Rio Grande perde Paixão Côrtes, que entra agora para a história gaúcha

Créditos: Reprodução/Internet

O Rio Grande do Sul perdeu nesta segunda-feira (27) João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes, criador da cultura gaúcha, fundador do primeiro CTG e modelo para a estátua do Laçador, um dos símbolos do Rio Grande do Sul. Paixão Côrtes estava internado desde 8 de agosto em Porto Alegre.

 

Nascido em Santana do Livramento em 12 de julho de 1927, filho de pai agrônomo e mãe do meio musical, Paixão carregou duas marcas: formou-se em Agronomia na UFRGS, exerceu a profissão e chegou a ser funcionário da Secretaria de Estado da Agricultura, mas nunca negou a vocação para o trabalho com a música e as danças características da região onde viveu.

 

Em Porto Alegre, nos tempos do colégio, firmou parceria com outros amigos, como Barbosa Lessa, e, decidido, criou a imagem e cultura gaúcha para resistir às culturas de outros países, como a dos EUA, que tentavam dominar os jovens. Paixão, com o grupo dos 8, é um dos grandes responsáveis por toda a cultura tradicionalista atual, criando o primeiro CTG.

 

A Uirapuru conversou nesta terça com o tradicionalista e pesquisador da cultura gaúcha, Orlei Vargas Carames. Orlei lembrou da importância do trabalho feito por Paixão Côrtes, que na época era ridicularizado pelas pessoas da cidade diante do novo movimento. Aproveitou para falar sobre a mudança que o modelo tradicionalista, criado por ele, teve nos últimos anos.

 

Orlei criticou a forma como ocorrem apresentações, como no ENART, com o uso de automóveis, e defendeu os ideais de Côrtes. O tradicionalista ainda citou a imagem do laçador como grande modelo e lembrou que a vestimenta mudou muito, assim como os costumes criados por ele. Hoje existem diversas alterações que levam a cultura gaúcha, mas a raíz de tudo foi a coragem e amor por essa terra de Paixão Côrtes.

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