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JG

  • Sexta-Feira, 01/08/2014

    Supremo Tribunal se movimenta por R$16

    A história de um ladrão que roubou um chinelo de uma loja e foi preso, julgado em primeira instância a um ano de cadeia.

     

    Recorreu e foi parar no Supremo Tribunal.

     

    Fico pensando como a nossa justiça anda devagar com alguns casos de muito mais valor, volume, importância, e às vezes se depara com essas pequenas coisas.

     

    Ainda hoje, no Repórter do Povo da Rádio Uirapuru conversava com o presidente da subseção da OAB do Rio Grande do Sul sobre estas questões: a falta de estrutura do nosso judiciário, onde em várias varas tramitam cerca de 70 mil processos aqui em Passo Fundo.

     

    Não há juízes suficientes. Serventuários da Justiça estão se aposentando e o quadro de funcionários não satisfaz a importância de uma Justiça regional.

     

    Agora, é de tirar o chapéu saber que de repente por causa de um chinelo roubado se gasta milhares de reais em seções para decidir o furto ou roubo de R$16.

     

    Já fico imaginando aqueles ministros no Supremo, debatendo “este homem deve ficar preso ou não? Ele é um perigo para a sociedade!” enquanto grandes ladrões da pátria roubaram, mataram pessoas, destruíram famílias...Nem chegou a Porto Alegre a questão e já foram soltos.

     

    E estão por aí dando risada da cara daqueles que perderam o seu familiar querido, principalmente quando o crime é peculiar, é dinheiro, o popular dimdim, já estão por aí.

     

    E não é merreca não!

     

    É R$50 milhões, é R$200 milhões...

     

    São bilhões de dinheiros!

     

    Mas esse que levou o valor de R$16 merece sim ser analisado pela Suprema Corte Brasileira.

     

    Profundamente lamentável.

  • Quinta-Feira, 31/07/2014

    Já fiz o meu plano de governo

    De tanto ler, ver e ouvir os candidatos à governo do estado e à presidência da república, já fiz o meu plano de governo. Mesmo sem ser candidato.

     

    Sou apenas um eleitor, um cidadão comum que quero um país melhor, um estado melhor e uma cidade melhor.

     

    Todos falam dos prejuízos financeiros dos governos. O Rio Grande do Sul não0 tem dinheiro para investir. O governador não é governante: é o síndico da massa falida.

     

    Em Brasília a presidenta ou os candidatos à presidência sabem muito bem  que só vão administrar se tiverem uma boa base de apoio no Parlamento.

     

    Bem, esses se agradam com cargos no Executivo para conchavos políticos.

     

    Mas eu queria estar na pele de um presidente que além de afagar os aliados tem que agradar os ricos que não admitem perder um real sequer. Eles não podem ter prejuízos.

     

    Mas o povo trabalhador pode pagar a conta.

     

    Uma vez quando se falava no país e suas questões sociais, todos os palestrantes, consultores, esses que dão palestras em associações comerciais e industriais, a primeira coisa que faziam em seus discursos era uma pirâmide para mostrar que a base, mais larga, era o povo. O meio da pirâmide era a classe média e o pico eram os bem ricos.

     

    Hoje não dá pra fazer uma pirâmide. A parte baixa da pirâmide continua. O meio é o que paga a conta, porque o pico da pirâmide fura a rede e paga muito pouco.

     

    Como resolver essa questão?

     

    Se eu ouço um candidato ele diz uma coisa. O outro diz outra coisa. Mas o que realmente eles querem é que uns, pretendem continuar. Outros querem voltar. E aqueles que nunca estiveram lá, pretendem chegar.

     

    Com seus discursos milagrosos mesmo sabendo que a situação é caótica por falta de pulso, por falta de autoridade. Ninguém chega lá sozinho, todos possuem aliados.

     

    E todos tem o patrão que vai pagar a conta das suas despesas eleitorais com polpudas verbas para o patrocínio. E que depois de eleitos, terão que fazer a vontade dos aliados, dos patrocinadores e de quem quiser, menos do povo, que já está quase sem vontade nenhuma.

  • Quarta-Feira, 30/07/2014

    Eu pago pro governo

    O governo empresta para o banco e o banco, por sua vez, me cobra juros.

     

    Que economia maluca a desse país!

     

    O brasileiro paga a conta sempre.

     

    Se a água tiver dificuldade de vir na torneira, pra ela vir com mais força eu tenho que pagar a mais. Se a energia elétrica não tiver a quantidade suficiente para tocar o país, as exploradoras ( que são exploradores mesmo no sistema elétrico do país) cobram do consumidor.

     

    Não tem problema, libera o dinheiro para eles que o povo paga a mais.

     

    As multinacionais que vieram para cá explorar o povo brasileiro (estou falando das montadoras ) também.

