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Rádio Uirapuru - Geral

Publicada em: 27/09/2018 , por Jornalismo Rádio Uirapuru

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Representante dos senegaleses desabafa na Uirapuru: nosso povo quer apenas trabalhar de forma honesta e vendas são por necessidade

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Créditos: Gabriel Nunes/Rádio Uirapuru
Representante dos senegaleses desabafa na Uirapuru: nosso povo quer apenas trabalhar de forma honesta e vendas são por necessidade

Na última quarta-feira (26) a Polícia Federal, com apoio da Brigada Militar e fiscais do município, cumpriu o aviso dado ainda no dia 19 e apreendeu objetos importados sendo vendidos por senegaleses no centro. A medida, ainda que anunciada previamente pelas autoridades, dividiu a população. Enquanto alguns afirmam que é preciso oferecer oportunidades aos imigrantes, outros defendem que eles não estão vendendo drogas ou roubando.

 

Em entrevista na Uirapuru, Abu Ba, representando os senegaleses, explicou que há 300 imigrantes do seu país hoje em Passo Fundo, mas apenas 30 vendem produtos nas ruas. Conforme ele, a imigração é algo que o seu povo faz há muito tempo e eles buscam no Brasil apenas uma chance de melhorar suas vidas.

 

No Senegal, estas pessoas trabalhavam em várias coisas diferentes, como construção civil, professores, motoristas e estudantes. No Brasil, porém, eles precisam começar do zero e muitos, sem opção, acabam recorrendo às vendas de rua.

 

Abu esclareceu que os produtos são comprados pelos vendedores em São Paulo, com ônibus partindo de Passo Fundo para isso, como qualquer outro comerciante local. Frisou que a cultura no seu país prega o trabalho e não a "vadiagem", por isso, quando não conseguem um emprego fixo na cidade, a opção mais próxima é essa.

 

De acordo com o senegalês, eles não querem se transformar em pedintes pelas ruas ou roubarem. Ele ainda destacou que 80% do que ganham fica no município. Os senegaleses pagam aluguel, vão ao supermercado e compram na cidade, gerando impostos.

 

O imigrante falou ainda sobre a necessidade de um local exclusivo para abrigar as vendas, mas até agora nenhuma proposta foi feita pela prefeitura. Lembrou que há empresas na região onde a maioria dos trabalhadores são do Senegal, destacando que não vieram causar problemas, apenas ganhar a vida honestamente.

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