No dia mundial de combate ao AVC, neurocirurgião chama atenção para implementação de serviço especializado no HSVP

Créditos: Divulgação

Hoje (29) é o Dia Mundial de Combate ao Acidente Vascular Cerebral (AVC). O AVC ou, como a literatura chama, AVE – Acidente Vascular Encefálico, é a segunda causa de morte no mundo e a primeira causa de incapacidade.

No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, o AVE é a enfermidade que mais mata, com mais de 100 mil vítimas fatais por ano. São dois tipos de Acidente Vascular Encefálico, o Isquêmico, que é quando falta sangue em um determinado território cerebral, e o hemorrágico, quando há um derramamento de sangue no tecido cerebral.

Segundo o neurocirurgião Paulo Sérgio Crusius, os dois AVEs, dentro da sua etiologia e dependo da sua evolução, são graves, mas a mortalidade do hemorrágico é muito maior, ao passo que a morbidade, o que deixa mais sequela, com redução de trabalho e de qualidade de vida é a isquemia cerebral. O doutor explica que em um caso de suspeita é feito um exame para verificar se a pessoa está mesmo sofrendo de um AVE. É pedido para ela sorrir, abraçar e cantar. Se ela não conseguir fazer direito nenhuma destas tarefas o caso é de urgência. Esse exame é chamado de SAMU.

Sobre a prevenção, Crusius destaca que é preciso fazer exercícios diários, evitando à obesidade, não fumar, não beber e prevenir o diabete e a hipertensão arterial sistêmica. Estima-se que a prevenção pode evitar 90% dos casos. O neurocirurgião ressalta que o país conta hoje com um centro logístico de atendimento de AVE referência. Ele fica em Joinville, no estado de Santa Catarina.

O centro representa o que há de mais moderno e eficiente nesta área e, principalmente, com bons resultados para pacientes de AVE que conseguem retornar às suas atividades normais. Dr. Crusius contou que no Hospital São Vicente de Paulo está em estudo o projeto de implementação do Serviço de Atendimento ao AVE Agudo, a coordenação é do Dr. Cassiano Crusius.

A ideia é mesclar o serviço de Joinville com o do neurocirurgião Ricardo Hanel, dos EUA. Disse que no futuro Passo Fundo vai ter um serviço de alta capacidade de atendimento em AVE no hospital. Contou que a média de tempo entre a porta do hospital e o início do tratamento em centros de referência são de 20 minutos.

O médico lembrou que hoje um grande número de pacientes chega aos hospitais fora da janela terapêutica, que é o período de tempo onde é possível minimizar as sequelas do AVE. Mas para que o sistema funcione, além de recursos, é necessário que toda a rede de saúde seja preparada, com logística e treinamento.

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