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Rádio Uirapuru - Saúde

Publicada em: 21/04/2017 , por Jornalismo Uirapuru

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Receptoras de medula óssea dão depoimento em dia especial de doação no Hemocentro em Passo Fundo

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Créditos: Rádio Uirapuru
Receptoras de medula óssea dão depoimento em dia especial de doação no Hemocentro em Passo Fundo
Bruna Piroli Fortunato recebeu a doação de medula óssea de sua mãe

Com o objetivo de ampliar o número de doadores de medula óssea na região, que hoje chega a cerca de 37 mil, o projeto Desenhando Sorrisos realizou uma ação especial com o Hemocentro de Passo Fundo (Hemopasso) durante todo o dia de ontem (19). Foram realizados cadastros no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) e atualização de dados.

 

Para ser um doador é necessário ter entre 18 e 55 anos e estar em bom estado de saúde. No ato do cadastro é feita a coleta de uma amostra de sangue (10ml) para o exame que identifica as características genéticas de cada indivíduo. Sempre que surgir um novo paciente, a compatibilidade será verificada.

 

Antes da doação, o voluntário faz um exame clínico para confirmar o seu estado de saúde. O cadastro no Redome permanece até que o doador complete 60 anos de idade.

 

Em entrevista à Uirapuru, a coordenadora do projeto Desenhando Sorrisos, Melina Rodrigues, explicou que na doação não aparentada, as chances do paciente encontrar um doador compatível são de 1 em cada 100 mil pessoas, em média. Dentro da família há cerca de 25% de chance. Por isso, iniciativas como essa visam ampliar a probabilidade de mais doadores compatíveis.

 

O grupo existe desde agosto de 2014 e possui hoje 30 voluntários. Melina contou que o projeto surgiu para melhorar ao máximo a qualidade de tratamento dos pacientes de oncologia atendidos no município. Com tempo as atividades expandiram e essa já é a segunda iniciativa em conjunto ao Hemopasso.

 

Depois de ser diagnosticada com Aplasia de Medula, em junho de 2015, Bruna Piroli Fortunato, de 26 anos, ficou seis meses na fila para encontrar um doador 100% compatível, mas como o seu caso era grave, a mãe, que era apenas 50% compatível, fez a doação da medula óssea.

 

O transplante completou um ano no último sábado (15). Bruna, que é de Coxilha, fez questão de vir até Passo Fundo para compartilhar a sua experiência. Na Uirapuru ela contou que foi um procedimento tranquilo, e que se não fosse a mãe, não teria a chance de viver novamente.

 

A mãe da Bruna, Silvia Fortunato, de 46 anos, disse que a doação da medula óssea é tranquila. O procedimento cirúrgico requer a internação de, no mínimo, 24 horas, mas em dois dias o doador já volta à sua rotina.

 

A recuperação é rápida e não há prejuízos para a saúde do doador. A medula se recompõe em 15 dias. Silvia disse que mesmo que se não fosse a sua filha faria a doação.

 

 

Eduarda Bueno Mouro, de Passo Fundo, tinha 10 anos quando fez o transplante de medula óssea. Ela foi diagnóstica com leucemia. Hoje, com 13 anos, espera um dia encontrar e agradecer pessoalmente ao seu doador, que é da França.

 

Eduarda contou que muitas pessoas que conheceu durante esse período não tiveram a mesma sorte que ela, por isso pede para que as pessoas sejam mais solidárias e se juntem à campanha.

 

A ação também foi realizada em prol da doação de sangue. O Hemocentro de Passo Fundo precisa manter os estoques abastecidos, já que nesse período de feriados é comum diminuir as doações.

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