Saúde altera protocolo em casos de exposição de risco ao HIV

A principal alteração no protocolo é em relação à ampliação do uso do antirretroviral para os casos de relação sexual consentida

Créditos: Reprodução

Um novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas: Profilaxia Antirretroviral Pós-Exposição de Risco para Infecção pelo HIV foi publicado na última quinta-feira (23) no Diário Oficial da União. O documento integra as três situações em que se usa medicação preventiva: acidente ocupacional, violência sexual e relação sexual consentida. O protocolo recomenda também a redução do tempo de acompanhamento do tratamento de seis para três meses.

 

 

A indicação é que os medicamentos utilizados para o tratamento sejam ministrados até 72 horas após a exposição ao vírus. No entanto, o ideal é que seu uso seja feito nas primeiras duas horas após a exposição ao risco. A principal alteração no protocolo é em relação à ampliação do uso do antirretroviral para os casos de relação sexual consentida. Até o momento, a medicação era utilizada somente em acidentes ocorridos em trabalhadores da saúde e em casos de violência sexual.

 

 

A enfermeira do Núcleo de Vigilância Epidemiológica de Passo Fundo, Seila de Abreu pondera que antes de se utilizar o antirretroviral será preciso passar por uma avaliação médica. Ela ressalta que o uso do medicamento deve ser criterioso, em casos onde, acidentalmente, tenha se rompido o preservativo e haja risco de contaminação. De acordo com a enfermeira, a intenção do Ministério é reduzir a disseminação do vírus no País que tem uma média de 20 casos de HIV para cada 100 mil habitantes.

 

No Rio Grande do Sul a média é o dobro em relação aos demais estados do Brasil, ou seja, 40 casos para 100 mil pessoas. Em Porto Alegre, o índice é ainda maior chegando a quase 100 casos para cada 100 mil habitantes. Conforme Seila, o que preocupa em Passo Fundo é o fato dos pacientes fazerem o diagnóstico do vírus quando a doença já está instalada ou em estágio avançado.

 

Ela orienta que as pessoas façam o teste rápido para HIV que está disponível em todas as unidades de saúde do município. O atendimento seguindo o novo protocolo está sendo estruturado pela rede pública municipal de saúde.

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