira usa, quando comenta algum assunto midiático. Quando a mídia envolve-se num só problema. Ou num crime em que crianças são vítimas ou crimes que mexem com a política e a administração brasileira.

     

    Em todas as esferas.

     

    O Brasil, apesar de ser um país descoberto por portugueses, explorado territorialmente por europeus, com uma massa populacional vinda da África, é composto por latino americanos e como se diz, o latino tem sangue quente.

     

    Qualquer perna de mosquito nos dá uma sopa, já dizia o dito popular.

     

    E assim que me sinto todo dia: com o sangue quente! Seja por uma sinaleira que não funciona, uma lâmpada do poste que está apagada, um buraco da rua, a falta de um médico no posto de saúde ou de um professor na sala de aula.

     

    Pessoas públicas que deveriam cumprir com a sua função já fazem com que eu fique 3 horas discutindo com o ouvinte, com a produção do programa Repórter do Povo e com o jornalismo da Rádio Uirapuru sobre as questões postas no dia a dia.

     

    O Caso Bernardo, por exemplo, me incomodou muito!

     

    E os meninos que foram apreendidos armados de faca na frente da escola? Já deu pra me irritar.

     

    Jair Ineri, comentarista no programa Repórter do Povo, vem de Goiás com um jornal debaixo do braço. A manchete é estarrecedora: Menino de 9 anos já tem 9 apreensões.

     

    Porque criança no Brasil não se prende, apreende.

     

    E aí o assunto levantado pelo comentarista vira um debate.

     

    Na Rádio Uirapuru é assim sempre!

     

    O assunto não fica só entre os comunicadores e produtores ou com quem deveria resolver os problemas: vira mesmo verdadeiros debates públicos. Cada um dando a sua opinião.

     

    Xingando alguém porque as coisas parecem estar todas fora do lugar.

     

    A morte de um político favorece a candidatura de outro.

     

    Mas é assim mesmo! Por isso que às vezes elegemos mal nossos governantes e representantes no parlamento:porque gostamos de viver de espasmos emocionais.

     

    Nos emocionamos com tudo!

     

    Até o atropelamento de um animal selvagem, que é socorrido por um cidadão e atendido por uma instituição como é a UPF nos comove.

     

    E ficamos muitas vezes revoltados.

     

    Enquanto a maioria da população brasileira trata todos como se protegidos devessem ser, há uma minoria que tem o prazer de machucar, maltratar e até matar um animal que não lhes faz mal nenhum.

     

    Todo mundo vem e me diz: manter a vida é obrigação de toda a humanidade.

     

    Mas não esqueçamos que até na hora de matar um animal indefeso este ser humano está sobre fortes emoções.

     

    Maléficas, é claro, mas são emoções.

     

    E quando se perde a razão, cometemos coisas que até Deus duvida!

  • Terça-Feira, 26/08/2014

    Eu não tenho direito de gostar ou não gostar

    Falo isso porque seguidamente reproduzimos as críticas e as reclamações de alguns serviços públicos, sejam eles municipais, estaduais ou federais.  Nós, da Rádio Uirpauru, gritamos, esbravejamos e as pessoas na maioria das vezes sentem-se ofendidas.

     

    Nunca fizemos campanhas para empregar ou desempregar alguém. Porém, cobramos sim a eficiência do servidor público. Se cobramos do politico, porque não cobrar também de quem é pago com os impostos?

     

    Muitas vezes quando alguns chefetes se reúnem a desculpa é sempre a mesma: aquele boca grande lá da rádio, aquele nego desgraçado não gosta de mim!

     

    E como eu disse no título deste post, gostar ou não gostar não é o meu direito e nem o meu dever. A minha obrigação é falar do serviço mal prestado.

     

    Questões pessoais não fazem parte do meu dia a dia profissional. Aliás, a Rádio Uirapuru nestes 30 anos não serve e nunca serviu para assuntos pessoais.

     

    Os meus problemas são meus e ficam na porta me esperando. Quando eu saio da rádio e tento resolvê-los.

     

    Não podem influenciar o meu trabalho.

     

    Fico constrangido até quando tenho que cantar parabéns para um familiar que esteja de aniversario ou para registrar qualquer evento que envolva um familiar. E eu não envolvo essas questões no meu dia a dia profissional....

     

    Portanto, a profissão é árdua. Desligar-se da vida profissional com a familiar. Ou melhor, com a pessoal é essencial.

     

    Não sou contra ninguém, pessoalmente não.

