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JG

  • Terça-Feira, 27/05/2014

    Somos reflexo do que fomos ontem

    Às vezes nos deparamos com certos fatos da vida que nos deixam de boca aberta. Pessoas muito bem encaminhadas na vida de repente, transformam-se em verdadeiras feras onde a qualquer momento viramos pessoas sem controle.

     

    E o pior de tudo: tomados de raiva por alguns fatos que acontecem rapidamente. Ninguém está livre da fatalidade de um acidente ou de um desvario mental em atacar pessoas que antes eram nossos amigos, conviviam conosco!

     

    De repente essa pessoa passa a ser uma ameaça para as minhas pretensões pessoais, profissionais ou na própria convivência diária.

     

    Ninguém está imune a esses ataques psicóticos, por amis pessoa que representamos, somos atacados pela raiva. Dominados pela violência, nos deparamos, no trânsito, por exemplo, como o outro motorista fosse nosso inimigo diário. O pedestre é nosso inimigo também!

     

    Uma discussão banal e eu puxo de uma arma e mato uma pessoa. Ficamos muitas vezes sem explicação.

     

    Falamos com psiquiatras, psicólogos, buscamos explicação até mesmo em pastores e padres.

     

    Como explicar a atitude deste homem que há poucos minutos atrás era uma pessoa bem educada, frequentando rodas sociais, estudando em uma faculdade...

     

    De nada adianta estas explicações.

     

    Eu sou pior que uma fera.

     

    Como ele foi matar o cidadão? De que forma ele tomou essa atitude de agredir seu próximo?

     

    Tudo está explicado: lá atrás, talvez na sua infância, na sua adolescência ou até mesmo agora, depois de homem formado, ele é um frustrado.

     

    Ele não consegue ser um vencedor. Ele foi maltratado pelo seu pai ou por alguém de sua convivência.

     

    E eu devo compreender estes desvios de conduta, porque a qualquer momento eu posso ser um deles.

         

  • Segunda-Feira, 26/05/2014

    Eu não aguento mais

    Todo dia a reclamação é a mesma: fui no posto de saúde, me disseram que não tinha o remédio. Fui ao posto ou no postão, me disseram que eu não podia receber a vacina contra a gripe.

     

    Mas fico pensando: Faltou vacina ou sobrou vacina?

     

    Ou as pessoas deixaram para depois do prazo?

     

    Ao que me consta esta discriminação na vacinação está deixando a população desorientada. Fim do calendário de vacinação, aqueles que deixaram para mais tarde não estão recebendo.

     

    E as outras classes recebem um NÃO, porque não estão no grupo de risco.

     

    A notícia chega agora do Jornalismo da Rádio Uirapuru. Neste momento, que escrevo este post, soubemos que sobraram oito mil doses.

     

    Eu lhe pergunto: vão deixar estas oito mil doses vencerem seu prazo de validade? Ou vão vacinar as pessoas que procurarem os postos de vacinação?

     

    Faça as contas aí: na iniciativa privada uma vacina custa em torno de R$100 a R$150. É muito dinheiro para deixar ao belo prazer de alguém que não0 tem orientação nenhuma. Um secretário de estado não fala. O secretário de saúde municipal também não fala. Se sobrou, libera para os demais.

     

    Libera essas doses para o pedreiro, o eletricista, a dona de casa....

     

    Vacina este povo!

     

    Não deixe esta vacina apodrecer!

     

    Porque senão amanhã ou depois a lei poderá mudar e estes agentes públicos terão de ser responsabilizados pela incompetência ou pela má vontade de administrar bem o dinheiro público.

  • Segunda-Feira, 19/05/2014

    A inveja é uma bo...

    Há anos nós conversamos aqui que a inveja é a arma do incompetente e o Papa, no mês passado, na sua homilia disse que quem tem inveja, ciúme e ódio não tem tempo para ser feliz.

     

    Profundamente lamentável, porque eu não quero vencer, eu não tenho competência para vencer, a minha realização pessoal sempre vai passar pelo fracasso dos outros.

     

    Se o meu redator é bom, eu quero que ele se dane! Que ele coma de barriga uma notícia. Um repórter que completa o meu trabalho não pode ser melhor que eu.

     

    Um colega comunicador se tiver mais sucesso que eu,  fico cheio das invejas. Se o carro do me colega é mais novo e bonito que o meu, não me serve!

     

    Se a loja do meu concorrente é mais completa e tem mais clientes, não pode ser.

     

    E isso passa também pelo mundo político e administrativo.

     

    Nós vivemos num mundo mesquinho onde as pessoas tem inveja de tudo e de todos.

     

    Se o empresário industrial for um grande vencedor, eu fico de cara torcida. Fico achando algum defeito.

