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Rádio Uirapuru - Segurança

Publicada em: 18/03/2017 , por Jornalismo Uirapuru

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Presídio lotado: mais de 200 presos provisórios aguardam atrás das grades julgamento em Passo Fundo

Rádio Uirapuru

A crise no sistema carcerário, que neste ano culminou com verdadeiros massacres em cadeias de Roraima e Natal, deflagrados a partir de uma guerra de facções, mostrou a necessidade de construção de novas penitenciárias e de acelerar a tramitação de processos realizados aos pressos provisórios no judiciário. A realidade do país também é percebida no Presídio Regional de Passo Fundo.

 

Segundo dados levantados pela Uirapuru, a capacidade é de 307, mas atualmente estão presos 674 indivíduos. Sobre os presos provisórios, o diretor da casa prisional, Renato Garlet, informa que a estimativa aponta que pouco mais de 200 detentos estão aguardando julgamento atrás das grades.

 

Além disso, outro agravante e que contribui para a superlotação, é a lentidão registrada também nos processos de progressão de pena. A falta de servidores, tanto na Susepe quanto no judiciário, geram acúmulo de trabalho.

 

Presos que já possuem o direito de cumprir a pena em regime aberto, ou semiaberto realizaram protesto recentemente, promovendo uma greve de fome para reivindicar o cumprimento da Lei. Na oportunidade alguns serviços como a entrega de sacolas de mantimentos e visitas internas chegaram a ser suspensas. Garlet diz que os detentos buscam os direitos deles. Mas, também existem casos onde eles se negam a ir nas audiências e isso acaba atrasando a concessão de um possível benefício.

 

Através de ações que devem reunir Susepe, Conselho da Comunidade, Defensoria Pública e Judiciário existe a expectativa de diminuir esse grave problema. O presídio abarrotado de presos é fonte para problemas relacionados a higiene e saúde, além de um barril de pólvora prestes a explodir a qualquer momento.

 

Os dados do CNJ mostram que 27% a 69% dos presos provisórios estão custodiados há mais de 180 dias e que o tempo médio da prisão provisória, no momento do levantamento, variava de 172 dias a 974 dias. Os crimes de tráfico de drogas representaram 29% dos processos que envolvem réus presos; crime de roubo, 26%; homicídio, 13%; crimes previstos no Estatuto do Desarmamento, 8%; furto, 7%; e receptação, 4%.

 

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