Ouça agora

Rádio AM 1170 Rádio FM 90.1

Ouça pelo celular



Rádio Uirapuru - Educação

Publicada em: 14/07/2017 , por Jornalismo Uirapuru

A A A

Sala Temática discute a política educacional das relações étnico-raciais

Rádio Uirapuru
Créditos: Jéssica França/UPF
Sala Temática discute a política educacional das relações étnico-raciais
A Faculdade de Educação da Universidade de Passo Fundo (Faed/UPF), por meio do Centro Regional de Educação (CRE) e do Projeto de Extensão “UPF e Movimentos Sociais: Desafio das Relações Étnico-Raciais”, realizou, na tarde dessa quinta-feira, 13 de julho, a IV Sala Temática. O encontro aconteceu no auditório da Faed, tendo como tema “Educação étnico-racial: aprendendo e reaprendendo”.  A palestra sobre as políticas educacionais para o ensino da cultura afro-descente foi proferida pela professora Ana Maria da Rosa Prates, que também é integrante da Associação Cultural de Mulheres Negras de Passo Fundo (ACMUN). 
 
Os professores, coordenadores pedagógicos e demais profissionais da educação foram recebidos em um ambiente que remetia à cultura afrodescendente, com roupas, acessórios, bonecas e livros que destacavam a importância da diversidade e da participação do negro na formação da cultura brasileira. A abertura do encontro contou com a apresentação de dança do estudante Rafael Richter. “Nós precisamos difundir a diversidade, porque hoje, nas escolas, ela ainda está muito velada e também não é implementada uma legislação que foi aprovada desde 2003, de inclusão da história da cultura afro-brasileira e indígena nos currículos escolares”, explicou a professora Ana.
 
Durante muito tempo, a cultura afro-brasileira foi discriminada, ficando legada a pequenos grupos de movimentos negros e sociais que iniciaram a luta pelo respeito e reconhecimento. Em 2003, por meio da lei 10.639, foi alterada a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), incluindo no currículo a obrigatoriedade do estudo da história e cultura afro-brasileira. A lei 11.645, de 2008, foi aprovada complementando a lei anterior, incluindo no currículo a obrigatoriedade do ensino da história da cultura afro-brasileira e indígena. “O ensino é importante para que todas as pessoas tenham o respeito, porque até então as escolas só trabalham a cultura europeia, deixando de lado a cultura afro e indígena. Temos um legado cultural do afro no corpo, na oralidade, na ancestralidade e na religiosidade e os professores precisam estar com a bagagem no seu currículo para que possam trabalhar com seus alunos a importância dessa cultura”, destacou Ana. 
 
A pesquisa sobre a cultura afro-brasileira é desenvolvida pelo Projeto de Extensão composto por cinco professores da UPF e cinco bolsistas de diversos cursos, que realizam encontros semanalmente para pesquisa. O grupo formado por uma equipe multidisciplinar promove debates combatendo o preconceito étnico-racial. “Erroneamente, supomos que o preconceito esteja superado, o que não é verdade, pois vivemos em uma sociedade marcada fortemente pela discriminação étnico-racial. No processo formativo, esse debate é fundamental, porque estamos tratando com pessoas que são formadoras de opiniões”, disse a professora da UPF e integrante do Projeto de Extensão, Elisa Mainardi. 
 
A Sala Temática debateu as questões étnico-raciais, para que os professores possam implementar na sua prática pedagógica a cultura afro, desmistificando o preconceito e todas as formas de humilhações que as pessoas negras, sejam crianças ou adolescentes, sofrem nas escolas. “As nossas aulas temáticas têm se constituído como um espaço de diálogo muito profundo entre a região, as escolas, os sistemas e a Universidade. Buscamos trazer assuntos presentes tanto no ensino superior quanto na educação básica”, ressaltou a também professora da Faed UPF Luciane Bordignon. 

Comentários

A Rádio Uirapuru não se responsabiliza pelo uso indevido dos comentários para quaisquer que sejam os fins, feito por qualquer usuário, sendo de inteira responsabilidade desse as eventuais lesões a direito próprio ou de terceiros, causadas ou não por este uso inadequado.

Dar esmola para moradores de rua resolve problema social?

Copyright © 2017 Grupo Uirapuru . Todos os direitos reservados. Parceria Sistemas