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Saúde

Aumento do uso de canetas emagrecedoras acende alerta para perda de massa muscular

Públicado em Por RD Uirapuru / Sabrine Paludo

A procura por canetas emagrecedoras tem aumentado de forma expressiva nos últimos anos, tornando esses medicamentos um dos temas mais debatidos quando o assunto é perda de peso. Embora indicados para casos específicos e sob prescrição médica, o uso tem se popularizado entre pessoas que buscam emagrecimento rápido. No entanto, especialistas alertam que, sem acompanhamento médico e mudanças nos hábitos de vida, o tratamento pode trazer riscos à saúde, como a perda de massa muscular e outras complicações.

Em entrevista à Uirapuru, o educador físico Guerton Benck explica que medicamentos como Ozempic e Mounjaro foram desenvolvidos inicialmente para o tratamento do diabetes tipo 2. Segundo ele, quando utilizados com orientação médica, podem contribuir para a melhora da saúde e da qualidade de vida de pacientes que realmente necessitam do tratamento. O problema, porém, é o uso indiscriminado por pessoas que buscam apenas emagrecer rapidamente.

De acordo com Guerton, um dos principais efeitos desses medicamentos é a redução do apetite, fazendo com que a pessoa sinta saciedade por mais tempo e diminua significativamente a ingestão de alimentos. Apesar da perda de gordura, ele alerta que, sem uma alimentação adequada e a prática de exercícios físicos, também ocorre perda de massa muscular, considerada essencial para a manutenção da saúde.

O educador físico observa que muitas pessoas abandonam o acompanhamento nutricional e até deixam de praticar exercícios ao iniciarem o uso das canetas. Segundo ele, esse comportamento pode comprometer os resultados do tratamento e aumentar os riscos de problemas futuros, já que a musculatura desempenha papel fundamental na mobilidade, na força e na qualidade de vida. Guerton destaca que a perda de massa muscular está diretamente relacionada ao desenvolvimento da sarcopenia, condição caracterizada pela redução progressiva da massa e da força muscular, que se intensifica naturalmente com o avanço da idade. Ele explica que a doença aumenta o risco de quedas, fraturas, perda da independência e outras complicações, principalmente entre pessoas idosas.

Outro ponto de atenção é que muitas pessoas fazem uso contínuo das canetas sem qualquer acompanhamento profissional. Conforme o educador físico, além da perda de massa muscular, o uso inadequado pode favorecer problemas como desnutrição, anemia, pancreatite, alterações hepáticas e até quadros de depressão. Para Guerton, o tratamento com esses medicamentos deve sempre ser acompanhado por um médico, além do suporte de um nutricionista e da prática regular de exercícios físicos, especialmente musculação.