Ouça agora

Rádio AM 1170 Rádio FM 90.1

Ouça pelo celular



Rádio Uirapuru - Saúde

Publicada em: 29/03/2017 , por Jornalismo Uirapuru

A A A

Câncer de Intestino aumenta entre os jovens

Rádio Uirapuru
Créditos: Divulgação/HSVP
Câncer de Intestino aumenta entre os jovens

A Sociedade Americana publicou neste mês de março, que é de conscientização do câncer de intestino, um estudo apontando o aumento no número de casos de tumor de intestino (cólon e reto) entre adultos e jovens. A doença é comum em pacientes idosos mas os dados mais recentes mostram que de cada dez pacientes diagnosticados com essa doença, três têm menos de 55 anos.

 

O oncologista do Instituto do Câncer Hospital São Vicente do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo Dr. Luis Alberto Schlittler alerta que entre as causas possíveis estão a obesidade, alimentação inadequada e o estilo de vida sedentário da população, sendo que muitos especialistas da área estão sugerindo a antecipação dos exames realizados para prevenção da doença.

 

 

O estudo foi publicada na revista americana “Journal of the National Cancer Institute” onde se analisou mais de 490.305 casos diagnosticados em pacientes com mais de 20 anos nos Estados Unidos, entre 1974 e 2013. Em geral, a incidência está em declínio desde a metade da década de 1980, graças novas técnicas de detecção, mas entre adultos de 20 a 39 anos, a taxa de incidência de câncer de intestino vem crescendo entre 1% e 2,4% anualmente desde a década de 1980. E na faixa etária dos 40 aos 54 anos, a variação anual tem sido entre 0,5% e 1,3% desde meados da década de 1990.

 

Além disso, a pesquisa relatou um aumento expressivo nas taxas de incidência de câncer no reto, com variação média anual de 3,2% entre 1974 e 2013 para adultos na faixa etária entre 20 e 29 anos. Entre 40 e 54 anos, o crescimento foi de 2% ao ano desde a década de 1990. Em 2013, 29% dos casos diagnosticados da doença foram em pacientes com menos de 55 anos, contra percentual de 15% registrado em 1990.

 

“Se formos analisar os números, as pessoas nascidas em 1990 tem o dobro do risco de desenvolver câncer no intestino grosso e quatro vezes mais probabilidade de ter câncer no reto do que alguém nascido na década de 1950. Com certeza estes números reforçam a necessidade de campanhas educacionais para alertar médicos e o público tentando reduzir atrasos no diagnóstico além de estimular mudanças precoces no estilo de vida pessoal”, informa Schlittler.

 

 

Conforme o especialista, os tumores de intestino tem uma intima relação com obesidade, alimentação e sedentarismo. “O número de obesos no mundo passou de 200 milhões em 1995 para os surpreendentes 600 milhões em 2014. Sabemos que a cada 5 Kg/m2 que a pessoa aumenta de peso teremos um aumento de 9% no desenvolvimento do câncer de intestino entre os homens. Isso tem relação ao aumento do número de casos em pessoas mais jovens que estamos notando diariamente”, avalia Schlittler, enaltecendo que não é somente a obesidade mas, os fatores que estão conectados a ela. “As consequências do estilo de vida sedentário do século XX e da alimentação desequilibrada com aumento da ingesta de carnes vermelhas , gordura e a diminuição do uso de fibras (frutas e verduras) são multiplicadores”.

 

 

Em relação ao diagnóstico e tratamento, o oncologista ressalta que se diagnosticado precocemente a doença aumentam as chances de cura pois, normalmente a doença inicia com um pólipo, semelhante a uma verruga no intestino. “Este pólipo se não for retirada pode desenvolver um câncer. A cada quatro pessoas acima dos 50 anos, uma apresenta pólipo. Um dos métodos mais interessantes e utilizados para o diagnóstico precoce e retirada destes pólipos é a colonoscopia.

 

Neste exame é utilizado um aparelho com fibra óptica onde podemos avaliar toda a parte interna do intestino grosso sendo possível durante o exame inclusive realizar biópsias e retirar algum pólipo visualizado”, explica Schlittler , orientando que a recomendação geral é que todas as pessoas acima dos 50 anos façam o exame, mesmo se não apresentarem nenhum sintoma intestinal.

 

Se o exame for normal deve-se repetir a colonoscopia a cada cinco ou dez anos. “Com esta migração da doença para a população mais jovem estamos reavaliando esta sugestão, pois cada caso deve ser avaliado individualmente. Talvez em uma pessoa com história familiar da doença, obesa, sedentária ou com hábitos alimentares inadequados o exame deva ser realizado mais cedo”, esclarece.

Comentários

A Rádio Uirapuru não se responsabiliza pelo uso indevido dos comentários para quaisquer que sejam os fins, feito por qualquer usuário, sendo de inteira responsabilidade desse as eventuais lesões a direito próprio ou de terceiros, causadas ou não por este uso inadequado.

Ouça ao vivo

Cheiro de Galpão

com Valdir Garcia

Domingo

das 06:00 às 07:30

ouça ao vivo



Obesidade pode ser considerada um problema de saúde pública?

Copyright © 2017 Grupo Uirapuru . Todos os direitos reservados. Parceria Sistemas