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Rádio Uirapuru - Geral

Publicada em: 24/04/2018 , por Jornalismo Rádio Uirapuru

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Nota de esclarecimento com manifestação do Dr. Alberto Kaemmerer

Rádio Uirapuru

"Em resposta ao que foi publicado pela Rádio Uirapuru, no dia 20.04.2018 tenho a esclarecer o seguinte:

 

1. No dia primeiro de agosto de 2015, fui contratado, através de contrato verbal,e na qualidade de pessoa jurídica, para ajudar a reorganizar o Hospital São Vicente de Paulo na gestão da saúde, envolvendo as áreas de assistência, ensino, pesquisa clínica, acadêmica, institucional desenvolvimento tecnológico. Esse contrato foi feito com a minha empresa AJK, estruturada para essa exclusiva finalidade. Portanto, nunca fui, não sou e nem serei administrador do HSVP e muito menos membro da diretoria executiva como está formulado pela denúncia anônima, num primeiro momento. Jamais assinei uma ata de diretoria, não tenho poder para elaborar e assinar contratos de qualquer espécie, não posso contratar e nem demitir ninguém, enfim, não tenho poder decisório algum dentro do Hospital. Ocorre que, no desempenho das minhas funções, minha opinião é muito acatada pela experiência que acumulei ao longo dos anos como médico e como gestor e tal fato sempre representou um fantasma para um dos grupos que disputa poder no Hospital. Trabalho dois dias por semana, presencialmente, me hospedando no hotel Villa Vergueiro, pago pelo Hospital e não é possível que um Superintendente seja contratado verbalmente e como pessoa jurídica e mais, permaneça tão pouco tempo na cidade sede da Instituição. Assim sendo, e com todos os documentos já apresentados na Polícia Federal meu cargo é o que sempre foi desde agosto de 2015 até 12.04.2018, data em que, para facilitar o andamento das investigações, sem criar constrangimentos para mim e para o Hospital, fizemos uma rescisão contratual consensual, pelo menos enquanto durarem as investigações. Fui autorizado pela Presidência do Hospital a informar que não fui demitido porque, na minha modalidade de contratação, não existe demissão. O texto dessa rescisão é um dos documentos que ora estamos apresentando ao MPF e à PF para provar que nunca fui nada mais do que um Consultor. Ocorre que, em setembro de 2017, o HSVP solicitou a minha carteira profissional, pois a Diretoria estava estudando a possibilidade de me contratar, agora via CLT, para ocupar o cargo de Superintendente Médico e de Pós-Graduação, mas, de novo, bem distante das questões que dizem respeito ao Superintendente Executivo que é a única pessoa que está autorizada pela Diretoria Estatutária a elaborar, assinar e distribuir contratos na Instituição e o único responsável pelo pagamento dos dispositivos médicos implantáveis ( órteses, próteses). Repito: não tenho poder para decidir nada em questões administrativas e nem sou consultado. Aprovados os meus projetos, eles seguem ou não para a sanção presidencial e estamos conversados. Simples assim.

 

2. Tenho em meu poder um documento no qual o hospital registra o reconhecimento pela eficiência da minha consultoria no desenvolvimento e implantação do Projeto Gestão em Saúde, que trouxe para a Instituição uma visão sustentável e legal para o desempenho da atividade médico-hospitalar. Com esse registro queremos agradecer a singular contribuição que a sua inteligência, capacidade profissional e tempo dedicado trouxeram para o HSVP, desde o mês de agosto. Assim, no dia 16 de abril de 2014, as partes que no mês de agosto de 2015 celebraram contrato verbal de consultoria, agora chegam, por decisão de consenso, antecipar a rescisão para esta data, encerrando a relação contratual havida, pois que de natureza civil e não trabalhista. Esse é fato documentado e não há, em nenhum trecho, menção a demissão ou qualquer tipo de procedimento litigioso.

 

3.Com relação aos meus bens patrimoniais, gostaria muito que fosse verdade a relação que circula em meio a fofocas de toda a natureza. Sou proprietário de um imóvel na cidade de Punta del Este no Uruguai e que foi comprado em 1997 e lá tenho, comprado do ferro velho, uma Mercedes Benz 1951 que ainda não tive dinheiro para restaurar. É só o que tenho no exterior. Não possuo contas bancárias em nenhum lugar do planeta. Desde agosto de 2015 até o presente momento, com os valores recebidos pela Consultoria não consegui mais adquirir qualquer tipo de bem, seja ele móvel e/ou imóvel e, por ter me divorciado, perdi 50% do que possuía para obedecer a lei.

 

4. Quanto à menção feita a Dra. Cândida Maria Neves, minha ex-mulher é bom que se saiba que a pessoa em questão é uma das mais destacadas médicas brasileiras, é mestre em Pneumologia pela UFRGS, especialista em infectologia e professora há mais de 35 anos da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Nada tem a ver com essa sujeira toda, a não ser que seja crime estruturar uma empresa para que seu filho possa trabalhar, num país com mais de 12 milhões de desempregados. O senhor João Paulo Neves Kaemmerer, além de ser advogado com especialidade em direito processual civil, acaba de concluir um Curso de Pós-Graduação em Saúde na Fundação Getúlio Vargas de Porto Alegre e foi escolhido pelo Diretor Superintendente para trabalhar na logística do HSVP com as funções específicas de executar a rastreabilidade, a tecnovigilância, o compliance do setor( é advogado) e o controle de estoques. Nem ele, nem nenhum dos outros 12 componentes do Setor Logístico estão autorizados a práticas comerciais de compra e venda de produtos. Eles trabalham para todas as empresas que com o hospital venham a manter contratos. O que incomoda aos opositores é o seguinte: desde que os distribuidores foram descartados do sistema e alguns médicos deixaram de receber propina, o HSVP economizou mais de sete milhões de reais nas negociações envolvendo órteses e próteses, ou seja, muita gente ficou de bolso vazio. Esse é um fato, não um boato. Nenhum dos membros da Logística pode ser funcionário ou funcionária da indústria. Quem quiser se informar melhor sobre esse tema que entre em contato com as indústrias e se certifique, ou então consulte o Diretor Superintendente a quem a Logística está subordinada.

