Ouça agora

Rádio AM 1170 Rádio FM 90.1

Ouça pelo celular



Rádio Uirapuru - Geral

Publicada em: 18/08/2017 , por Jornalismo Uirapuru

A A A

Recuperação da estrada Passo Fundo/Ernestina avança: vai durar até quando?

Em recentes rodovias da região, como Erechim e Pontão, milhões foram investidos em estradas que em pouco tempo apresentaram buracos e ondulações

Rádio Uirapuru
Créditos: Rádio Uirapuru
Recuperação da estrada Passo Fundo/Ernestina avança: vai durar até quando?

O Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), vinculado à Secretaria dos Transportes, deu início à restauração de mais uma rodovia contemplada pelo Contrato de Restauração e Manutenção (Crema) da região de Passo Fundo – Palmeira das Missões. As equipes estão atuando na RSC-153 e devem concluir os serviços ainda este mês. “Conseguimos superar todas as pendências contratuais e de projeto para tornar essas obras realidade dentro do cronograma de recuperação das estradas gaúchas, o que nos deixa muito satisfeitos”, acrescenta o secretário dos Transportes, Pedro Westphalen.

 

A recuperação da rodovia iniciou em julho passado e abrange os 9,25 quilômetros desde o entroncamento da BR-285 - junto ao acesso à ERS-324, em direção a Carazinho - até o fim do trecho duplicado, em Passo Fundo. No momento, estão sendo realizadas a fresagem e a recomposição do pavimento no contorno sul do município. “ A intenção é restaurar o pavimento na primeira etapa do contrato e, após esse período, garantir que as rodovias estejam em excelentes condições por meio dos serviços de manutenção”, explica o diretor-geral do Daer, Rogério Uberti.

 

Manutenção é um problema


A manutenção é a maior preocupação dos motoristas que transitam pelo trecho que está sendo recuperado. Nas recentes obras realizadas com verbas do governo estadual em estradas da região, o asfalto novo durou pouco tempo e logo já apresentou buracos e outros problemas.

 

O exemplo é a recuperação da ERS 135, entre Passo Fundo e Erechim. As obras contratadas pela Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), que administra o pedágio de Coxilha, custaram R$ 12 milhões para restauração de 79 quilometros. As obras, que iniciaram em julho do ano passado e foram entregues em janeiro desse ano foram realizadas por uma empresa terceirizada.

 

Na época o diretor-presidente da EGR, Nelson Lidio Nunes, em entrevista na Rádio Uirapuru garantiu a qualidade da obra. “ele explicou que o trabalho é feito por empresa terceirizada, licitadas e com acompanhamento total da EGR e de uma empresa de auditoria, o que dá a certeza de o trabalho é de qualidade, evitando que novos buracos apareçam em pouco tempo”, disse. No entanto, não foi o que se percebeu, já que poucos meses depois da conclusão, a via já apresentava inúmeros buracos, ondulações e desníveis.


O deputado Gilberto Capoani, também entrevistado pela Uirapuru sobre os problemas no asfalto citou que, infelizmente, essa mesma situação ocorreu com a estrada de Pontão. “Foi contratado um determinado trabalho de correção do solo, drenagem e recomposição do asfalto e a empresa colocou o material por cima do existente e, em pouco tempo, os problemas voltaram”, relatou. O deputado estadual cobrou providências da Empresa Gaúcha de Rodovias – EGR, assim como da Secretaria estadual dos Transportes, do Tribunal de Contas e do Ministério Público. Capoani disse que a pressão surtiu efeitos, onde a compania se comprometeu em refazer o projeto e tomar as providências necessárias.

 

O Crema Passo Fundo – Palmeira das Missões


O Contrato de Restauração e Manutenção (Crema) ligando Passo Fundo e Palmeira das Missões iniciou em maio deste ano pela ERS-324, entre Casca e Passo Fundo. O programa financiado pelo Banco Mundial (Bird) encerra em dezembro de 2021. No total, serão sete estradas recuperadas, que totalizam 315 quilômetros de obras. O investimento total é de R$ 138,3 milhões.

Imagens Relacionadas

Clique nas imagens para ampliá-las.

Comentários

A Rádio Uirapuru não se responsabiliza pelo uso indevido dos comentários para quaisquer que sejam os fins, feito por qualquer usuário, sendo de inteira responsabilidade desse as eventuais lesões a direito próprio ou de terceiros, causadas ou não por este uso inadequado.

Dar esmola para moradores de rua resolve problema social?

Copyright © 2017 Grupo Uirapuru . Todos os direitos reservados. Parceria Sistemas