     

    Se eu achar que tem um rolo, já fico com o meu beiço torcido “uma hora a Receita vai pegar”.

     

    Se o empregado do meu concorrente é mais competente que o meu, eu não acho a solução para competir com ele oferecendo melhores oportunidades.

     

    Eu sempre acho que tem rolo!

     

    Porque no fundo, eu também, pela minha incompetência só serei feliz se fizer rolo.

     

    Mas eu tenho a mania de bater no peito e gritar aos quatro ventos:

     

    “Eu sou honesto! Meu pai era honesto! Eu venho de um berço de honestidade!”

     

    Seja em que setor for, não basta ser honesto, mas sim demonstrar honestidade.

     

    E pela minha incompetência, pela minha falta de profissionalismo, o meu fracasso está ligado a inveja que eu tenho de quem é vencedor.

     

    Abel e Caim, conforme conta a Bíblia, foi o primeiro crime causado pela inveja. 2014 é o ano e os invejosos estão aí: loucos para darem sorrisos sarcásticos. Não pelo meu sucesso, mas sim pelo fracasso dos outros.

  • Sexta-Feira, 16/05/2014

    Divino asfalto ou maldito asfalto?

    Os centros urbanos ou as cidades cresceram tanto que todo mundo quer trafegabilidade. Com facilidade. Não queremos mais andar no barro,  sujando nossos carros ou sujando nossos pés.

     

    Às vezes sinto falta do contato com a terra, de uma rua de terra batida ou de uma rua calçada com pedras irregulares. Isto é coisa do passado. Hoje os bairros da cidade estão asfaltados, as ruas do centro da cidade estão todas asfaltadas. Isto favorece. Isto é qualidade de vida.

     

    Mas que qualidade de vida, se os acidentes de transito no perímetro urbano aumentaram ultimamente?

     

    O asfalto esta matando gente! Já batemos o recorde do ano passado em mortes no transito dentro da cidade. A velocidade em que os carros desenvolvem onde tem asfalto é desumano!

     

    Mas tem outro detalhe: e a agua que caia da chuva batendo na terra ou no calçamento irregular? Entrava pra dentro da terra! E hoje?

     

    Bate no asfalto e vai pra onde mesmo?

     

    Os lugares baixos da cidade sofrem com alagamento. Uma boca de lobo é a nossa salvação contra os alagamentos. Mas ai aparece um outro problema: o lixo que eu produzo na maioria das vezes jogado no meio fio vai entupir o esgoto fluvial da cidade.

     

    E ai enxurradas de agua invadem a minha casa.

     

    Mas fico ainda no primeiro item: o asfalto que me dá qualidade de vida também, me tira a vida.

     

    Porque já que esta asfaltada, eu vou correr com meu automóvel, eu vou correr com a minha motocicleta muitas vezes não respeitando o sentido das vias nem sinais de transito e vou avançando.

     

    O asfalto é bom. Mas ultimamente, tem matado muita gente! 

  • Quinta-Feira, 15/05/2014

    O ouvinte é criativo

    Antigamente o rádio era tocado pelos radialistas, é claro, mas também pelo povo. Através de correspondências e telefonemas. Cada um de nós queria ter o programa com maior número de cartas ou de telefonemas. Agente contava, anotava para mostrar para a direção que nós éramos ouvidos.

     

    O ouvinte reclamava através de carta. Homenageava aniversariante através de cartas. Escreviam poesias para oferecer à pessoa amada. Sempre foram criativos. Mas hoje, são muito mais participativos!

     

    Qualquer assunto o ouvinte dá a sua opinião. Só que como o rádio é instantâneo, a opinião do ouvinte também se torna instantânea através das redes sociais e uma arma poderosa hoje colocada a disposição do ouvinte, que é o torpedo.

     

    Se tivéssemos que fazer um programa só com a participação do ouvinte através do torpedo via celular, se faria 3 ou 4 horas de programa. Isso só com a opinião popular!

     

    Ele, o ouvinte, é tão criativo que hoje pela manhã, no programa Pampa e Sertão, do Valdir Mello, uma pérola do ouvinte no torperádio da Rádio Uirapuru. Ele mandou a seguinte mensagem: “Minha mãe está muito doente. Precisa fazer exames urgentemente. Me informe, senhor locutor, a que estádio devo me dirigir.”

     

    Porque na atualidade, as autoridades constituídas que deveriam dar resposta à esse ouvinte estão preocupados só em terminar as obras da Copa.

     

    E isso me deixa muito contente! 

     

    Uma das únicas coisas boas, positivas, da Constituição de 1988 foi essa liberdade de participação do ouvinte. Principalmente usando sempre o rádio  para desabafar.

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