Skip to content

Geral

A Associação de Moradores discute com RGE problemas de energia e segurança envolvendo arborização na Comunidade Luis Secchi

| RD Uirapuru / Sabrine Paludo

A AMOLUSE — Associação de Moradores da Comunidade Luis Secchi — realizou uma reunião com representantes da RGE para tratar dos frequentes problemas de falta de energia elétrica registrados, principalmente, em dias de chuva e ventania na comunidade.

Participaram do encontro Eliana Bortolon, consultora de negócios da RGE, e Alvaro Diniz Rezende Mainarde, técnico de operações de campo. Representando a associação, estiveram o presidente Paulo Terloni, o vice-presidente Gelso Bertoncello e o jornalista Saul Spinelli, conselheiro da AMOLUSE e autor da Lei Paulo Fragomeni, que trata do inventário arbóreo.

A Comunidade Luis Secchi é considerada uma das regiões mais arborizadas da cidade, contando com áreas como o Parque Linear Álvi Verde e diversas espécies plantadas ao longo da ciclovia, canteiros e calçadas. A arborização é reconhecida pelos moradores como um importante patrimônio ambiental e urbano.

No entanto, segundo a associação, parte das árvores existentes apresenta comprometimentos estruturais e riscos de queda, especialmente durante temporais. Algumas espécies de grande porte foram plantadas em locais inadequados, como calçadas estreitas e áreas próximas à rede elétrica, gerando preocupação quanto à segurança da população e à estabilidade do fornecimento de energia.

Dados de órgãos ligados à arborização urbana e à Defesa Civil apontam que árvores com problemas fitossanitários, raízes comprometidas, troncos ocos, inclinação excessiva e podas irregulares podem representar elevado risco em períodos de ventos fortes e chuvas intensas. Em diversas cidades brasileiras, quedas de árvores já provocaram acidentes, interrupções no fornecimento de energia, danos materiais e vítimas.

Diante da situação, a AMOLUSE iniciou um levantamento técnico para identificar árvores que necessitam de poda, manejo preventivo ou retirada, além de espécies que apresentam condições inadequadas para áreas urbanas e calçadas.

A associação também mantém diálogo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, COMAU e Ministério Público, buscando soluções que conciliem preservação ambiental, planejamento urbano e segurança pública.

O presidente da AMOLUSE, Paulo Terloni, ressaltou que a entidade defende a arborização urbana, mas considera necessária uma ação preventiva diante dos riscos existentes.

Segundo ele, a comunidade valoriza e reconhece a importância das árvores para a qualidade de vida, mas, neste momento, é necessário priorizar a segurança das famílias e evitar acidentes envolvendo árvores comprometidas.

Saul Spinelli destacou ainda a importância do inventário arbóreo como instrumento técnico para o planejamento urbano e a prevenção de acidentes.

Conforme Spinelli, é fundamental que o município tenha um levantamento atualizado das espécies existentes, suas condições e compatibilidade com o espaço urbano. Ele afirmou que o inventário arbóreo é uma ferramenta importante para preservar vidas, proteger o meio ambiente e garantir segurança à população.

Espécies recomendadas para áreas com rede elétrica

Especialistas em arborização urbana recomendam que, em calçadas com rede elétrica aérea, sejam utilizadas espécies de pequeno porte, adequadas ao espaço urbano e com menor risco de interferência na fiação.

Entre as espécies mais indicadas estão:

pitangueira;
quaresmeira;
ipê-branco;
manacá-da-serra-anão;
escova-de-garrafa;
pata-de-vaca;
cerejeira-do-rio-grande;
flamboyant-mirim.

A AMOLUSE defende que futuras ações de arborização sejam realizadas com planejamento técnico, respeitando critérios ambientais, urbanísticos e de segurança.