     

    Não critico as pessoas e sim as instituições que ultimamente são entregues sempre a quem é meu aliado. 

  • Segunda-Feira, 25/08/2014

    E aconteceu

    Quando eu era guri e respondia pro meu pai, tentava desobedecer as suas ordens, ele me repreendia. Fui ensinado a respeitar os outros.

     

    Um vizinho era autoridade. A professora? Nem pensar em contrariar! O brigadiano era só sim senhor, ou não senhor.

     

    E o meu pai sentenciava: aqui em casa tens regalias, na rua não. Na rua é com a autoridade -fosse ele ou ela de que segmento fosse.

     

    Mas ele brincava comigo: tu tá querendo uma chuva com garoa.

     

    Era a mesma coisa que eu provocar e levar uma surra bem dada.

     

    E às vezes brincando dizia: vai chegar o dia em que o poste vai mijar no cachorro.

     

    Pensava eu: esse dia nunca vai chegar.

     

    No final de semana, em Iraí, próximo a uma reserva indígena, índios estavam em um veículo e o motorista foi flagrado alcoolizado. Os índios se revoltaram e partiram para cima dos brigadianos, que responderam com tiros.

     

    Mas outros índios chegaram e o grupo aumentou e os brigadianos fugiram, foram para o seu quartel. Os índios não se intimidaram e foram atrás.

     

    Fizeram os brigadianos reféns e tomaram conta do posto policial. Ainda levaram o armamento e a viatura da Brigada Militar.

     

    O comandante regional da Brigada já instaurou uma sindicância para apurar os fatos. Já estou imaginando se os brigadianos não tiverem bons advogados, não arrumarem uma boa tese, serão punidos pela Instituição.

     

    Vivemos hoje onde no perímetro urbano se agride e não dá nada. Na área rural, também. Então o velho tinha razão: o poste já está mijando no cachorro. 

  • Quinta-Feira, 21/08/2014

    UBS's e UPA's

    Essas casas de atendimento à saúde seriam a solução e será a solução para o desafogo dos hospitais, principalmente as emergências.

     

    Tenho conversado com diretores de hospitais aqui de Passo Fundo e eles sempre falaram que o município deveria dar este atendimento primeiro. Um clínico geral lá na vila, fazendo a triagem e mais do que isso, educando o povo a usar estes aparelhamentos de saúde.

     

    Na administração de Airton Dipp, de Júlio Teixeira, de Oswaldo Gomes e agora mesmo, de Luciano Azevedo, a prefeitura tem semeado estes atendimentos. Mas a população não está preparada para recebê-los.

     

    Porque a minha dor de cabeça, a dor de barriga do meu filho, o reumatismo da minha avó para mim, leigo, sempre é grave.

     

    Lembro-me quando era criança, a dor de dente já era motivo de sair correndo para o posto de saúde. E era looonge de casa....

     

    Portanto, CAIS, Posto de Saúde na Vila, UBS’s e UPA’s se o povo não estiver esclarecido, pra que que serve?

     

    Nunca vai resolver a fila.

     

    Em boa hora o governo federal, o governo do estado e do município tem dedicado verbas polpudas para construção destas casas e não esquecendo que um grande programa é o Programa de Saúde da Família.

     

    E o que mais precisamos é deixar de ver crianças e velhos na frente de um balcão do hospital procurando pronto atendimento, exigindo urgência e emergência para uma unha encravada.

     

    A Rádio Uirapuru sempre foi o balcão de socorro desta gente. Hoje não temos mais porque este atendimento está chegando na vila.

     

    E não esqueça: aqueles que nos procuravam todos os dias pedindo seus remédios não estão mais aqui na porta da rádio. Eu poderia até ficar preocupado, chateado, afinal é uma clientela muito boa! Mas ao mesmo tempo fico confortado.

     

    O prefeito criou o Farmácia Mais Perto. O governo federal distribui remédio nas farmácias populares. O governo do estado está cumprindo sim com a sua função.

     

    Agora, por favor, não ponham palavras na minha boca. Não estou dizendo que andam as mil maravilhas na saúde brasileira, mas algumas coisas não há como negar.

     

    E eu não sou aquele que se inclui no dito popular “O pior cego é aquele que não quer enxergar”.

     

    E nós, da Rádio Uirapuru, não nos cansamos de prestar este serviço. De esclarecer e dizer para as pessoas aonde devem procurar o serviço público para resolver os seus problemas. Sejam eles do cotidiano, da vida comum ou os de saúde.

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