Polêmico projeto anticrime de Moro divide opinião no Sem segredo

Desde que foi apresentado pelo ministro da justiça Sérgio Moro, o projeto anticorrupção e anticrime deflagou uma grande discussão em todo o país sobre a eficácia das 14 medidas sugeridas. Também serviu para se debater a constituição, as leis brasileiras, a atuação de juízes, advogados e policiais.

Por ser abrangente e polêmico, o projeto do ministro Moro, gera divergências em todos os meios. Magistrados, advogados, políticos, especialistas em direito, autoridades da segurança pública já se posicionaram. Até cidadãos que não se envolvem em discussões politicas estão se informando para formar uma opinião sobre o tema, que mexe com toda a sociedade.

No programa Sem Segredo da Rádio Uirapuru, ficou evidente a divisão sobre opiniões. Os ouvintes favoráveis citaram que a proposta é uma resposta do governo de Jair Bolsonaro a onda de violência, corrupção e impunidade instalada no Brasil. Já os que questiona o projeto, afirmam que se trata de uma proposta populista e que não vai contribuir para o país…

Para o advogado criminalista e professor de Direito penal, José Paulo Schneider, são questões polêmicas, mas que necessitam de mudanças. Reconhece que o nosso Código de Processo Penal e o Código Penal, precisam de uma atualização, porém essas alterações precisam respeitar os limites da Constituição. Esse projeto quase que em sua maioria ele traz pontos sensíveis no que diz respeito a constitucionalidade.

Representando a Asseplan (Associação dos Advogados Criminalistas do Planalto Médio), o advogado criminalista Flávio Algarve, também é contrário a proposta de Moro. Diz que é um projeto feito para atender um clamor público, mas que nasce morto por ignorar completamente a constituição. Segundo Algarve o projeto nada mais em antecipar a ida das pessoas para a prisão e retardar a saída delas.

Delegado Regional de Polícia, Adroaldo Schenkel, foi defensor da proposta na Uirapuru. Para o policial é um projeto que vai ao encontro dos anseios da sociedade, faz com que seja efetivo o cumprimento das penas para crimes graves. Com relação ao trabalho policial citou que o projeto ao contrário do que muitos dizem a polícia brasileira prende bem e prende pouco proporcionalmente aos crimes cometidos no país.

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