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Valdir Mello

  • Segunda-Feira, 24/09/2018

    Semana será marcada pela tradicional Romaria de São Miguel em Passo Fundo

    No próximo domingo (30) teremos a tradicional Romaria em honra a São Miguel, que sai em frente a Paróquia São Vicente de Paulo, em Passo Fundo. O evento reúne milhares de pessoas, com previsão de 4 a 5 mil romeiros participantes. A Romaria começa a partir das 9h do dia 30, onde o grupo segue pela Avenida Brasil até a comunidade de São Miguel, onde às 10h haverá atividade religiosa e após um churrasco, com o valor de R$ 60 para espeto de carne padrão, além do serviço de copa. Todo o percurso será acompanhado pela Guarda de Trânsito. O padre Joule Santos explica que a imagem de São Miguel está há 147 na capela do Pinheiro Torto. Todos os anos há um tema e o deste ano é São Miguel e os Anjos Protetores da Nossa Vida. Estes anjos podem ser pessoas em que nos ajudam também a atravessar esta jornada. Ele explicou que a procissão acontece com qualquer tempo.

  • Sexta-Feira, 21/09/2018

    Arroz e feijão são os alimentos mais desperdiçados no Brasil

    Base da alimentação do brasileiro, o arroz e o feijão representam 38% do montante de alimentos jogado fora no país. O dado faz parte da pesquisa sobre hábitos de consumo e desperdício de alimentos, do projeto Diálogos Setoriais União Europeia – Brasil, liderado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) com apoio da Fundação Getulio Vargas (FGV). A pesquisa ouviu 1.764 famílias de diferentes classes sociais e de todas as regiões brasileiras. O ranking dos alimentos mais desperdiçados mostra arroz (22%), carne bovina (20%), feijão (16%) e frango (15%) com os maiores percentuais relativos ao total desperdiçado. “A grande surpresa foram as carnes aparecerem com um índice tão alto de desperdício, um produto de alto valor agregado, de alto valor nutricional e que é desperdiçado. E destaco ainda o leite, que é o quinto grande grupo mais jogado fora”, disse o professor de marketing da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da FGV, Carlos Eduardo Lourenço. Os dados detalhados da pesquisa foram apresentados hoje (20) no Seminário Internacional Perdas e Desperdício de Alimentos em Cadeias Agroalimentares: Oportunidades para Políticas Públicas, na sede da Embrapa, em Brasília (DF). No Brasil, a média de alimentos desperdiçados por domicílio é de 353 gramas por dia. Individualmente a média é de 114 gramas por dia. Entre os motivos do desperdício apontados pelos pesquisadores está a busca pelo sabor e a preferência pela fartura dos consumidores brasileiros. O não aproveitamento das sobras das refeições é o principal fator para o descarte de arroz e feijão. “Essa busca pelo sabor e pelo frescor do alimento acaba tendo outro impacto que é o descarte de um excesso ou quando acontece algum evento que muda o planejamento da família”, disse Lourenço, explicando, entretanto que a culinária diversa e saborosa do brasileiro deve ser valorizada. Como exemplo desses eventos, o professor da FGV cita o caso pesquisado de uma pessoa que, após um churrasco, acabou descartando quatro quilos de carne ou ainda o caso de quem salgou demais o feijão durante o cozimento e acabou jogando a panela toda fora, em vez de tentar recuperar o alimento.

     

    Cultura da abundância


    Os resultados mostraram que 61% das famílias priorizam uma grande compra mensal de alimentos, além de duas a quatro compras menores ao longo do mês. De acordo com os pesquisadores, esse hábito leva ao desperdício pois aumenta a propensão de comprar itens desnecessários, especialmente quando a compra farta é combinada com o baixo planejamento das refeições. Algumas contradições também aparecem entre o público pesquisado. Enquanto 94% afirmam ser importante evitar o desperdício de comida, 59% não dão importância se houver comida demais na mesa ou na despensa. A maioria das famílias (68%) valoriza muito ter uma despensa e geladeira cheias de alimento. “O brasileiro gosta de abundância, é muito comum na nossa cultura”, disse Lourenço. Outra descoberta relevante da pesquisa é que 43% das pessoas concordam que “os conhecidos jogam comida fora regularmente”, mas quando abordado o comportamento da própria família o problema não aparece tanto. Segundo Lourenço, apesar do grande desperdício, o brasileiro tem a percepção do impacto social desse comportamento e parece ter um esforço de não desperdiçar. “Essa consciência aparece na pesquisa”, disse.

