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Rádio Uirapuru - Saúde

Publicada em: 13/09/2017 , por Jornalismo Uirapuru

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HSVP: incorporando tecnologia e recursos humanos

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O processo tecnológico está tornando crônicas as doenças outrora agudas e fatais, fato que impulsiona acelerar a transição epidemiológica e demográfica no rumo das doenças crônico-degenerativas não transmissíveis. Segundo o superintendente médico e de pós-graduação do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo, Dr. Alberto Kaemmerer, os modelos convencionais de gestão estão superados e para acompanhar esta evolução, o HSVP dá o primeiro passo com a criação do Instituto de Educação, Ensino e Pesquisa, para dotar o hospital de pesquisa institucional, acadêmica e clínica.

 

O instituto será dirigido pelo Dr. Alexandre Pereira Tognon, doutor em Epidemiologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, membro do corpo clínico do HSVP, com participação em dezenas de estudos multicêntricos internacionais e inúmeros projetos locais, envolvendo diferentes especialidades médicas e demais áreas da saúde. Dentre as atribuições do instituto, Tognon destaca as de identificar e quantificar os fenômenos de saúde e doença na população atendida pelo Hospital São Vicente de Paulo, otimizando a efetividade da assistência à saúde. Outro aspecto é oferecer à comunidade as tecnologias mais avançadas, desenvolvidas pelas mais renomadas instituições de pesquisa do mundo, tornando-as acessíveis e sem custo para a população, além de disseminar os conhecimentos avançados e as melhores práticas assistenciais na comunidade hospitalar.

 

Tognon informa que desde o mês de agosto, quatro estudos estão sendo oferecidos para pacientes com doença cardíaca. O estudo ISCHEMIA concentra pacientes com angina estável (dor no peito que ocorre durante o esforço físico) e é patrocinado pelo governo norte-americano, coordenado pela Universidade do Estado de Nova York e no Brasil, pelo INCOR de São Paulo. O ISCHEMIA é considerado atualmente o estudo de maior importância para a cardiologia no mundo, e o Hospital São Vicente de Paulo foi a primeira instituição no Brasil a incluir pacientes, ainda no ano de 2013.

 

Além deste estudo há o SECURE, que é realizado em parceria com o HCOR de São Paulo, incluindo pacientes com infarto agudo do miocárdio. Outra pesquisa em andamento é o RIBAC, um registro da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista que, desde 2012 acompanha a evolução dos pacientes tratados com implante transcateter de valvar aórtica.

 

No dia 19 de setembro terá início o Programa de Telemedicina em Cardiologia intitulado LATIN – Latin America Telemedicine Infarct Network. Esse estudo tem o objetivo de reduzir substancialmente a mortalidade no infarto agudo do miocárdio, preservando o maior percentual possível de musculatura cardíaca, evitando o surgimento de ICC (Insuficiência Cardíaca Congestiva).

 

Inicialmente, conforme explica Tognon, 10 municípios passarão a ser centros locais de referência. Desta forma receberão equipamentos de eletrocardiograma e estações de telemedicina, estando permanentemente conectados ao centro coordenador internacional, em Miami, ao centro coordenador brasileiro, em Belo Horizonte e ao centro de referência macrorregional, o Hospital São Vicente de Paulo. Para tanto, a instituição ampliou em mais 10 leitos a sua emergência, especificamente, para pacientes do programa.

 

“A sociedade e o sistema de saúde não terão qualquer custo para utilizar a rede, uma vez que a tecnologia, o equipamento, a instalação e o treinamento das equipes serão proporcionados pela empresa multinacional Medtronic, com sede nos Estados Unidos”, pontua Tognon.

 

O diretor do Instituto de Pesquisa do HSVP afirma que, em 2015 a Organização Mundial da Saúde publicou que, nos 10 anos anteriores, o Brasil havia perdido algo em torno de 49 bilhões de dólares devido a mortes prematuras associadas às doenças cardíacas, AVC (Acidente Vascular Cerebral) e diabetes. “A experiência com o LATIN da rede de hospitais Santa Marcelina de São Paulo dá conta de uma redução de 50% da mortalidade dos pacientes com infarto do miocárdio com supradesenvolvimento do segmento ST no eletrocardiograma, o que demonstra, na população brasileira, aquilo que tem sido repetido à exaustão em todo mundo – para paciente com infarto, cada minuto economizado faz diferença”.

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