Em depoimento, Edelvânia diz que jamais faria mal a uma criança

Créditos: Cissa Battistella/Rádio Uirapuru

No final da manhã desta quinta-feira (14), quarto dia do Júri, após Graciele Ugulini ser ouvida, foi a vez do interrogatório da amiga e assistente social, Edelvânia Wirganivicz. Os advogados afirmaram antecipadamente que ela responderia a todo e qualquer questionamento. Entrou no Júri determinada, respondeu o interrogatório da juíza e da defesa. Ao responder a Juíza Sucilene Engler Werle, Edelvânia disse que os remédios foram dados por Graciele a Bernardo e que teria entrado em pânico quando viu que ele estava morto. Ela sugeriu ir na delegacia, mas Graciele a ameaçou. “Ameaçou minha família de morte, a minha mãe. Eu fiquei desesperada”, afirmou.

Edelvânia assumiu que foi ela quem abriu a cova para enterrar Bernardo, inocentando o irmão. Inocentou também o pai, Leandro Boldrini. Disse que jamais faria mal a uma criança e nunca imaginou estar envolvida em um crime como esse.

Antes que começassem os questionamentos da acusação ela desmaiou. O criminalista que atua a favor de Edelvânia, Jean Severo afirmou em entrevista à Rádio Uirapuru, que ela já havia contribuído, com riqueza de detalhes. Afirmou, também, que a orientaria a não responder a mais ninguém, caso julgasse importante para resguardar sua saúde. Edelvânia não respondeu o Ministério Público. Após um período de recesso, a juíza anunciou que o depoimento estava encerrado.

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