Para presidente da Aprobio, toda sociedade ganha com o aumento de 10% para 15% da mistura do biodiesel no diesel brasileiro

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O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou na segunda-feira (29), proposta do aumento da mistura do biodiesel ao diesel comercializado nos postos de 10% (B10) para 15% (B15) até 2023. O aumento será escalonado, em 1 ponto porcentual ao ano, a partir de junho de 2019, até atingir o B15. A proposta será encaminhada à Presidência da República.

Na Uirapuru, o presidente da BSBIOS e do Conselho de Administração da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), Erasmo Battistella, explicou que a decisão do CNPE é histórica para o Brasil e representa a continuidade do crescimento do mercado de biodiesel. Disse que, certamente, o presidente Temer irá transformar a proposta em um decreto permanente. Salientou que será muito bom para a indústria, para o setor produtor de matéria prima, os agricultores, e para quem vive na cidade porque o biodiesel quando consumido emite 69% a menos de gases tóxicos, melhorando a qualidade do ar.

Battistella lmbrou que há pesquisas que apontam que se fosse utilizado mais biodiesel no transporte público haveria uma redução de 13 mil internações por ano de caos de doenças relacionadas ao sistema respiratório. Battistella afirmou que a sociedade brasileira como um todo ganha com a decisão tomada pelo Conselho Nacional de Política Energética.

Quanto aos agricultores ele explicou que hoje eles têm um mercado comprador da sua matéria primeira o ano todo. Há uma grande demanda e 14,3% da soja produzida no Brasil já é utilizada para o biodiesel. Agora, com essa proposta, será possível utilizar quase 30% da soja produzida no país, já contando com o crescimento da produção que deve ocorrer nos próximos anos.

Na unidade da BSBIOS de Passo Fundo são processadas um milhão de toneladas de soja por ano, sendo produzidos 800 mil litros de biodiesel por dia. Cerca de 40% da matéria-prima é da agricultura familiar. Battistella destacou que produzindo mais biodiesel será processada mais soja e se terá mais farelo de soja, que é fundamental para as cadeiras produtoras de proteína – frango, suíno, vaca de leite e ovos.

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