     

    Vilão do desperdício


    De acordo com o professor da FGV, o motivador do desperdício é transversal e acontece em todas as classes sociais. “Não há um vilão”, ressaltou Lourenço. “Talvez fosse mais fácil se tivesse, mas é um problema geral da nossa sociedade”. Segundo ele, apenas em hortaliças o desperdício acontece mais nas classes A e B do que nas classes C e D. Para o ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, é preciso atuar em todos os elos da cadeia: evitar que o produto fique no campo, com tecnologias e capacitações tecnológicas que aumentem a produtividade e preservem o meio ambiente; garantir que o alimento chegue à mesa do consumidor, com a comercialização in natura ou para agroindústrias; e educar as pessoas para ao consumo, para evitar o desperdício. “Um terço de toda a produção agrícola está sendo desperdiçada, seja no pós-colheita, seja em toda a cadeia de alimentos. Se combatêssemos isso com efetividade, estaríamos combatendo a fome e diminuindo a pressão sobre nossas florestas e nossos recursos naturais”, disse.

     

    Design dos alimentos


    A pesquisa iniciou com uma fase qualitativa, na qual 62 consumidores foram entrevistados em supermercados, lojas de conveniência e feiras livres. A coleta de dados envolveu um grupo de pós-graduandos europeus das universidades de Bocconi (Itália), St Gallen (Suíça), Viena (Suíça) e Groningen (Holanda). O objetivo foi avaliar hábitos de compra e consumo de alimentos dos brasileiros, a partir do olhar dos europeus. “Os estudantes europeus ficaram impressionados com a quantidade dos alimentos adquiridos pelos brasileiros, principalmente nas compras semanais”, disse Lourenço, contando que os estudantes se perguntavam por que nas lojas de conveniência, onde as compras são menores, os carrinhos utilizados eram enormes. Na segunda fase da pesquisa, foi utilizado um painel com mais de 600 mil consumidores brasileiros. Depois de uma triagem, foram selecionadas três mil pessoas de todo o país e, dessas, 1.764 participaram efetivamente da primeira fase quantitativa da pesquisa. Entre elas, 638 famílias participaram também do preenchimento de um diário alimentar, que incluiu dados sobre quantidades desperdiçadas e fotos dos alimentos descartados. Nessa etapa, foi observado que o brasileiro está mais preocupado com sabor e aparência dos alimentos, do que em consumir alimentos saudáveis ou pouco calóricos. Para o presidente da Embrapa, Maurício Lopes, na hora da compra, o brasileiro exalta mais o design dos alimentos do que seu valor nutricional. “Temos uma cultura de expor em excesso, de exaltar o visual. Quando entramos no supermercado é ótimo ter gôndolas cheias de alimentos bonitos e polidos, consumimos primeiro com os olhos para depois pensar na consequência desse consumo”, disse. Segundo Lopes, esse problema de consumo tomou grandes dimensões no sistema agroalimentar e faz com que a perda e o desperdício sejam quase que necessário. “Do ponto de vista da produção, muitas vezes faz mais sentido deixar os alimentos se perderem do que viabilizar outra rota de uso para esses produtos”, disse, explicando que, quando se fala em desperdício, não é só de alimento, mas de água, energia e mão de obra, além da emissão de gases de efeito estufa em toda essa cadeia. “Os números dessa pesquisa são nada menos que alarmantes”, ressaltou.

     

    Engajamento


    Por fim, na terceira fase da pesquisa, foi realizado um levantamento de dados em blogs e redes sociais como Facebook e Twitter, com o objetivo de avaliar como o tema desperdício de alimentos foi propagado na internet nos últimos meses. Os resultados indicaram que 75% desse assunto é tratado por instituições públicas e privadas e há pouco envolvimento das pessoas nesse tema.

     

    Para Lourenço, é preciso pensar em estratégias de comunicação para sensibilizar e engajar o público nessa causa. “Há um esforço institucional que não reverbera nas pessoas, elas não reportam, não fazem a viralização, então a informação não se propaga”, destaca o professor da FGV. “Nos surpreendeu como ainda não conseguimos engajar o brasileiro num assunto que é tão relevante”As ações de cooperação para o combate ao desperdício alimentar, financiada pela União Europeia, são desenvolvidas com outros parceiros, como o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e a organização não-governamental WWF-Brasil. Segundo o embaixador da União Europeia no Brasil, João Gomes Cravinho, o tema não tem audiência nos debates públicos como deveria ter, mas quando a perspectiva é de 10 bilhões de pessoas no planeta em 2050, é preciso pensar em formas de alimentar essas pessoas com alimentos seguros e nutritivos. É fundamental que saibamos escolher políticas públicas que não nos obrigue a escolher entre alimentar o planeta ou salvar o planeta. A produção deve se tornar cada vez mais sustentável e menos um peso para os nossos recursos naturais”, disse.

