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Rádio Uirapuru - Geral

Publicada em: 09/10/2017 , por Jornalismo Uirapuru

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Nosso reitor foi escorraçado, teve a sua honra destruída, afirma professor da UFSC durante o programa Sem Segredo

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Na semana passada, o caso do reitor afastado da Universidade de Santa Catarina (UFSC), Luiz Carlos Cancellier de Olivo, que cometeu suicídio em um shopping de Florianópolis, reacendeu o debate sobre a forma como são feitas as prisões no país.Cancellier e outras seis pessoas foram presas no dia 14 de setembro, na Operação Ouvidos Moucos, da Polícia Federal, mas foram liberados no dia seguinte.

 

A operação apura desvios de R$ 80 milhões em cursos de Educação à Distância (EaD) oferecidos pelo programa Universidade Aberta no Brasil (UAB), na UFSC.O professor foi acusado de obstruir a investigação na instituição e, por isso, foi fastado temporariamente do cargo.Junto ao corpo do reitor foi encontrado um bilhete que dizia “Eu decretei a minha morte no dia da minha prisão pela Polícia Federal”.

 

Após a sua morte, muitos criticaram a prática do Ministério Público Federal e da Polícia Federal de pedir a prisão de suspeitos com base em indícios de crimes. O assunto foi tema do programa Sem Segredo do último sábado, o qual contou com a participação por telefone do professor da UFSC, Gelson Albuquerque, formado em Enfermagem pela UPF.

 

O professor falou que em Florianópolis a repercussão é imensa desde a prisão do reitor, devido a forma como o fato foi noticiado. Atualmente Gerson é assessor institucional da UFSC e citou que era a pessoa mais próxima do reitor Luis Carlos Cralecci de Oliva, conhecendo-o há 30 anos - “Nosso reitor foi escorraçado, teve a sua honra destruída, a nossa Universidade foi ferida de morte quando as acusações se tornaram públicas. Esse processo começou em 2010, nós nem estávamos na administração da universidade”.

 

O professor disse que não se trata de R$ 80 milhões, citando que esse é o valor total dos recursos envolvidos no programa de EAD da Universidade de 2006 até 2017. “No relatório da Justiça Federal, que infelizmente as pessoas não leem, reproduzindo somente aquilo que a grande mídia traz, o que está em debate é algo em torno de R$ 500 mil”, afirmou.

 

“Não é um número diferente, se há algum problema de irregularidade ou inconformidade ele deve ser tratado com mesmo rigor, mas, com certeza, não teríamos esse espetáculo se falassem a verdade, se tivessem dito que o valor era de R$ 500 mil”, disse. 

 

Relembrou que a reitoria teve conhecimento do processo em maio, sendo que foi aberto em janeiro - “É impossível que um gestor público, sabendo que há denúncias de irregularidades sobre a sua instituição e o corregedor que deveria tomar a atitude, não toma, o reitor não poderia ficar inerte". 

 

Questionou a maneira como o gestor e os professores foram tratados, citando que o reitor foi tirado de sua casa às 6h30min, já com a presença da imprensa. “Por que prendê-lo? Por que fazer revista intima? Por que colocar algemas nos pés e nas mãos? Por que trancafiá-lo por 30 horas na ala de segurança máxima no presídio estadual, quando ele tem títulos superiores? Não houve respeito a nenhum dos direitos do nosso reitor e de nenhum dos nossos professores”, ressaltou.

 

Perguntado se havia alguma disputa política interna dentro da Universidade, o professor respondeu que sim. “Com certeza, o corregedor tinha sido nomeado com base em uma decisão do Conselho Universitário para mandato até abril de 2019. Nós entramos em maio de 2016, portanto todos os fatos que são reputados com irregularidades ou inconformidades não estão dentro da gestão do professor Luiz Carlos Cancellie”.

 

Cita que devido o ocorrido prevê perdas de R$ 1 bilhão em 5 anos na Universidade.  

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