Passo Fundo perde o tradicionalista e empresário José Almeida, o Juca da Transpasso

Falecimento ocorreu na noite de quarta-feira (08)

Créditos: Arquivo/Rádio Uirapuru

Faleceu no final da noite de ontem (08) o tradicionalista e empresário José de Almeida, o Juca da Transpasso, aos 71 anos. Integrante do grupo Cavaleiros do Planalto Médio, Juca conduziu por 13 anos seguidos a Chama Crioula até Passo Fundo, em longas jornadas pelo Estado. Foi durante o início dos preparativos ontem, em Iraí, que ele passou mal. Os companheiros de cavalgada decidiram trazer ele de volta a Passo Fundo e na metade da estrada, por volta das 23h, Juca acabou tendo um infarto e não resistiu.

 

O grupo iniciaria a condução da chama e Juca faria boletins diários na Uirapuru a partir do dia 11 de agosto. Por muitos anos Juca foi o “Repórter a Cavalo da Uirapuru”, transmitindo as informações das cavalgadas da Chama Crioula.

 

Empresário do transporte coletivo

 

A vida profissional de José Almeia sempre foi de muito trabalho e perseverança. Entregador de jornal, vendedor de frutas e engraxate, com 12 anos começou a trabalhar como cobrador. Foi por muitos anos funcionário da primeira empresa de transporte coletivo de Passo Fundo, a Transportes Vera Cruz, criada por seu colega de trabalho e amigo Eloy Pinheiro Machado, falecido em 1998. A empresa cresceu, se tornou conhecida como Real Transportes e Turismo, para finalmente se transformar na Coleurb, empresa que até hoje é responsável por grande parte do transporte coletivo da cidade. “Tive a honrade trabalhar de cobrador em um ônibus que Eloy era o motorista”, lembrou Juca em uma de suas entrevistas na Uirapuru.

 

Em 1995 fundou a Transpasso, para atuar no ramo de transporte coletivo na cidade. Sua maior preocupação como empresário era bom relacionamento com seus colaboradores, o bem-estar de seus passageiros e o bem-estar social de nossa comunidade. José Almeida participava de diversas ações sociais em Passo Fundo, contribuindo com várias entidades assistencialistas.“

 

Seu Juca também era vice-presidente de relações institucionais da Acisa, tendo sido coordenador da Expoacisa em 2014

 

Homem de família

 

Casado há 47 anos com Reialda, tinha duas filhas, Vanessa e Alessandra. E os netos Julia, Nicole e Theo. Quando completou 45 anos de casamento, em 2016, fez uma homenagem a esposa nas páginas do Jornal Troca-Troca Uirapuru. Em algumas palavras demostrou todo seu amor e orgulho pela união feliz com Reialda.

 

O que acontece em 45 anos? É uma vida, dizem uns. Passa num piscar de olhos, dizem outros. Mas quem vive sabe que em 45 anos é possível fazer muita coisa, ou nada! Nós fizemos. Nesses 45 anos, nos conhecemos, erramos, acertamos, fomos companheiros e cúmplices, erramos, pedimos perdão e desculpamos. Sobretudo, fomos e somos felizes com a família linda que construímos, com filhas, genros e três lindos netos, Júlia, Nicole e Theo. Reialda, obrigado pelo que você é e faz na minha vida! Obrigado por esses 45 anos de casamento! Parabéns para nós! Te amo! Quem venham mais 45 anos de felicidade!”

 

Atos fúnebres

 

O velório está ocorrendo na Loja Maçônica Concórdia do Sul, na Rua Capitão Araújo 253, Centro. O sepultamento será às 17h no Cemitério da Petrópolis.

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