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Rádio Uirapuru - Educação

Publicada em: 22/12/2017 , por Jornalismo Uirapuru

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Sindicato dos Professores do Ensino Privado critica aumento de até 20% nas mensalidades em Passo Fundo e Região

Rádio Uirapuru

O aumento no valor das mensalidades em instituições particulares para 2018 também causa estranhamento ao Sindicato dos Professores de Ensino Privado do RS (Sinpro/RS). Conforme levantamento da regional de Passo Fundo, na cidade e nos municípios vizinhos, os reajustes vão desde 3% até 20%. Os dados têm como base a educação básica e o ensino superior.

 

A presidente regional do Sinpro, Cláudia Freire, explicou que cada escola define o seu índice de reajuste conforme cálculo de folha de pagamento e despesas. Hoje não um parâmetro seguido por todas. Mas disse que não entende o porquê de um reajuste tão grande diante de uma inflação com previsão muito baixa.

 

Cláudia rebateu que os reajustes nas mensalidades não justificam o aumento do salário dos professores, que tem a sua data-base em março. Contou que todo o ano é uma disputa para a classe conseguir um ajuste e dificilmente ganha um aumento real, apenas repõe a inflação.

 

Ela salientou que muitos professores também são pais e mantém os seus filhos em instituições privadas. Destacou que, enquanto deve ganhar um aumento de 3% em março, a mensalidade da escola do seu filho pode subir 12%.

 

A região possui mais 3 mil professores na rede particular de ensino, que abrange educação infantil, básica, superior e técnica. São mais de 200 postos de trabalho.

 

SINEPE-RS associa alta nas mensalidades de 2018 a investimentos feitos por escolas

 

A mensalidade das escolas particulares tiveram um reajuste que assustou muitos pais recentemente. Conforme uma pesquisa realizada pelo Sindicato do Ensino Privado do Rio Grande do Sul – SINEPE-RS, o aumento médio na educação básica é de 7,5% e no ensino superior de 5,7%. No entanto, em Passo Fundo há relatos de reajustes de 20%, superando a inflação oficial que é tida como 3%.

 

Em entrevista à Rádio Uirapuru, diretor do SINEPE, o professor Bruno Eizerik, falou que é possível que algumas instituições tenham aumentado mais do que o percentual médio. Explicou que o reajuste é baseado em uma planilha de custos, no qual a escola considera todos os gastos necessários para o seu funcionamento e os investimentos realizados.

 

Citou como exemplo uma escola que tenha construído um ginásio novo de esportes ou climatizado todo o prédio. Nesse caso, existe um investimento para justificar o aumento da mensalidade.

 

O professor Eizerik salientou que hoje as escolas têm mais despesas que antigamente. A grande maioria precisa investir em segurança externa, recebem alunos de inclusão e também tem que arcar com o custo do Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI). Além disso, se preparam para atender as expectativas dos pais e dos alunos, que a cada ano esperam encontrar novidades, que acontecem por meio de investimentos pagos pelas mensalidades.

 

O diretor do SINEPE informou que os aumentos foram comunicados às famílias ainda em novembro e quem quiser pode procurar as escolas para ter conhecimento da planilha.

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