Madrasta diz que não teve intenção de matar Bernardo e que pai é inocente

Créditos: Cissa Battistella/Rádio Uirapuru

Nesta quinta-feira (14) o julgamento do caso Bernardo entrou no quarto dia. Graciele Ugulini, madrasta do menino, foi a primeira a sentar no banco dos réus e responder aos questionamentos da Juíza. Ela iniciou falando que Bernardo era uma criança independente, gostava de fazer as coisas por conta, ia na casa dos amigos, andar de bicicleta e brincar sozinho. Graciele lembrou que sua gravidez foi de risco e durante esse período se afastou da família, e quando a filha dela nasceu, as atenções foram voltadas para a bebê, o que teria revoltado Bernardo. A partir daí, segundo ela, os conflitos começaram.

Sobre compra do midazolam, disse que era para consumo próprio, para a dificuldade de dormir. Na viagem à Frederico Westphalen, diz que deu um remédio para enjoo para Bernardo. A madrasta afirmou que Bernardo ficou agitado na viagem e lhe deu ritalina. Como a agitação continuou, jogou a bolsa para trás e o mandou tomar mais remédio. Foi aí que acontece a alta dosagem, de acordo com a ré.

Ao ser questionada porque não pediu ajuda quando viu que o menino estava passando mal, ela disse que teve medo de que iriam pensar, e pediu ajuda à amiga, que queria pedir socorro. Edelvânia cedeu e indicou o local para enterrar o menino e cavou o buraco, segundo a Graciele. E ressaltou que nunca aplicou “picadinha” em Bernardo.
Sobre ter chorado durante todo depoimento, disse que não é o “monstro” criado pela “imprensa sensacionalista”. Sobre ida à festa no sábado, dia seguinte à morte de Bernardo, afirmou: “Tentei de todas as formas agir de forma normal”, para Leandro não desconfiar.

Finalizou o depoimento dizendo que Edelvânia só ajudou a enterrar o menino e não participou da morte. Sobre Evandro, falou que nem conhece o irmão da amiga. Ela optou por não responder os questionamentos do Ministério Público.

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