     

    Se o automóvel não sai do pátio da fabrica, abre financiamentos com juros absurdos para o povo pagar.

     

    E lá vem a equipe econômica do país dizer que se não fizer a redução de impostos para as montadoras, eles demitem.

     

    E está provado que estas montadoras, diretamente, empregam no máximo 10% da mão de obra disponível no Brasil.

     

    90% da mão de obra produtiva vem de outros setores  que não ganham nada do governo a não ser carnês e boletos para pagar.

     

    Todo dia!

     

    Todo mês!

     

    Todo ano!

     

    Alguém poderia me explicar: eles trabalham com o nosso dinheiro e na hora de nos devolver, nos tiram o sangue, o sono e muitas vezes até a vontade de sentar a uma mesa e matar a nossa fo0me. 

  • Terça-Feira, 29/07/2014

    Sociedade sob espasmos

    A declaração é de um advogado. Sempre me diz “JG, as leis no Brasil tem que ser cumpridas. Mal elaboradas ou bem elaboradas, o que nós vivemos no dia-a-dia jurídico na questão da repressão a qualquer crime sempre é cobrada pela população sob espasmos”.

     

    O que ele quis me dizer é que quando um crime que comove a opinião pública, nós queremos mudanças já!

     

    Mas passado algum tempo esses grandes crimes são esquecidos pela mídia e aí não se pede mais nada.

     

    Se entendi o causídico, ele quis me dizer que eu também sou culpado. Sou homem de mídia, e quando o acontecimento chegar aos meus ouvidos eu tomo conhecimento, dou opinião, critico a atuação de alguns legisladores que são os homens que deveriam fazer as mudanças que o código civil exige.

     

    Punição para os grandes traficantes, quem desvia o dinheiro público, quem deixa o remédio apodrecer nas prateleiras e não dá pra população...

     

    Queria que todos eles fossem para a cadeia.

     

    Mas confesso que sou levado, também, por este espasmo, por essa emoção.

     

    O caso Bernardo, o caso Nardoni, o publicitário assassinado friamente em POA, as grandes enchentes, os grandes incêndios que fazem vítimas: sou cheio de3 comentários, tenho solução para tudo.

     

    Mas logo ali essa febre, essa moda vai passar.

     

    Como se todos nós encarássemos crimes como moda ou um meio de se promover. Que hipócritas nós somos: quando tudo passar, tudo vamos esquecer.

    É lamentável que sejamos assim.

     

    No passamento de uma pessoa da família choramos, prometemos e passado pouco tempo aquele ente querido é esquecido também na sua tumba.

     

    Como diz a ouvinte “Não esquenta a cabeça JG, não vai dar em nada”.

  • Segunda-Feira, 28/07/2014

    Dia do Agricultor

    O dia deste personagem da humanidade é todo dia. Eu deveria diariamente receber um agricultor com tapete vermelho. Com a melhor comida, a melhor bebida e toda a educação e dizer pra ele que eu dependo do serviço dele.

     

    Todos os dias.

     

    O feijão que vai pra mesa, o arroz, a carne, o tomate, a batatinha, a cebola, o vinho que eu tomo, o guaraná que eu bebo é plantado e colhido pelo amigo agricultor.

     

    Pena que emprestamos dinheiro governamental para países que nada tem a ver com a nossa cultura. Mas dizem os governantes que esta coisa de dar dinheiro para os países faz parte de um tratado internacional.

     

    Às vezes fico comparando meu pai. Ele poderia dizer “eu não tenho dinheiro para te dar um sapato novo ou uma calça nova” mas bastasse o vizinho vir pedir dinheiro emprestado, ele emprestava.

     

    E o Brasil é a mesma coisa.

     

    Nossos governantes fazem verdadeiros festivais de dinheiro para todos os países latino-americanos e alguns nem latinos são!

     

    E não é merreca: são bilhões! E nem são de reais, são dólares!

     

    E o nosso agricultor que produz o alimento e as commodities que sustentam a nossa balança comercial não são capazes de reconhecer a importância do homem rural.

     

    Acompanhado de sua esposa e de seus filhos, lá na roça, de sol a sol, muitas vezes não tem nem uma casa digna para morar. Mas volta e meia esses dirigentes governamentais anunciam linhas de crédito para construir a baia do cavalo, a casa para a vaca, pra ovelha, os suínos, as aves...

     

    E pasmem os senhores, que não conhecem, no verão chuveirinhos para refrescar os animais. No inverno, aquecedores.

     

    E o homem, a esposa e seus filhos na maioria das vezes não tem uma casa decente para habitar, porque a política governamental é caninana. Se paga juros altíssimos para as multinacionais e para o povo, fica apenas no discurso “o meu governo reconhece a dívida social que temos para com o povo brasileiro”.

     

    Reconhecer não é pagar.

     

    Portanto, são caloteiros sociais.

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