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Rádio Uirapuru - Política

Publicada em: 11/08/2017 , por Jornalismo Uirapuru

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Modelo distritão para as próximas eleições não vai permitir renovação de quadro de políticos, afirma especialista

Rádio Uirapuru
Créditos: Divulgação
Modelo distritão para as próximas eleições não vai permitir renovação de quadro de políticos, afirma especialista

A Comissão da Câmara dos Deputados, que discute mudanças no sistema eleitoral, aprovou na madrugada desta quinta-feira (10) uma emenda ao texto-base da Reforma Política, que também foi aprovado. Ela estabelece o chamado “distritão” para a escolha de deputados federais, deputados estaduais e vereadores.

 

A medida pode começar a valer já nas eleições de 2018. Pelo distritão cada Estado ou prefeitura vira um distrito eleitoral, no qual são eleitos os candidatos mais votados, como acontece hoje na escolha do presidente da República, governador, prefeito e senador. Esse modelo não leva em consideração os votos para o partido ou coligação.

 

Também foi aprovado um Fundo Especial de Financiamento da Democracia de R$ 3,6 bilhões para as campanhas eleitorais.

 

Na Uirapuru, o coordenador da Escola de Administração da IMED, professor e especialista Adriano José da Silva, explicou que o distritão acaba com a anomalia das coligações e com os "puxadores de votos".

 

No entanto, não garante a renovação política clamada pelo povo desde 2013 nas manifestações dos 20 centavos, no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e nos protestos aos recentes escândalos de corrupção.

 

O professor disse que o Brasil está copiando um modelo que existe somente em quatro países em todo o mundo, sendo um deles o Afeganistão. Para Adriano, o distritão, de certa forma, vai assegurar a manutenção de status de poder das atuais direções partidárias, à nível nacional, e dos atuais deputados que têm acesso à máquina partidária e ao fundo de financiamento, como prevê hoje os estatutos dos partidos políticos brasileiros.

 

O distritão não vai proporcionar a renovação nos quadros políticos. Destacou que em vez de se criar cláusulas de barreira para diminuir o número de partidos e evitar alianças nas proporcionais, está se perpetuando os atuais comandos das máquinas partidárias e do Congresso Nacional.

 

Para o professor Adriano, o voto distrital é o melhor modelo possível porque nele o deputado teria que prestar contas para a sua base, a sua cidade e a sua região. Frisou que o país está vivendo um momento no qual nada se resolve até 2018 e a expectativa de que o Brasil saia da crise fica para 2019.

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