Impacto de tráfego do Passo Fundo Shopping e Havan será considerado na licitação do transporte municipal

Créditos: Montagem/Rádio Uirapuru

Tudo indica que a licitação do transporte coletivo de Passo Fundo deve ficar para o ano que vem. A duas semanas do encerramento do ano, a empresa Matricial, de Porto Alegre, realiza um estudo do impacto de tráfego ocasionado pelo Passo Fundo Shopping, no bairro São Cristóvão, e pela megaloja da Havan, no Petrópolis.

Conforme o procurador Geral do Município, Adolfo de Freitas, o edital atual não prevê a necessidade de mais horários para atender as regiões dos dois empreendimentos. O edital de licitação foi lançado em 2017, mas foi logo suspenso pelo Poder Judiciário por impropriedades técnicas e questionamentos à empresa selecionada no certame.

Em junho desse ano o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS) determinou que a Prefeitura elaborasse um novo edital corrigindo os erros apontados. De acordo com o procurador, o período entre a decisão do TCE e o início dos trabalhos para o novo edital, a cidade sofreu grandes transformações com os dois investimentos, que alteram a estrutura do transporte de Passo Fundo. Contou que na primeira licitação o Município tinha conhecimento da instalação do Passo Fundo Shopping, mas ainda não havia previsão da sua inauguração e do impacto que geraria na região. São cerca de 2 mil empregados diretos. Já a vinda da Havan começou a ser cogitada em fevereiro deste ano.

Segundo Freitas, as empresas de transporte ainda não possuem a real alteração dos fluxos. Destacou que a Havan encerra as atividades às 22h, sendo que muitos funcionários saem à meia-noite. As empresas concessionárias não ofertavam serviços nesse horário e agora estão tendo de fazer adaptações urgentes, o que muda bastante o primeiro estudo de transporte de passageiros encomendado pela prefeitura.

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