Ex-ministro Palocci fecha terceira delação premiada e primeiro acordo com Ministério Público

Créditos: Agência Brasil

O ex-ministro Antonio Palocci assinou nesta quarta-feira (09) seu terceiro acordo de delação premiada, o primeiro firmado com o Ministério Público Federal (MPF). A negociação foi fechada com a Procuradoria do Distrito Federal e abordou fraudes praticadas em fundos de pensão ligados a empresas e bancos estatais, alvo da Operação Greenfield, deflagrada em 2016. Os outros dois acordos assinados pelo ex-ministro, o primeiro em abril e o segundo em outubro, foram negociados com a Polícia Federal de Curitiba e de Brasília, respectivamente.

Desde segunda-feira o ex-petista vem revelando informações sobre aportes feitos por fundos de pensão de bancos e empresas estatais em troca de pagamento de propina para o PT. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o principal alvo da delação. No relato, Palocci lista uma série de pressões feitas por Lula junto a presidentes dos fundos para que eles aportassem recursos em empresas sem analisar o retorno financeiro que teriam.

O acordo é celebrado pelo ex-petista e seus defensores, já que tanto a Procuradoria-Geral da República (PGR) quanto a força-tarefa de Curitiba se negaram a assinar qualquer tratativa com Palocci. A Procuradoria do Distrito Federal teve uma postura distinta. Em dezembro, o órgão pediu autorização para a juíza Gabriela Hardt, da 13ª Vara de Curitiba, para ouvir Palocci sob o argumento de que ele pode contribuir com as investigações. Naquele momentos as tratativas da delação estavam em andamento.

*Agência Brasil

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