Para professor, concursos e vestibulares não selecionam quem sabe mais, mas sim quem decorou mais matérias

Créditos: Arquivo/Rádio Uirapuru

O programa Emoção, Afeto e Comportamento desta semana, que tem a apresentação e produção do Dr. Erico Hecktheuer, com o apoio de Valdir Mello, contou com a participação do professor de português Ironi Andrade, o qual falou sobre a língua, seus desafios e principalmente debateu a educação como um todo no Brasil. O professor considera que os ensinos público e privado, desde as séries iniciais, até o ensino superior é de pior qualidade. Ironi Andrade explicou que não existe ser humano, mas sim “cestas” e “balaios” os quais os conteúdos são despejados dentro.

O lado humano é ignorado. O professor disse entender que a parte didática, pedagógica e psicoeducacional, está equivocada. Andrade defendeu que é necessária uma reformulação total, onde a educação deve passar a ser tratada como prioridade. O professor lembrou que os países mais desenvolvidos do mundo, apenas se desenvolveram a partir da educação. Para o professor, no Brasil os investimentos na educação são os piores do mundo. Sobre a reforma ortográfica feita no Brasil, o professor disse que para ele é uma bobagem e não trouxe melhoras em nada.

Falando sobre concursos públicos, Enem ou vestibulares o docente explicou que as pessoas motivadas pela escola tradicional só se preocupam com conteúdos e esquecem que o que vale é mais uma cabeça bem-feita do que uma cabeça cheia. Disse ter observado que as provas não selecionam quem sabe mais, mas sim quem decorou matérias. Para o educador, normalmente quem mais decorou matéria a tendência é que seja um péssimo profissional. O mestre explicou que 70% de uma aprovação é equilíbrio emocional e 30% conhecimento técnico, porque é importante ter um equilíbrio emocional para conseguir colocar em prática e traduzir em acertos o que estudou.

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