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Geral

Após relato de onça, Batalhão Ambiental orienta moradores do interior de Passo Fundo

| RD Uirapuru / Suélen Kommers

A circulação de uma fotografia nas redes sociais levantou a suspeita da presença de uma onça-pintada na localidade de Bela Vista, no interior de Passo Fundo, durante o último sábado (4). A informação mobilizou a 1ª Companhia de Polícia Ambiental do 3º Batalhão Ambiental da Brigada Militar, que realizou diligências na região. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a presença do animal ou sobre a espécie registrada na imagem.

Em entrevista à Rádio Uirapuru, o comandante da 1ª Companhia de Polícia Ambiental, Capitão Thobias Dal Ponte, informou que a corporação recebeu a fotografia no sábado e iniciou patrulhamentos na comunidade. Segundo ele, embora a imagem aparente mostrar uma onça-pintada, nenhuma evidência confirmou a presença do animal no local.

O comandante explicou que a ocorrência de onças-pintadas no Rio Grande do Sul é conhecida principalmente no Parque Estadual do Turvo, localizado no município de Derrubadas, na divisa com a Argentina. Conforme o oficial, a espécie necessita de grandes áreas de vegetação nativa e corredores florestais para se deslocar, o que torna improvável, embora não impossível, sua chegada até a região de Passo Fundo.

Já a presença da suçuarana, também conhecida como leão-baio, é considerada mais comum no Estado. De acordo com o capitão, eventualmente há registros desse felino em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, motivo pelo qual a orientação à população permanece a mesma, independentemente da espécie.

Entre as recomendações estão evitar entrar em áreas de mata durante a noite, manter animais domésticos protegidos, não deixar restos de alimentos expostos, acondicionar corretamente o lixo e manter boa iluminação nas propriedades rurais. Caso alguém encontre um animal desse porte, a orientação é manter a calma, evitar movimentos bruscos, não tentar alimentá-lo, encurralá-lo ou capturá-lo e acionar imediatamente a Polícia Ambiental.

Capitão Thobias Dal Ponte explicou ainda que, se o animal estiver em seu habitat natural, a orientação é que as pessoas se afastem da área. Em situações em que o felino esteja em local de risco ou em área habitada, equipes técnicas especializadas podem ser acionadas para realizar a sedação e o manejo do animal.