  • Quarta-Feira, 19/09/2018

    20 de Setembro: entidades tradicionalistas vão contar história do Tropeirismo na Avenida Sete de Setembro

    Passo Fundo foi o primeiro município do Rio Grande do Sul a criar um desfile temático para comemorar o 20 de Setembro. A ideia foi tão bem-aceita que outras cidades, como Porto Alegre, se espelharam na iniciativa. A 26ª edição da Mostra da Cultura Gaúcha, que acontece amanhã (20) em Passo Fundo, vai levar para a Avenida Sete de Setembro a história do tropeirismo, de 1957 aos dias de hoje. A atividade inicia às 9h com desfile militar, seguido da mostra. Estão à frente da organização os tradicionalistas Airton Tim e Gilda Galeazzi. Estima-se que entre 800 a 1000 pessoas devam passar pela avenida. O secretário municipal de Cultura, Pedro Almeida, ressalta que a população vai conhecer um pouco mais do tropeirismo e sua relação com o Rio Grande do Sul, especialmente com Passo Fundo, tida como uma terra de passagem dos tropeiros e que tem o seu desenvolvimento marcado pelo movimento. O tropeirismo surgiu em 1957 como uma nova atividade que promovia a interligação dos polos econômicos antes inexistentes. Desde ontem (18) uma das vias da Avenida de Setembro já estava fechada para a montagem da estrutura do evento, com capacidade para quatro mil pessoas sentadas, e vistoria do Corpo de Bombeiros.

  • Terça-Feira, 18/09/2018

    Quinta-feira é Feriado Farroupilha e órgãos estarão fechados

    Está chegando mais um feriado estadual. Na próxima quinta-feira (20) o Rio Grande do Sul vai celebrar uma das mais importantes passagens da sua história: a Revolução Farroupilha. Em razão disso, todos os órgãos em Passo Fundo estarão fechados na data, retornando normalmente na sexta-feira, dia 21. São eles: Comércio, Bancos, lotéricas, Prefeitura e suas autarquias, unidades de saúde, Câmara de Vereadores, Fórum, cartórios, INSS e Ministério do Trabalho. Mercados, supermercados e hipermercados também não vão abrir no 20 de Setembro. Apenas empresas familiares, sem a utilização de mão de obra, poderão ter expediente nesta data. A Codepas não vai realizar o recolhimento de lixo no Centro no feriado, o serviço será normalizado na sexta-feira. Já a empresa Via Norte, responsável pela coleta nos bairros, vai trabalhar normalmente no 20 de Setembro. Os ônibus vão circular com horário de domingo. O Bella Città Shopping também vai abrir com horário de domingo, com praça de alimentação e área de lazer das 11h às 22h, e as lojas, com abertura facultativa, das 14h às 20h. O Bourbon Shopping estará fechado na quinta-feira. As escolas da rede municipal e estadual seguem calendário próprio aprovado pela comunidade escolar no início do ano. A Universidade de Passo Fundo (UPF), IMED, Universidade da Fronteira Sul, Fasurgs, Anhanguera e João Paulo II não têm aulas no feriado. As atividades serão retomadas na sexta-feira. O IFSUL vai fazer feriadão.

  • Segunda-Feira, 17/09/2018

    XIV Festival Internacional de Folclore de Passo Fundo é eleito o melhor do mundo de 2018

    O XIV Festival Internacional de Folclore de Passo Fundo, promovido pela Prefeitura, foi eleito, neste domingo (16), o melhor festival de folclore do mundo de 2018. A escolha foi feita no Congresso Mundial da Federação Internacional de Festivais de Dança (FIDAF), em Seul, na Coréia. O evento de Passo Fundo foi indicado ao prêmio com mais três festivais, da Polônia, Turquia e Sérvia. A votação final foi por unanimidade.  A comunicação foi feita por Régis Bastian, representante da FIDAF para a América, membro do Comitê Executivo da FIDAF e também presidente da FEBRARP.

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