 

Como Consultor, eu tenho a obrigação de indicar os melhores caminhos para a Incorporação Tecnológica. O Hospital aceita se quiser e se puder pagar. A revolta aqui, senhores jornalistas, é porque pegamos forte na corrupção praticada por muita gente e a prova, mais do que em conversa, está dentro dos cofres do hospital, um dinheiro que antes transitava pela mão de distribuidores e médicos corruptos. Portanto, além de inverídica, a notícia de que o senhor João Paulo é funcionário da Medtronic e vende produtos no hospital é carregada de maldade, especialmente para me comprometer como pai dele. Ele foi contratado pelo seu Curriculum, pelo Diretor Superintendente e não por mim, muito embora não seja crime ter um filho competente, como não é demérito ter um filho retardado. A empresa MJA não é laranja como muitos ainda afirmam: sua sede é em Florianópolis porque o outro empregado dessa empresa mora lá, os preços e prazos para a estruturação são menores, o contador cobra menos e é, exatamente por essas e outras, que Santa Catarina vai deixando o Rio Grande do Sul cada vez mais falido.

 

5. A denúncia de que eu teria determinado que materiais com defeito não fossem enviados à ANVISA é, além de falsa, criminosa, como vou provar. Ajudei a organizar um fluxo com o destino de qualquer material com qualquer impropriedade. O cirurgião elabora o laudo cirúrgico, o laudo da peça possivelmente defeituosa, ambos são fotografados e depois enviados à área de gestão de risco, sob responsabilidade do responsável pela gestão de risco. De posse do material ele deve enviá-los à Indústria e a ANVISA, de preferência simultaneamente. Em alguns casos, quando o cirurgião julgar que o defeito é mínimo ( tipo risco no paralama de um carro zero) a indústria recebe o primeiro aviso para que faça o seu laudo, o qual, posteriormente, com o laudo do hospital será enviado a ANVISA. Além do mais, o HSVP é Sentinela da ANVISA e, em caso de não comunicação, não somente destes, mas de outros problemas, perderá esse importante certificado de acreditação. O que aconteceu nesse caso: quando fui interrogado pela Polícia Federal, me surpreendi com a pergunta, primeiro porque não é da minha responsabilidade o tema, e segundo, porque os denunciantes superiores hierárquicos é que devem responder por isso, uma vez que o responsável pela gestão de risco responde hierarquicamente à ambos. Ao perguntar ao responsável pela gestão de risco onde estava a ata que ditava o fluxo dos materiais, após duas horas de espera ele me telefona para comunicar que, no final do ano de 2017 haviam feito uma "limpa" dos arquivos e que a ata foi junto nessa limpa, porque o seu superior hierárquico lhe havia dito que não havia mais necessidade em função de o processo já estar andando normalmente. Solicitei comunicação escrita e ele, de novo se recusou, mas para um destruidor de provas foi muito ingênuo. Em mensagem telefônica me comunicou tudo o que havia ocorrido. De posse desta mensagem, originada do seu telefone celular, fui ao Cartório e fiz o translado, hoje registrado na Serventia Notarial do Nono Tabelionato de Porto Alegre, livro 006, folha número 143, ata notarial 691. Isso se chama, pura e simplesmente, destruição de provas e é crime.

 

E com esse tipo de gente que estamos lidando e tenho nossa honra maculada. Por obra de Deus, nos arquivos da Logística, cujos computadores foram apreendidos pela PF, encontramos a ata e mais, vários documentos que provam o envio de materiais com defeito para a Indústria e pela ANVISA. E nesses documentos há a seguinte frase: "aguardamos autorização do Diretor Superintendente para que faça a nova compra".

 

6. O HSVP necessita de uma profunda reforma se quiser durar mais cem anos. Estamos em plena era tecnológica e, se medidas de eficácia imediata não forem tomadas com a máxima urgência, o Hospital não terá como sobreviver.

 

7. Sobre os médicos e o próprio diretor do Hospital Rudah Jorge que tiveram seus bens indisponibilizados pela Justiça, o processo se arrasta desde o ano de 2003 e se refere aos "stents" coronarianos que rebatizou o Hospital pelo nome de São Stent de Paulo. O curioso é que um dos médicos que faz denúncias via "blogs" anônimos é o responsável pelo novo nome do Hospital, ficou milionário desde então, e está sendo processado (não inquirido) por improbidade administrativa e teve seus bens penhorados pela Justiça.

 

8. Por último: há uma ferrenha disputa de poder no Hospital e eu, mais do que ninguém, estou pagando o pato. Não sou daí, não pretendo ficar aí, não tenho ambições por cargos e só aceitei o convite porque há mais de 45 anos sou amigo do Diretor Superintendente. Ocorre que meus projetos, depois de executados pela Diretoria Executiva, contrariaram muitos interesses ilegítimos.

 

Dr. Alberto Kaemmerer"

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