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Agronegócios

Alta dos hortifrutigranjeiros deve manter cesta básica pressionada pelos próximos meses em Passo Fundo

| RD Uirapuru / Sabrine Paludo
Alta dos hortifrutigranjeiros deve manter cesta básica pressionada pelos próximos meses em Passo Fundo

O aumento constante no custo de vida tem preocupado os consumidores de Passo Fundo, que vêm sentindo no bolso o impacto da alta dos preços dos alimentos. Em maio, a cesta básica voltou a registrar aumento no município, e os principais responsáveis pela elevação foram os hortifrutigranjeiros. O tomate liderou as altas, com reajuste de 35,42%, seguido pela batata-inglesa, que ficou 20,42% mais cara, e pela cebola, com aumento de 16,48%, contribuindo diretamente para que a cesta básica atingisse o valor médio de R$ 1.731,28 na cidade.

A alta nos preços dos produtos de hortifrúti deve continuar impactando o custo da cesta básica nos próximos meses. É o que destaca o proprietário do Atacado e Fruteira do Petti, Josemar Bloss. De acordo com ele, a alta está diretamente relacionada às condições climáticas registradas nas últimas semanas. Segundo Bloss, a alternância entre dias mais quentes e noites frias tem afetado especialmente produtos mais sensíveis, como o tomate, que foi o item com maior aumento no período. Além disso, o reajuste no preço do diesel também contribuiu para a elevação dos custos ao longo da cadeia de abastecimento.

O empresário alerta que o cenário deve permanecer nos próximos meses e pode até se agravar com a chegada de novas frentes frias e períodos de chuva. Conforme ele, produtos mais expostos às condições climáticas, como tomate, pimentão e abobrinha, tendem a sofrer ainda mais com as variações de temperatura, enquanto itens cultivados sob a terra, como batata, cenoura e beterraba, podem ser impactados em caso de excesso de chuvas.

A expectativa do setor é que os preços permaneçam elevados pelos próximos 60 a 90 dias, sem perspectiva de redução significativa no curto prazo. Por outro lado, alguns produtos da safra de inverno apresentam comportamento diferente. É o caso das frutas cítricas, como laranja e bergamota, que registram maior oferta nesta época do ano e, consequentemente, preços mais acessíveis aos consumidores.

Bloss também destaca que a alta dos preços não afeta apenas quem compra, mas também os comerciantes. Segundo ele, além da dificuldade de repassar integralmente os reajustes ao consumidor, os produtos costumam apresentar menor qualidade e durabilidade durante períodos de instabilidade climática, aumentando os desafios enfrentados pelo setor.